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Elitização artística e preconceitos no Brasil | Tema de Redação

por | mar 24, 2021

Você já parou para pensar na elitização artística e nos preconceitos que algumas artes sofrem no Brasil? Confira os textos motivadores a seguir e redija uma redação sobre o tema!

Leia os textos motivadores a seguir. Assim, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Elitização artística e preconceitos no Brasil”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Então, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO 1

A arte e a cultura materializaram o direito de ser o que somos perpetuados nas gerações vindouras. É o modo como um povo sente e se expressa, segundo uma mesma identidade intertemporal. Antigamente a arte não era para todos, apenas um público muito seleto teria acesso às galerias ou museus, consequentemente limitando a arte a pequenos grupos em posições socioeconômicas privilegiadas.

A questão da democratização da arte tem estado muito ligada à discussão entre cultura erudita e cultura popular, com a distinção entre história natural e história política ou, se quisermos, entre cultura e natureza.

Hoje, a questão da democratização da arte está de certa forma ligada à democratização da sociedade, questão essa que pode ser vista no campo dos direitos políticos, sociais, culturais e ambientais.

Fonte: https://acontece.com/a-democratizacao-da-arte/

TEXTO 2

Apenas 14% dos brasileiros vão ao cinema pelo menos uma vez por mês; 92% da população nunca frequentou museus; 93% nunca foram a exposições de arte, enquanto 78% nunca assistiram a um espetáculo de dança; 92% dos municípios brasileiros não têm cinema, teatro ou museu. Esses dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e deixam claro o tamanho do desafio que o Brasil precisa enfrentar para, de fato, universalizar os serviços culturais, dar acesso e favorecer a produção fora dos grandes eixos econômicos.

A história brasileira sempre foi marcada pelo que podemos chamar de “concentração”. O dinheiro público sempre cai nas mãos das oligarquias e dos grandes conglomerados empresariais, sobretudo da indústria, do setor financeiro e da mídia. No setor cultural, essa concentração salta aos olhos ao analisarmos a Lei de Incentivo, mais conhecida por Lei Rouanet.

Criada em 1991, a lei estabeleceu mecanismos que possibilita empresas e cidadãos aplicarem uma parte do Imposto de Renda em ações culturais. Mas, se por um lado a lei estimulou uma indústria cultural que cresceu de mãos dadas com o meio empresarial, por outro fez com que toda a produção artística que não dialoga com o mercado ficasse excluída, sendo até hoje ameaçada pela falta de mecanismos estatais responsáveis por suprir os desafios da infraestrutura, da pesquisa e do acesso.

Fonte: https://outraspalavras.net/outrasmidias/culturais/

TEXTO 3

elitização artística

Fonte: https://i.pinimg.com/564x/a8/c0/38/a8c0381a9aab7308edb5f7a2887ed9ef.jpg

TEXTO 4

No Brasil, quando o assunto é música, as obras “eruditas” contemporâneas e o funk são vistos por muitos como uma não-música, como barulhos. A “alta cultura” e a “baixa cultura” são colocadas no mesmo plano.  Mas por quê?

Antes de responder, cabe lembrar a disparidade social entre quem faz a chamada música “erudita” contemporânea e quem faz o Funk. Vá a um concerto contemporâneo na sala São Paulo e diga quantos negros há ali? Vá a um “fluxo” – baile Funk de rua – e veja a cor da pele das pessoas.

Mas, vamos tentar responder o porquê da música erudita de hoje e o Funk serem vistos pela população média brasileira como ruídos indesejáveis. Um fato: não há educação musical para todos no Brasil e a boa educação musical (em termos de acesso) é ainda mais rareada. Muitos dos compositores brasileiros que compõem música “erudita” contemporânea estudaram na Europa ou EUA, e se não estudaram têm profundas taras europeias ou americanas.

A partir do século XX, a música de concerto passou a ser muito técnica e a trabalhar com questionamentos acessíveis só a quem conhece minimamente a linguagem musical. O resultado foi a criação das escassas plateias de música de concerto contemporâneo, algo que certamente deixou alguns compositores ressentidos: “se é arte não é para a massa”, disse Arnold Schoenberg. “Quem se importa se você escuta?” diz o título de um importante artigo do compositor Milton Babbitt.

Talvez essas frases soltas associadas a estes compositores deixem o brasileiro médio com a impressão de que essa arte musical contemporânea seja algo para metidos de sangue azul e isso cria um distanciamento birrento da estética contemporânea… logo, não é Música. Bem a grosso modo, falta o mínimo preparo musical ao brasileiro médio para entender a música de concerto.

Mas e no caso do Funk? Por que dizem que não é música?

O mesmo pode ser dito! Falta o mínimo de educação musical pra poder enxergar e ressignificar o Funk como experiência sonora legítima. Soma-se a isso o moralismo classista que vê nos palavrões um motivo para reforçar a repulsa aos mais pobres. Será que já leram Bataille ou Sade?

Fonte: https://midianinja.org/brunoramos/quem-dita-o-que-e-musica-afinal-a-batalha-entre-o-erudito-e-o-funk-parte-i/

Confira agora uma lista de repertórios para o tema “Elitização artística e preconceitos no Brasil”! Depois que sua redação estiver pronta, envie em nossa plataforma para receber a correção em até 3 dias úteis!

<a href="https://redacaonline.com.br/blog/author/claudiabechler/" target="_self">Cláudia Bechler</a>

Cláudia Bechler

Bacharela e Licenciada em Letras Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela UFSC. Mestra em Linguística pelo Programa de Pós-graduação em Linguística da UFSC.
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