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ENEM 2019 : Democratização do acesso ao cinema no Brasil

Na obra Utopia, do escritor inglês Thomas more, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de problemas. No entanto, o que se observa na contemporaneidade é oposto do que o autor prega, uma vez que a democratização do acesso ao cinema apresentam barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto da má administração governamental, quanto das próprias empresas administradoras de cinemas. Diante disso, torna-se fundamental analisar esse contexto, a fim do pleno funcionamento da sociedade.


Precipuamente, é fulcral pontuar a mínima participação do Estado, para que seja nacional o acesso ao cinema. Nesse ínterim, segundo o pensador inglês Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de investimentos, muitas cidades pacatas, principalmente do interior, além também das periféricas dos grandes centros populacionais, jamais tiveram acesso as salas de cinema, logo, sentem-se excluídos socialmente. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.


Ademais, é imperativo ressaltar a má fé das empresas cuidadoras dos cinemas, como promotora do problema. Segundo o site meio e mensagem, mais de 80% da população brasileira não frequenta as salas de cinema, que, dessa forma, não conseguem ter contato com essa atividade lúdica e prazerosa. Partindo desse pressuposto, é válido ressaltar a localização regional das salas de cinema, que normalmente, encontram-se nos shopping center das grandes metrópoles, sendo assim, excluindo o público mais pobre, oriundos das periferias e cidades do interior, resultando na perpetuação desse quadro deletério.


Fica claro, portanto, que medida exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Com intuito de mitigar o acesso ao cinema no brasil, cabe ao Tribunal de contas da união, direcionar capital, que, por intermédio do Ministério da tecnologia, seja revertido na criação de salas de cinema comunitárias e gratuitas, nas cidades que não dispõem dessa tecnologia, além disso, o Poder Executivo deve diminuir os impostos referente à criação de novas salas, principalmente em cidades pequenas. Dessa maneira, atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo do não acesso ao cinema, e a coletividade alcançará a utopia de More.

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