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    parentalidade-positiva
    Valdiele Silva
    14 min

    Desafios para a implementação da parentalidade positiva no Brasil contemporâneo | Tema de redação

    Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826/24, que estabelece diretrizes para a promoção da parentalidade positiva e reconhece, oficialmente, o direito ao brincar como instrumento fundamental na prevenção à violência contra crianças. O texto legal determina que Estado, família e sociedade devem atuar de forma articulada para garantir uma infância segura, afetiva e protegida. Mas, diante do cenário atual, surgem perguntas urgentes: como colocar isso em prática? Quais obstáculos ainda existem para a construção de uma educação não violenta no Brasil? E por que esse tema deve ser compreendido como uma pauta prioritária? Essas questões não são apenas sociais. Elas também são temas potenciais de redação. A parentalidade positiva envolve debates sobre afeto, responsabilidade, educação, violência e direitos da criança, assuntos que dialogam diretamente com os critérios da competência 2 do ENEM e de diversas provas discursivas. Ao longo deste post, você vai entender o que diz a nova legislação, quais caminhos temáticos podem surgir a partir dela e como se preparar para esse debate com argumentos sólidos, repertórios estratégicos e propostas viáveis. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a implementação da parentalidade positiva no Brasil contemporâneo”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.  Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Parentalidade Positiva Texto 1 — Lei 14.826/2024: um marco para a infância Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826, que reconhece o direito ao brincar e à parentalidade positiva como estratégias para prevenir a violência infantil. Nesse sentido, o texto reforça que a violência contra crianças e adolescentes é uma violação grave dos direitos humanos, com impactos físicos, mentais e sociais profundos. Além disso, destaca-se que a parentalidade positiva envolve acolhimento, vínculo afetivo e respeito à autonomia da criança, afastando práticas violentas, autoritárias ou negligentes. De forma complementar, a nova legislação determina que União, estados e municípios devem criar políticas públicas integradas nas áreas de saúde, educação, cultura, segurança e assistência social. Com isso, o objetivo é garantir uma infância mais protegida, com estímulo ao desenvolvimento saudável, à comunicação não violenta e à construção de vínculos seguros. Cabe, portanto, ao Estado, à família e à sociedade promover o cuidado emocional, a supervisão respeitosa e o acesso a espaços de lazer, cultura e educação humanizada. Além disso, a Lei estabelece que o adulto deve atuar como referência no processo educativo, por meio do diálogo e da escuta ativa, rejeitando tanto a punição quanto a permissividade. Na prática, a parentalidade positiva também exige condições estruturais adequadas: campanhas educativas, espaços para brincar, acompanhamento psicológico e estímulo ao desenvolvimento neurológico. Por fim, a norma reforça o que já estava previsto na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância. Trata-se de um avanço legal que pode inspirar políticas concretas e, mais ainda, gerar debates em vestibulares e concursos sobre os deveres coletivos na formação da infância. Fonte adaptada de GOV Texto 2 — O que é Parentalidade Positiva? Entenda os benefícios e os desafios da nova lei No contexto brasileiro, a parentalidade positiva vem ganhando destaque, principalmente após a sanção da Lei nº 14.826/2024, que a reconhece como uma estratégia para combater a violência contra crianças. De forma objetiva, parentalidade positiva é uma prática que fortalece os laços entre pais e filhos, baseada no respeito, na escuta ativa e no acolhimento emocional. Nesse modelo educativo, punições severas ou atitudes autoritárias dão lugar ao diálogo, à empatia e à construção de limites coerentes, com afeto e firmeza equilibrados. Ao adotar essa abordagem, o vínculo familiar se torna mais sólido. Crianças passam a se sentir mais compreendidas, seguras e emocionalmente encorajadas a expressar suas emoções com maturidade. Entre os principais benefícios, podemos destacar: o estímulo à autonomia, a redução de comportamentos agressivos, o fortalecimento da autoestima e a construção de relações mais cooperativas e confiáveis. No entanto, é importante reconhecer que essa prática também enfrenta desafios. Muitos pais relatam dificuldades de tempo, paciência e constância na aplicação de métodos mais respeitosos e reflexivos. Por isso, buscar apoio profissional, consumir conteúdos educativos e integrar redes de acolhimento são estratégias fundamentais para tornar a parentalidade positiva uma realidade possível no dia a dia. Além disso, é essencial lembrar que essa forma de educar não elimina regras. Ao contrário, ela reforça limites de forma clara e respeitosa, promovendo a cooperação e o desenvolvimento emocional equilibrado. Adotar essa abordagem é, portanto, um investimento no futuro. Afinal, crianças criadas com empatia e diálogo têm mais chances de se tornarem adultos seguros, críticos e responsáveis. Fonte adaptada de Fundação Abrinq Texto 3 — Quais são os principais desafios da parentalidade no Brasil? Embora a parentalidade positiva tenha se consolidado como um modelo de criação mais empático e eficaz, ainda existem inúmeros desafios que dificultam sua aplicação prática no Brasil. Antes de mais nada, é importante compreender que esses obstáculos são multifatoriais. Eles envolvem tanto questões culturais quanto estruturais e emocionais. A seguir, conheça os principais: 1. Cultura da culpa Um dos grandes entraves para a prática da parentalidade positiva é a cultura da culpa, especialmente sobre as mães. Elas frequentemente se sentem insuficientes, acreditando não estar cumprindo adequadamente seu papel. Isso ocorre porque, mesmo com múltiplos estilos parentais possíveis, ainda há uma pressão social por um padrão de criação “perfeito”, o que desestimula a autonomia dos cuidadores. 2. Excesso de informações desencontradas Além disso, há um excesso de conteúdos, dicas e relatos sobre como criar filhos. Embora muitos sejam bem-intencionados, a quantidade pode confundir mais do que ajudar. Esse bombardeio de informações dificulta o desenvolvimento de estratégias próprias e personalizadas, baseadas nas reais necessidades da criança. 3. Dificuldade em conciliar vida pessoal e profissional Outro desafio cotidiano é equilibrar carreira, autocuidado e a

    21 de abr. de 2025
    Adolescência série
    Valdiele Silva
    7 min

    Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira

    Nos últimos meses, a minissérie Adolescência, lançada pela Netflix em 2025, se tornou um dos assuntos mais comentados nas redes sociais. A obra, que acompanha a investigação de um crime envolvendo um adolescente de 13 anos, ultrapassa os limites da ficção e se transforma em um verdadeiro alerta social. Além disso, ela se mostra uma fonte riquíssima para ser usada como repertório sociocultural legítimo nas redações do ENEM, vestibulares e concursos. A série, ao abordar temas como violência virtual, saúde mental e negligência familiar, oferece diversas possibilidades de aplicação em propostas que discutem juventude, tecnologia, discurso de ódio e educação emocional. Portanto, este post é um guia completo para você entender como usar essa produção na sua argumentação, com aprofundamento nos temas tratados, repertórios relacionados, legislações vigentes e sugestões de abordagem na introdução da redação. Como usar uma série na redação? Antes de mais nada, é fundamental entender que o uso de séries na redação é permitido e pode garantir pontos preciosos, desde que seja pertinente ao tema e bem articulado. Segundo a matriz de referência da competência 2 do ENEM, o uso produtivo de repertórios socioculturais é um diferencial. Assim, se a proposta de redação abordar temas como juventude, violência digital, família ou saúde mental, Adolescência pode ser uma excelente escolha. Você deve: Exemplo de uso: 🎬 Veja o trailer completo da série Adolescência 👉 Agora, assista ao trailer agora e entenda por que esse é um dos temas mais urgentes do momento. Sobre o que fala a série Adolescência? Primeiramente, Adolescência é uma minissérie de 4 episódios que acompanha Jamie Miller, um garoto de 13 anos investigado pela morte de uma colega. Isso porque foi gravada integralmente em plano-sequência, ou seja, a trama vai além do suspense e mergulha nas falhas da sociedade na proteção emocional e psicológica da juventude. A série discute temas como: A obra se tornou um reflexo da juventude contemporânea, expondo de maneira direta como a omissão de adultos, a banalização da violência e o uso inadequado da internet moldam subjetividades frágeis e, muitas vezes, perigosas.Temáticas da série que podem ser usadas como argumentos: Cyberbullying e violência emocional no ambiente digital A série mostra adolescentes usando as redes sociais para humilhar e difamar colegas anonimamente. A omissão dos adultos, que não compreendem a gravidade desses atos, é um ponto-chave para a perpetuação da violência. Temas possíveis de redação: Ausência de acolhimento socioemocional nas escolas Mesmo diante de sinais de instabilidade emocional, Jamie não recebe suporte emocional adequado. Isso evidencia a carência de políticas de acolhimento nas instituições escolares. Repertório complementar: BNCC e o desenvolvimento de competências socioemocionais. Negligência familiar e abandono afetivo A ausência de diálogo, afeto e escuta na família de Jamie contribui para sua instabilidade emocional. Os pais apenas reconhecem sua responsabilidade tardiamente, quando o dano já é irreversível. Temas possíveis: Discursos incel e misoginia entre jovens Sem dúvida, a série denuncia como adolescentes estão sendo cooptados por fóruns online que pregam misoginia e discursos incel. Esses espaços estimulam o ódio às mulheres e justificam violências. Repertório complementar: Cultura incel, linguagem de ódio e estudos de misoginia digital. Saúde mental na adolescência Jamie apresenta sinais claros de sofrimento emocional. Além disso, a série demonstra como a negligência da saúde mental juvenil é um problema de saúde pública. Possível redação: Opinião pública, desinformação e discurso de ódio A opinião pública distorce os fatos. Também a comunidade passa a difundir narrativas falsas que culpabilizam a vítima, reforçando discursos de ódio e negacionismo. Redes sociais e comportamento nocivo Jamie é constantemente julgado pelas redes sociais. A falta de mediação e letramento digital acentua comportamentos violentos e distorções da realidade. Redução da maioridade penal A série levanta o debate sobre como lidar juridicamente com crimes cometidos por menores de idade. A polarização entre punição e proteção aparece de forma explícita. Leis, legislações e documentos importantes Repertórios complementares para usar com a série Adolescência Exemplo de introdução com a série Adolescência A série “Adolescência”, lançada pela Netflix em 2025, retrata a dura realidade de jovens que enfrentam bullying constante dentro do ambiente escolar, resultando em traumas emocionais profundos e episódios graves de violência. De forma análoga, fora da ficção, a sociedade brasileira enfrenta um cenário preocupante, em que a prática sistemática do bullying contribui diretamente para o agravamento da violência nas instituições de ensino, comprometendo a segurança e o desenvolvimento saudável dos estudantes. Diante disso, é necessário analisar como a negligência escolar intensifica esse problema e como a banalização da agressão contribui para sua perpetuação, a fim de refletir sobre estratégias efetivas de combate. Conclusão Por fim, como vimos, a minissérie Adolescência não se limita a entreter. Ela provoca, denuncia e propõe reflexões profundas sobre o estado emocional da juventude na era digital. Mais do que uma produção audiovisual, ela se configura como uma ferramenta poderosa de análise crítica. Por isso, é essencial que estudantes estejam preparados para utilizar essa obra de forma estratégica em seus textos. Se você deseja treinar temas atuais como esse e receber correções detalhadas, clique aqui e acesse a maior plataforma de redações do Brasil.

    18 de abr. de 2025
    ética médica
    Valdiele Silva
    9 min

    Alternativas para promover a ética profissional durante a formação médica no Brasil | Tema de redação

    Em uma sociedade marcada pelo avanço tecnológico e pela hiperexposição nas redes sociais, a atuação ética dos profissionais de saúde nunca foi tão urgente, especialmente no processo de formação. O caso recente da estudante de medicina que gravou e publicou um exame ginecológico de uma paciente nas redes sociais reacendeu um debate necessário: estamos formando médicos tecnicamente capazes, mas eticamente conscientes? Mais do que dominar procedimentos clínicos, o futuro profissional da saúde precisa compreender que cuidar vai além do corpo, envolve empatia, sigilo, responsabilidade e respeito à dignidade humana. A falta de preparo ético, quando ignorada desde o ensino superior, pode resultar em violações graves, como a exposição de pacientes e a banalização da dor alheia. Nesse cenário, refletir sobre a ética na formação médica não é apenas um exercício filosófico, mas um caminho essencial para evitar abusos, fortalecer a confiança entre médico e paciente e preservar os princípios fundamentais do cuidado. Este post vai te ajudar a entender por que esse tema pode aparecer na sua redação e como abordá-lo de forma crítica, coerente e nota mil. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para promover a ética profissional durante a formação médica no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre ética médica Textos motivadores sobre ética médica Texto I – Estudante de medicina é suspensa após divulgar exame ginecológico de paciente nas redes sociais Em janeiro de 2025, um caso ocorrido em Anápolis, Goiás, chamou atenção nacional ao expor a fragilidade da formação ética em instituições de ensino superior na área da saúde. Uma estudante de medicina filmou e publicou em suas redes sociais um exame ginecológico de uma paciente, deixando visíveis partes íntimas da mulher durante o procedimento. Segundo a própria universidade, todas as medidas cabíveis foram tomadas, embora o episódio tenha gerado ampla repercussão na mídia e entre especialistas. A Secretaria Municipal de Saúde, ao tomar conhecimento do caso, afirmou que nenhum procedimento médico deve ser realizado sem a presença de um preceptor e considerou inadmissível a conduta da estudante. Esse episódio revela não apenas a violação direta do direito à privacidade da paciente, mas também levanta um alerta sobre os limites da exposição nas redes sociais e o despreparo de parte dos estudantes quanto aos princípios básicos de ética médica. Fonte adaptada de: g1 Goiás Texto II – O que é ética médica? Fundamentos, normas e responsabilidades na formação profissional Quando se fala em ética na formação médica, é preciso recorrer à base normativa que orienta o exercício da medicina no Brasil: o Código de Ética Médica, instituído pela Resolução CFM nº 2.217/2018. Esse documento é mais do que um conjunto de regras. Segundo o Conselho Federal de Medicina, o código rege tanto a atuação clínica quanto o ensino, a pesquisa e a administração de serviços de saúde. Ao todo, ele reúne 26 princípios fundamentais, entre eles o dever de agir com zelo, a obrigação de respeitar o sigilo médico e a proibição expressa de qualquer forma de discriminação. Entre os pontos mais relevantes do documento está a vedação à exposição da intimidade dos pacientes. É expressamente proibido “exibir pacientes ou imagens que os tornem reconhecíveis em qualquer meio de comunicação”, mesmo com autorização. Essa norma ganha destaque diante de episódios recentes que envolvem estudantes ou profissionais que utilizam redes sociais para compartilhar procedimentos médicos, violando diretamente os direitos dos pacientes e a ética da profissão. O código também determina que médicos e estudantes devem zelar por um ambiente de respeito, empatia e segurança. Fonte adaptada: CFM Texto III – Estudantes zombam de paciente em vídeo e quebram o pilar da confiança na medicina Em abril de 2025, mais um caso expôs a urgência de se discutir a ética médica durante a formação universitária. Duas estudantes de medicina, de instituições distintas, foram denunciadas por injúria após divulgarem um vídeo nas redes sociais zombando da condição de uma paciente internada no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. O conteúdo, que ironizava o quadro clínico da paciente, foi gravado antes de seu falecimento e gerou grande indignação social. Durante entrevista à Rádio Metropole, a advogada Camila Vasconcelos destacou que esse tipo de conduta representa uma grave violação dos princípios éticos da medicina, especialmente o da confiança entre profissional e paciente. Segundo ela, mesmo não sendo médicas formadas, as estudantes já fazem parte de um ambiente profissional e, por isso, compartilham responsabilidades éticas compatíveis com o exercício da profissão. A advogada explicou que, embora não estejam sujeitas às mesmas punições disciplinares previstas para médicos, como a quebra formal do sigilo profissional, as alunas podem ser responsabilizadas por divulgação indevida de informações sensíveis, uma vez que o conteúdo circulou publicamente e desrespeitou a dignidade da paciente. O episódio escancara a necessidade de se reforçar, desde a graduação, o papel do estudante como agente ético. A formação médica não deve focar apenas na técnica, mas também cultivar empatia, responsabilidade e o compromisso com a humanização do cuidado. Fonte adaptada de: Metro1 TEXTO IV – Responsabilidade ética e legal dos estudantes de medicina no exercício da prática clínica Embora ainda estejam em formação, estudantes de medicina não estão imunes à responsabilidade pelos seus atos. Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=q44TTXk-ZGQ Repertórios socioculturais para desenvolver o tema “Ética na formação médica” 🎬 Filmes e Séries 1. Grey’s Anatomy – Temporada 2, Episódio “Denny Duquette”A personagem Izzie Stevens, residente do hospital, burla critérios médicos e manipula a fila de transplante de órgãos para beneficiar um paciente por quem está apaixonada. O episódio levanta questionamentos profundos sobre ética profissional, imparcialidade médica e a responsabilidade de estudantes durante a prática supervisionada. 2. The Resident – Vários episódiosA série retrata os bastidores da formação médica e expõe dilemas

    14 de abr. de 2025
    cultura incel
    Valdiele Silva
    11 min

    Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea | Tema de redação

    Você já ouviu falar na cultura incel? Se a resposta for não, atenção: essa expressão tem ganhado destaque na mídia, em séries e, principalmente, nos debates sociais sobre violência, misoginia e extremismo. Só para você ter uma ideia, a série Adolescência, da Netflix, trouxe à tona o termo ao retratar um personagem que se identifica com esse grupo, levantando uma discussão urgente. A palavra “incel” vem da união de “involuntariamente celibatário” e define homens heterossexuais frustrados com a própria vida afetiva, que culpam as mulheres e a sociedade pela falta de sucesso romântico. Mas a coisa vai muito além disso: comunidades online ligadas à cultura incel têm sido associadas a discursos de ódio e até a crimes violentos, como atentados e tiroteios em escolas. Diante disso, a cultura incel já é considerada um fenômeno social e comportamental que merece atenção — inclusive como tema de redação no ENEM, em vestibulares e concursos. E para você mandar bem se ele aparecer, preparamos este post completo com textos motivadores, repertórios e argumentos prontos para te ajudar. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ““Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea “, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.  Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre Cultura incel TEXTO 1 – O Conceito de Incel A série Adolescência, da Netflix, causou polêmica ao citar o termo “incel” em um dos episódios. A expressão, que une as palavras “involuntariamente celibatário”, define homens heterossexuais frustrados por não conseguirem estabelecer relações afetivas ou sexuais — e que acabam culpando as mulheres e a sociedade por isso. O que começou como uma conversa sobre timidez e exclusão social nos anos 1990, virou, com o tempo, uma bandeira de grupos misóginos que promovem discursos violentos, especialmente em fóruns e redes sociais. Segundo a Liga Anti-Difamação, que atua no combate ao extremismo, muitos fóruns online ligados à cultura incel incentivam ideias perigosas, como a superioridade masculina, o ódio ao feminismo e até atentados contra pessoas consideradas “privilegiadas” por esses grupos. Estudo publicado na revista Current Psychiatry Reports apontou que essas comunidades compartilham ideologias como a crença na “hipergamia feminina” — a ideia de que mulheres se relacionam apenas com homens considerados mais atraentes ou bem-sucedidos — e uma forte hierarquia social baseada na aparência física. Além disso, casos reais de violência foram associados à cultura incel. Um dos mais conhecidos ocorreu em 2014, nos Estados Unidos, quando Elliot Rodger matou seis pessoas e feriu várias outras, deixando um manifesto repleto de frases misóginas. Após o ataque, ele se tornou um ídolo em fóruns incel. Situações semelhantes também foram registradas no Canadá e na Inglaterra, reforçando o alerta sobre o poder destrutivo dessas ideologias quando somadas a sentimentos de exclusão, solidão e frustração masculina. Fonte adaptada de: CNN Brasil TEXTO 2 Após o sucesso da série Adolescência, que trouxe o termo “incel” para o centro dos debates sobre juventude e violência de gênero, a cultura incel ganhou novo destaque com o lançamento do thriller Garota Invisível, da autora Lisa Jewell. A obra, publicada no Brasil pela editora Intrínseca, mergulha em uma trama densa e atual, explorando os efeitos do ambiente digital tóxico e das comunidades misóginas que se organizam em fóruns online. No enredo, a jovem Saffyre, marcada por traumas e episódios de automutilação, desaparece misteriosamente. O principal suspeito é um homem de mais de 30 anos, descrito como incel por nunca ter se relacionado com uma mulher e que enfrenta acusações de assédio em uma escola. Ao longo da história, ele se envolve ainda mais com fóruns incel na internet, revelando como esse submundo pode influenciar o comportamento e os pensamentos de homens socialmente isolados. A cultura incel, termo que une “involuntário” e “celibatário”, não se resume apenas à frustração afetiva. Ela engloba ideologias violentas e misóginas, nas quais mulheres são vistas como inimigas ou responsáveis pelas frustrações masculinas. O livro, assim como a série da Netflix, denuncia o impacto que esse tipo de discurso pode ter, especialmente quando aliado à solidão, à exclusão e à ausência de apoio emocional. Com narrativa envolvente e reviravoltas impactantes, Garota Invisível mostra que a cultura incel não é apenas um fenômeno virtual, mas uma realidade preocupante que atravessa o cotidiano e pode influenciar atitudes no mundo real. Ao retratar a complexidade emocional de seus personagens, a obra levanta um alerta sobre a urgência de discutir saúde mental, masculinidade tóxica e violência simbólica — temas cada vez mais presentes nas redações e provas de atualidades. Fonte adaptada de: cnnbrasil.com.br TEXTO 3 A cultura incel sob olhar acadêmico: solidão, racismo e masculinidade tóxica Mais do que uma expressão da internet, a cultura incel passou a ser objeto de pesquisa científica no Brasil. Um estudo de Iniciação Científica da Universidade Federal do Espírito Santo, desenvolvido pelo estudante Yan Cardoso e orientado pela professora Maria Cristina Dadalto, investiga os aspectos psicossociais das comunidades incel e as relações entre solidão, masculinidade tóxica e racismo. Intitulada Análise psicossocial da cultura incel: explorando facetas on-line e na vida real, a pesquisa mergulha na origem, evolução e contradições desses grupos. Segundo Cardoso, o movimento incel, que surgiu como um espaço para desabafos sobre dificuldades afetivas, se transformou em um ambiente tóxico e antifeminista com a massificação da internet. Ele explica que a chamada “manosfera” ou “machosfera” elevou discursos de frustração a ideologias de ódio, ligando a rejeição amorosa a narrativas radicais como o red pill — um símbolo da libertação masculina diante de um suposto domínio feminino. A pesquisa se destaca por trazer uma abordagem interseccional. Sendo um homem negro que participou de fóruns incel na adolescência, Cardoso revela que a experiência de exclusão afetiva é ainda mais complexa quando atravessada pelo racismo. Enquanto o

    07 de abr. de 2025
    Chupeta digital
    Valdiele Silva
    15 min

    “Chupeta digital”: impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo e social das crianças | Tema de redação

    Você já parou para pensar no quanto o uso excessivo de telas pode afetar o desenvolvimento das crianças? Além disso, em meio à rotina acelerada, muitos pais têm encontrado nos celulares e tablets um recurso aparentemente inofensivo para acalmar os filhos. No entanto, especialistas alertam que essa solução imediata pode, na verdade, comprometer aspectos importantes do crescimento infantil. Dessa forma, é fundamental refletir sobre os impactos desse hábito e buscar alternativas mais saudáveis. Portanto, o equilíbrio no uso da tecnologia se torna essencial para garantir um desenvolvimento adequado. O termo “chupeta digital” ganhou força justamente por traduzir esse uso recorrente dos dispositivos eletrônicos como forma de silenciar birras ou distrair os pequenos. Mas essa prática, cada vez mais comum, está relacionada ao aumento de dificuldades emocionais e cognitivas em crianças de até quatro anos. Segundo dados preocupantes, 26% das crianças entre 0 e 4 anos passam mais de quatro horas por dia diante de uma tela. E o cenário se agrava: no Reino Unido, quase 90% das crianças de 3 a 4 anos acessam a internet regularmente, muitas já com seus próprios smartphones. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, por exemplo, que crianças de 2 a 5 anos tenham, no máximo, uma hora de tela por dia — sempre com supervisão. Mais do que um simples hábito, estamos diante de uma questão social e educacional urgente, com impactos que já estão sendo sentidos dentro das escolas. E se esse assunto já chegou às salas de aula, pode, com certeza, aparecer também na sua prova do ENEM, de vestibulares ou concursos. A seguir, você confere quatro textos motivadores que aprofundam esse debate e vão te ajudar a refletir — e argumentar — com base em dados, pesquisas e análises especializadas. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema ““Chupeta digital”: impactos do uso excessivo de telas no desenvolvimento cognitivo e social das crianças”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre problemas “Chupeta digital” TEXTO 1 – O perigo silencioso do uso precoce de telas Recorrer às telas para acalmar a birra de crianças menores de quatro anos pode estar prejudicando o desenvolvimento da regulação emocional. É o que revela um estudo canadense publicado no periódico Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry. A pesquisa apontou que 26% das crianças de 0 a 4 anos passam mais de quatro horas por dia diante de telas, criando um ciclo de dependência: quanto mais os pais utilizam aparelhos eletrônicos para acalmar, menos os filhos conseguem controlar raiva e frustração por conta própria. A investigação acompanhou 265 famílias em dois momentos: em 2020, com as crianças em média com 3,5 anos, e um ano depois. Os resultados indicaram que o uso excessivo de dispositivos estava associado a uma redução significativa na capacidade de regulação emocional. Segundo os autores, isso ocorre porque a criança passa a depender de estímulos externos, sem desenvolver estratégias próprias para lidar com emoções difíceis. Para o pediatra Claudio Schvartsman, do Hospital Albert Einstein, o uso excessivo de telas pode ser viciante: “Observamos que os eletrônicos realmente hipnotizam, é quase uma adição”. Embora o contexto da pandemia tenha exigido maior uso desses dispositivos, especialistas reforçam que o papel das famílias é insubstituível. Limites, conversas e acompanhamento emocional são fundamentais para o desenvolvimento infantil saudável. Fonte adaptada de: Lunetas TEXTO 2 – A “chupeta virtual” e o comportamento infantil A estratégia de dar tablets ou celulares para cessar a birra das crianças pode piorar o comportamento delas, segundo alerta de cientistas. Esse recurso, chamado de “chupeta digital”, impede que os pequenos desenvolvam habilidades essenciais para o controle emocional. O estudo analisou 265 crianças com menos de cinco anos e identificou que aquelas que foram acalmadas com dispositivos digitais apresentaram maior dificuldade para lidar com sentimentos negativos, como raiva e frustração, um ano depois. Veronika Konok, autora do estudo e pesquisadora da Universidade Eotvos Lorand (Hungria), afirma que “as birras não podem ser curadas por dispositivos digitais. As crianças precisam aprender a administrar suas emoções negativas por si mesmas.” O problema, segundo ela, é que quando pais oferecem constantemente os dispositivos, a criança não aprende a se autorregular — um processo fundamental para a saúde emocional ao longo da vida. Além disso, especialistas como a psicóloga Talitha Nobre apontam que o uso recorrente de eletrônicos cria uma associação perigosa: a criança percebe que sempre que chorar ou se irritar, receberá o que quer. Isso dificulta a imposição de limites e prejudica o desenvolvimento de vínculos afetivos baseados no diálogo, empatia e acolhimento. Birras não devem ser reprimidas com tecnologia, mas compreendidas e trabalhadas com firmeza, empatia e apoio emocional. Fonte adaptada de: Revista Crescer TEXTO 3 – Repetição do hábito e o risco do ciclo vicioso Mais um estudo canadense reforça os alertas sobre os riscos de transformar os eletrônicos em “chupetas digitais”. Publicada no Frontiers in Child and Adolescent Psychiatry, a pesquisa revelou que o uso rotineiro de dispositivos para acalmar crianças pequenas pode comprometer sua capacidade de desenvolver controle emocional. Acompanhando 265 crianças de até quatro anos ao longo de um ano, os cientistas observaram que aquelas com maior tempo de tela apresentaram menor capacidade de lidar com frustrações. Os dados indicam que, quanto mais cedo e frequentemente se recorre a esse tipo de estímulo, maiores são os impactos negativos. O mais preocupante é o ciclo vicioso criado: pais oferecem os aparelhos para controlar birras e, com isso, as crianças passam a depender ainda mais desses recursos, sem aprender a regular suas emoções de maneira autônoma. Além do fator comportamental, o estudo ressalta que esse padrão pode gerar consequências duradouras na construção da personalidade, na interação social e no desempenho escolar. O desenvolvimento emocional saudável

    31 de mar. de 2025
    Artigo de Opinião
    Valdiele Silva
    5 min

    Artigo de Opinião: o que é, estrutura, dicas e exemplos para mandar bem no vestibular

    Você já foi surpreendido em uma prova de vestibular com a proposta de escrever um artigo de opinião? Se ainda não aconteceu, é bom se preparar. Além disso, cada vez mais universidades, como a UECE, a UNICAMP e até a própria FUVEST, têm solicitado esse gênero textual, que vai além da tradicional dissertação argumentativa. Dessa forma, é fundamental entender que o artigo de opinião exige mais do que uma simples expressão de pensamentos. Portanto, ele requer estrutura, estratégia e domínio da argumentação para ser bem-sucedido. Neste post, vamos responder às dúvidas mais comuns sobre esse gênero, apresentar dicas, exemplos e mostrar como você pode escrever um artigo de opinião impecável — inclusive com a correção detalhada na nossa plataforma. O que é um artigo de opinião? O artigo de opinião é um gênero textual argumentativo em que o autor defende um ponto de vista sobre um tema polêmico ou atual. Ele busca convencer o leitor a refletir ou concordar com sua posição por meio de argumentos consistentes, dados e exemplos relevantes. Costuma ser veiculado em jornais, revistas ou portais digitais e é assinado, ou seja, identifica o autor da opinião. O que é artigo de opinião exemplo? Veja um trecho de um artigo de opinião sobre educação: “Enquanto nosso governo investe na expansão econômica e financeira do país, a educação regride, apresentando, assim, muitos problemas estruturais.”— Trecho de artigo de opinião sobre educação. Perceba que o autor apresenta uma crítica clara e fundamentada, com linguagem acessível e direta. O objetivo é provocar reflexão sobre um tema urgente. Como se deve fazer um artigo de opinião? A produção de um artigo de opinião deve seguir alguns passos: Qual é a estrutura de um artigo de opinião? A estrutura é muito parecida com a de uma dissertação: Parte Função Introdução Apresenta o tema e a tese (opinião do autor) Desenvolvimento Argumentos que defendem o ponto de vista, com dados e exemplos para o artigo de opinião Conclusão Retoma a tese e propõe uma reflexão ou solução Quantas linhas tem e qual é o principal objetivo do artigo de opinião? O objetivo central é defender uma opinião por meio da argumentação. Além disso, o autor precisa convencer o leitor de que sua perspectiva é válida, utilizando argumentos consistentes, referências confiáveis e linguagem persuasiva. Dessa forma, é fundamental estruturar a argumentação de forma clara, para garantir que o leitor compreenda e aceite o ponto de vista apresentado. Portanto, a eficácia do artigo depende diretamente da qualidade dos argumentos e da forma como o autor os expõe. O número de linhas pode variar conforme a proposta da prova. Em geral: É importante sempre respeitar o limite estabelecido na proposta do artigo de opinião. Características de um artigo de opinião Dicas para escrever um bom texto Exemplos de temas que podem ser cobrados Exemplo de estrutura prática Tema: Desafios para o combate ao trabalho infantil no Brasil Introdução:O trabalho infantil ainda é uma triste realidade brasileira, que compromete o desenvolvimento físico, psicológico e educacional de milhares de crianças. É preciso discutir estratégias para erradicar esse problema. Desenvolvimento:Apesar de existir legislação que proíbe o trabalho infantil, como o ECA, a fiscalização é ineficiente. Além disso, a desigualdade social empurra muitas famílias a colocar seus filhos em atividades informais. Dados do IBGE revelam que mais de 1 milhão de crianças trabalham no Brasil. Conclusão:Portanto, combater o trabalho infantil exige a atuação conjunta do poder público e da sociedade civil, por meio de políticas públicas, fiscalização e educação. Por fim, dominar o artigo de opinião é essencial para mandar bem em vestibulares que fogem da clássica dissertação. A chave está em entender a estrutura, praticar com temas relevantes e desenvolver uma argumentação coerente e persuasiva. Quer praticar agora mesmo?Nossa plataforma corrige artigos de opinião com base nos critérios exigidos pelos vestibulares. Envie seu texto e receba um feedback detalhado dos nossos corretores! Clique aqui para acessar a plataforma e começar agora.

    24 de mar. de 2025
    problemas sensoriais na infância
    Valdiele Silva
    11 min

    Desafios para implementação de políticas públicas para o diagnóstico precoce de problemas sensoriais na infância | Tema de redação

    Imagine uma criança que não consegue processar corretamente os estímulos do ambiente — ela se assusta com sons comuns, recusa toques ou até ignora cheiros e sabores. Esse cenário, que pode parecer incomum, faz parte da realidade de milhares de crianças que sofrem com problemas sensoriais na infância. O diagnóstico precoce é essencial para garantir o desenvolvimento pleno, mas esbarra em obstáculos como a falta de políticas públicas, desconhecimento da população e escassez de profissionais capacitados. Em 2025, o Projeto de Lei 2.695/2023 avançou no Senado com o objetivo de garantir exames de visão e audição para alunos da educação básica, o que demonstra a urgência de políticas estruturadas. Ao mesmo tempo, especialistas e instituições de saúde alertam para a necessidade de identificar outros transtornos, como o Transtorno do Processamento Sensorial (TPS), ainda pouco debatido nas esferas governamentais. Neste post, você encontrará textos motivadores atualizados, explicações claras sobre os principais desafios e estratégias para desenvolver uma redação exemplar sobre o tema. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para implementação de políticas públicas para o diagnóstico precoce de problemas sensoriais na infância”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre problemas sensoriais na infância Texto 1: Projeto de exames de visão e audição na educação básica vai à Câmara O Projeto de Lei 2.695/2023 propõe que exames de audição e visão sejam realizados em alunos da educação básica das escolas públicas. A iniciativa, já aprovada pelo Senado, segue para análise na Câmara dos Deputados. A proposta surge como resposta à necessidade de diagnosticar precocemente problemas sensoriais que afetam diretamente o desempenho escolar e o desenvolvimento das crianças. O texto reforça que, ao identificar déficits auditivos ou visuais no início da vida escolar, é possível garantir intervenções mais eficazes e igualitárias no processo de aprendizagem, promovendo equidade na educação. Fonte adaptada: Senado Texto 2: Transtorno do Processamento Sensorial: o que é, sintomas e tratamento O Transtorno do Processamento Sensorial (TPS) afeta sentidos como audição, visão, tato, olfato e paladar. Ele ocorre quando o sistema nervoso central não organiza adequadamente os estímulos recebidos, resultando em reações exacerbadas ou diminuídas frente a estímulos sensoriais cotidianos. O diagnóstico é feito por profissionais capacitados, como terapeutas ocupacionais, otorrinolaringologistas e neurologistas. Os sintomas variam conforme a intensidade do distúrbio e podem incluir recusa a certos tecidos, intolerância a ruídos e dificuldade de interação social. O tratamento envolve terapia de integração sensorial e uma abordagem multidisciplinar, buscando melhorar a adaptação da criança ao ambiente e à vida escolar. Fonte adaptada: Hospital Paulista Texto 3: O que é o Transtorno de Processamento Sensorial e como afeta crianças com TEA Embora o TPS ainda não conste nos manuais diagnósticos como o DSM-5, sua ocorrência é significativa, especialmente em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Nessas crianças, o TPS se manifesta por meio de comportamentos como recusa a roupas com etiquetas, aversão a sons altos ou necessidade constante de estímulos sensoriais. Os sintomas impactam a rotina, a aprendizagem e o convívio social. Mesmo sem uma padronização diagnóstica, o reconhecimento e o tratamento do TPS por profissionais especializados podem melhorar significativamente a qualidade de vida das crianças afetadas e suas famílias. Fonte adaptada: Socialmentes Texto 4: Processamento Sensorial em Crianças e sua importância no desenvolvimento O processamento sensorial é essencial para o desenvolvimento motor, cognitivo e social das crianças. A neurociência explica que, ao interpretar de forma desorganizada os estímulos, o cérebro compromete a forma como a criança interage com o mundo. Os principais sistemas sensoriais afetados são visão, audição, tato, propriocepção e sistema vestibular. A desregulação nesses sistemas pode gerar atrasos no desenvolvimento, dificuldades escolares e problemas emocionais. Por isso, a identificação precoce dos sinais é fundamental para garantir a inclusão e o pleno desenvolvimento. Fonte adaptada: Ação em Sua Mente Repertórios socioculturais sobre problemas sensoriais na infância O uso de repertórios socioculturais é fundamental para demonstrar domínio das áreas do conhecimento exigidas nos vestibulares. No caso do ENEM, por exemplo, a Competência 2 avalia a capacidade do estudante de mobilizar saberes de diversas áreas para desenvolver uma argumentação sólida e pertinente ao tema. Já em outros exames, como a Fuvest e o PAS da UnB, o uso de referências bem contextualizadas também reforça a profundidade da análise e o senso crítico do candidato. Filmes e séries sobre problemas sensoriais na infância “O Contador de Histórias” (2009)Baseado na história real de Roberto Carlos Ramos, o filme retrata a trajetória de uma criança que enfrentou dificuldades de adaptação sensorial, social e cognitiva durante sua infância em abrigos. Além disso, o longa ressalta a importância da intervenção precoce e do olhar atento de profissionais da educação. Dessa forma, ele evidencia como o apoio adequado pode transformar a vida de crianças em situações vulneráveis. Portanto, a obra destaca a relevância de ações concretas para promover o desenvolvimento integral e o bem-estar infantil. “Temple Grandin” (2010)O filme biográfico narra a vida de Temple Grandin, uma mulher com autismo que superou as barreiras impostas por dificuldades sensoriais e tornou-se referência mundial na área de zootecnia. Além disso, a obra destaca o impacto de um diagnóstico precoce e do apoio terapêutico para o desenvolvimento de crianças com transtornos sensoriais. Dessa forma, ela evidencia como a compreensão e o suporte adequados podem transformar a trajetória de indivíduos com condições semelhantes. Portanto, o filme não só inspira, mas também reforça a importância de ações personalizadas para o avanço e bem-estar de pessoas com autismo. “Atypical” (Netflix)A série acompanha a vida de Sam, um jovem com Transtorno do Espectro Autista (TEA), e aborda diversas questões relacionadas ao processamento sensorial, como hipersensibilidade a sons, toques e interações sociais. Além disso, a produção reforça a importância do acolhimento e da adaptação

    24 de mar. de 2025
    Fuvest 2026
    Valdiele Silva
    7 min

    O que mudou na Fuvest 2026? Veja tudo sobre o novo formato do vestibular

    A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP, anunciou mudanças significativas para a edição de 2026. Além disso, o objetivo é tornar a prova mais alinhada com a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e com as demandas contemporâneas da educação. Dessa forma, a nova abordagem prioriza uma estrutura mais interdisciplinar, analítica e conectada à realidade social. Portanto, essas mudanças buscam preparar melhor os candidatos para os desafios acadêmicos e profissionais. Neste post, você entenderá o que mudou na Fuvest 2026, como se preparar para a nova redação, quais serão os novos gêneros textuais cobrados, como funcionará a nova estrutura da prova e qual é a nova lista de leituras obrigatórias. O que muda no vestibular da Fuvest? A partir de 2026, o vestibular da Fuvest passará por transformações que visam alinhar a prova à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e tornar a avaliação mais conectada com os desafios do mundo atual. Além disso, as mudanças buscam promover uma abordagem mais interdisciplinar e analítica. Dessa forma, os candidatos serão incentivados a desenvolver um pensamento crítico mais aprofundado. Portanto, a reformulação da prova reflete a necessidade de adaptação do ensino às novas demandas educacionais e sociais. Inclusão de novas disciplinas A grande novidade é a incorporação de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física como conteúdos cobrados de forma direta e estruturada, principalmente na primeira fase. Ou seja: os candidatos precisarão dominar uma gama ainda mais ampla de áreas do conhecimento. O que muda na redação da Fuvest? As alterações na redação refletem uma proposta mais reflexiva, interdisciplinar e conectada ao mundo digital e social. Redação mais abrangente O modelo de dissertação argumentativa continua, mas passa a incorporar textos verbais e não verbais, como memes, charges, gráficos e dados. Ou seja, o candidato deverá analisar, interpretar e argumentar com base em múltiplos suportes. Além disso, haverá: Gêneros textuais variados A redação da Fuvest poderá exigir, além da dissertação, a produção de outros gêneros argumentativos, como: Como se preparar para os novos formatos? Com a possibilidade de novos gêneros textuais na redação, o vestibulando precisa ampliar suas estratégias de escrita. Veja o que pode ser cobrado: Mesmo com a variedade de gêneros, a banca continuará avaliando coesão, coerência, clareza, objetividade e domínio da norma culta como critérios centrais. Quais são as principais mudanças da Fuvest? Vamos recapitular de forma objetiva os pontos centrais: Área O que mudou em 2026 Disciplinas Inclusão de Filosofia, Sociologia, Artes e Educação Física Questões Mais interdisciplinaridade e contextualização Lista de obras Exclusivamente autoras mulheres (2026–2028) Redação Análise de múltiplos textos, dados, gêneros e temas sociais Provas Primeira fase com 90 questões, agora com as novas disciplinas incluídas FUVEST 2026 terá apenas autoras mulheres na lista obrigatória Essa é uma das mudanças mais simbólicas e relevantes: todas as nove obras obrigatórias de 2026 a 2028 foram escritas por mulheres. Além disso, a seleção valoriza a representatividade, diversidade e protagonismo feminino na literatura lusófona. Dessa forma, essa escolha reflete o compromisso com a inclusão e a ampliação da voz feminina no cenário literário. Portanto, essa mudança não só celebra a literatura das mulheres, mas também reforça a importância de sua presença nas listas canônicas. Lista de leituras obrigatórias: Para se sair bem, é fundamental ler com atenção às temáticas sociais, estruturas narrativas e contextos históricos de cada obra. A nova identidade visual da Fuvest: o que significa? A reformulação também alcançou o logotipo da Fuvest. O novo símbolo representa: A mudança reforça o papel da Fuvest como agente transformador da sociedade por meio da educação. Como se preparar para a nova Fuvest? A principal estratégia é adaptar o seu plano de estudos ao novo perfil da prova. Veja algumas orientações práticas: 1. Reforce o estudo de Filosofia e Sociologia Essas disciplinas agora não podem ficar de lado. Além disso, é fundamental incluir temas como ética, cidadania, política, desigualdade, epistemologia e filosofia da ciência no seu cronograma. Dessa forma, você garantirá uma abordagem mais completa e crítica, favorecendo uma formação mais abrangente. Portanto, ao integrar esses temas, estará preparando os alunos para enfrentar questões complexas e atuais com um olhar mais aprofundado e reflexivo. 2. Pratique redações com temas interdisciplinares O novo modelo de redação exige repertório sociocultural atualizado. Treine com temas que envolvam múltiplas áreas do conhecimento e trechos literários, gráficos ou dados. 3. Leia as obras obrigatórias com foco crítico Não basta apenas ler — é preciso analisar o contexto histórico, social e estético das obras, identificando temas recorrentes, personagens simbólicos e valores transmitidos. 4. Estude com provas interdisciplinares Busque simulados e questões que desafiem sua capacidade de conectar áreas diferentes, como Biologia e Geografia, Química e História, Física e Filosofia. A FUVEST 2026 marca uma virada no vestibular mais concorrido do Brasil. Com nova estrutura, maior interdisciplinaridade, redação com múltiplos gêneros e protagonismo feminino na literatura, os estudantes precisam se reinventar — com repertório ampliado, escrita crítica e pensamento analítico. Se você quer garantir sua preparação para enfrentar essas mudanças com segurança e alcançar uma vaga na USP, conheça nossa plataforma de correção de redações, com foco total nos critérios da Fuvest e orientação especializada. 👉 Clique aqui para começar sua preparação com quem entende do assunto!

    21 de mar. de 2025
    Deepfake
    Valdiele Silva
    11 min

    Deepfake: os limites éticos do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo digital | Tema de redação

    Imagine, acordar e ver um vídeo de uma celebridade fazendo uma declaração polêmica pode parecer comum, até que se descobre que aquilo nunca aconteceu. Os deepfakes, tecnologia de inteligência artificial, criam vídeos, áudios e imagens extremamente realistas, mas totalmente falsos. Enquanto essa inovação serve para fins artísticos e de entretenimento, ela também facilita golpes, desinformação, crimes contra a honra e manipulação política. Diante desse cenário, governos ao redor do mundo já discutem leis para regulamentar o uso da IA na manipulação de conteúdos digitais. Além disso, no Brasil, propostas legislativas visam punir criminalmente quem utiliza deepfakes de forma indevida, especialmente em casos de difamação, fraude e desinformação eleitoral. Dessa forma, busca-se coibir os impactos negativos dessa tecnologia e garantir maior segurança digital. Portanto, a regulamentação se torna essencial para equilibrar inovação e ética no ambiente virtual. Mas até onde essa tecnologia pode ir sem ultrapassar limites éticos? Como os deepfakes impactam a sociedade e de que maneira esse tema pode ser abordado na redação do Enem? Neste post, você encontrará textos motivadores, repertórios socioculturais e estratégias de argumentação para desenvolver uma redação completa sobre o assunto. Proposta de Redação A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Deepfake: os limites éticos do uso da inteligência artificial na produção de conteúdo digital ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Textos motivadores sobre deepfake Primeiramente, ´para aprofundar a reflexão sobre esse tema, veja os textos motivadores que contextualizam a discussão sobre os impactos dos deepfakes na sociedade. Texto 1 – Projetos de lei sobre deepfake no Brasil O Senado analisa projetos para regulamentar o uso de deepfakes e aumentar penalidades para crimes cometidos com essa tecnologia. O Senado analisará dois projetos que buscam regulamentar o uso de deepfakes no Brasil. O PL 145/2024 propõe que todo conteúdo publicitário criado com inteligência artificial precise informar explicitamente que houve manipulação digital. Já o PL 146/2024 prevê punições mais severas para calúnia, injúria e falsidade ideológica cometidas com deepfakes, quintuplicando as penas para crimes contra a honra cometidos com essa tecnologia. Além disso, o texto veda a utilização de IA para gerar a voz ou a imagem de alguém sem consentimento, propondo advertências obrigatórias em peças publicitárias que utilizam deepfake. 🔗 Fonte: Agência Senado Texto 2 –O que é deepfake e como essa tecnologia distorce a realidade? A tecnologia deepfake tem facilitado a criação de vídeos adulterados e altamente realistas, permitindo que pessoas sejam inseridas em situações constrangedoras ou até mesmo fraudulentas. Por meio da inteligência artificial (IA), essas ferramentas conseguem alterar rostos, modificar falas e manipular imagens com um nível de detalhamento impressionante. Essa inovação, embora tenha aplicações legítimas em entretenimento e dublagem, também apresenta sérios riscos quando utilizada para enganar e manipular a opinião pública. Diante dessa ameaça, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou, no dia 27 de fevereiro de 2024, um conjunto de 12 resoluções para as eleições municipais daquele ano. Entre as novas regras, destaca-se a proibição do uso de deepfakes em campanhas políticas, visando coibir a disseminação de informações falsas e proteger a integridade do processo eleitoral. Como funciona um deepfake? Os deepfakes utilizam inteligência artificial para alterar conteúdos visuais e auditivos, tornando possível trocar o rosto de uma pessoa em um vídeo ou modificar falas para transmitir mensagens inexistentes. Esse processo ocorre por meio de algoritmos avançados que analisam padrões faciais e sonoros, criando adulterações tão convincentes que se confundem com a realidade. O impacto dessa tecnologia pode ser devastador, especialmente quando usada para fins ilícitos. Um dos maiores exemplos de sua aplicação prejudicial ocorreu em 2020, quando um relatório da empresa Sensity revelou que mais de 100 mil mulheres tiveram suas imagens manipuladas para a criação de nudes falsos, que posteriormente foram disseminados na internet. Esse caso ilustra como os deepfakes podem violar a privacidade e comprometer a reputação de indivíduos de forma irreversível. Deepfakes na política e a disseminação de desinformação O uso de deepfakes também tem gerado preocupações no cenário político. Em 2019, a ex-presidente da Câmara dos Deputados dos Estados Unidos, Nancy Pelosi, foi vítima de um vídeo manipulado que sugeria dificuldades na fala durante um discurso. A gravação original foi desacelerada e editada para dar a impressão de que Pelosi estava embriagada. O impacto desse conteúdo foi tão significativo que o YouTube removeu o vídeo, enquanto plataformas como o Facebook optaram por reduzir sua distribuição e adicionar alertas informando que o material poderia ser enganoso. No entanto, a circulação dessas imagens adulteradas antes da remoção oficial já havia influenciado parte da opinião pública. Outro exemplo ocorreu com o próprio CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, que teve sua imagem manipulada em um deepfake para simular uma declaração sobre controle global. Nesse caso, a empresa optou por manter o vídeo no ar sob a justificativa de que se tratava de uma sátira. Esses episódios evidenciam os desafios que a tecnologia deepfake impõe à veracidade das informações na era digital, reforçando a necessidade de regulamentação e estratégias para combater a desinformação. Regulação e combate ao uso indevido dos deepfakes A crescente preocupação com os riscos associados aos deepfakes tem levado governos e instituições a debater formas de controle e punição para o uso indevido dessa tecnologia. No Brasil, diversos projetos de lei estão em tramitação para estabelecer regras claras sobre o tema. Além disso, grandes plataformas digitais passaram a adotar políticas mais rígidas contra deepfakes que possam causar danos políticos, financeiros ou reputacionais. No entanto, especialistas alertam que, embora essas medidas sejam um avanço, elas ainda não são suficientes para eliminar totalmente os riscos dessa tecnologia, que evolui rapidamente. Diante desse cenário, é essencial que tanto os usuários da internet quanto as autoridades estejam atentos para identificar e combater a disseminação de conteúdos falsos,

    17 de mar. de 2025
    Possíveis temas de redação para o ENEM 2025
    Valdiele Silva
    15 min

    Possíveis temas de redação para o ENEM 2025

    O Enem 2025 está se aproximando e, como sempre, um dos maiores desafios dos candidatos é a redação. Além disso, o tema costuma estar relacionado a questões sociais, culturais, tecnológicas ou ambientais, exigindo que o candidato demonstre conhecimento de mundo, capacidade argumentativa e domínio da norma culta. Dessa forma, é essencial estar atualizado e preparado para desenvolver um texto coeso e bem fundamentado. Portanto, dedicar tempo à leitura, à prática da escrita e ao repertório sociocultural pode fazer toda a diferença na conquista de uma boa nota. Diante disso, treinar redações com temas possíveis e atuais é essencial para garantir uma estrutura bem organizada, argumentos sólidos e repertórios produtivos. Mas quais temas podem cair? Vamos explorar as possibilidades e oferecer argumentos, repertórios e estratégias para você treinar sua escrita e se preparar da melhor forma. Quais temas podem cair no Enem 2025? A seguir, listamos os temas que têm grande potencial de aparecer na redação do Enem 2025, considerando tendências sociais, econômicas e políticas. Tema – Ecoansiedade: o impacto das mudanças climáticas na saúde mental dos jovens A crise climática não afeta apenas o meio ambiente, mas também a saúde mental das novas gerações. Alternativas para coibir a banalização do stalking na sociedade brasileira O stalking, prática de perseguição persistente, foi tipificado como crime no Brasil, mas ainda enfrenta desafios quanto à sua aplicação legal. Desafios para a inclusão de ciclistas nas ruas brasileiras O Brasil ainda enfrenta dificuldades para tornar o ciclismo um meio de transporte seguro e acessível. Além disso, a falta de infraestrutura adequada, como ciclovias e sinalização, compromete a segurança dos ciclistas. Dessa forma, muitas pessoas deixam de utilizar a bicicleta como alternativa de mobilidade urbana. Portanto, é essencial que o poder público invista em políticas que incentivem o uso da bicicleta e garantam melhores condições para os ciclistas. Inclusão e cuidado: obstáculos para garantir o bem-estar de pessoas com deficiência no Brasil Criminalidade e reincidência: a exposição pública de condenados por crimes sexuais contribui para a redução da violência? Barreiras para a garantia da segurança das mulheres em atendimentos médicos no Brasil DeepSeek: os impactos da disputa geopolítica pela supremacia tecnológica no consumo de informação na era da inteligência artificial A importância da cibersegurança na era digital O impacto da oniomania (compulsão por compras) na sociedade contemporânea Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: Apostas online no Brasil: o impacto econômico e social do crescimento das ‘Bets’ A resistência feminina frente ao patriarcado nas sociedades tradicionais Os desafios éticos do sensacionalismo midiático em coberturas de tragédias Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: “Brain Rot”: O impacto do consumo excessivo de conteúdos superficiais no desenvolvimento intelectual dos brasileiros Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: Proibição do uso de celulares nas escolas: medida necessária para o desenvolvimento infantil? O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Desafios dos catadores de materiais recicláveis na sociedade brasileira Possíveis temas de redação para o ENEM 2025: O apagão de professores e suas consequências para o desenvolvimento social e econômico no Brasil Obstáculos para a implementação de políticas públicas que diminuam a adição de açúcares em alimentos infantis no Brasil Os possíveis temas de redação para o ENEM 2025 refletem os principais debates sociais e políticos da atualidade. Questões como meio ambiente, segurança digital, desigualdade de gênero e regulamentação de novas tecnologias estão no centro das discussões e podem ser exploradas na prova. 📌 Quer garantir uma redação nota 1000? 🚀 Treine todos esses temas na nossa plataforma e envie sua redação para correção detalhada!

    Para vestibulandosredação nota 1000banco de temas de redação
    13 de mar. de 2025
    Ecoansiedade
    Valdiele Silva
    8 min

    Ecoansiedade: o Impacto das Mudanças Climáticas na Saúde Mental dos Jovens | Tema de Redação

    Sem dúvida, a crise climática está cada vez mais presente no nosso dia a dia, com enchentes, queimadas e desastres naturais frequentes. Dessa forma, a incerteza sobre o futuro gera um novo fenômeno psicológico: a ecoansiedade. Portanto, é essencial discutir os impactos emocionais das mudanças climáticas e buscar estratégias para lidar com essa angústia Esse termo, reconhecido pela Associação Americana de Psicologia, define o medo crônico da catástrofe ambiental e afeta principalmente crianças e adolescentes, que veem a destruição do meio ambiente sem poderem fazer muito para mudar essa realidade. Seja no Enem ou em vestibulares, a ecoansiedade se conecta a diversas discussões sobre meio ambiente, saúde mental e responsabilidade social. Além disso, esse tema reflete preocupações globais e pode ser abordado em diferentes perspectivas. Dessa forma, neste post, você vai entender esse conceito, como ele impacta a sociedade e como utilizá-lo como repertório sociocultural na redação. Portanto, é fundamental estar atento a esse debate para construir argumentos bem embasados. Proposta de Redação sobre Ecoansiedade A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O impacto das mudanças climáticas na saúde mental dos jovens”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação Texto 1 – O que é a ecoansiedade? A ecoansiedade surgiu como um fenômeno psicológico relacionado ao impacto emocional das mudanças climáticas. O termo ganhou visibilidade nos últimos anos, à medida que desastres ambientais se tornaram mais frequentes. De acordo com a Associação Americana de Psicologia, a ecoansiedade se manifesta como um medo constante da degradação ambiental, levando a sintomas como insônia, crises de ansiedade e sensação de impotência. Pesquisadores da Universidade de Yale realizaram um estudo com 50 jovens brasileiros entre 6 e 18 anos, em diferentes cidades do país, e identificaram sentimentos de medo, pânico e angústia diante da crise climática. Para o psicoterapeuta Marco Aurélio Biblio, esse medo não deve ser tratado como um transtorno mental isolado, mas sim como uma resposta emocional legítima ao colapso ambiental em curso. Fonte: BBC News Brasil Texto 2 – O impacto dos desastres ambientais na saúde mental As consequências das mudanças climáticas não afetam apenas o meio ambiente, mas também a saúde mental da população. Desastres como enchentes, queimadas e secas extremas deixam marcas profundas, aumentando os índices de ansiedade e depressão. O Senado Federal divulgou um levantamento mostrando que 25% a 50% das pessoas expostas a catástrofes ambientais desenvolvem transtornos psicológicos. A psicóloga Ellen Oliveira explica que a sensação de impotência diante da destruição ambiental contribui para sintomas como insônia, estresse e, em casos mais graves, depressão. Segundo especialistas, para amenizar os impactos da ecoansiedade, é essencial incentivar ações individuais e coletivas que promovam a sustentabilidade e o ativismo ambiental. Fonte: Senado Federal Texto 3 – Jovens e a ecoansiedade: um problema crescente Uma pesquisa realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) revelou que 57% dos jovens entre 16 e 24 anos se preocupam com os impactos das mudanças climáticas. Apesar dessa preocupação, apenas 16% dos entrevistados participam ativamente de iniciativas ambientais, o que demonstra a necessidade de incentivar mais ações voltadas para o meio ambiente. A psicoterapeuta Ellen Oliveira destaca que o sentimento de impotência diante da crise climática pode resultar em estresse, distúrbios do sono e sensação de culpa. No Brasil, os maiores desafios enfrentados pela juventude em relação à crise ambiental são: Para combater esse cenário, especialistas recomendam práticas de autocuidado, engajamento em ações ambientais e maior pressão por políticas governamentais eficazes. Fonte: Edição do Brasil Texto 4 – Como as mudanças climáticas impactam a saúde mental? O impacto ambiental não é algo novo, mas os efeitos psicológicos da degradação ambiental só recentemente começaram a ser amplamente discutidos. Durante a COP29, pesquisadores alertaram que o aumento da ecoansiedade pode se tornar um problema de saúde pública nas próximas décadas. A psicóloga Jaqueline Assis, pesquisadora da Fiocruz, explica que as mudanças climáticas alteram completamente o modo de vida das populações mais vulneráveis, como os povos indígenas e comunidades rurais. A especialista destaca que, além da preocupação individual, a ecoansiedade também gera impactos econômicos e sociais, aumentando desigualdades e intensificando conflitos sobre o uso de recursos naturais. A Organização Mundial da Saúde (OMS) já alertou que futuras pandemias podem estar diretamente ligadas às mudanças climáticas, o que reforça a urgência de políticas ambientais eficazes. Fonte: Fiocruz Repertórios socioculturais para usar na redação sobre ecoansiedade A ecoansiedade é um tema interdisciplinar, podendo ser abordado na redação do Enem sob diferentes perspectivas. Aqui estão alguns repertórios socioculturais que podem enriquecer sua argumentação: 1. Obras literárias e filosóficas 2. Filmes e documentários 3. Fatos históricos e legislações ambientais Argumentação estruturada para a redação Agora, veja como desenvolver argumentos sólidos sobre a ecoansiedade na redação: 1. Falta de políticas públicas ambientais 2. Negação coletiva e desinformação ambiental Conclusão A ecoansiedade reflete a preocupação legítima de jovens e cientistas com o futuro do planeta. Além disso, seu impacto vai além das emoções individuais, influenciando políticas públicas, impulsionando movimentos sociais e até orientando decisões econômicas. Dessa forma, esse fenômeno não deve ser subestimado, pois reflete uma mudança na percepção coletiva sobre a crise ambiental. Portanto, é essencial que governos, empresas e a sociedade busquem soluções sustentáveis para minimizar os efeitos dessa preocupação crescente. Se você deseja praticar sua redação e aplicar esse repertório na argumentação, envie seu texto para correção na nossa plataforma e receba um feedback completo.

    10 de mar. de 2025
    stalking
    Valdiele Silva
    12 min

    Alternativas para coibir a banalização do stalking na sociedade brasileira | Tema de redação

    Nos últimos anos, o crime de stalking (perseguição obsessiva e reiterada) tem ganhado cada vez mais visibilidade no Brasil. Segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2023, as autoridades registraram mais de 77 mil casos no último ano, o que representa um aumento de 34,5% em relação a 2022. Além disso, essa estatística revela que, a cada sete minutos, uma pessoa se torna vítima desse crime. Dessa forma, o crescimento expressivo dos casos reforça a necessidade de políticas públicas mais eficazes para combater essa prática. Portanto, a conscientização e a implementação de medidas preventivas são essenciais para proteger as vítimas e punir os agressores. Desde abril de 2021, com a sanção da Lei do Stalking (Lei 14.132/2021), o Código Penal Brasileiro passou a criminalizar oficialmente essa prática. No entanto, mesmo com a legislação em vigor, muitas vítimas ainda encontram dificuldades para denunciar seus agressores. Além disso, a banalização desse crime continua sendo uma realidade preocupante, o que reforça a necessidade de maior conscientização e fiscalização. Dessa forma, é fundamental que o poder público, a sociedade e as instituições trabalhem juntos para garantir a proteção das vítimas e a efetividade da lei. Portanto, fortalecer mecanismos de denúncia e ampliar o apoio às vítimas são passos essenciais para combater essa violência. Por isso, entender como estruturar uma redação sobre stalking é essencial para o vestibulando. Neste artigo, você encontrará repertórios socioculturais estratégicos, argumentos sólidos e estratégias de intervenção para aplicar esse tema em sua redação do Enem e vestibulares. Proposta de Redação sobre stalking A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Alternativas para coibir a banalização do stalking na sociedade brasileira“, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre stalking Textos Motivadores TEXTO I Lei que criminaliza o stalking é sancionada no Brasil O presidente da República, Jair Bolsonaro, sancionou a Lei nº 14.132, de 2021, que tipifica o crime de perseguição, prática também conhecida como stalking. A nova norma altera o Código Penal (Decreto-Lei nº 3.914, de 1941) e prevê pena de reclusão de seis meses a dois anos, além de multa, para quem cometer esse tipo de conduta. A sanção foi publicada no Diário Oficial da União em 1º de abril de 2021. O stalking é definido pela legislação como perseguição reiterada, por qualquer meio, como a internet (cyberstalking), que ameaça a integridade física e psicológica de alguém, interferindo na liberdade e privacidade da vítima. A nova lei tem origem no PL 1.369/2019, de autoria da senadora Leila Barros (PSB-DF), e foi aprovada pela Câmara dos Deputados antes da sanção presidencial. Apesar das alterações, como a pena prevista não ultrapassa oito anos de reclusão, o crime de stalking nem sempre resultará em prisão em regime fechado. Dessa forma, os infratores podem cumprir de seis meses a dois anos de reclusão e pagar multa. Além disso, a sanção da Lei nº 14.132/2021 revoga o Artigo 65 da Lei de Contravenções Penais (Decreto-Lei nº 3.688, de 1941), que previa punições brandas para perturbação da tranquilidade alheia. Fonte adaptada: Senado TEXTO II Brasil registrou um caso de stalking a cada 6 minutos e 48 segundos em 2023. O Brasil contabilizou 77.083 casos de perseguições contra mulheres ao longo do ano de 2023, uma média de uma ocorrência a cada 6 minutos e 48 segundos. Os dados fazem parte do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Entre 2022 e 2023, o número de casos de stalking no país apresentou um aumento de 34,5%, passando de 57.294 para 77.083. A taxa de registros subiu de 54,8 para 73,7 por 100 mil habitantes. As unidades da federação que tiveram os maiores aumentos foram Roraima (121,1%), Alagoas (73,3%) e Pará (65,3%). Apenas dois estados apresentaram redução nos números: Mato Grosso do Sul (-10,9%) e Acre (-3,9%). As maiores taxas de stalking por 100 mil habitantes foram registradas em Amapá (271,9), Roraima (165,7), Distrito Federal (154,8), Paraná (119,4) e São Paulo (110,8). Além do crescimento dos casos de stalking, o Brasil também registrou um aumento de 33,8% nos casos de violência psicológica contra mulheres. Em 2023, foram 38.507 registros, contra 28.771 em 2022. A taxa de casos por 100 mil habitantes passou de 27,5 para 36,8 em um ano. A Lei 14.188/2021 classifica a violência psicológica contra a mulher da seguinte forma: “Causar dano emocional à mulher que a prejudique e perturbe seu pleno desenvolvimento ou que vise a degradar ou a controlar suas ações, comportamentos, crenças e decisões, mediante ameaça, constrangimento, humilhação, manipulação, isolamento, chantagem, ridicularização, limitação do direito de ir e vir ou qualquer outro meio que cause prejuízo à sua saúde psicológica e autodeterminação.” A pena para esse crime é de seis meses a dois anos de prisão e multa. Fonte adaptada: CNN. Acesso em: 18 fev. 2025. TEXTO III O que caracteriza o crime de ‘stalking’ na internet? O termo “stalkear” muitas vezes parece banal, utilizado para se referir a prática de bisbilhotar os posts de pessoas. A curiosidade, por si só, não configura nenhum tipo crime. O delito ocorre quando isso passa a influenciar na vida de quem é acompanhado. Fonte adaptada: g1 Tecnologia. Acesso em: 18 fev. 2025. Como utilizar repertórios socioculturais na redação sobre stalking? Ao redigir um texto dissertativo-argumentativo sobre stalking, é essencial utilizar repertórios socioculturais que demonstrem o impacto desse problema na sociedade. Obras cinematográficas, livros e acontecimentos históricos ajudam a embasar a argumentação de forma mais robusta. Filmes e séries que abordam o stalking Livros que retratam o stalking Casos históricos e fatos reais sobre stalking O stalking não é um fenômeno recente. Ao longo da história, diversos casos famosos evidenciam os riscos dessa prática. Argumentos para desenvolver na redação sobre stalking 1. A normalização e romantização do stalking

    05 de mar. de 2025
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