Conteúdos exclusivos sobre redação, preparação para provas e dicas para alcançar a nota máxima
Propostas atualizadas com análises, exemplos e repertórios para praticar a escrita dissertativo-argumentativa.
Domine as 5 competências avaliadas na redação do ENEM com dicas práticas e exemplos reais de redações nota 1000.
Citações, dados estatísticos, filmes, livros e referências culturais para enriquecer sua argumentação.
Análise dos temas cobrados em edições anteriores do ENEM e previsões para as próximas provas.
Artigos sobre políticas educacionais, vestibulares, ensino superior e temas relevantes para a educação brasileira.
Estratégias de preparação para concursos públicos com foco em redação discursiva e dissertativa.
O Blog do Redação Online é a maior fonte de conteúdo gratuito sobre redação para ENEM, vestibulares e concursos públicos no Brasil. Com mais de 1.400 artigos escritos por professores especializados, nosso blog cobre temas atuais, técnicas de escrita, repertório sociocultural e análises detalhadas das competências avaliadas nas provas.
Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
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Reflita sobre a importância da educação financeira e produza uma redação. Leia os textos motivadores a seguir atentamente. Em seguida, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas sobre o tema “A importância da educação financeira“. Para tanto, use a linguagem formal da língua portuguesa. Além disso, não se esqueça de escrever uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Texto 1 Fonte: https://ddrh.propessoas.ufg.br/n/43941-educacao-financeira-inscricoes-abertas?locale=en Texto 2 Brasileiros ligam finanças pessoais a sentimentos ruins e perpetuam tabu sobre dinheiro Nunca se falou tanto sobre dinheiro, finanças pessoais e investimentos como atualmente. Com a ajuda da internet, conectando qualquer pessoa de qualquer lugar do mundo a outras, diversos conteúdos são disseminados rapidamente e a educação financeira é um deles. Nos últimos anos, houve uma explosão de youtubers, sites jornalísticos (Valor Investe “nasceu” em maio de 2019) e cursos sobre o tema. Mas o brasileiro segue distante de quebrar o tabu – construído ao longo de décadas – com o assunto dinheiro. A raiz do problema está muito mais nas questões psicológicas que os brasileiros têm com suas finanças do que com as informações disponíveis sobre o assunto. A constatação é de um amplo estudo do Itaú Unibanco, em parceria com o Datafolha e a consultoria Box1824, sobre a relação emocional do brasileiro com dinheiro, e publicado pela primeira vez pelo Valor Investe. Foram ouvidos 2.071 brasileiros, sendo 49% homens e 51% mulheres das classes A, B, C, D e E, com idades entre 16 e 65 anos em todo o Brasil pelo Datafolha. Desses, metade (49%) evita até mesmo pensar em dinheiro para não ficar triste. Como o que os olhos não veem, o coração não sente, diz o ditado popular, 46% dos brasileiros preferem nem olhar para o próprio dinheiro porque acreditam estar fazendo algo errado em termos financeiros. (…) O tabu dos brasileiros em geral com o dinheiro é tão grande que a discussão vai além de posses, do tamanho da conta do cartão de crédito ou do que tem no carrinho do supermercado. Para boa parte dos pesquisados, o dinheiro (sua escassez ou abundância) pode moldar/mudar o caráter, como sugere um homem de 27 anos, em São Paulo, ao afirmar que “o dinheiro corrompe a família, as pessoas, é um divisor de águas”. Diante disso, o estudo buscou em quatro pilares – individual, familiar, social e cultural – entender como se deu a construção de todo esse tabu com o dinheiro e as formas de romper essa barreira para ampliar o entendimento do brasileiro sobre o tema e melhorar sua vida financeira. Fonte: https://valorinveste.globo.com/educacao-financeira/noticia/2020/11/10/brasileiros-ligam-financas-pessoais-a-sentimentos-ruins-e-perpetuam-tabu-sobre-dinheiro.ghtml Texto 3 Medo de dinheiro? Quase 50% dos brasileiros têm pavor de encarar suas finanças “Fobia financeira”. À primeira vista, a expressão parece estranha, mas a verdade é que o medo de lidar com o próprio dinheiro (ou com a falta dele) é bem mais comum do que se imagina. Assim, no Brasil, duas em cada três pessoas sentem algum tipo de cansaço causado por preocupações relacionadas às finanças. E as queixas não param por aí. De acordo com a pesquisa “O bolso do brasileiro”, realizada pelo Instituto Locomotiva com 1.501 entrevistados, a pedido da Xpeed (escola de educação financeira e negócios da XP Inc), 46% dos brasileiros afirmam ter frequentemente ansiedade em relação à sua situação financeira, enquanto 47% dizem se sentir inseguros em lidar com informações recebidas de serviços financeiros. Além disso, o mais preocupante é que esse receio leva 21% a evitarem abrir boletos e extratos. 39% adiam decisões financeiras pelo medo de encarar o orçamento. Também para 39%, o assunto dinheiro gera culpa e ansiedade. Outros 31% se sentem irritados de alguma forma com a atual situação financeira. Assim, isso significa que o brasileiro não tem o hábito de falar sobre finanças e atribui aspectos negativos ao assunto. É um tabu. Segundo Thiago Godoy, head de educação financeira da Xpeed, o objetivo do levantamento foi identificar como está o aprendizado do brasileiro em relação às finanças. Então, uma das frentes analisadas foi a questão da ansiedade perante o dinheiro. “Talvez o maior problema para começar a educar as pessoas financeiramente é destravar esses medos e ansiedades”, diz. O especialista explica que, apesar de observarmos esse tipo de fobia em países do mundo inteiro, o Brasil tem níveis um pouco acima da média. “Ao olharmos do ponto de vista cultural e histórico, levando em conta a nossa herança de colonização, tivemos o maior número de escravizados das Américas, sem nunca haver uma reparação disso”, afirma Godoy. “Isso significa que o dinheiro não foi dividido de maneira proporcional, são questões intergeracionais, passam de pai para filho há séculos”, diz o executivo da XP. Na opinião de Andreia Fernanda da Silva Castro, economista e fundadora da Rico Foco, consultoria de planejamento financeiro, falta quebrar o tabu de falar sobre dinheiro. “Há um desconhecimento mesmo, nós não falamos sobre dinheiro no sentido de desmistificar”, diz ela, lembrando, assim, de traumas históricos relacionados ao assunto. “Tivemos a questão da hiperinflação vivida no Brasil. Então, nos treinaram para gastar na hora, tudo, com medo de não conseguir comprar o básico no dia seguinte. Dessa forma, a geração hoje na faixa dos 40 anos cresceu vendo seus pais correrem para gastar o dinheiro por conta do aumento rápido de preços”, afirma. Esses “traumas” deixaram sequelas na forma com que os brasileiros tratam seus gastos. Com isso, as pessoas tendem a ser muito ‘curtoprazistas’ em relação às finanças, sem o hábito de poupar pensando no futuro. Portanto, é a hiperinflação calcada na memória. Assim, o resultado de todo esse histórico é uma relação muito emocional com o dinheiro, com a consequente dificuldade de encarar as próprias finanças de uma maneira fria e racional. Com isso, a pessoa acaba perdendo o controle sobre as próprias dívidas – o que só retroalimenta o medo. Existem várias tentativas para quebrar esse tabu entre os brasileiros. O Banco Central (BC) e a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), por exemplo, devem lançar até outubro de 2021 uma plataforma de educação financeira. Para isso, então, está sendo realizada uma pesquisa qualitativa

Aprenda como introduzir citações na sua redação para valorizar o seu repertório sociocultural e torná-lo produtivo. Mergulhe nesta leitura! Um bom texto dissertativo-argumentativo tem um desenvolvimento robusto. Nesse tipo de redação, o autor defende seu ponto de vista e desenvolve as ideias com base em conhecimentos diversificados. No Enem, espera-se dos participantes que essa argumentação apresente conceitos das diversas áreas de estudo. Assim, usar referências, dados, mostrar as fontes das informações é fundamental. Além disso, são muito bem-vistas as citações de pensadores nacionais e estrangeiros no texto. No entanto, nem todo mundo sabe como introduzir citações na redação corretamente. Se você tem dúvidas sobre isso, seus problemas acabaram! Leia até o final! Quando mostramos tudo o que você precisa saber sobre a competência 2, falamos sobre a importância do repertório sociocultural. Assim, citaremos o próprio Inep sobre isso: Elemento importante para a redação do Enem e requisito fundamental para que o participante atinja as notas mais altas na Competência II, o repertório sociocultural configura-se como toda e qualquer informação, fato, citação ou experiência vivida que, de alguma forma, contribui como argumento para a discussão proposta pelo participante. Então, saiba que não é qualquer citação que terá uso produtivo no texto. Por isso é importante que, a depender do tema, você escolha adequadamente algum especialista no assunto para citar. Desse modo, a frase citada será pertinente ao tema da redação e valorizará seu texto. O que acontece muitas vezes é que, com a grande quantidade de “macetes” para “se dar bem” na redação divulgados na internet, muita gente pensa que basta citar qualquer frase que a nota automaticamente será alta. Mas não é bem assim (muito pelo contrário). Siga a leitura que daremos alguns exemplos! Mas afinal, o que é uma citação? Citação é a transcrição de parte de uma obra com a finalidade de reforçar uma ideia ou mesmo ilustrar um raciocínio. Nos trabalhos acadêmicos, é imprescindível mostrar fundamentação baseada em estudos anteriores sobre o assunto. Assim, a citação ajuda a sustentar as hipóteses. A maioria das redações medianas apresentam um repertório não legitimado, ou seja, as teorias descritas baseiam-se “na cabeça de quem escreveu”, e isso é muito pouco. Você deve, portanto, ir além, mostrar que estudou, que leu, que sabe do que está falando. Por isso, use as citações. A primeira regra é: informar o autor da citação! Sim! Sempre que você mencionar a ideia de outra pessoa em seu texto, diga quem ele é. Além disso, há duas formas de fazer a citação nos textos: direta e indireta. Citação direta A citação direta ou literal é quando se menciona as palavras do autor original exatamente como ele as produziu. Assim, usam-se de aspas antes e depois do trecho citado, destacando que o trecho não é produção do autor da redação. Veja um exemplo: No Brasil, existe uma grande disparidade com relação ao acesso ao cinema, não só para o público como também para os produtores. Segundo Fernando Meirelles, “os cineastas brasileiros são parecidos: pertencem à classe média, leem os mesmos livros, veem os mesmos filmes”. Essa fala demonstra o caráter elitista da produção audiovisual nacional, refletindo a ausência de democratização quando se trata não só de assistir, mas de fazer filmes. Citação indireta A citação indireta, por sua vez, é quando nos apropriamos das ideias de um autor e as parafraseamos. Ou seja, usamos nossas próprias palavras para nos referirmos aos estudo ou teoria citado. Nesse caso, não se usa aspas. Dica: se você olhar algumas das redações nota 1000 de 2019, verá que boa parte delas utiliza esse tipo de citação. Isso porque, quando o autor do texto faz uma paráfrase, ele compreendeu não só uma frase solta, mas todo o conceito por trás dela. Assim, fica mais interessante relacionar a citação com a discussão proposta para a defesa da tese. Veja como ficaria a citação indireta do exemplo anterior: Fernando Meirelles afirmou certa vez que os cineastas brasileiros são da classe social média, acessam, portanto, o mesmo tipo de referências, tanto literárias quanto audiovisuais. Isso mostra a existência de um nicho elitista em torno da produção de filmes nacionais, configurando a dificuldade de acesso do brasileiro às salas de cinema não só para assistir aos filmes, mas também para trabalhar por trás das câmeras. Então, como introduzir citações na redação? Antes do dia da prova e enquanto estuda, faça um fichamento por eixos temáticos de algumas citações que você conhece e que pretende usar em prova. Prepare-se para qualquer situação! Entenda o contexto da frase ou trecho fichado e anote pelo menos alguns aspectos da biografia do autor que você quer citar. Isso ajuda a especificar mais a sua argumentação. Por exemplo: “Fernando Meirelles, diretor do filme “Cidade de Deus”, afirmou que…”. Certifique-se que a frase tem relação estrita com o tema de redação. Se o assunto é cinema, por exemplo, nada de buscar frases de Aristóteles, que viveu quando essa arte nem existia. O esforço para relacionar a frase ao tema será muito grande e possivelmente ineficiente. Prefira algo mais contemporâneo. Não cite apenas a frase ou trecho de obra sem relacionar com a discussão. Um projeto de texto estratégico, que inicia com alguma referência ou citação, necessariamente retoma esse mesmo trecho ou citação ao final, dando um fechamento à ideia. Prefira paráfrases a citar diretamente. Quando usar citação literal, não se esqueça de usar aspa no começo e no final da frase citada. Sempre indique o autor ou autora. Por isso, certifique-se de que você sabe escrever corretamente o nome e sobrenome dele ou dela. Prefira frases de no máximo uma linha e meia a duas linhas, pois o foco da redação devem ser as suas ideias. É isso que o avaliador quer ver! Não confunda frases/teorias trocando os nomes dos autores. Isso compromete a credibilidade do seu texto. Gostou dessas informações? Agora você está preparado para fazer boas citações na redação. Que outro aspecto de repertório sociocultural deixa você confuso? Comente neste post e quem sabe a gente escreve sobre isso

Erros na redação acontecem até nas melhores. Conheça quais desvios prejudicam o participante do Enem e saiba como consertá-los enquanto há tempo! Você já sabe da importância da redação no Enem, pois ela representa 20% da sua nota final nas provas. Assim, um mau desempenho na escrita do texto faz a sua média despencar. Além disso, já comentamos aqui que a nota da redação é importante para usufruir de programas governamentais como Prouni e Sisu. Ainda, ela pode carimbar seu passaporte para estudar em universidades portuguesas. Por isso, evite ao máximo os erros na redação. Hoje mostraremos o que fazer caso você cometa erros na redação. Acompanhe! Quantos erros na redação não prejudicam minha avaliação? Tratando-se dos erros gramaticais e ortográficos, para que você ainda receba 200 pontos na competência 1, é permitido até dois desvios. Também pode haver uma falha de estrutura sintática para manter o nível 5. Caso você não lembre como se avalia essa competência, lembre-se de que escrevemos um post no blog só sobre esse assunto. Vale a pena conferir de novo! Porém, mesmo que você estude muito sobre a língua portuguesa, pode acontecer de você escrever algo errado. Se você já estiver na fase de passar a limpo o seu texto, pode bater aquele desespero. E agora?! O que fazer? A folha de prova é insubstituível, por isso todo o cuidado é pouco para protegê-la de danos. Isso vale desde não deixar a garrafa de água perto dela (que pode molhar) até cuidar com as canetas para que não vazem. Especialmente nos dias quentes – como em geral são os dias das provas no Brasil – podem ocorrer acidentes como esses. Por isso, tenha atenção com as informações passadas pelos fiscais e cuide muito bem do seu material e da sua folha! Rasuras não descontam ponto Há muitos mitos em relação à prova do Enem, um deles afirma que provas não podem ter rasuras. Ora, é bastante provável que muitas pessoas erram na hora de transcrever a sua redação, por diversos fatores. Se isso fosse verdade, as notas teriam uma média muito abaixo do que elas realmente têm. De fato, uma folha de prova totalmente rasurada pode, em alguns casos, levar à nota a zero, mas são casos muito específicos. É certo também que a estética do texto conta positivamente para a avaliação, mas não é uma questão sobre a qual os avaliadores pontuam. Entretanto, quando uma redação aparece na tela de correção, ela deve estar legível, com todas as partes do texto dissertativo-argumentativo estruturalmente visíveis. Por exemplo, se o aluno não coloca as entradas de parágrafo, o corretor já sabe que se trata de um monobloco, e a nota já será mais baixa. Da mesma forma ocorre com o excesso de rasuras no texto: quem lê já percebe que encontrará uma série de erros na redação. Existe um jeito certo de fazer a rasura? Sim! Você pode rasurar algumas palavras ou mesmo trechos inteiros equivocados de sua prova sem prejudicar a sua avaliação. Nesse quesito, há muitas formas que são ensinadas pelos professores, mas a que você deve privilegiar é a seguinte: simplesmente passe um traço em cima da palavra errada e escreva-a corretamente ao lado. Isso mesmo! Basta um risquinho no erro que ficará tudo bem. Jamais rabisque freneticamente a palavra ou trecho errado, de um jeito que deixe o texto “machucado”, o que pode até rasgar a sua folha. Nada disso! A solução, como dito, é bem simples! Também é desnecessário colocar a palavra entre parênteses, embora algumas pessoas aprendam dessa forma. Não complique: só um tracinho basta! Veja: Ok, mas e se você só perceber o erro depois de já ter passado a limpo todo o texto? Bom, certamente vai dar um friozinho na barriga de nervoso, mas ainda tem jeito de resolver! Nesses casos, você também passará um traço simples na palavra ou trecho errado e escreverá corretamente acima desses elementos. É importante que fique o mais legível possível, por isso cuidado com o tamanho da letra! Se você escrever ocupando o espaço da linha inteira (letras grandes), pode ser que não consiga esse espacinho salvador na hora de corrigir um problema desses. Se não ficar bem clara a correção, a emenda pode ser pior que o soneto! Por isso redobre a atenção e, em caso de necessidade, mantenha a calma e procure a melhor maneira de resolver no seu caso. Atenção aos detalhes para não cometer erros na redação! Caso você perceba que apenas acentuou uma palavra que não precisaria de acento, faça a rasura simples somente nele. Não precisa anular toda a palavra e escrever de novo. Use o bom senso: em todos os casos em que for necessário rasurar, faça isso do modo menos invasivo possível. Ou seja, interfira o mínimo possível no visual da sua redação e, principalmente, no sentido do texto. No entanto, a correção precisa ficar evidente para quem for ler o seu texto. Errar é humano, mas insistir no erro… você sabe, não é? É isso! Nada de estresse caso você cometa erros na redação. Agora que já sabe como resolver, tudo ficará bem. Uma outra excelente forma de evitar esses problemas é revisar muito bem o rascunho do texto. Faça todas as alterações nele. Sempre releia algumas vezes e, na hora de passar para a folha de prova, muita – muita mesmo! – atenção é necessária! Portanto, não deixe para fazer isso quando você já estiver exausto(a) da prova. Quanto mais cansado(a), maior a probabilidade de ficar mais desatento(a)! Pra evitar esse tipo de situação, já sabe: treine muito a escrita! Se precisar de ajuda com isso, use a nossa plataforma! Tá esperando o que para nos mandar o seu texto!?

Conheça repertórios socioculturais para usar na sua redação a respeito da banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais. Confira a proposta de redação sobre o tema “A banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais”. Confira alguns filmes, vídeos e reportagens especiais que poderão ajudar na hora de desenvolver seus argumentos no texto sobre a banalização de cirurgias plásticas. Além disso, não se esqueça de que é fundamental saber selecionar e organizar fatos e opiniões de modo que seu ponto de vista seja defendido. Ah! E lembre-se de fazer também a sua própria pesquisa, visando demonstrar autoria ao seu texto. Boa leitura! 1. Filme: Linda de morrer Quem nunca quis tomar apenas um comprimido e ver as celulites desaparecerem? Médica famosa, Paula (Gloria Pires) descobre como resolver esse “drama” das mulheres modernas: o recém-criado Milagra. Porém, a protagonista toma o remédio e morre de um inesperado efeito colateral. Agora, seu espírito preso à Terra precisa denunciar o próprio remédio e salvar as futuras vítimas de seu inescrupuloso sócio. Nessa comédia de 2015, é possível ver em alguns momentos como a exposição midiática pode influenciar na procura do mesmo “remédio” por diversas pessoas. Especialmente quando famosos mostram que é um jeito “fácil” de resolver uma insatisfação com o corpo. O filme tem duração de 1h55 pode ser encontrado no Youtube e no Google Play. 2. Vídeo: Vida de modelo – Cirurgias plásticas banalizadas e autoestima das influencers – De quem é a culpa? No cana Chá das 8, da modelo Isis Sampaio, ela comenta sobre a banalização das cirurgias plásticas no Brasil. Segundo ela, jovens de 18 anos estão fazendo a famosa LIPO LED, prótese de silicone, rinoplastia. Para Isis, é revoltante ver os internautas julgando essas meninas como se elas não fossem tão vítimas da mídia e da indústria da beleza quanto todas as outras mulheres. A partir de sua vivência no mundo da moda, a modelo conta como isso mudou a sua percepção sobre si mesma. O vídeo tem pouco mais de 21 minutos. 3. Artigo: Lipo LAD e o polêmico debate sobre a romantização das cirurgias plásticas Ainda dentro do tema do momento na área de procedimentos estéticos, vamos saber mais sobre a Lipo LAD. Assim, no artigo da Revista Cláudia, discute-se como o sucesso entre as celebridades que fizeram a Lipo HD reacendeu o debate sobre pressão estética. Certamente você deve ter ouvido falar da atriz Fernanda Concon, que usou recentemente as redes sociais para se posicionar sobre o assunto. Ela criticou a romantização e a naturalização da lipo LAD, entre outras cirurgias plásticas, em seu Instagram. Além disso, ela levantou a questão: por que influenciadores digitais não costumam falar dos riscos de tais procedimentos e os motivos por que fizeram? Você pode acessar o perfil da atriz e, desse modo, além do texto, ver na fonte o que ela falou sobre o tema. 4. Artigo: Da estética ao financeiro: como os filtros do Instagram estão nos influenciando Então, quem não curte colocar um filtro antes de publicar uma foto no story? Pois é, as possibilidades de mudar o rosto virtualmente são muitas, desde ficar mais bonita, mudar a cor do cabelo (ou ficar sem) até ficar mais jovem ou mais velho. No entanto, os filtros que aumentam a boca ou causam efeito “harmonizado” são alguns dos preferidos, especialmente na quarentena. Assim, nesta matéria é mostrado como criar filtros para melhorar a autoestima das pessoas pode virar um negócio. Ao mesmo tempo, essa faz crescer em muitas pessoas uma insatisfação com sua imagem real. Por isso, vale a pena ler tudo para entender como esse fenômeno tem mudado nossa forma de pensar sobre nós mesmos. 5. Artigo: Como as redes sociais reforçam padrões de beleza irreais e incansáveis Chega mais! Aqui, mais um artigo para você pensar sobre como as redes sociais acabam nos influenciando de alguma forma com relação à estética. Nesta matéria, menciona-se um estudo de 2017 que mostrou que o Instagram é a rede social mais prejudicial para a saúde mental dos jovens. Além disso, fala da normalização das cirurgias e procedimentos estéticos, que nem mesmo o movimento “body positive”, também em alta nas redes, tem conseguido frear. 6. Podcast: #17 Cirurgias plásticas e os seus exageros Para não perdermos o hábito de dar uma opção para aqueles que preferem aprender ouvindo um podcast, separamos essa dica. Nesse episódio, discute-se o aumento de procedimentos estéticos em todo mundo, como se não houvessem riscos. Assim, comenta-se que existe muita falta de clareza dos pacientes. Mas, ainda, há muitos profissionais que, por meio de atitudes antiéticas, realizam procedimentos desnecessários ou não recomendados, especialmente em pessoas muito jovens. Já sabe, né? Coloque os fones de ouvido e ganhe mais um repertório sociocultural! 7. Notícia: Arrependido, Lucas Lucco reverte harmonização facial: “Perdi a identidade” E o que acontece quando o procedimento, em vez de aumentar, acaba diminuindo a autoestima? Foi o que aconteceu com o cantor Lucas Lucco. De fato, em setembro ele contou no Instagram a saga para reverter o procedimento de harmonização que realizou há cerca de um ano. Antes de fazer o procedimento, ele já era considerado por muitos fãs como um homem bonito. Assim, o que faz com que pessoas dentro do “padrão”, como muitos famosos e influencers, acabem fazendo essas intervenções no corpo e no rosto? Até que ponto vale a pena mexer na sua marca pessoal para seguir uma moda? Pense sobre isso! Então, curtiu?! Esperamos que essas dicas ajudem a escrever uma redação nota mil! Conhece algum filme, vídeo ou reportagem interessante sobre este tema? Compartilhe conosco nos comentários! Ah! 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Você sente que as redes sociais influenciam no desejo de fazer procedimentos estéticos? Acredita que há uma banalização de cirurgias plásticas? Reflita e treine sua redação sobre este tema. Leia atentamente os textos a seguir. Então, considerando seu repertório sociocultural, escreva um texto dissertativo-argumentativo de até 30 linhas acerca do tema “Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais”. Para isso, utilize a modalidade formal da Língua Portuguesa. Apresente uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Confira o tema Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais abaixo: Texto 1 Tempo em casa e nas redes sociais aumenta busca por procedimentos estéticos na boca Além do aumento em casos de bruxismo e fraturas dentárias após os meses de quarentena, alguns profissionais de odontologia e saúde bucal começam a relatar também uma alta nas buscas por procedimento estéticos como harmonização facial, bichectomia e aplicação de botox. “As pessoas fizeram muitas lives e, se vendo depois no vídeo, queriam mudar o sorriso, melhorar a cor dos dentes, alguns também quiseram retocar a face”, aponta Mario Cappellette, presidente do núcleo paulista da Associação Brasileira de Odontologia (ABO-SP). Desse modo, o movimento foi sentido também por Kamila Godoy. Pesquisadora da Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP) e ortodontista, ela diz que primeiro começou a receber pacientes com dentes quebrados, fissuras e dor na articulação temporomandibular (ATM). No entanto, em meados de julho, a demanda mudou. “Houve aumento absurdo de procura por procedimentos estéticos. Assim, as pessoas queriam aproveitar o momento para fazer algum procedimento que precisasse de repouso e, por ter que ficar em casa, houve, portanto, uma procura bem alta de cirurgias para retirar o siso, bichectomia (procedimento para reduzir as bochechas) etc.”, conta. “A questão de ficar em casa levou a um tempo ocioso muito grande. Desse modo, como aumentou também o uso de redes sociais, a pessoa passou a vislumbrar a imagem dela com mais frequência e visualizar pessoas ‘perfeitas’ o tempo todo”, explica a psicóloga Katree Zuanazzi, diretora do Instituto Brilhar Saúde Mental, de Curitiba. Assim, ela aponta que há uma diferença entre buscar o aperfeiçoamento e a mudança completa do rosto, provocado pelo mar de filtros e falsas perfeições que as redes sociais oferecem. “Todo mundo tem algo que gostaria de melhorar ou que não é perfeito. É importante ver quais desejos são amadurecidos e vêm de anos. No entanto, toda ideia que vem de repente foi, provavelmente, implantada por redes sociais ou ideais de perfeição.” Fonte: https://saude.estadao.com.br/noticias/geral,tempo-em-casa-e-nas-redes-sociais-aumenta-busca-por-procedimentos-esteticos,70003491712 Texto 2 Efeito filtro: as redes sociais e nossa relação com a beleza Em momento de isolamento social, passamos boa parte do tempo vendo uns aos outros exclusivamente pelas telas dos telefones e computadores. Dessa forma, a preocupação com a aparência real x virtual é cada vez mais frequente. Assim, os padrões de beleza que até outro dia eram apenas inalcançáveis, hoje são ficção virtual. Assim, basta um filtro rápido para disfarçar a cara lavada e você fica “naturalmente” mais bela. Do desejo de uma pele lisa, com textura e coloração uniforme à vontade de fazer preenchimento labial… Como fica a nossa relação com o espelho no meio disso tudo? (…) Procedimentos não cirúrgicos Além da busca pela pele livre de imperfeições, alguns filtros – e imagens das redes sociais – podem inspirar o desejo por procedimentos como preenchimento labial, harmonização facial etc. Assim, segundo dados da Associação Americana de Cirurgia Plástica e Estética, a ISAPS, os procedimentos não cirúrgicos são os que mais aumentaram nos últimos tempos. “O impacto das redes sociais no psicológico das pessoas é um fenômeno que já vem sendo estudado há bastante tempo. Cada um, certamente, está querendo mostrar o seu melhor, ninguém quer mostrar momentos não favoráveis”, diz André Maranhão, cirurgião plástico carioca e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica. Portanto, de acordo com ele, as maiores buscas são por mudanças em relação à posição das sobrancelhas, espessura do nariz, volume dos lábios e formato das maçãs do rosto e queixo. “Já passei por situações em que pacientes vieram ao consultório buscar o resultado produzido por um filtro na hora de fazer um stories com a própria foto em mãos. Entretanto, cabe ao profissional orientar o paciente e observar as limitações técnicas de cada caso, porque nem sempre é possível reproduzir no mundo real o que filtro produz tecnologicamente”, conta. Fonte: Revista Marie Claire Texto 3 Fonte: Twitter Texto 4 Modinha no Instagram, desejo de vida: por que há tantas adolescentes obcecadas com cirurgia plástica? Por conta das redes sociais e da naturalização desse tipo de operação por influenciadores, jovens vêem procedimento como alternativa “simples”. Se você está um tantinho por dentro das últimas tretas das redes sociais sabe bem. Toda semana, uma nova famosa se submete à cirurgia plástica da vez, a chamada Lipo LAD. No entanto, nos últimos dias, chamou atenção o caso de uma influencer de 18 anos que entrou na faca. Nas redes, a guria contava sobre o processo de pós-operatório “com muita dor” aos seus milhões de seguidores – crianças e adolescentes, na maioria. Longe de mim querer crucificar a mocinha em questão, que é só mais um caso dentre tantos. Mas é impossível ver uma história dessas ganhar repercussão sem se perguntar: afinal, por que tantos adolescentes se submetem a plásticas? Fonte: gauchazh Escreva a uma redação sobre o tema Banalização de cirurgias plásticas nas redes sociais após conferir a lista de repertórios que preparamos!

Não é fácil conciliar ansiedade e estudos, mas saiba que você pode aprender a manter a calma em situações de pressão. Por isso, vamos dar algumas dicas para enfrentar esses momentos e ficar de cabeça fria na hora de estudar! Você tem sentido dores de cabeça e irritabilidade? Tem dificuldades para dormir e sente que sua memória não é mais a mesma? Faltando menos de 2 meses para o Enem, é normal que você esteja se sentindo mais ansioso(a). Algumas pessoas têm maior propensão à ansiedade, uma condição mental, mas que afeta também o corpo. No entanto, com a proximidade das provas, fica mais complicado para todo mundo lidar com ansiedade e estudos. Neste ano, além de toda a tensão normalmente sentida em situações decisivas, tivemos uma dose extra de estresse: a pandemia. Um estudo noticiado no dia 10 deste mês, realizado pelo Instituto de Pesquisa sobre a Felicidade dinamarquês, mostrou que há 7 mil novos casos de ansiedade para cada 100 casos de Covid-19. Além disso, em outubro, a OMS alertou que a pandemia impactou de forma devastadora a saúde mental em escala mundial. Entre as situações que mais afetaram o bem-estar das pessoas está a solidão causada pelo distanciamento social. E como isso pode afetar a sua rotina de estudos? Então, saiba que o sintoma comportamental mais comum da ansiedade é evitar as situações. Assim, se você sente uma angústia ao pensar que precisa estudar, há uma forte tendência a procrastinar e acabar desistindo da tarefa. Com o passar do tempo (e com as provas cada vez mais perto), é provável que a pessoa ansiosa “trave”, sinta-se paralisada pelo medo. Isso porque as expectativas criadas também são muito altas, gerando um ciclo que pessoa imagina não conseguir romper. Isso pode manifestar os seguintes sintomas físicos: Aumento da frequência cardíaca Tensão muscular aumentada (causando dores) Dificuldade para respirar Sentir como se tivesse uma opressão/aperto em toda a área do peito Dores de cabeça tensionais Agitação Sensação de sufocamento Taquicardia Dificuldades para dormir Como manter a calma para estudar? A primeira coisa que se deve buscar é manter uma rotina. Mesmo que estejamos há quase 9 meses tendo que lidar com o tal “novo normal”, é importante que você trace um roteiro diário e tente segui-lo. Isso porque a falta de uma programação nos deixa perdidos diante de todos os estímulos que recebemos. Então, se você rende melhor pela manhã, acorde cedo e programe-se para estudar nesse período. Evite distrações nesse tempo que você determinou para os estudos. Na quarentena a Técnica Pomodoro tem feito sucesso. Você já ouviu falar dela? Embora tenha surgido nos anos 1980, muita gente só conheceu agora. Isso porque a vida de todo mundo foi afetada, com aulas remotas e trabalho home office. Com todas as distrações que temos em casa, fica difícil mesmo ter foco, e isso pode ser um gatilho para quem sofre com ansiedade. A técnica pomodoro é um meio de gerenciamento do tempo para se tornar mais produtivo. Pratique meditação Outra atividade que entrou na vida de muitas pessoas na quarentena foi a meditação. E são comprovados os efeitos positivos que ela causa em quem a pratica. Entre os diversos benefícios, está a redução da famigerada ansiedade. Além disso, ela pode reduzir outros sintomas que pessoas ansiosas apresentam, como dores crônicas, frequência cardíaca e pressão elevada, e ainda melhora o sono. Assim, a equação ansiedade e estudos pode ser resolvida com alguns minutos por dia de respirações profundas e trazendo sua mente para o momento presente. Um dos grandes mitos que afastam as pessoas da meditação é achar que meditar é “parar de pensar”. Nada disso! A mente não para de pensar nunca! O que a meditação faz é aumentar a capacidade de concentração e memorização, desenvolvendo a criatividade e aumentando o equilíbrio emocional. Hoje em dia é possível baixar aplicativos com meditações guiadas e há canais no Youtube que ensinam a prática desde o nível iniciante. Certamente vale a pena conhecer essa técnica e praticá-la diariamente, podendo ser usada para retomar o controle de si mesmo durante uma prova. Algumas respirações profundas e focadas por apenas 1 ou 5 minutos podem fazer milagres e dar mais clareza às suas ideias.https://youtu.be/03Owg92Yib4 Durma bem Noites mal dormidas fazem com que você não renda no dia seguinte. Se você habituou-se a estudar à noite, prefira fazer apenas revisão. Os estímulos cerebrais devem ser diminuídos cerca de 1h30 antes da hora que você pretende dormir. Ao acordar, é bem importante tentar não ceder ao vício de entrar nas redes sociais. Isso é outro fator que causa muita ansiedade. Assim, foque em levantar, fazer suas tarefas, deixando para se distrair somente depois de já ter cumprido suas metas do dia. Evite bebidas estimulantes Se você já está mais nervoso ou ansioso, é hora de diminuir essas sensações, e não de aumentá-las. Embora bebidas à base de cafeína sejam as preferidas dos vestibulandos, tente trocá-las por chás calmantes, como o de camomila, ou sucos, quem sabe de maracujá. Dessa forma você conseguirá descansar melhor, o que é fundamental para conseguir estudar de forma eficaz. Pratique alguma atividade física Ninguém precisa virar o Mister Universo, ainda mais em meio à pandemia e com as provas logo ali. Mas todo mundo deve (ou deveria) reservar ao menos 30 minutos diários para praticar alguma atividade física. Isso porque pesquisas já apontaram que exercícios físicos melhoram o desempenho nos estudos para o Enem. Entre os principais benefícios estão melhorias na memória, foco e resistência. Além disso, a prática de atividade física regular melhora a qualidade do sono. Como já dissemos aqui, uma boa noite de sono é essencial para quem está estudando e se preparando para as provas. Não se esqueça que é enquanto dormimos que a memória se consolida, portanto, é nesse momento que toda a carga de estudos do dia se “acomoda” no seu cérebro. Equilíbrio é tudo, não é mesmo? Você precisa, sim, estudar bastante e treinar muito a redação, por exemplo. Porém, o corpo não

Conheça pensadores brasileiros e suas obras para ampliar seu repertório sociocultural. Demonstrar um repertório sociocultural produtivo é uma exigência da redação do Enem. Mesmo em vestibulares, quando a avaliação não é feita por competências, a argumentação precisa ser eficiente. De fato, isso só é possível se você mobilizar uma série de conhecimentos que adquiriu ao longo de sua formação de modo produtivo. Porém, embora muitas pessoas saibam usar ideias estrangeiras em seus textos, poucas surpreendem e destacam pensadores brasileiros nas redações. Muitos estudantes recorrem a citações consagradas, portanto pouco originais, para o desenvolvimento do texto. Já conversamos por aqui sobre isso e sobre como pode ser um tiro no pé usar sempre as mesmas estruturas prontas. Além de não demonstrar autoria, fica aquele forte sentimento no avaliador de estar lendo sempre mais do mesmo. Assim, para atingir as notas mais altas nas 5 competências e se dar bem nas provas, você precisa fazer algo que todos não estejam fazendo. Por isso, selecionamos alguns pensadores brasileiros para que você amplie suas possibilidades ao debater questões relevantes para a nossa sociedade em seus textos. E por que é importante conhecer pensadores brasileiros? As provas de redação, incluindo e principalmente a do Enem, solicitam a reflexão sobre temas contemporâneos e que impactam a população nacional. Então, quem melhor para ajudar a falar sobre nós do que estudiosos que conhecem as nossas dificuldades e qualidades? A seguir, acompanhe os nomes que destacamos e não se esqueça de fazer a sua própria pesquisa e ampliar ainda mais as possibilidades! Boa leitura! 1. Lélia Gonzalez Historiadora e filósofa, a mineira Lélia Gonzalez foi professora universitária. Dedicou-se a pesquisas sobre as temáticas de gênero e etnias. Além disso, Lélia se destacou pela participação no Movimento Negro Unificado (MNU), do qual foi uma das fundadoras. Em julho de 1978 oficializou a entidade nacionalmente, em ato público. Para ela, o advento do MNU “consistiu no mais importante salto qualitativo nas lutas da comunidade brasileira na década de 70”. A intelectual faleceu em 1994, mas sua obra segue relevante até hoje. Conheça algumas de suas frases memoráveis: Para falar sobre racismo no Brasil: Enquanto a questão negra não for assumida pela sociedade brasileira como um todo: negros, brancos e nós todos juntos refletirmos, avaliarmos, desenvolvermos uma práxis de conscientização da questão da discriminação racial neste país, vai ser muito difícil no Brasil, chegar ao ponto de efetivamente ser uma democracia racial. Para falar sobre desvalorização das classes populares: Estamos cansados de saber que nem na escola, nem nos livros onde mandam a gente estudar, não se fala da efetiva contribuição das classes populares, da mulher, do negro do índio na nossa formação histórica e cultural. Na verdade, o que se faz é folclorizar todos eles. Para falar sobre a influência europeia na sociedade brasileira: A questão do etnocentrismo está presente em qualquer cultura. Na medida em que você é socializado, você recebeu uma carga cultural muito grande, e você vai olhar o mundo através dessa perspectiva crítica. 2. Sueli Carneiro Doutora em Educação pela USP, é autora da obra “Racismo, sexismo e desigualdade no Brasil”. Nele, fala dos comportamentos humanos e apresenta os avanços na superação das desigualdades criadas pela prática da discriminação racial. Além disso, é considerada uma das principais autoras do feminismo negro no Brasil. Assim, veja alguns pensamentos dela a seguir. E, para saber mais sobre suas ideias, você pode segui-la no Twitter: @SueliCarneiro Para discutir a questão racial: O racismo é um sistema de dominação, exploração e exclusão que exige a resistência sistemática dos grupos por ele oprimidos, e a organização política é essencial para esse enfrentamento. Para tratar de desigualdades e multiculturalismo: Indignação sempre foi a palavra que mais me impulsionou. Odeio injustiça. Luto pela construção de uma sociedade multirracial e pluricultural, onde a diferença seja vivida como equivalência e não mais como inferioridade. 3. Milton Santos Geógrafo, escritor, cientista, jornalista, advogado e professor universitário brasileiro. É considerado como o maior pensador da história da Geografia no Brasil e um dos maiores do mundo. De fato, entre os pensadores brasileiros, é um que frequentemente aparece nos textos. No entanto, caso você não o conheça, procure saber mais. Além disso, conheça algumas de suas principais ideias abaixo: O mundo é formado não apenas pelo que já existe, mas pelo que pode efetivamente existir. A força da alienação vem dessa fragilidade dos indivíduos que apenas conseguem enxergar o que os separa e não o que os une. Existem apenas duas classes sociais, as do que não comem e as dos que não dormem com medo da revolução dos que não comem. 4. Florestan Fernandes Por meio da Lei n. 11.325. de 2006, foi declarado patrono da Sociologia brasileira. Além de sociólogo, Florestan Fernandes também era político. Primeiramente, dedicou-se ao estudo etnológico dos índios tupinambá. Posteriormente, a partir da década de 1950, estudava os resquícios da escravidão, o racismo e a dificuldade de inserir a população negra na sociedade, dominada por pessoas brancas. Sobre as falhas no sistema educacional: Um povo educado não aceitaria as condições de miséria e desemprego como as que temos. Sobre a opressão e a possibilidade de superá-la: Contra as ideias da força, a força das ideias! 5. Rosely Sayão Psicóloga especializada em educação. Assim, escreve sobre as principais dificuldades da família e da escola no ato de educa. Seus pensamentos podem ser lidos na coluna que ela possui no Estadão. Aqui, destacaremos algumas de suas frases. Mas faça sua parte também! Para isso, leia alguns de seus textos e pesquise mais sobre ela. Educar é apresentar a vida e não dizer como viver. Os ensinamentos que precisamos manter são aqueles gerais, relacionados aos princípios e valores. Independentemente das mudanças que ocorreram no mundo, do estilo de vida que as crianças e jovens levam hoje, é preciso ensiná-los a ser honesto, ético, justo, respeitar o outro. O individualismo e a competição estão no seu auge em paralelo com o poder de consumo. Há uma geração educada dessa maneira e percebe-se que isso não está ajudando

Se você leu a proposta de redação sobre “Democratização do acesso aos livros” e ainda não sabe qual repertório utilizar, seus problemas acabaram! Acesse os conteúdos que selecionamos para ajudá-lo a pensar sobre o assunto. Confira a proposta de redação sobre o tema “Democratização do acesso aos livros“. Separamos alguns vídeos, filme e artigos que podem fazer parte de sua argumentação na defesa de um ponto de vista na redação. Como você sabe, organizar e relacionar as informações socioculturais em seu texto é fundamental. Além de demonstrar autoria, apropriar-se de conceitos pertinentes ao tema tornará mais fácil desenvolver o assunto. Portanto, mais do que acessar os conteúdos disponibilizados aqui, lembre-se de fazer a sua própria pesquisa. De fato, a discussão sobre a democratização do acesso aos livros esteve em evidência em 2020. Assim, há bastante material on-line que você poderá encontrar! Então, boa leitura! 1. Vídeo: Especial Leitura | Quais as propostas para ampliar o acesso aos livros? – 3º episódio Nesta reportagem especial disponibilizada pelo canal da Câmara dos Deputados você conhecerá propostas para ampliar o acesso aos livros. Além disso, conhecerá o que pode ser feito para “aquecer” o mercado livreiro no país. https://youtu.be/lfit7fSDgY0 2. Vídeo: Aula Pública: Democratização do Livro Na América Latina – 1/2 Nos últimos anos, a América Latina experimentou um amplo processo de integração. Dessa forma, tratando de educação e cultura, os países passaram a discutir como democratizar o conhecimento. Nesse viés, garantir a circulação e o acesso aos livros é fundamental. No entanto, ainda existem barreiras que impedem um plano latino-americano para a produção e edição de publicações. Assim, nesta aula pública, o convidado José Castilho Neto, Doutor em filosofia pela USP e ex-secretário do plano nacional do livro e leitura, propõe algumas reflexões. Entre elas, questiona de que forma implementar políticas públicas capazes de incentivar a circulação de livros na sociedade. Como democratizar a leitura na América Latina? Assista também a parte 2/2 para saber tudo sobre essa discussão.https://youtu.be/COJLu_Xxzp8 3. Podcast: A nova crise do mercado de livros Se você gosta de estudar ouvindo podcasts, aproveite esse episódio do “Café da Manhã“, da Folha de São Paulo. Nele, o repórter Walter Porto e Marcos Pereira, um dos donos da editora Sextante e presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros, discutem o panorama do mercado editorial brasileiro. Assim, colocam em pauta a reforma tributária do governo sobre a volta da cobrança de PIS e Cofins a empresas do setor. Crise e pandemia, junto à temática dos livros, também entram na discussão. Então, coloque os fones de ouvido e ganhe repertório enquanto arruma seu quarto! 4. Podcast: Taxação de livros e elite literária Já que está no embalo do uso do streaming, ouça mais este episódio do “LiteraPOP”, podcast mensal sobre literatura, cotidiano de leitores e cultura pop. Aqui, a proposta é discutir sobre como a taxação proposta pelo Ministro da Economia afetaria a indústria dos livros no Brasil. Assim, provoca algumas questões. Como cada agente dessa indústria fica em meio a essa situação? Haverá exclusão de autores e obras não brancos? Causaria um retrocesso social? Sucateamento da educação e da produção cultura? Ouça, anote e tire duas próprias conclusões. 5. Filme: A menina que roubava livros Se você gosta de fazer analogias e/ou não perde uma oportunidade de citar a Segunda Guerra Mundial nas suas redações, esse filme pode fazer parte da sua argumentação. Baseado na obra “The Book Thief”, de Markus Zusak, foi lançado em 2014, contando a história de Liesel Meminger, Embora não trate especificamente da temática do livro com está na proposta, pode ser um ponto de partida para mostrar como a leitura e o acesso aos livros pode mudar a vida das pessoas. Por isso, então, é tão importante a sua democratização.https://youtu.be/J24AlOYHpVU 6. Reportagem: A saga de Dorival Santos, catador de lixo que virou doutor em Linguística Trata-se de um relato autobiográfico sobre como, apesar das dificuldades, Dorival conseguiu estudar, chegando até ao doutorado em uma Universidade Pública. Entre os itens recolhidos no lixão, ele afirma ter chegado a 3 mil livros. Certamente isso pode ajudar a pensar na desigualdade de acesso às obras e mesmo na (des)valorização dessa cultura. Enquanto uns têm muito pouco acesso, outros colocam obras literárias no lixo. 7. Vídeo: Qual o papel das bibliotecas comunitárias nas periferias do país A maioria das bibliotecas comunitárias são criadas e mantida pela sociedade civil. Elas objetivam ampliar o acesso ao livro e à leitura em determinada comunidade. Portanto, seus frequentadores são atuantes e participam ativamente nos processos de gestão e planejamento das ações, de acordo com uma pesquisa realizada entre janeiro de 2017 e junho de 2018 em 15 estados e no Distrito Federal. Neste vídeo, a Biblioo conversou com Celina Borges Santos, mediadora de Leitura e voluntária do Rede Baixada Literária, e com Maria “Chocolate”, cogestora do Tecendo Uma Rede de Leitura e integrante da Rede Nacional de Bibliotecas Comunitárias (RNBC).https://youtu.be/1ewvzNlCNo0 Aprofunde os conhecimentos sobre essa forma de acesso aos livros. Para isso, leia também esta notícia sobre a pesquisa “Bibliotecas Comunitárias no Brasil: Impacto na formação de leitores”, publicada na Exame. Agora você já sabe um pouco mais sobre a questão do livro no Brasil. Assim, mãos à obra! Comece já seu rascunho sobre a “democratização do acesso aos livros“. Conhece algum repertório sobre o tema? Compartilhe com a gente nos comentários. Certamente, quanto mais referências na hora de escrever, melhor!

Trouxemos uma dica de um repertório sociocultural incrível para você estudante: como usar o filme ENOLA HOLMES na redação! Pegue seu caderno e anote todos os temas relacionados ao longa-metragem da Netflix! Primeiramente, confira a ficha técnica e sinopse do filme antes de conferir como usar ENOLA HOLMES na redação: ENOLA HOLMES: 2020 ‧ 2h1min ‧ 12+ Na manhã do seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe desapareceu, deixando para trás alguns presentes enigmáticos e um grande mistério sobre seu paradeiro. Agora passa a viver sob os cuidados dos irmãos Sherlock e Mycroft, que decidem mandá-la para uma escola de etiqueta para aprender boas maneiras. Indignada, ela foge para Londres em busca da mãe. PATRIARCADO O filme se passa em meados de 1880, auge de grandes movimentos e reivindicações, momento em que as mulheres eram lidas e vistas como propriedades, que ficavam sob a tutela dos seus pais, maridos ou irmãos, homens detentores das decisões e o domínio dos locais de fala e voto. Ao voltarem para casa, os irmãos de Enola encontram uma garota livre e consciente do seu lugar no mundo, que logo se posiciona contra as ideias que queriam impor a ela, como ir a um colégio interno para que aprendesse a ser uma boa mãe e esposa. EDUCAÇÃO DOMICILIAR Após a morte do marido e a saída dos seus filhos de casa, Eudoria, mãe de Enola, decide educar a filha sozinha. Ela incentiva a menina a ler de tudo, a praticar experiências científicas, a realizar esportes e todos os tipos de exercícios físicos – inclusive luta – e mentais, fugindo da educação comum oferecida a garotas na época, ensinando a importância da liberdade e da independência das mulheres. PROTAGONISMO E EMPODERAMENTO FEMININO Enola é irmã do famoso investigador ficcional Sherlock Holmes. No entanto, ainda que seu irmão apareça durante o filme, é ela quem toma suas próprias decisões e soluciona o misterioso desaparecimento da mãe, seguindo um conselho que a matriarca havia lhe dado: “Você pode seguir por dois caminhos: o seu ou o que escolhem para você”. PADRÃO DE BELEZA E DE CONDUTA FEMININO Mycroft acredita que Enola não se veste e nem se porta como uma verdadeira dama. Para não ser encontrada pelo irmão, a adolescente decide se encaixar nos padrões de vestimenta feminina, fazendo algo ”inesperado”. Ela escolhe se vestir de tal modo e levanta a ideia de que o padrão é somente uma repressão quando imposto pela sociedade: ”Espartilhos: símbolo de repressão para aquelas forçadas a usá-los”. DESAPARECIMENTO DE PESSOAS No dia de seu aniversário de 16 anos, Enola Holmes descobre que a mãe está desaparecida e, em vez de aceitar a ajuda dos irmãos, decide investigar o caso por conta própria em Londres. No meio do caminho ela conhece um lorde fugitivo que, para a família, também encontra-se desaparecido. ATENÇÃO: HÁ ALGUNS SPOILERS ADIANTE MULHERES E A LUTA PELO DIREITO AO VOTO Eudoria faz parte da luta feminina pelo direito ao voto na Inglaterra dos anos 1880, reunindo em sua casa um grupo de sufragistas. Para liderar a luta, ela fica menos presente para a filha, deixando para trás o seu passado e tudo que amava com o objetivo de buscar um futuro melhor para Enola e outras meninas. EXEMPLO: TEMA DE REDAÇÃO: A IMPOSIÇÃO DE UM PADRÃO FEMININO DE BELEZA E DE CONDUTA No filme ”Enola Holmes”, que se passa em meados de 1880, a protagonista é uma adolescente educada em casa pela mãe, que a ensinou a importância da liberdade e da independência das mulheres. Enola é uma garota livre, que tem consciência de seu lugar no mundo e que se posiciona contra as ideias machistas e contra os padrões femininos impostos por seus irmãos. O longa-metragem apresenta o problema da imposição de um padrão de beleza e de conduta às mulheres que persiste até hoje. Agora que você já sabe como usar ENOLA HOLMES na redação, não deixe de enviar sua redação pra gente conferir como ficou, hein?

Sabia que a competência 5 da redação Enem é a que mais recebe nota zero nas avaliações? Descubra aqui tudo sobre ela e aprenda a fazer uma proposta de intervenção completa. Garanta seus 200 pontos! Você, que está se preparando para as provas do Enem, já sabe que uma boa nota na redação pode ajudar a elevar sua média geral. As redações são avaliadas por competências, e a competência 5 da redação Enem corresponde à conclusão do texto. No caso específico do Exame Nacional, essa conclusão precisa, necessariamente, apresentar uma proposta de intervenção. Embora uma grande parcela de participantes saiba disso, muitos não conseguem desenvolvê-la de forma completa. Por isso, hoje vamos apresentar como essa competência é avaliada e dar algumas dicas de como conseguir tirar 200 pontos nela. De fato, dados do da prova de 2018, divulgados pelo Inep, mostraram que 10, 4% dos participantes tiraram nota zero na competência 5 da redação Enem. Assim, isso representa mais de 420 mil candidatos que não souberam apresentar a proposta de intervenção em seu texto. No entanto, fazer o fechamento do texto não é uma tarefa difícil. Especialmente para quem conhece a importância de treinar bastante a escrita, é plenamente possível elaborar uma conclusão completa. Vamos conhecer como essa competência é avaliada? Acompanhe! Por que preciso apresentar uma proposta de intervenção? Além de ser uma prova que pode carimbar seu passaporte para uma universidade, o Enem é um exame que avalia o desempenho dos estudantes brasileiros que concluem o Ensino Médio. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN) apresenta como um de seus objetivos de formação estudantil “o pleno desenvolvimento do educando e seu preparo para o exercício da cidadania”. Dessa forma, solicitar uma proposta de intervenção na redação visa verificar se o participante (…) demonstra se ele construiu, ao longo de sua formação, conhecimentos para a produção de um texto em que, além de se posicionar de maneira crítica e argumentar a favor de um ponto de vista, propõe uma intervenção com o objetivo de solucionar o problema abordado por um tema de ordem social, científica, cultural ou política. (INEP, 2019) Cabe reforçar também que essa é uma especificidade do Enem. Portanto, não é obrigatório em outras provas que pedem texto dissertativo-argumentativo apresentar intervenção. Então, leia atentamente o comando das propostas. Assim conseguirá verificar se é ou não necessário apresentar essa solução em suas redações. O que um corretor avalia na competência 5 da redação Enem? Ao corrigir uma redação, o avaliador segue determinações específicas da banca para atribuir as notas. Assim, com relação à competência 5, o participante deve: Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos. Aqui, é necessário salientar: desde 2017 a redação não é mais zerada por desrespeito aos direitos humanos. Porém, como é uma exigência da proposta que a intervenção não atente a esses direitos, ainda é um critério que pode, sim, zerar a competência 5! Desse modo, tome cuidado! Ainda, como um exercício de cidadania, pense quanto uma proposta que desrespeita os direitos de outras pessoas é danosa à sociedade… Elementos obrigatórios na proposta de intervenção De fato, para ser considerada completa, uma proposta de intervenção precisa apresentar cinco elementos básicos: ação: prática apontada como necessária para a solução do problema apresentado pelo tema. Atenção: não importa a quantidade de ações que o participante apresente na proposta. Saiba que, entre todas as ações, o que o avaliador busca é A MAIS COMPLETA entre o que foi apresentado. Então, pergunte-se: “O que deve ser feito?”. agente: identifica o ator social apontado para executar a ação que se propõe. É necessário considerar o problema abordado pelo tema e a ação apresentada. A pergunta a ser respondida para identificar o agente da ação proposta é “Quem executa?”. Importante: o agente equivale a 1 elemento válido, independentemente de quantos ou quais deles sejam identificados em uma mesma proposta. Ou seja, mesmo que você coloque 3 agentes para executar uma ação, isso tudo equivale a 1 elemento válido. Certamente, não se trata da quantidade de agentes, mas sim da pertinência da escolha com relação ao projeto de texto e à ação. modo/meio: diz respeito à maneira e/ou aos recursos pelos quais a ação é realizada. Assim, a pergunta que você deve se fazer para pensar esse elemento é: “Como se executa/Por meio do quê?”. É fundamental que o meio/modo apresentado seja executável, concreto e demonstre a capacidade interventiva da ação. Assim, em outras palavras, é preciso que seja possível de realizar. Portanto, não elabore algo que seja inviável em relação à realidade. efeito: corresponde aos resultados pretendidos ou alcançados pela ação proposta. A pergunta a ser respondida para identificar esse elemento é “Para quê?”. O efeito pode ser expressado por uma estrutura indicativa de finalidade, consequência ou conclusão. detalhamento: acrescenta informações à ação, ao agente, ao modo/meio ou ao efeito. Portanto, ao elaborar a proposta, você deve se questionar o seguinte: “Que outra informação sobre esses elementos posso acrescentar ?”. Exemplo de proposta de intervenção completa Agora, veja uma proposta que foi elaborada de forma completa em 2019. O tema era “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Gabriel Lopes compartilhou conosco o seu rascunho. Então, será que você consegue identificar os cinco elementos obrigatórios avaliados na competência 5 da redação? (…) Paralelamente, o Ministério da Educação deve levar o tema às escolas públicas e privadas. Isso deve ocorrer por meio da substituição de parte da carga teórica da Base Nacional Comum Curricular por projetos interdisciplinares que envolvam exibição de filmes condizentes com a prática pedagógica e visitas aos cinemas da região da escola, para que se desperte o interesse do aluno pelo tema ao mesmo tempo em que se desenvolve sua consciência cultural e cidadã. Nesse contexto, poder-se-á expandir a ação transformadora da sétima arte retratada em “Na Quebrada”, criando um legado duradouro de acesso à cultura e de desenvolvimento social em território nacional. E então, conseguiu achar todos os elementos? Colocamos em cores diferentes cada um deles para facilitar para você.

O “complexo de vira-lata” corresponde ao sentimento de inferioridade do povo brasileiro em relação ao que é estrangeiro. Que tal pensar sobre esse tema e escrever uma redação? Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro”. Use a modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Confira o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro a seguir: Texto 1 O complexo de vira-lata Criado pelo escritor Nelson Rodrigues, o termo “complexo de vira-lata” definiu a falta de autoestima dos brasileiros. Tudo teria começado com a derrota da seleção brasileira na Copa de 1950. A expressão ganhou o mundo, perdura no tempo e, hoje, os brasileiros são vistos como seres menores em qualquer lugar do planeta. A manifestação do “complexo de vira-lata” é diariamente reforçada pelos próprios brasileiros, até mesmo em comentários de altas autoridades, através das expressões: “esse país”; “neste país”, as quais criam a ideia subjetiva de que o autor do comentário aqui está de passagem, não pertence ao país, conhece e vive em outro. Se alguém diz: “Este lugar não é bom”, concluímos que este alguém conhece outros lugares, viveu ou vive em outros lugares, pois não é possível se fazer comparações sem possuir um parâmetro. O complexo de inferioridade dos brasileiros, dimensionado por Nelson Rodrigues com a expressão “complexo de vira-lata”, sempre foi objeto de estudos e discussão desde os primórdios do século 19. Aqui e ali encontraram um culpado: a miscigenação, a falta de cultura, educação precária e o clima tropical levariam à preguiça, à busca intensa pelo prazer, sem nenhuma outra preocupação com o desenvolvimento. Por que resolvi escrever sobre o “complexo de vira-lata”? Confesso que minha paciência chegou ao limite com o deslumbramento dos brasileiros com outros países, em ouvir diariamente “só mesmo nesse país”, “vou embora desse país”. Ir a uma palestra e ouvir do apresentador palavras, como “case”, “CEO”, “business”, “briefing”, “ coach”. Ao ler comentários de brasileiros em páginas de notícias dos nossos jornais, afirmando: “ainda bem que fui embora desse país”, explodindo em orgulho, mais escondendo o fato que lá faz trabalhos que os naturais se recusam, como limpar fossas. Muitos estudiosos e intelectuais estudaram e pensaram em como resolver o maldito “complexo de vira-lata” dos brasileiros. Entretanto, apenas um chegou próximo. O historiador cearense Capistrano de Abreu, ao propor a substituição de todos os artigos da Constituição Federal por apenas um: “todo brasileiro é obrigado a ter vergonha na cara”. Fonte: https://extra.globo.com/casos-de-policia/comissario-de-policia/o-complexo-de-vira-lata-18416074.html Texto 2 A dependência da aprovação exterior Tanto como consequência quanto como paralelismo ao vira-latismo está a nossa famigerada dependência da aprovação exterior para qualquer coisa que façamos e que consideremos de boa qualidade. Como um colonial envergonhado, nossa primordial atitude diante de um estrangeiro em nosso país é tentar agradá-lo para ver se ele nos aprecia de algum modo, mesmo que tal apreciação seja demonstrada de um modo frio. Um dos motes, pensamos, para agradá-lo, é falar mal de nós mesmos. Isto é consequência direta do vira-latismo. Tudo bem, mas como não depender da aprovação exterior? Afinal, temos de exportar nosso açúcar, nosso café, nossa carne, nossos minerais e até nossas quinquilharias industriais maquiladas. Para tanto, os estrangeiros têm de nos aprovar em tudo. Aliás, a exigência dos gringos até faz nosso produto melhorar e assim entramos mais facilmente nas esteiras da produção econômica eficiente. Para comprar nosso frango, os árabes exigem um determinado modo de abatê-lo, cortá-lo e prepará-lo para venda. Ótimo, nossos abatedouros ficaram mais asseados, e o nosso modo de abater diminuiu o sofrimento dos animais. O problema maior dessa ansiedade pela aceitação exterior é com a nossa inteligência, isto é, com o nosso modo de produzir conhecimento, disseminá-lo e instruir nossos jovens. Se já era ruim no passado, ultimamente, piorou ainda mais. Como um jovem cientista faz para produzir e ganhar respeito no seu mundo? Como se apresenta um filósofo nacional genuíno, e não tão somente um propagador de ideias vindas de fora? Fonte: https://monitormercantil.com.br/o-complexo-do-vira-lata-e-a-vontade-de-ser-aceito-por-estrangeiros Texto 3 Estudante britânico comenta o complexo de vira-lata dos brasileiros Pouco depois de chegar a São Paulo, fui a uma loja na Vila Madalena comprar um violão. O atendente, notando meu sotaque, perguntou de onde eu era. Quando respondi “de Londres”, veio um grande sorriso de aprovação. Devolvi a pergunta e ele respondeu: ‘sou deste país sofrido aqui’. Fiquei surpreso. Eu – como vários gringos que conheço que ficaram um tempo no Brasil – adoro o país pela cultura e pelo povo, apesar dos problemas. E que país não tem problemas? O Brasil tem uma reputação invejável no exterior, mas os brasileiros, às vezes, parecem ser cegos para tudo exceto o lado negativo. Frustração e ódio da própria cultura foram coisas que senti bastante e me surpreenderam durante meus 6 meses no Brasil. Sei que há problemas, mas será que não há também exagero (no sentido apartidário da discussão)? (…) E, por todo lado, percebi o que gradualmente comecei a enxergar como o aspecto mais ‘sofrido’ deste país: a combinação do abandono de tudo brasileiro, e veneração, principalmente, de tudo americano. É um processo que parece estrangular a identidade brasileira. (…) O Brasil está passando por um período difícil e, para muitos brasileiros com quem falei sobre os problemas, a solução ideal seria ir embora, abandonar este país para viver um idealizado sonho americano. Acho esta solução deprimente. Não tenho remédio para os problemas do Brasil, mas não consigo me desfazer da impressão de que se os brasileiros tivessem um pouco mais orgulho da própria identidade, este país ficaria ainda mais incrível. Se há insatisfação, não faz mais sentido tentar melhorar o sistema? Fonte: https://www.pragmatismopolitico.com.br/2015/05/blogueiro-de-londres-comenta-o-complexo-de-vira-latas-dos-brasileiros.html Escreva a uma redação sobre o tema O complexo de vira-lata do povo brasileiro após conferir a lista de repertórios que preparamos!

Argumente sobre o “complexo de vira-lata” a partir de algumas referências que selecionamos pra você. Afinal, escrever sobre o sentimento de inferioridade que muitos brasileiros manifestam pode não ser uma tarefa tão fácil. Você já conferiu a proposta de redação sobre o tema “O complexo de vira-lata do povo brasileiro“? Se sim, agora é hora de selecionar e organizar os argumentos para defender o seu ponto de vista sobre o assunto. Lembre-se de que você pode concordar ou discordar sobre a existência desse sentimento de inferioridade conhecido como o complexo de vira-lata. Assim, o mais importante é você saber defender sua tese a partir de repertório sociocultural pertinente. Além disso, é importante fazer uso produtivo desse referencial que você colocará no seu projeto de texto. Vamos conhecer algumas fontes sobre o assunto? 1. Crônica: Complexo de vira-latas, de Nelson Rodrigues Antes de mais nada, leia a crônica escrita por Nelson Rodrigues que cunhou o termo no nosso imaginário. Como pôde ser visto nos textos motivadores, é a partir da ideia colocada nesse trabalho do escritor e dramaturgo que, até hoje, demonstramos subserviência ao que vem de fora. A expressão originalmente referia-se ao trauma sofrido pelos brasileiros em 1950, quando a Seleção de futebol nacional foi derrotada pela uruguaia na final da Copa do Mundo, em pleno Maracanã. Porém, o autor afirma que não só nessa área esse complexo se apresenta: Por “complexo de vira-lata” entendo eu a inferioridade em que o brasileiro se coloca, voluntariamente, em face do resto do mundo. O brasileiro é um narciso às avessas, que cospe na própria imagem. Eis a verdade: não encontramos pretextos pessoais ou históricos para a autoestima. 2. Entrevista com o economista Eduardo Gianetti https://youtu.be/WPqbekzIy10Neste vídeo, disponibilizado pelo Canal Futura, o sociólogo Sérgio Abranches conversa com Eduardo Gianetti a respeito das possibilidades de o Brasil pensar suas questões sem “olhar tanto pros outros”. Gianetti comenta também seu ensaio “O elogio do vira-lata“, no qual explica um pouco como surgiu essa ideia de subalternidade do brasileiro. 3. Documentário: O complexo de vira-latas https://youtu.be/2_WD7dqGbzkO sentimento que a expressão encerra é marcado por derrotismo, pessimismo e má informação. Certamente, está ligado a uma negação do que é ser brasileiro. O documentário explica esse sentimento, trazendo breve panorama social e político da realidade nacional. A obra, dirigida por Leandro Caproni, tem cerca de 23 minutos e está disponível no canal da Sem corte filmes, no Youtube. 4. Ariano Suassuna e o anticomplexo de vira-lata Para não dizer que não falamos de orgulho, veja esse trecho de uma palestra de Ariano Suassuna, na qual ele reafirma as coisas boas que são brasileiras, como a nossa língua. Além disso, ele mostra de forma divertida situações em que viu o estrangeiro ser mais valorizado que o local. São 3 minutinhos com o saudoso mestre, e vale muito assistir!https://youtu.be/S1Le-njNJKQ 5. Artigo: O complexo de vira-latas: uma leitura anticolonial Escrito por José Dário dos Santos, mestre em História pela UFPE. O artigo comenta como tal complexo, que foi imortalizado pela crônica de Nelson Rodrigues, ajuda a compreender o fenômeno da colonialidade no Brasil. Dessa forma, apresenta alguns contextos históricos mostrando que, antes de sermos o país do futebol, éramos reconhecidos por outras características. No entanto, parte desse reconhecimento deveu-se a estereótipos e exotismo em torno do Brasil. Para o historiador, A percepção rodrigueana de que, na verdade, o que pesava sobre nossos jogadores, não era a falta de técnica, mas sim o deslumbramento e a divinização do europeu, remete-nos ao imperativo colonial. Leia o texto na íntegra! 6. Reportagem: Desalma e o complexo de vira-lata Se você faz parte dos fãs de Dark e ouviu comparações dessa série com Desalma, recém-lançada pela Globoplay, precisa ler esta reportagem. Mas o que isso tem a ver com o complexo de vira-latas? Então, nas redes sociais, muita gente acusou os críticos do produto nacional de “viralatismo” por preferirem obras internacionais. A socióloga Telma Nascimento, assim, foi consultada para discorrer sobre o assunto. Segundo ela, O brasileiro foi criado para admirar o que vem de fora porque sempre acreditamos que aqui nada presta. Faz parte da formação moral do brasileiro muito antes da TV, mas a televisão certamente ajudou com esse raciocínio. Você costuma comparar obras audiovisuais brasileiras com as estrangeiras? Concorda com a discussão provocada pela crítica às séries? Esse pode ser um bom “gancho” para tratar do tema na sua redação. 7. Livro: Subcidadania brasileira: para entender o país além do jeitinho brasileiro, de Jessé Souza Jessé Souza é crítico da corrente acadêmica que busca na herança colonial portuguesa e no patrimonialismo – pais do famoso “jeitinho” – as chaves para desvendar todos os males da sociedade brasileira. Assim, afirma que a soma de privilégios acumulados pelas elites, aliada a um racismo estrutural, são os verdadeiros responsáveis por nossas desigualdades. Esse racismo cria, portanto, cidadãos de segunda classe. Isso acaba por reforçar um complexo de vira-lata no brasileiro, segundo o autor. Partindo de referências do porte dos sociólogos Pierre Bourdieu e Charles Taylor, o livro busca explicar esse conceito, quais são os pilares que o sustentam e como ele é utilizado politicamente para perpetuar o abismo social permanente no país. É um livro para pensar e debater o Brasil do passado e da atualidade. Certamente é uma leitura mais densa. Todavia, se você tiver oportunidade de acessar essa obra, é provável que ela seja pertinente para outras discussões e temas que podem surgir em prova. Gostou das nossas dicas? Como sempre, lembramos que é importante você fazer sua própria pesquisa. Afinal só você sabe quais argumentos serão mais pertinentes e produtivos no seu projeto de texto. Precisa de ajuda para saber se está mandando bem na redação? Conheça nossa plataforma e conte com a orientação dos nossos corretores!
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