
Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826/24, que estabelece diretrizes para a promoção da parentalidade positiva e reconhece, oficialmente, o direito ao brincar como instrumento fundamental na prevenção à violência contra crianças. O texto legal determina que Estado, família e sociedade devem atuar de forma articulada para garantir uma infância segura, afetiva e protegida.
Mas, diante do cenário atual, surgem perguntas urgentes: como colocar isso em prática? Quais obstáculos ainda existem para a construção de uma educação não violenta no Brasil? E por que esse tema deve ser compreendido como uma pauta prioritária?
Essas questões não são apenas sociais. Elas também são temas potenciais de redação. A parentalidade positiva envolve debates sobre afeto, responsabilidade, educação, violência e direitos da criança, assuntos que dialogam diretamente com os critérios da competência 2 do ENEM e de diversas provas discursivas.
Ao longo deste post, você vai entender o que diz a nova legislação, quais caminhos temáticos podem surgir a partir dela e como se preparar para esse debate com argumentos sólidos, repertórios estratégicos e propostas viáveis.
Sua redação está no ponto certo? Envie e Descubra!A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a implementação da parentalidade positiva no Brasil contemporâneo”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Foi sancionada, em março de 2024, a Lei nº 14.826, que reconhece o direito ao brincar e à parentalidade positiva como estratégias para prevenir a violência infantil.
Nesse sentido, o texto reforça que a violência contra crianças e adolescentes é uma violação grave dos direitos humanos, com impactos físicos, mentais e sociais profundos.
Além disso, destaca-se que a parentalidade positiva envolve acolhimento, vínculo afetivo e respeito à autonomia da criança, afastando práticas violentas, autoritárias ou negligentes.
De forma complementar, a nova legislação determina que União, estados e municípios devem criar políticas públicas integradas nas áreas de saúde, educação, cultura, segurança e assistência social.
Com isso, o objetivo é garantir uma infância mais protegida, com estímulo ao desenvolvimento saudável, à comunicação não violenta e à construção de vínculos seguros.
Cabe, portanto, ao Estado, à família e à sociedade promover o cuidado emocional, a supervisão respeitosa e o acesso a espaços de lazer, cultura e educação humanizada.
Além disso, a Lei estabelece que o adulto deve atuar como referência no processo educativo, por meio do diálogo e da escuta ativa, rejeitando tanto a punição quanto a permissividade.
Na prática, a parentalidade positiva também exige condições estruturais adequadas: campanhas educativas, espaços para brincar, acompanhamento psicológico e estímulo ao desenvolvimento neurológico.
Por fim, a norma reforça o que já estava previsto na Constituição, no Estatuto da Criança e do Adolescente e no Marco Legal da Primeira Infância.
Trata-se de um avanço legal que pode inspirar políticas concretas e, mais ainda, gerar debates em vestibulares e concursos sobre os deveres coletivos na formação da infância.

Fonte adaptada de GOV
No contexto brasileiro, a parentalidade positiva vem ganhando destaque, principalmente após a sanção da Lei nº 14.826/2024, que a reconhece como uma estratégia para combater a violência contra crianças.
De forma objetiva, parentalidade positiva é uma prática que fortalece os laços entre pais e filhos, baseada no respeito, na escuta ativa e no acolhimento emocional.
Nesse modelo educativo, punições severas ou atitudes autoritárias dão lugar ao diálogo, à empatia e à construção de limites coerentes, com afeto e firmeza equilibrados.
Ao adotar essa abordagem, o vínculo familiar se torna mais sólido. Crianças passam a se sentir mais compreendidas, seguras e emocionalmente encorajadas a expressar suas emoções com maturidade.
Entre os principais benefícios, podemos destacar: o estímulo à autonomia, a redução de comportamentos agressivos, o fortalecimento da autoestima e a construção de relações mais cooperativas e confiáveis.
No entanto, é importante reconhecer que essa prática também enfrenta desafios. Muitos pais relatam dificuldades de tempo, paciência e constância na aplicação de métodos mais respeitosos e reflexivos.
Por isso, buscar apoio profissional, consumir conteúdos educativos e integrar redes de acolhimento são estratégias fundamentais para tornar a parentalidade positiva uma realidade possível no dia a dia.
Além disso, é essencial lembrar que essa forma de educar não elimina regras. Ao contrário, ela reforça limites de forma clara e respeitosa, promovendo a cooperação e o desenvolvimento emocional equilibrado.
Adotar essa abordagem é, portanto, um investimento no futuro. Afinal, crianças criadas com empatia e diálogo têm mais chances de se tornarem adultos seguros, críticos e responsáveis.
Fonte adaptada de Fundação Abrinq
Não Deixe Sua Redação no Modo Automático – Corrija Agora!Embora a parentalidade positiva tenha se consolidado como um modelo de criação mais empático e eficaz, ainda existem inúmeros desafios que dificultam sua aplicação prática no Brasil.
Antes de mais nada, é importante compreender que esses obstáculos são multifatoriais. Eles envolvem tanto questões culturais quanto estruturais e emocionais. A seguir, conheça os principais:
Um dos grandes entraves para a prática da parentalidade positiva é a cultura da culpa, especialmente sobre as mães. Elas frequentemente se sentem insuficientes, acreditando não estar cumprindo adequadamente seu papel.
Isso ocorre porque, mesmo com múltiplos estilos parentais possíveis, ainda há uma pressão social por um padrão de criação “perfeito”, o que desestimula a autonomia dos cuidadores.
Além disso, há um excesso de conteúdos, dicas e relatos sobre como criar filhos. Embora muitos sejam bem-intencionados, a quantidade pode confundir mais do que ajudar.
Esse bombardeio de informações dificulta o desenvolvimento de estratégias próprias e personalizadas, baseadas nas reais necessidades da criança.
Outro desafio cotidiano é equilibrar carreira, autocuidado e a criação dos filhos. Muitos pais se sentem sobrecarregados ao tentar atender todas essas demandas.
Na prática, isso pode gerar sentimentos de abandono em uma das áreas, alimentando o estresse, o cansaço e o sentimento de culpa, o que compromete diretamente a qualidade do vínculo familiar.
Parentalidade não é só suprir o básico. É também garantir bem-estar físico, emocional e cognitivo para o crescimento pleno da criança.
Entretanto, o investimento em qualidade de vida exige recursos financeiros e emocionais que muitas famílias, infelizmente, não conseguem oferecer de forma contínua.
Por fim, vale destacar a dificuldade em planejar ou reagir a imprevistos, sejam eles financeiros, de saúde ou emocionais. Muitos cuidadores não se sentem seguros para lidar com crises inesperadas, o que impacta diretamente no desenvolvimento e na estabilidade da criança.
Reconhecer esses desafios é o primeiro passo para superá-los. Mais do que nunca, políticas públicas, redes de apoio e espaços educativos são essenciais para fortalecer a parentalidade positiva no Brasil.
Fonte adaptada de Azos
Nos últimos anos, o Brasil tem enfrentado uma preocupante escalada nos casos de negligência familiar. Segundo a ONG Family Talks, especializada na proteção à infância, esse tipo de violação tem crescido de forma alarmante e silenciosa.
Ao contrário de outras formas de violência, a negligência costuma passar despercebida. No entanto, seus efeitos são devastadores. Isso porque ela não se limita à ausência de cuidados físicos, mas abrange também o abandono emocional, a desatenção às necessidades básicas e a falta de supervisão.
De acordo com especialistas, o aumento desse fenômeno está diretamente ligado à falta de apoio estrutural às famílias. Muitas vezes, pais e mães não recebem preparo suficiente para lidar com as múltiplas exigências da criação infantil. Assim, o estresse, a sobrecarga e a falta de recursos acabam gerando lares instáveis e disfuncionais.
Além disso, a desinformação sobre práticas educativas saudáveis contribui para a reprodução de comportamentos tóxicos. Ainda é comum a crença de que “educar com rigidez” é mais eficaz, quando na verdade a parentalidade positiva oferece resultados mais duradouros e afetivos, segundo estudos da área de Psicologia do Desenvolvimento.
O diretor-executivo da Family Talks destaca que prevenir abusos começa pelo fortalecimento das famílias. Isso inclui acesso à informação, apoio psicológico, capacitação parental e políticas públicas voltadas para o acolhimento e a formação cidadã.
Portanto, combater a negligência exige mais do que punir. É necessário educar, apoiar e construir redes que promovam a proteção da infância como prioridade social.
Fonte adaptada de VEJA
Construa Argumentos Reais em Temas Atuais – Teste Sua Redação!Construir uma boa redação exige mais do que argumentos sólidos. É preciso apresentar repertórios socioculturais legitimados, pertinentes e produtivos. A seguir, você encontra sugestões separadas por tipo, todas alinhadas ao tema parentalidade positiva, abordando afeto, proteção, formação cidadã e o direito da criança ao desenvolvimento pleno.
🎥 “Os Esquecidos” (The Forgotten, 2004)
Neste suspense psicológico, uma mãe tenta provar que seu filho existiu, mesmo quando todos ao seu redor afirmam o contrário. A obra mostra o quanto o vínculo parental pode ser descredibilizado, gerando sofrimento psicológico. Isso porque traz reflexões sobre a importância do reconhecimento emocional e da validação dos afetos infantis.
🎥 “Capitão Fantástico” (2016)
O filme retrata um pai que cria seus seis filhos fora do sistema tradicional, com foco em princípios, afeto, autonomia e educação crítica. Sem dúvida, a obra propõe debates sobre formas alternativas de educação parental e o papel dos pais na formação ética e emocional dos filhos.
📺 “This Is Us”
A série acompanha várias gerações de uma família e destaca os desafios emocionais da paternidade e maternidade. Mostra como a escuta ativa, o apoio emocional e o respeito às diferenças são fundamentais na criação de crianças emocionalmente saudáveis.
📺 “Anne with an E”
Apesar de não se basear diretamente em pais biológicos, a série discute relações de afeto, proteção, cuidado e formação ética dentro de famílias adotivas. Aborda temas como trauma infantil, afeto e o papel do acolhimento na construção da autoestima e da identidade.
📜 Lei nº 14.826/2024
Reconhece oficialmente a parentalidade positiva e o direito ao brincar como estratégias fundamentais de prevenção à violência infantil. Dessa forma, a lei reforça que Estado, família e sociedade são responsáveis por garantir o pleno desenvolvimento da criança.
📜 Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Lei nº 8.069/1990)
Estabelece o direito da criança à proteção integral, ao desenvolvimento saudável e à convivência familiar segura e afetuosa. Base legal essencial para qualquer discussão sobre parentalidade responsável.
📜 Agenda 2030 – ODS 16
O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 16 da ONU propõe paz, justiça e instituições eficazes, incluindo metas de combate à violência infantil, promoção da inclusão social e proteção de grupos vulneráveis.
📘 “Educar com empatia”, de Elisama Santos
O livro é um guia prático sobre comunicação não violenta na parentalidade. A autora propõe ferramentas para educar com afeto, firmeza e limites respeitosos, ou seja sendo leitura obrigatória para quem deseja compreender a parentalidade positiva no contexto brasileiro.
📘 “Crianças francesas não fazem manha”, de Pamela Druckerman
A autora relata sua experiência criando filhos na França e traz uma visão sobre limites afetivos e disciplina com respeito, pontos centrais da parentalidade positiva. A obra reforça a importância do equilíbrio entre autonomia e orientação.
📌 Marco Legal da Primeira Infância (2016)
Estabelece diretrizes para políticas públicas voltadas à formação integral das crianças de 0 a 6 anos, destacando o papel do afeto, da educação e da convivência familiar como fundamentos para o desenvolvimento saudável.
📌 Movimento pela Não Violência Educativa (2005–presente)
Ganhou força no Brasil com campanhas contra castigos físicos e morais. O movimento defende a educação com diálogo, empatia e vínculo seguro, pilares da parentalidade positiva.
Causa:
Um dos principais entraves para a consolidação da parentalidade positiva no Brasil é a ausência de políticas públicas estruturadas que apoiem as famílias nos primeiros anos de vida da criança. Muitas vezes, os responsáveis enfrentam jornadas de trabalho extensas, falta de acesso a creches, ausência de programas de orientação parental e insegurança alimentar.
Consequência:
Essa carência compromete diretamente a formação emocional e cognitiva das crianças. Como resultado, observa-se o aumento de violência doméstica, negligência afetiva e abandono psíquico, impactando o desenvolvimento saudável e a construção da autoestima infantil.
Repertório sociocultural:
A psicóloga e educadora argentina Eva Giberti, pioneira no conceito de “parentalidade responsável”, defende que a sociedade deve oferecer apoio concreto e contínuo às famílias, visto que “ninguém nasce sabendo ser pai ou mãe”. Segundo ela, formar pais é, também, formar cidadãos conscientes de seu papel na proteção e desenvolvimento infantil.
Causa:
Outro fator preocupante é a naturalização de práticas violentas na criação de crianças, como castigos físicos, gritos, humilhações e a chamada “educação autoritária”. Tais condutas são muitas vezes vistas como parte “normal” do processo educativo, reproduzidas de geração em geração.
Consequência:
Essa abordagem, além de ineficaz, contribui para a perpetuação de traumas, insegurança emocional e dificuldades de socialização ao longo da vida. A criança criada sob violência dificilmente aprende a dialogar, expressar sentimentos ou estabelecer vínculos saudáveis.
Repertório sociocultural:
A psicanalista Alice Miller, autora do livro “O Drama da Criança Bem Dotada”, alerta que a violência na infância, ainda que disfarçada de correção, gera cicatrizes emocionais profundas. Para ela, a criança submetida a essas práticas acaba silenciando sua identidade em troca de aprovação e obediência cega, o que compromete sua autonomia.
Diante de tudo isso, fica evidente que a parentalidade positiva não é apenas uma nova abordagem educativa, ela representa uma mudança cultural urgente, que visa romper com ciclos de violência e promover vínculos afetivos mais saudáveis. A sanção da Lei 14.826/2024 reforça que essa responsabilidade é compartilhada entre Estado, família e sociedade, e deve ser tratada como prioridade em políticas públicas, ações pedagógicas e formações familiares.
Ao mesmo tempo, o tema amplia o debate sobre os direitos da criança, o papel dos cuidadores e a importância do brincar como ferramenta de desenvolvimento integral. Por isso, entender a parentalidade positiva e saber argumentar sobre ela é um diferencial em redações de concursos, vestibulares e, especialmente, do ENEM.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br