10 erros gramaticais que quase todo mundo comete

por | jun 29, 2021

Conheça os 10 erros gramaticais mais frequentes e pare agora mesmo de cometê-los. Saiba tudo sobre eles neste post!

Embora no dia a dia desvios gramaticais sejam muito comuns e até mesmo aceitáveis, em provas de redação, sejam de concurso ou vestibular, é necessário evitá-las. Isso porque conhecer a norma padrão culta da língua portuguesa é, invariavelmente, pré-requisito desse tipo de processo de seleção. Assim, saber algumas regras gramaticais é fundamental. Porém, há alguns desvios que são mais comuns do que se imagina e acabam quase virando regras (mas daquilo que NÃO se deve fazer). Então, neste post separamos os 10 erros gramaticais que quase todo mundo comete para você ficar atento(a) a eles.

Afins

Se você não está a fim de perder pontos na competência 1 do Enem, por exemplo, precisa saber disto aqui. Muita gente confunde a fim (separado) e afim (junto). Os significados são bem distintos, então o uso de um ou outro muda completamento o sentido da frase – ou mesmo deixa ela sem sentido.

Não se esqueça mais:

  • A fim (separado) usa-se sempre quando se fala de finalidade ou desejo (Ela está a fim de tirar 1000 na redação).
  • Afim (junto) usa-se para indicar afinidade, semelhança (Os alunos tiveram ideias afins).

Onde ou Aonde?

Apesar de ambos se referirem a lugar, fique atento(a) para quando é correto usar um ou outro. Aonde será usado sempre que os verbos da oração solicitarem preposição ou quando as orações indicarem movimento (Você quer me levar aonde?).

Já “onde” se usa quando nos referimos a um lugar específico; um local onde algo ou alguém está. Hoje em dia, é muito comum as pessoas – inclusive nos meios de comunicação – utilizarem ONDE para qualquer situação, em qualquer contexto, mesmo não se referindo a local específico. Longe de ser algo que faz o texto ficar “bonito” ou “correto”, esse uso tira diversos pontos de estudantes todos os anos em provas.

Então, sempre que sua mãozinha coçar para escrever ONDE em uma frase, pare e pense: nesse caso, estou indicando o local em que alguém ou algo está? Se eu trocar esse onde por “lugar em que” a oração permanece com sentido inalterado? Está fazendo sentido, vá em frente. Se não, provavelmente você deveria estar usando no(a) qual, em que etc. Portanto, muito cuidado!

Ao invés de ou em vez de?

Ao contrário do que muita gente pensa, aqui não temos uma definição de “tanto faz”. Pois é, não se trata da mesma coisa, e esse é um dos erros gramaticais mais comuns. Aliás, não só entre candidatos a provas. No mundo corporativo, esse tipo de engano também é frequente. Por isso, a maioria das pessoas acredita que são expressões equivalentes.

Mas saiba que você só irá utilizar “ao invés de” quando a ideia que quer transmitir é de oposição, algo que é o contrário. Por exemplo, quando dizemos que o motociclista virou à direta ao invés de à esquerda. Quando usamos “em vez de” queremos dizer que algo foi feito em lugar de outra coisa. Assim, podemos dizer que preferimos comer pipoca doce em vez de salgada.

A boa notícia é que EM VEZ DE pode ser usado no lugar de AO INVÉS DE, ou seja, que tal adotar somente a primeira forma se você ainda não domina as diferenças entre elas? Já ajuda bastante, né?

Há ou a

Esse também é um dos erros gramaticais que pode mudar todo o sentido do que você queria dizer. O “há” será usado sempre quando queremos indicar tempo decorrido/passado. Pode ser substituído por faz e é importante você não esquecer que, com esse sentido, ele é invariável quanto ao número, é impessoal. Ou seja, ele sempre ficar no singular. Isso também acontece quando se usa esse verbo com o sentido de existir.

O “a” indica um momento futuro ou distância (As inscrições para o Enem inicial daqui a alguns dias; A casa da minha mãe é a 10 quilômetros do centro).

Porquês

Clássicos, os usos dos porquês sempre causam dúvidas. Preste atenção para não errar mais.

Por que: tem função interrogativa, usa-se separado.

Porque: tem função explicativa, pode ser substituído por “pois”, usa-se junto.

Por quê: tem função interrogativa também, mas aparece no final de frase ou frase isolada. O acento se deve à posição na oração, e não ao seu sentido – que é exatamente o mesmo do primeiro desta lista.

Porquê: tem função de substantivo na frase. Pode ser substituído por “motivo” (Ninguém soube explicar o porquê/motivo daquela briga.). É regido por um artigo.

A princípio ou em princípio?

As duas formas existem, o problema está no uso equivocado com relação ao sentido. Portanto, lembre-se de que o “a princípio” será utilizado quando queremos algo equivalente a “no início”. Já “em princípio” tem o mesmo sentido de “em tese”, como nesta frase: Em princípio, todos têm chance de tirar boas notas.

Tem/têm

Por incrível que pareça, muita gente não sabe por que existe uma forma do verbo ter com acento e outra sem. Esse é um dos erros gramaticais que podem ser facilmente evitados nas suas redações. Ambas as formas são conjugações do verbo ter no presente do indicativo: sem acento, quando falamos da terceira pessoa singular; com acento, quando se trata da terceira pessoa plural. Assim, “ele tem/eles têm”. Há acento diferencial também em outros verbos, como conter (contém/contêm).

Na medida em que ou à medida que

Aqui mais um caso em que as expressões existem, mas, por vezes, são usadas de forma equivocada. “À medida que” usa-se quando se quer o sentido de proporção. Por exemplo: À medida que eu mais treino, os erros diminuem. Já “na medida em que” sugere a ideia de causa e tem o mesmo sentido de uma vez que, visto que, tendo em vista.

Traz e trás

Aquim temos a conjugação do verbo trazer (traz) e trás, que indica a parte posterior (olhou para trás). É bastante comum as pessoas trocarem uma palavra pela outra em diversos contextos. Então, para não esquecer mais: quando termina com Z, é verbo, significa trazer, com S, é advérbio que se refere ao que está na parte traseira de algo ou alguém.

Preposicionar o sujeito de uma oração

De acordo com a gramática, não se deve preposicionar o sujeito de orações. Mas o que significa preposicionar o sujeito. Acontece, geralmente, quando se junta a preposição “de” com o artigo que precede o substantivo (sujeito). São casos como: apesar do professor não ter passado a matéria, os alunos foram aprovados”. O correto aqui seria “de o professor”.

E aí, você sabia que esses são os 10 erros gramaticais que quase todo mundo comete? Qual deles é novidade? Tem algum outro erro de gramática que você ache que também seja comum? Coloque-o nos comentários! Quem sabe a gente prepara uma nova lista em outro post, hein?

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<a href="https://redacaonline.com.br/blog/author/claudiabechler/" target="_self">Cláudia Bechler</a>

Cláudia Bechler

Bacharela e Licenciada em Letras Português e Literaturas de Língua Portuguesa pela UFSC. Mestra em Linguística pelo Programa de Pós-graduação em Linguística da UFSC.
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