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Quando começar a revisão para o Enem?

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Menos de dois meses para o Enem e a pergunta inevitável começa a martelar a cabeça dos estudantes: será que já é hora de começar a revisão para a prova?

Não se preocupe, há resposta para a questão – ainda que varie um pouco de acordo com alguns elementos. Conversamos com os coordenadores Madson Molina, do Curso Anglo, e Carlos Massaiti Okubo, do Curso Poliedro de São Paulo. 

De acordo com os especialistas, os estudantes devem separar de 4 a 5 semanas antes do vestibular para realizar a revisão. Mas não basta apenas reservar esse tempo: tem que saber aproveitá-lo bem!

Por isso, listamos abaixo dicas para ajudar na sua organização para a revisão. Confira!

1- Foque nos seus objetivos

 

Primeiramente, o estudante precisa olhar com atenção para as provas que ele irá prestar, pensando desde as datas – para definir o cronograma da revisão – até as características do vestibular. Isso vai ajudar a direcionar seus esforços de acordo com o que costuma mais aparecer em determinado vestibular e também ficar habituado com a forma que são cobrados os conteúdos naquela prova.

 

2- Fique atento a sua saúde mental

 

Manter o emocional equilibrado nessa reta final é essencial. Segundo Massaiti é muito comum a essa altura, depois de passar por uma grande quantidade de conteúdo, os estudantes se desesperarem por acharem que não lembram de mais “nada” do que foi visto nos primeiros dias de aula.

“Se o aluno estudou, treinou para fixar, ele vai lembrar ao ter contato novamente com o conteúdo. É importante que ele entenda que nenhum estudante vai tão bem em tudo e também não vai tão mal em tudo. Precisa confiar no seu potencial“, aconselha o coordenador do Poliedro. 

 

3- Busque a sua estratégia

 

Não existe um receita global para fazer uma revisão eficiente. Cada estudante precisa achar a sua estratégia. Molina afirma que o vestibulando tem que buscar a equalização de conteúdos. Ou seja, não adianta o jovem gastar tempo estudando uma parte que ele já domina. Ele precisa focar exatamente nos seus pontos frágeis – um assunto que deixou passar durante o ano, ou aquele conteúdo que ele aprendeu mas não recorda com clareza, e também os temas de alta complexidade.

O coordenador diz que é ainda mais interessante trabalhar essas fragilidades junto com as estatísticas dos vestibulares que vai prestar – como pontuamos na primeira dica. “O estudante precisa identificar os assuntos que mais caem na prova e otimizar com isso.  O que ele sabe e cai muito no exame é um assunto que, eventualmente, ele já superou. Ele tem que trabalhar o que ele não sabe e cai bastante“, sugere Molina. 

+ O que mais cai no Enem em cada disciplina 

 

4 – Saiba identificar suas dúvidas

 

Molina ressalta a importância dos estudantes registrarem – em um caderno ou aparelho digital – suas dúvidas e dificuldades ao longo do ano. Segundo ele, muitos alunos generalizam dizendo que têm problema em exatas, mas é preciso ser mais específico, uma vez que dentro de exatas existem muitos assuntos e aulas.

“O primeiro passo para resolver o problema é saber exatamente qual é o problema. A generalização coloca muita fumaça no caminho e o estudante não vai direto ao ponto na sua dificuldade. Às vezes, o problema nem é a aula inteira, é uma parte, uma equação”, explica. Ter as dúvidas bem discriminadas pode trazer segurança, assertividade e otimização de tempo.

 

5 – Não se desespere se ainda não terminou novos conteúdos

 

Nem sempre é possível terminar todos os conteúdos para começar a revisão. Mas isso não é motivo para se desesperar. Os especialistas entrevistados pelo GUIA orientam que, também nesses casos, os estudantes reservem um mês antes das provas para a revisão.

Com organização, é possível revisar assuntos já tratados em paralelo com o conhecimento de novos conteúdos. Uma possibilidade é tirar um tempo no sábado e domingo para revisar as disciplinas. Lembrando de sempre separar um tempinho no fim de semana para o descanso e lazer, viu?

 

6- Cuidado com o exagero!

 

De fato, é necessário otimizar tempo e ser assertivo durante a época de revisão. Um erro comum dos estudantes, segundo os coordenadores, é sair resolvendo dezenas de exercícios sem um filtro. Como já falamos aqui, é importante pensar nas características dos vestibulares e nas suas habilidades e fraquezas pessoais.

Além disso, é interessante perceber os melhores caminhos para revisar um determinado tema. “Tem assuntos em que vale a pena uma revisão teórica. É o caso de Ondulatória, na qual a parte matemática não é tão profunda, mas que exige do aluno o reconhecimento de fenômenos. Diferentemente de Mecânica, em que um exercício bem resolvido e explorado faz muito sentido”, exemplifica Molina.

Massaiti alerta os estudantes que pegam muitas provas de anos anteriores. “Resolver questões passadas é uma boa ferramenta de estudo. Mas a cada cinco anos as provas costumam mudar de formato e de nível. Se ele pegar provas muito antigas, vai gastar tempo resolvendo exercícios desatualizados”, explica. Ele então aconselha que os candidatos façam provas de cinco anos atrás, no máximo. 

 

Revisão para a segunda fase 

 

A revisão para a segunda fase é um pouco diferente, já que os assuntos já foram revistos antes da primeira fase. Então é o momento de trabalhar a habilidade das questões discursivas. Os professores recomendam que, além dos conteúdos cobrados, os estudantes fiquem atentos aos comandos nos enunciados das provas (identifique, compare, dê um exemplo). Uma ótima ferramenta para isso é ler e analisar resoluções comentadas disponíveis nos sites de cursinhos e até de universidades, como é o caso da Unicamp

Este texto é fruto de uma parceria entre o Guia do Estudante e o Redação Online, plataforma de correção de redações. Clicando aqui é possível acessar os planos de correção disponíveis. Utilize o cupom GUIADOESTUDANTE20 e ganhe 20% de desconto.

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