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Tema de redação sobre capacitismo na sociedade brasileira

Tema de redação sobre capacitismo

O “Big Brother Brasil 24” recentemente jogou luz sobre um tema crucial: o capacitismo. Este debate, desencadeado pelo comentário do participante Maycon sobre o atleta paralímpico Vinicius Rodrigues, ecoou pelas redes sociais, revelando um problema persistente em nossa sociedade: o preconceito contra pessoas com deficiência, muitas vezes sutil e normalizado.

Vocês, estudantes, fiquem atentos! Este artigo é essencial. Aqui, não apenas compreenderemos a natureza do capacitismo, mas também forneceremos repertórios e argumentos fundamentais para aprimorar suas redações.

Adiante, examinaremos as manifestações desse preconceito e as formas de combatê-lo, almejando uma sociedade mais inclusiva e equitativa. Então, preparados para escrever o tema de redação sobre capacitismo? Vamos lá!

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Capacitismo na sociedade brasileira: o desafio de superar a normalização do preconceito contra pessoas com deficiência” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 

Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

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  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas.
  3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de linhas. 
  4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
  • 4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo consideradas “textos insuficiente”; 
  • 4.2 fugir do tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; 
  • 4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
  •  4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica, ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.

Texto I

O que é capacitismo?

Descrições de preconceito, atitudes e crenças formam o capacitismo, o qual coloca pessoas com deficiência em uma posição de inferioridade. Assim, ações capacitistas discriminam essa parte da população devido às suas deficiências e limitações físicas ou mentais.

Além disso, essa discriminação se fundamenta na suposição de que a deficiência é indesejável e que pessoas com deficiência são menos capazes ou menos dignas de respeito e oportunidades.

Ademais, a supervalorização da realização de tarefas básicas por pessoas com deficiência também caracteriza o capacitismo, tratando-as com um tipo de heroísmo equivocado.

Por outro lado, muitas pessoas desconhecem o termo capacitismo e não reconhecem o preconceito em suas falas e ações. Por isso, torna-se crucial discutir sobre esse assunto e educar familiares, colegas e amigos.

Fonte adaptada: Unimed Campinas.

Texto II

Uma violinista de 26 anos, Uli Firmino, foi a protagonista de um flagrante caso de capacitismo no aeroporto Guararapes, em Recife, em 2019. Ela ganhou atenção nacional após ter sido impedida de viajar sozinha, apesar de apresentar um laudo médico que comprovava sua autonomia.

Durante o incidente, Uli solicitou a mudança de seu assento no avião, longe das turbinas, devido à sensibilidade auditiva causada pela Síndrome de Asperger, um transtorno do espectro autista (TEA).

Contudo, apesar de argumentar que viaja sozinha desde os 10 anos sem enfrentar problemas, a violinista teve que lidar com uma extensa burocracia por ter declarado sua deficiência.

Como consequência, Uli perdeu a data de uma cirurgia em Fortaleza, que foi posteriormente remarcada. Em resposta ao ocorrido, o Procon-PE multou a companhia aérea em R$ 500 mil, um fato amplamente divulgado pela mídia.

Esse incidente com Uli Firmino exemplifica as frequentes situações de preconceito e discriminação enfrentadas por pessoas com deficiência no Brasil.

Interessantemente, a violinista compartilha a mesma síndrome de figuras notáveis como Lionel Messi, o famoso jogador de futebol argentino diagnosticado aos oito anos; o ator britânico Anthony Hopkins e o renomado físico Albert Einstein, ambos também diagnosticados com a Síndrome de Asperger.

Fonte: Agência Senado

Texto III

A discriminação baseada em deficiência, assim como aquelas relacionadas a sexo ou raça, constitui uma das formas de preconceito ancoradas nas características corporais das pessoas. Ademais, o Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) e a Constituição Federal proíbem explicitamente tais atos discriminatórios.

Importante destacar, a discriminação em virtude de deficiência engloba qualquer ato de distinção, restrição ou exclusão que comprometa ou anule direitos e liberdades fundamentais de pessoas com deficiência.

Além disso, a identificação da discriminação nem sempre é óbvia. Ela se manifesta de forma direta, por exemplo, quando uma escola nega matrícula a uma criança com deficiência ou quando um emprego é negado exclusivamente devido à condição da pessoa.

Nesse sentido, essa discriminação também se evidencia na recusa de oferecer tecnologias assistivas e adaptações razoáveis, sem que isso represente um ônus desproporcional ao fornecedor.

Por outro lado, a discriminação pode ser indireta, surgindo em exigências desnecessárias. Um exemplo é requerer, em uma contratação, qualificações e aptidões irrelevantes para o cargo e que não podem ser atendidas por pessoas com deficiência.

Fonte adaptada: Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios.

Texto IV

Segundo pesquisa de 2020 do Ministério Público do Trabalho (MP-SP), mais de 69% das pessoas com deficiência entrevistadas já presenciaram ou viveram algum tipo de discriminação no ambiente de trabalho.

Livros sobre o tema capacitismo

  1. O Ensaio sobre a Cegueira” de José Saramago: este romance explora a reação da sociedade a uma epidemia de cegueira inexplicável, destacando as formas de exclusão e preconceito enfrentadas por pessoas com deficiência.
  2. “Dois Irmãos” de Milton Hatoum: aborda conflitos familiares e questões sociais, ou seja, incluindo a maneira como a sociedade trata pessoas com deficiências.
  3. “Feliz Ano Velho” de Marcelo Rubens Paiva: autobiografia que narra a vida do autor após um acidente que o deixou paraplégico.

Filmes e Séries

  1. “A Teoria de Tudo”: Filme biográfico sobre Stephen Hawking, físico teórico diagnosticado com esclerose lateral amiotrófica (ELA).
  2. “Crip Camp: Revolução pela Inclusão” (Documentário): explora a história do movimento pelos direitos das pessoas com deficiência nos Estados Unidos.
  3. “Breaking Bad”: série que inclui um personagem, Walter Jr., que tem paralisia cerebral, apresentando desafios e preconceitos enfrentados.
  4. “Atypical” (Série Netflix): a série acompanha a vida de um jovem com transtorno do espectro autista.
  5. “The Fundamentals of Caring” (Filme Netflix): explora a relação entre um cuidador e um adolescente com distrofia muscular.
  6. “Como Eu Era Antes de Você” (Filme): baseado no livro de Jojo Moyes, retrata a vida de um jovem tetraplégico.

Constituição Brasileira

  • Artigo 23, inciso II: fala sobre a competência comum da União, estados, Distrito Federal e municípios em cuidar da saúde e assistência pública.
  • Artigo 24, inciso XIV: trata da proteção e integração social das pessoas com deficiência.
  • Artigo 227, § 2º: garante direitos especiais às crianças com deficiência.

Agenda 2030 – ONU

  • Objetivo 10: reduzir a desigualdade dentro e entre os países, incluindo a promoção da inclusão social de pessoas com deficiência.
  • Meta 10.2: empoderar e promover a inclusão social, econômica e política de todos, independentemente da idade, sexo, deficiência, raça, etnia, origem, religião ou status econômico ou outro.

Tema de redação sobre capacitismo: vídeo

Argumento 1: Banalização do capacitismo na sociedade Brasileira

O que é: a banalização do capacitismo na sociedade brasileira refere-se à normalização de atitudes e comportamentos discriminatórios contra pessoas com deficiência. Isso inclui desde piadas ofensivas até a falta de acessibilidade em espaços públicos.

Causa: a principal causa é a falta de conscientização sobre os direitos e capacidades das pessoas com deficiência, isto é, perpetuando estereótipos e preconceitos arraigados culturalmente.

Consequência: a consequência é a marginalização social das pessoas com deficiência, contribuindo para sua exclusão de oportunidades essenciais, como educação, emprego e participação social.

Solução possível: a solução envolve educação e conscientização da sociedade, inclusão de temas relacionados à deficiência nos currículos escolares, como também políticas públicas efetivas de inclusão e acessibilidade.

Repertório Filosófico – Hannah Arendt: a filósofa alemã Hannah Arendt, em sua obra sobre a banalidade do mal, aborda como comportamentos prejudiciais podem tornar-se normais em uma sociedade. Sua teoria pode ser aplicada ao capacitismo, destacando como a discriminação pode ser normalizada e banalizada.

Relação com o argumento: Arendt enfatiza a importância de questionar e resistir às normas sociais que perpetuam a injustiça e a exclusão. Ou seja, Isso se alinha com a necessidade de combater a banalização do capacitismo, promovendo uma sociedade mais inclusiva e consciente dos direitos das pessoas com deficiência.

Argumento 2: Falta de debate sobre capacitismo

O que é: a falta de conscientização no ensino sobre capacitismo refere-se à ausência de educação e sensibilização nas escolas sobre as questões e desafios enfrentados por pessoas com deficiência, uma vez que contribui para a normalização do capacitismo na sociedade.

Causa: a principal causa é a carência de abordagens educativas que discutam a diversidade e a inclusão, especialmente no contexto do capacitismo. Muitas vezes, currículos e programas escolares não incluem discussões críticas sobre deficiência e capacitismo.

Consequência: essa falta de conscientização perpetua estereótipos e preconceitos, resultando em uma sociedade menos inclusiva e mais tolerante ao capacitismo. Afinal, estudantes crescem sem entender a importância da inclusão e do respeito às diferenças.

Solução Possível: Incorporar a educação sobre a deficiência e o capacitismo como parte integrante dos currículos escolares, promovendo discussões, projetos e atividades que conscientizem os alunos sobre a importância da inclusão e do respeito à diversidade.

Repertório Filosófico – Michel Foucault: o filósofo francês Michel Foucault, conhecido por suas teorias sobre poder e conhecimento, destaca, sobretudo como as estruturas sociais e educacionais podem moldar a percepção sobre a normalidade e a anormalidade.

Dessa forma, a aplicação de suas teorias ao contexto educacional pode iluminar como a falta de conscientização contribui para a normalização do capacitismo. Nesse sentido, Foucault argumenta que o conhecimento e o poder estão intrinsecamente ligados e que a educação desempenha um papel crucial na formação de discursos e práticas sociais.

Por fim, agora que você está bem informado sobre todos os aspectos a respeito do tema de redação sobre capacitismo, que tal colocar seus conhecimentos em prática? Ao acessar a nosso site, você terá a oportunidade de ter sua redação corrigida pela mais renomada e eficiente plataforma de correção do Brasil.

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