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Planejamento urbano e gestão de recursos hídricos: estratégias para reduzir o risco de enchentes

enchentes

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Planejamento urbano e gestão de recursos hídricos: estratégias para reduzir o risco de enchentes” apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. 

Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.

  1. O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.
  2. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas.
  3. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de linhas. 
  4. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
  • 4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo consideradas “textos insuficiente”; 
  • 4.2 fugir do tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; 
  • 4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto;
  •  4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica, ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto.

Texto I

Enchentes são eventos naturais que podem ser exacerbados pelo desenvolvimento urbano. Frequentemente ocorrem de dezembro a fevereiro, afetando significativamente a vida urbana. As enchentes resultam tanto de causas naturais, como a topografia das planícies de inundação, quanto antrópicas, incluindo a má gestão do espaço urbano.

A interferência humana, como a impermeabilização do solo e a poluição, agrava o problema das enchentes. O acúmulo de lixo nos bueiros e a falta de drenagem adequada contribuem para o aumento do nível dos rios. É crucial a adoção de medidas como sistemas de drenagem eficientes, controle de poluição, e planejamento urbano para prevenir enchentes.

Para combater as enchentes, algumas cidades adotam medidas paliativas e de prevenção. Iniciativas como a construção de barragens, desassoreamento de rios e a implementação de sistemas eficientes de drenagem são essenciais. Além disso, medidas preventivas incluem a desocupação de áreas de risco e o fortalecimento do planejamento urbano para minimizar os impactos desses eventos naturais.

Fonte adaptada de Brasil Escola.

Texto II

Enchentes urbanas, embora fenômenos naturais, são exacerbadas por fatores humanos como impermeabilização do solo e obstruções de drenagem. Durante períodos de chuva intensa, de dezembro a fevereiro, as cidades enfrentam inundações devido à incapacidade dos sistemas urbanos de gerenciar eficazmente o excesso de água. Conforme Otto Pfafstetter detalha em seu Manual de Hidrologia, chuvas intensas rapidamente excedem a capacidade de absorção do solo urbano, especialmente em áreas densamente construídas e impermeabilizadas.

A interação entre a gestão inadequada do lixo e a infraestrutura de drenagem deficiente acentua o problema das enchentes. O lixo acumulado bloqueia bueiros e canais de drenagem, impedindo o escoamento normal da água. Além disso, a construção em áreas propensas a inundações e o aumento da impermeabilização do solo elevam a frequência e severidade das enchentes. Para combater esse problema, são necessárias medidas integradas que incluem melhor planejamento urbano, sistemas eficientes de drenagem e conscientização pública sobre o descarte correto do lixo.

Abordar as enchentes urbanas requer uma combinação de prevenção e ações paliativas. A construção de barragens, desassoreamento de rios, e a implementação de “olheiros” para monitorar áreas de risco, como feito em Belo Horizonte, são exemplos de estratégias aplicadas. No entanto, a longo prazo, é crucial desenvolver e manter infraestruturas de drenagem robustas e promover a ocupação responsável do solo para minimizar os impactos desses eventos naturais.

Fonte adaptada: http://www.ufrrj.br/institutos/it/de/acidentes/mma10.htm

Texto III

As cidades do Sul do RS já registram transtornos devido às chuvas. Em Pelotas, na Praia do Laranjal, moradores estão em alerta para deixarem as áreas de risco. Segundo a prefeitura do município, 400 pessoas estão em abrigos. As aulas em escolas municipais foram suspensas até a próxima sexta-feira (10).

Em Rio Grande, na Lagoa dos Patos, mais de 200 pessoas estão fora de casa. Ao todo, são 223 desalojados e 49 em abrigos. Jaguarão e São Lourenço do Sul também já sofrem os impactos das chuvas.

Porto Alegre voltou a registrar chuva e vento na tarde desta quarta-feira (8). A Defesa Civil do Rio Grande do Sul emitiu um alerta de chuva forte e vento acima dos 90 km/h para grande parte do estado. Além disso, há possibilidade de descargas elétricas e queda de granizo.

Em Canoas, 11 bairros foram evacuados por determinação da prefeitura da cidade por causa das enchentes. Mais de 50 mil pessoas vivem em áreas de risco no município e 15 mil foram levadas para um dos 55 abrigos abertos no município. Um cavalo ficou ilhado em cima do telhado de uma casa.

Fonte:https://g1.globo.com/rs/rio-grande-do-sul/noticia/2024/05/09/sobe-para-107-o-numero-de-mortos-apos-enchentes-que-atingem-o-rs.ghtml

Texto IV

De acordo com dados da Organização Não Governamental (ONG) World Resources Institute (WRI), as enchentes têm prejudicado mais de 20 milhões de pessoas em todo o mundo – gerando um custo de 96 bilhões de dólares por ano.

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Fonte: https://abridordelatas.com.br/no-mundo-mais-de-20-milhoes-de-pessoas-sao-afetadas-por-enchentes/

Filmes

“Uma Verdade Inconveniente” (2006) – Este documentário aborda as mudanças climáticas e seus impactos, como enchentes, ressaltando a importância de políticas públicas eficientes para o manejo de recursos hídricos e a prevenção de catástrofes ambientais.

“Chinatown” (1974) – O filme destaca temas de manipulação dos recursos hídricos em Los Angeles, enfatizando a importância do planejamento urbano e gestão de recursos naturais para evitar conflitos e desastres.

Séries

“Tidying Up with Marie Kondo” (2019) – A série ilustra princípios de cuidado e atenção que podem ser aplicados metaforicamente ao planejamento urbano e manejo de recursos.

“Our Planet” (2019) – Esta série documental destaca como as mudanças climáticas afetam os ecossistemas globais, incluindo as gestões inadequadas de recursos naturais que podem levar a desastres como enchentes.

Agenda 2030

Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 11: Cidades e Comunidades Sustentáveis – Foca em tornar as cidades resilientes e sustentáveis, melhorando a gestão de riscos naturais como enchentes.

Leis Relacionadas

Política Nacional de Recursos Hídricos (Lei nº 9.433/1997) – Esta lei brasileira promove a gestão integrada dos recursos hídricos, incluindo medidas de prevenção e controle de enchentes.

Clássico da Literatura: “O Tempo e o Vento” de Érico Veríssimo

Este clássico da literatura brasileira narra a história de várias gerações de uma família no Rio Grande do Sul, abrangendo mais de 200 anos de história. Embora o foco principal não seja sobre enchentes, o livro retrata a luta constante das personagens com as forças da natureza, incluindo inundações, que são comuns na região sul do Brasil. A obra ilustra como eventos naturais podem moldar a vida, a cultura e a resiliência das comunidades locais.

Constituição de 1988:

A Constituição Brasileira de 1988 estabelece em seu artigo 225 que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, sendo obrigação do Estado e da coletividade defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Este artigo pode ser relacionado ao tema de enchentes e gestão de recursos hídricos, uma vez que implica na necessidade de políticas públicas eficazes para a gestão ambiental e controle de inundações, garantindo assim a segurança e o bem-estar da população.

Argumento 1: falta de políticas públicas

  • Causa: a ineficiência ou ausência de legislação específica e planejamento adequado para gestão de recursos hídricos e controle de enchentes.
  • Consequência: resulta em danos materiais significativos, deslocamento de comunidades, e perda de vidas, além de impactos a longo prazo na infraestrutura urbana e no meio ambiente.
  • Solução possível: implementação de políticas robustas que incluam sistemas de alerta precoce, melhorias na infraestrutura de drenagem urbana, e programas educacionais sobre gestão de resíduos para evitar obstruções nos sistemas de escoamento.
  • Repertório Filosófico: John Rawls, em sua teoria da justiça, argumenta que as instituições devem garantir justiça e igualdade de oportunidades. A aplicação de seus princípios sugere que é essencial desenvolver políticas públicas efetivas que previnam as desigualdades sociais e ambientais exacerbadas pelas enchentes.

Argumento 2: Urbanização Descontrolada

  • Causa: expansão urbana sem planejamento adequado, ocupando áreas de risco como margens de rios e zonas de alto potencial de inundações.
  • Consequência: a urbanização descontrolada intensifica as enchentes, pois reduz áreas de absorção natural de água e aumenta a velocidade e volume do escoamento superficial.
  • Solução possível: reformulação dos planos diretores urbanos para incluir zonas de amortecimento e áreas verdes, e implementação de regulamentações rigorosas para construção em áreas de risco.
  • Repertório Filosófico: Henri Lefebvre, em sua análise do espaço urbano, critica a produção do espaço que ignora suas funções sociais e naturais. Aplicando seu pensamento, é crucial integrar a gestão do espaço urbano com políticas ambientais para mitigar os efeitos das enchentes.

Por fim, agora que você está bem informado sobre todos os aspectos a respeito do tema da redação sobre planejamento urbano e gestão de recursos hídricos: estratégias para reduzir o risco de enchentes, que tal colocar seus conhecimentos em prática? Ao acessar o nosso site, você terá a oportunidade de ter sua redação corrigida pela mais renomada e eficiente plataforma de correção do Brasil

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