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    Repertórios para o tema: Impactos do movimento antivacina à saúde
    Claudia Bechler
    5 min

    Repertórios para o tema: Impactos do movimento antivacina à saúde

    Os impactos do movimento antivacina são o tema da redação desta semana. Preparamos uma lista para você aprofundar os conhecimentos sobre o assunto e demonstrar repertório sociocultural pertinente no seu texto. Clique aqui para conferir o tema ”Impactos do movimento antivacina à saúde”! Para desenvolver o tema desta semana, você precisa conhecer bem o assunto e ler as notícias recentes que apontam o movimento antivacina como um risco à saúde pública. No entanto, busque entender também porque algumas pessoas não acreditam na importância da vacinação. A partir disso, selecione os argumentos que irão defender o seu ponto de vista. Assim, para ajudar nessa tarefa, acesse algumas das nossas sugestões a seguir. Lembre-se de fazer a sua própria pesquisa sobre o assunto e treine bastante! Boa leitura! 1. Documentário: Pandemia (Netflix, 2020) Embora todos estejamos exaustos de falar sobre pandemia, em um momento em que o mundo está ansioso pela descoberta de uma vacina para o novo coronavírus é inevitável saber mais sobre isso. A Netflix lançou neste ano a série documental PandemInclusão de autistas no Brasil |ia, em 6 episódios. Nela, é mostrada a rotina de especialistas no combate à gripe e cientistas preveem que uma pandemia devastadora estava prestes a acontecer. E não é que estavam certos? No episódio dois, é mostrado como o debate sobre vacinação se intensifica. No quatro, o discurso antivacina provoca ataques a médicos e profissionais de saúde no Congo. Vale a pena conferir! 2. Explicando: A próxima pandemia (Netflix, 2019) Em 2019, quase profeticamente, um episódio da segunda temporada da série “Explicando” abordou a iminência de uma nova pandemia. Assim, de forma didática, direta e simples, você compreenderá como pandemias de gripe nascem e se tornaram cada vez mais constantes no planeta. A partir disso, reflita a respeito da importância da ciência e da imunização em massa para a prevenção de doenças contagiosas. 3. Vídeo: Vacinas fazem mal? Nostalgia Ciência (2018) https://youtu.be/UM_mnIhHOXsNeste vídeo do Canal Nostalgia, de Felipe Castanhari, é mostrado como surgiu a vacina da varíola e também é comentado sobre o funcionamento das vacinas no organismo. Ele menciona o crescimento do movimento antivacina  que associa a vacina tríplice viral ao autismo. Tal movimento teve início com a publicação, em 1998, do estudo do médico britânico Andrew Wakefield. No entanto, anos mais tarde, descobriu-se que o médico havia forjado os resultados da pesquisa. Contudo, o estrago já havia sido feito. Até hoje, os reflexos dessa publicação estão presentes nas ideias de quem não acredita nos avanços da ciência e dissemina fake news. O vídeo tem cerca de 12 minutos e é bastante didático! 4. Vídeo: Movimento antivacina começou com um médico: Andrew Wakefield | Meteoro por trás da ciência Se você tiver curiosidade em saber mais sobre o médico que deu munição ao movimento antivacina, assista a esse vídeo disponível no Youtube. Nele, comenta-se como foi feito o estudo de Wakefield e como ele conseguiu publicá-lo em uma das maiores revistas médicas do mundo, a Lancet. Ademais, mostra como a pesquisa gerou constrangimento à revista e fez com que o médico perdesse a sua licença. Porém, ele ganhou uma legião de “seguidores”, gerando polêmicas nas mídias e fortalecendo ideias deturpadas sobre a vacinação. 5. Artigo: União Pró-Vacina produz material sobre como lidar com o negacionismo científico Por meio de postagens em redes sociais, um grupo de divulgação científica da USP propõe estabelecer um diálogo saudável com quem prefere se pautar em ideologias pessoais e conspiracionistas. Assim, mesmo que o foco do material seja o movimento antivacina, as dicas servem para tópicos como a pandemia de covid-19 até o aquecimento global. Além disso, o material oferece links com evidências científicas contra as ideias falsas defendidas pelos negacionistas. A fim de melhorar sua argumentação na redação, acesse também as artes produzias pelo grupo, disponíveis ao final do artigo. 6. Reportagem: Universo antivacina se expande em plena pandemia e aumenta desinformação A partir desta matéria, publicada no portal UOL, é mostrado como, mesmo sem ainda existir uma vacina contra a covid-19, o movimento antivacina já atua distribuindo desinformação. Conforme a  notícia, houve o reaparecimento de antigas teorias conspiratórias sobre o tema. Além disso, com a covid-19, houve uma confluência entre antivacinas, antimáscaras e anticonfinamento. Todos esses grupos agem em nome nome da liberdade individual contra as autoridades, uma ideologia muito presente nos Estados Unidos. Certamente, essa forma de pensar tem reverberado em outros países, incluindo o Brasil. Leia o conteúdo na íntegra e pesquise mais sobre isso na internet. 7. Artigo: O que foi a Revolta da Vacina, e quais suas semelhanças com o mundo de 2020 Para quem gosta de citar referências históricas na redação, esse conteúdo pode ajudar bastante, especialmente quando falamos de uso produtivo do repertório. De fato, não basta apenas mencionar o acontecimento, é preciso estabelecer uma relação clara entre ele o tema proposto. Neste artigo, você vai entender como a Revolta da Vacina pode apresentar semelhanças com o mundo em que vivemos hoje, o qual vê na vacina para covid-19 a única chance de um retorno à normalidade. Porém, nem todas as pessoas estão de acordo com isso e negam a ciência. Por certo, além de ficar mais preparado(a) pra escrever  o seu texto, você relembrará assunto visto nas aulas de História. Não só acesse essas nossas sugestões, como também aprofunde sua pesquisa a partir do que destacamos aqui. Lembre-se de que a escolha de repertório pertinente ao tema garantirá sua boa nota da redação. Parafraseando Vinícius de Moraes: as redações baseadas nos textos motivadores que nos desculpem, mas ter uma argumentação consistente é fundamental!

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    20 de out. de 2020
    Tema de redação: Impactos do movimento antivacina à saúde
    Claudia Bechler
    6 min

    Tema de redação: Impactos do movimento antivacina à saúde

    Reflita sobre o movimento antivacina e sobre como ele tem afetado a saúde da população em diversas sociedades. Desse modo, defenda seu ponto de vista a respeito desse assunto, treinando a escrita da redação. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Impactos do movimento antivacina à saúde”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Além disso, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. TEXTO 1 Primeiros movimentos antivacina da história tinham medo de virar gado Movimento antivacina é algo tão antigo quanto a própria vacina. E seus primeiros adeptos morriam de medo de virar gado. Amplificada hoje pela grita virtual, a resistência à imunização começou tão logo o naturalista britânico Edward Jenner usou uma lâmina para inocular, por um pequeno arranhão, o vírus da varíola bovina numa criança saudável. Assim, nascia a blindagem pioneira contra a varíola humana, que matava quase meio milhão de pessoas por ano naquele fim do século 18. Na época, muitos grupos foram contra a primeira vacina da humanidade, afirma Nathalia Pereira, da União Pró-Vacina, ligada à USP Ribeirão Preto. “Diziam que havia transferência para o homem de doenças que acometiam os animais, além de ‘bestializar’ os vacinados, dando fisionomia de vaca.” Portanto, fake news acompanham esta história desde seu início. Porém, a desinformação não é catapultada apenas por quem, por má-fé ou ignorância, arma cruzadas contra um método que protegeu bilhões de vidas desde sua criação. Certamente, motins provocados por mutirões de saúde truculentos, sensacionalismo midiático, fraudes científicas e até um desastroso plano da CIA para caçar um dos maiores terroristas contemporâneos ajudam a entender por que há entre nós tantos “antivaxxers”, outro nome para quem repele a ideia da vacinação. Contudo, essa rejeição explica em parte o Brasil não ter atingido, pela primeira vez no século, a meta para nenhuma das principais vacinas recomendadas a crianças de até um ano, segundo dados de 2019 do Programa Nacional de Imunizações. Mas, se hoje o país tem um presidente que, no meio da pandemia, diz que ninguém é obrigado a se vacinar contra a Covid-19, a relutância nacional vem lá dos anos 1800. Cisma importada, é verdade. Em 1808, uma publicação lusitana que levantava a hipótese de vacinas transmitirem doenças bovinas assustou o império brasileiro. “E o clero português afirmava que os vacinados recebiam o próprio demônio no corpo, e suas almas eram roubadas”, diz Pereira. Parcelas religiosas dão até hoje sua contribuição para os “antivaxxers”, afirma Dayane Machado, doutoranda da Unicamp que pesquisa o tema. “Os dois principais boatos ligados à religião: a) as vacinas – todas ou algumas – contêm fetos abortados; b) associar a vacina contra o HPV à promiscuidade, como se incentivasse a iniciação precoce da vida sexual.” A vacinação compulsória, com uso de força física ou de mecanismos como impedir a matrícula de uma criança não imunizada na escola, colaborou para uma má fama histórica da técnica. “Aí entraram em jogo as liberdades individuais”, diz Machado. “A partir da obrigatoriedade é que surgiram as ligas antivacinação, pessoas que se organizavam pra protestar contra as medidas do governo.” De fato, o problema é que, para doenças contagiosas, a pessoa que decide não se vacinar não põe em risco apenas a si própria. Há grupos cujo perfil não permite fazê-lo, como imunodeprimidos ou grávidas, em alguns casos, e eles ficam vulneráveis. Além disso, há a sobrecarga nos sistemas de saúde. Fonte: https://www.diariodolitoral.com.br/saude/primeiros-movimentos-antivacina-da-historia-tinham-medo-de-virar-gado/138216/ Texto 2 “Vacinação é uma questão de responsabilidade social”, afirma cientista da Unicamp A queda na cobertura vacinal do Brasil, que ganhou destaque na atualidade, pode fazer o país reviver surtos de doenças antes tidas como controladas, assim como ocorre nos últimos tempos com os casos de sarampo e febre amarela. O alerta é do pesquisador e professor Luiz Carlos Dias, do Instituto de Química da Universidade de Campinas (Unicamp). Desse modo, ele, que também é membro da Academia Brasileira de Ciências e integrante da força-tarefa criada pela Unicamp para o combate à covid-19, ressalta ainda que é necessário mobilizar e sensibilizar toda a sociedade para a compreensão do que significam as vacinas e os seus benefícios. “Respeitar a vacinação é uma questão de responsabilidade social. Ela é coletiva, é uma questão de empatia, de respeito à vida”, lembra o professor, que conversou ainda sobre outros pontos relacionados ao tema, como o grau de segurança dos imunizantes, as etapas pelas quais passam uma candidata à vacina e a percepção pública que se tem da ciência no Brasil. Em entrevista ao programa Bem Viver, da Rádio Brasil de Fato, Dias chamou a atenção para os riscos do movimento antivacina. Apontada como um dos fatores que levaram à redução da cobertura de imunizações no país, a mobilização ganha fôlego em meio ao avanço da extrema direita, que, no Brasil e no mundo, tenta desacreditar a ciência e os pesquisadores. “Precisamos realmente de todos neste momento pra que a gente possa combater esse movimento antivacina, que não é forte no Brasil, mas já vem crescendo, infelizmente”, afirma o especialista, ao realçar a importância de se ter a informação como arma contra o problema. Fonte: https://www.brasildefato.com.br/2020/10/14/vacinacao-e-uma-questao-de-responsabilidade-social-afirma-cientista-da-unicamp Texto 3 Dia Nacional da Vacinação: por que imunização é importante? (…) A invenção das vacinas significou uma revolução na saúde pública e até mesmo na história da humanidade ao proteger a população de uma série de doenças. Assim, estima-se que cerca de 3 milhões de vidas sejam salvas anualmente por conta da imunização, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde). No Brasil, o SUS (Sistema Único de Saúde), por meio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), garante o acesso gratuito a 19 vacinas, que protegem, assim, contra mais de 40 doenças. Portanto, graças a essa estratégia de saúde pública, doenças infecciosas como a poliomielite e a varíola foram erradicadas de todo território nacional. Além destas, meningite, difteria, tétano, coqueluche, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites virais, gripe, pneumonia,

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    20 de out. de 2020
    Competência 2 da redação ENEM: Tudo que você precisa saber
    Otavio Pinheiro
    7 min

    Competência 2 da redação ENEM: Tudo que você precisa saber

    Conheça a forma de avaliação da competência 2 da redação ENEM. Compreenda a proposta de redação e saiba a estrutura do gênero dissertativo-argumentativo para ganhar muitos pontos na prova! Recentemente, mostramos quais as situações que levam à nota zero na redação. Entre elas, estava a fuga do tema e o não atendimento ao tipo textual. A compreensão do tema proposto é fundamental para que sua redação seja bem avaliada. Além disso, a redação deve apresentar as características do gênero textual em prosa solicitado. Assim, você precisa interpretar os textos motivadores e a própria frase-temática, selecionando argumentos para um bom texto dissertativo-argumentativo. Hoje, mostraremos de que forma os corretores avaliam a competência 2 na redação. Também daremos algumas dicas de como ganhar mais pontos nesse critério. Primeiramente, vamos ver o que consta na matriz de referência dos avaliadores – que o Inep divulgou em maio deste ano – com relação à competência 2 da redação. De acordo com ela, o participante precisa: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Portanto, você deve ter atenção aos elementos essenciais da produção textual, isto é, o tema e o tipo de texto. Assim, será verificado se o participante selecionou argumentos e aplicou tudo que apreendeu ao longo da formação de forma consistente na defesa de seu ponto de vista. Além disso, é necessário saber os limites estruturais da tipologia textual em prosa. Relação com as demais competências Certamente, entender a proposta e desenvolvê-la adequadamente não é fundamental apenas na competência 2 da redação. De acordo com o desempenho do participante nesse quesito serão avaliadas as outras competências, como a 3 e a 5.  Por exemplo, um participante que apenas tangencia o tema, mesmo que elabore uma proposta de intervenção completa, não conseguirá tirar mais que 40 pontos na competência 5. Isso porque a avaliação como “tangenciamento” na competência 2 barra a atribuição de notas maiores nesse critério. A mesma situação acontece no caso da avaliação da competência 3. Por isso, leia e releia a proposta e os textos motivadores algumas vezes para ter certeza que compreendeu sobre o que precisa dissertar. Grade específica da competência 2 Embora componha metade da avaliação dessa competência, com relação à tipologia textual será verificada apenas a proporcionalidade das partes da estrutura do tipo dissertativo-argumentativo. Ou seja, os avaliadores identificarão se há introdução, argumentação e conclusão. Assim, recomendamos que você distribua seu texto da seguinte forma: introdução: apresente o tema que será tratado, já manifestando o ponto de vista que será defendido. Utilize seu repertório sociocultural para fazer a ligação entre o tema e algo que você conhece e que tenha relação estrita com ele. Distribua essas ideias em 4 a 5 linhas, mais ou menos. argumentação: utilize 2 parágrafos de 4 a 5 linhas cada para desenvolver os argumentos, de acordo com o ponto de vista manifestado na introdução. Assim, traga dados, referências, fontes relacionadas ao assunto para deixar seu desenvolvimento bem fundamentado. Pense também em mostrar as ideias de forma original: busque referências atuais e pouco usuais, fuja de fórmulas prontas e demonstre autoria. conclusão: retome o ponto de vista que você defendeu sobre o tema e apresente uma proposta de intervenção. Esse não é o momento de trazer novidades para o texto, apenas finalize com base no que escreveu. Se necessário, retome algum elemento que você mencionou ao longo do texto para dar encerramento ao assunto. Embora seja critério de avaliação da competência 4, lembre-se de usar elementos coesivos adequados para que seu texto fique fluido e todas as partes se conectem harmoniosamente. Tenha objetividade na apresentação dos argumentos, pois isso é uma das características do gênero textual da redação ENEM. Abordagem do tema O participante precisa dedicar esforços ao entendimento da proposta de redação a fim de garantir a abordagem completa do tema. Caso isso não aconteça, o texto será avaliado no nível 1 e tirará pontos também nas competências 3 e 5. Portanto, o nível 1 da competência 2 da redação refere-se ao tangencimento. Em 2019, o tema da prova foi “Democratização do acesso ao cinema no Brasil”. Assim, era necessário não só falar de acesso ao cinema no Brasil, como também mostrar como democratizar esse acesso. Apenas falar de acesso e não mencionar a sua democratização no Brasil configura um tangenciamento do tema. Escolha do repertório A nota 1000 depende – e muito – da escolha de repertório que o participante apresenta na competência 2 da redação ENEM. Portanto, emprenhe-se em adquirir muito conhecimento e, mais que isso, compreender quais ideias têm maior relação com temática da prova para que seu projeto de texto fique coerente e original. Dependendo da forma como você desenvolve essa argumentação fundamentada seu texto será de nível 3, 4 ou 5. Veja como garantir 200 pontos nessa competência: nível 3: textos que apresentam repertório baseado apenas nos textos motivadores não passam dessa pontuação. Também são de nível 3 os textos em que se faz uso de repertório não legitimado (quando não é mencionada a fonte das informações) ou existe repertório legitimado, mas que não é pertinente ao tema. Assim, não basta colocar uma citação apenas por usar, ela precisa fazer sentido com o que você está defendendo e com o tema proposto. nível 4: textos que apresentam repertório pertinente e que também é legitimado, porém sem uso produtivo. Assim, se utilizam informações, fatos, situações e experiências vividas com respaldo nas áreas do conhecimento, como conceitos e suas definições; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc.; fatos ou períodos históricos reconhecidos; referência a nomes de autores, filósofos, poetas, livros, obras, peças, filmes, esculturas, músicas etc. No entanto, os participantes não vinculam esse repertório à discussão proposta, nem mesmo de forma pontual. nível 5: enquadram-se no nível de pontuação máxima da competência 2 da redação os textos que, além fazerem uso do repertório sociocultural pertinente ao tema, também fazem uso

    Para vestibulandosredação nota 1000Topo de funil
    19 de out. de 2020
    Como usar a série THE BOYS na redação?
    Otavio Pinheiro
    4 min

    Como usar a série THE BOYS na redação?

    O Lucas Felpi, que tirou nota 1000 na redação do ENEM 2018, preparou uma dica de repertório sociocultural para vocês: como usar a série THE BOYS, disponível no Prime Video, na redação! Ficha técnica da série THE BOYS: 2019- • 2 temporadas • 60min • 18+ Sinopse: “Os Sete são os heróis mais poderosos da Terra. Porém, esses protetores têm um lado oculto que a maioria das pessoas desconhece. Se eles usam seus poderes para o mal, Hughie, Billy e o resto do time têm a missão de detê-los.” Confira o trailer da série: ABUSO DE PODER “The Boys” é uma paródia dos universos de super-heróis altruístas e idealizados, retratando-os como seriam na realidade: corruptos, violentos e imparáveis. Se, no mundo real, políticos já abusam de seus poderes para favorecer interesses próprios, imagine se existissem os super-poderes. GRANDES CORPORAÇÕES No mundo real, super-heróis seriam altamente capitalizados. Na série, Vought é a multinacional encarregada da equipe super-herói Os Sete, visando maximizar os seus lucros. Distorcendo ética, ciência e a opinião pública, grandes corporações visam resultados financeiros a todo custo, sem lei que as parem. ATENÇÃO: spoilers da 1ª temporada ASSÉDIO SEXUAL A nova integrante dos Sete, Luz-Estrela, é recebida na equipe por ameaças pelo colega e antigo ídolo de infância, o herói aquático Profundo, que a força a fazer sexo oral nele para permanecer no grupo. Ao longo da série, é demonstrado como a insegurança do herói com suas guelras fazia-o abusar sexualmente de mulheres. CULTURA DO CANCELAMENTO Por serem máquinas de lucro, os heróis buscam completa aprovação popular. Os analistas da Vought observam os memes, índices de popularidade, mídias digitais, e tudo é meticulosamente articulado para gerar a impressão certa e crescer as ações. No mundo atual, a mobilização de ódio nas redes sociais faz com que um deslize seja suficiente para levar um ídolo a seu fim. ATENÇÃO: spoilers da 2ª temporada PINK MONEY Após Capitão Pátria forçar Maeve fora do armário, Vought se aproveita da situação para aumentar suas vendas ao público LGBTQI+. A discussão do Pink Money torna-se relevante quando empresas utilizam de símbolos LGBTQI+ a fim de gerar lucro. Enquanto Vought rentabilizava sua sexualidade, Maeve era forçada a viver uma vida estereotipada e em um rótulo indesejado. IMPORTÂNCIA DA FAMÍLIA Líder dos Sete, Capitão Pátria é o mais corrupto e sem escrúpulos dos super-heróis. É demonstrado como sua criação na ausência de pais, com a única presença de um cientista, deu origem a seu comportamento sociopático. Quando ele tem um filho, a preocupação de todos é garantir-lhe uma boa criação familiar para que a história não se repita. XENOFOBIA O que seriam super-heróis sem super-vilões? Capitão Pátria envia a substância que concede poderes super-humanos a células terroristas para criar seus próprios inimigos. Esses super-terroristas tornam-se a justificativa para seus discursos de xenofobia contra imigrantes e que resultam na morte de um homem árabe por preconceito da população. NEONAZISMO E SUPREMACIA BRANCA É revelado que a novata da 2a temporada, Tempesta, era em verdade neonazista e crente do Genocídio Branco, uma teoria da conspiração de supremacistas brancos que incita o racismo, a xenofobia, e a perseguição a minorias. Infelizmente, manifestações dessa ideia ainda são assustadoramente presentes. EXEMPLO DE INTRODUÇÃO Tema: “O abuso de poder e de autoridade no Brasil” Na série norte-americana “The Boys”, super-heróis, reais e amados pela população, escondem uma indústria repleta de corrupção e violência, em que ninguém consegue mantê-los dentro da lei. Embora super-poderes não sejam realidade, vê-se que micro-poderes políticos no Brasil são estendidos para além de suas legitimidades para favorecer interesses pessoais. Logo, fica claro que a concessão de poder sem suficiente coerção popular e governamental acarreta o abuso de autoridade e a sensação de superioridade à lei. Agora que você já sabe como usar a série THE BOYS na redação, não deixe de escolher um dos temas mencionados e colocar as mãos na massa!

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    15 de out. de 2020
    Estruturas prontas e decoradas podem ser prejudiciais na redação?
    Claudia Bechler
    7 min

    Estruturas prontas e decoradas podem ser prejudiciais na redação?

    Sabia que nem sempre usar estruturas prontas e decoradas garante uma boa nota na prova de redação? Conheça como usar esses artifícios sem ser prejudicado(a) na avaliação. Basta uma breve busca nas redes sociais e no Youtube para encontrar uma série de perfis e canais dando dicas de frases e até mesmo desenvolvimentos inteiros prontos “para usar em qualquer redação”. Mas será que esse tipo de artifício garante mesmo uma boa nota no ENEM? E nos vestibulares, isso pode ser usado? Vamos refletir sobre isso. Primeiramente, é preciso pensar em algumas questões éticas. Você sabe o que é plágio? A redação é o único momento da prova em que o participante tem a possibilidade de se posicionar diante de um tema e mostrar a sua personalidade. Quando boa parte dos estudantes utiliza a mesma estrutura até a linha 21 para todo e qualquer tema, e quando não foram eles quem produziram esses trechos, isso configura-se como plágio. No entanto, nos editais, geralmente, a única proibição é relativa à “cópia dos textos motivadores”. Porém, mesmo que não tenha sua prova zerada, muito dificilmente alguém conseguirá passar de uma nota mediana no ENEM (680 a 720) usando estruturas prontas e decoradas. Já no caso dos vestibulares, a situação pode ser bem diferente… Critérios de avaliação Frequentemente, estudantes que prestam ENEM e vestibular estudam e treinam tanto a redação nos moldes do exame nacional que acabam levando esse modelo também para os vestibulares dos quais participam. Porém, ao contrário do ENEM, que tem 5,7 milhões de pessoas inscritas em todo o Brasil em 2020, nos vestibulares das federais esse número é bem menor. Assim, para você ter uma ideia, na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em 2019, havia pouco mais de 25 mil inscritos. O processo de correções, além de contar com um menor número de provas, também conta com um número menor de avaliadores, em geral professores das próprias universidades, sendo mais fácil identificar redações “gêmeas”. Portanto, além de correr o risco de ver seu texto configurado como plágio, você pode perder muitos pontos na redação. Isso porque nas universidades os critérios são diferentes do ENEM. Além de identificar as questões de gramática, estrutura no gênero textual e atendimento ao tema, é feita uma avaliação holística (ou seja, a redação precisa fazer sentido como um todo, e não em “partes”, como no exame nacional). Desse modo, é preciso fazer uso de elementos que: tenham relação estrita com o tema proposto; estejam articulados ao projeto de texto de forma coesa e coerente; apresentem soluções condizentes com o que foi apresentado ao longo do texto. Agora, vamos ver o que consta na matriz de referência do Inep com relação à avaliação da competência 2, que requer do participante: Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa. Ou seja, além de conhecer a estrutura do gênero, é necessário conseguir aplicar conhecimentos diversificados para o desenvolvimento do texto. Quando o estudante não zera a redação por fuga do tema, ela é avaliada em um dos níveis abaixo. Preste atenção nos descritores e tente localizar em que nível “estruturas prontas e decoradas” entrariam. Se você escolheu o nível 3, acertou. Embora 120 pontos não seja necessariamente “ruim”, um estudante que almeja uma nota maior precisa elaborar bem mais o seu texto e fugir do que é “pronto” e “fácil”. Pode ser uma zona de segurança repetir sempre a mesma estrutura “para qualquer tema”, mas a chance de você acabar sendo “previsível” é muito alta. Em alguns casos, a nota pode ficar ainda nos níveis 2 e 1, dependendo das escolhas realizadas e do tema proposto. Portanto, é um mito que citar vários pensadores no seu texto ou épocas históricas fará a sua nota ser alta. Isso ocorre porque não basta encher de referências se elas não se relacionam entre si. Alguns participantes “forçam uma barra” com determinadas citações (Bauman, Kant e Durkheim não nos deixam mentir…) que simplesmente não têm nada a ver com certas propostas. É necessário ter muito bom senso! No nível 3, a grade específica aponta que devem ficar os textos que apresentam: • Repertório baseado nos textos motivadores E/OU • Repertório não legitimado E/OU • Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema Repertório não legitimado é quando o participante apresenta dados sem informar a fonte; já o repertório legitimado é quando ele cita alguma fonte, no entanto ela não têm relação direta com o tema. Dizemos que é como uma “frase solta”, perdida na argumentação. Isso prejudica no ENEM e ainda mais nos vestibulares, que possuem uma avaliação diferente – e quase sempre mais rigorosa. Utilizar estruturas prontas também pode impedir que você chegue ao nível 5, pois existe uma questão ligada ao USO PRODUTIVO das referências no texto. No nível 4 ficam aquelas redações que, mesmo apresentando repertório legitimado, não fizeram um uso produtivo dele. Isso exemplifica que apenas colocar as fontes e os dados não irá garantir a sua nota 1000. Embora essa “receita” seja largamente propagandeada por aí, é imprescindível que tais elementos estejam coerentemente articulados no texto. Além disso, estimular a famosa “decoreba” em vez da reflexão crítica sobre os fatos do mundo é uma postura antipedagógica. Então eu devo esquecer tudo que já decorei para fazer uma boa redação? Calma lá! Não é isso que estamos afirmando aqui. Você pode continuar fazendo uso de algumas referências que já tem como cartas na manga. É evidente que o estudante precisa ter algumas formas “modelo” nas quais se basear, mas isso não significa fazer exatamente igual. O uso das referências só será produtivo se mostrar O SEU PONTO DE VISTA de forma clara. VOCÊ É ÚNICO, portanto a sua redação também precisa ser. Coloque-se no lugar de um corretor por um instante e pense: o que chama mais a atenção, um texto igual a mais 500 textos ou uma redação bem articulada, escrita com propriedade, em que se consegue “ver”

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    14 de out. de 2020
    Repertório para o tema: Capacitismo no Brasil
    Claudia Bechler
    6 min

    Repertório para o tema: Capacitismo no Brasil

    Capacitismo no Brasil é o tema de redação desta semana. Conheça referências para enriquecer seu repertório sociocultural e escrever uma excelente redação! Quer conferir o tema CAPACITISMO NO BRASIL completo?! Agora que você já sabe o que é e como se apresenta o capacitismo no Brasil, pode escrever sobre esse assunto. Provavelmente, você já deve ter lembrado de algumas situações capacitistas nas mídias que poderá usar na sua argumentação. Porém, caso ainda não tenha presente nenhuma referência sobre esse tema, consulte algumas das nossas sugestões. Assim, lembre-se de relacioná-las ao tema capacitismo no Brasil. Boa leitura! 1. VAI UMA MÃOZINHA AÍ? Criado por Mariana Torquato, “Vai uma mãozinha aí?” é o maior canal sobre deficiência do YouTube Brasil. Nele, você poderá encontrar diversos vídeos que abordam capacitismo e suas manifestações na sociedade. Assim, selecionamos o vídeo em que a Youtuber comenta a nova política nacional de educação especial para você assistir. Em 30 de setembro deste ano, o governo publicou o Decreto n. 10.502 que prevê a instituição de três tipos de escolas: regular, especial e bilíngue. Além de assistir ao vídeo, leia o decreto para saber melhor do que a Mari está falando. https://youtu.be/Mm2gmFxpZOc 2. Filme: A teoria de tudo (The Theory of Everything, 2015) Nesta cinebiografia, disponível on-line em algumas plataformas, acompanhamos a trajetória do astrofísico Stephen Hawking. Ademais, nela é retratada a importância de seu trabalho e a luta contra a doença do neurônio motor, esclerose lateral amiotrófica (ELA). Aliás, o filme inspirou-se na obra Travelling to Infinity: My Life with Stephen, de Jane Hawking, esposa do astrofísico. O filme conta com Eddie Redmayne no papel principal, pelo qual foi agraciado com um Oscar de melhor ator em 2015.https://youtu.be/SbUVNHdPE4w 3. TEDx: O futuro anticapacitista: curar preconceitos e celebrar diversidades Palestra de Lau Patron, produtora audiovisual, escritora, ativista e profissional da inclusão. Ela é mãe do João Vicente, um menino sorridente e portador de uma síndrome raríssima autoimune. Assim, no vídeo ela conta a sua experiência como uma “mãe atípica” – como se autodenomina. Também fala sobre o mundo em que vivemos, que não agrega o diferente e, sim, o exclui. Segundo Patron, “temos que mudar o ponto de vista, entender que o mundo é deficiente e descapacita corpos humanos que não se encaixam nos seus limites, pequenos, apertados e prepotentes demais”. Enfim: o vídeo tem 15 minutos e você deve conferi-lo!https://youtu.be/0XEZmh86EhE 4. Artigo: Onde está a representatividade das pessoas com deficiência no meio LGBT+? Como você viu nos textos motivadores, algumas pessoas, além de lidarem com o capacitismo, ainda encontram outras formas de preconceito na sociedade. No artigo, é destacada uma das causas do Setembro Verde, composto por campanhas pela acessibilidade e inclusão da Pessoa com Deficiência, doação de órgãos e prevenção do câncer de intestino. A ênfase do texto é dada às pessoas com deficiência (PcD) que convivem no meio LGBTQIA+. O articulista Vinicius Lacerda consultou Priscila Siqueira, uma das administradoras da página do Instagram @pcdvale, e Victor di Marco (@victordimarco), influenciador digital e também militante da causa PcD LGBTQIA+, para conversarem sobre essa temática superimportante e que pode ser um ponto de vista a elaborar na sua redação. Uma das questões tratadas é sobre relacionamentos, pois as PcDs “muitas vezes não são vistas como corpos sexuais ou corpos que possuem desejos e vontades como qualquer outra pessoa, sendo simplesmente taxadas como deficientes.” 5. Série: Special (Netflix, 2019) Lançada em 2019, Special é uma série que retrata a vida de um jovem gay com paralisia cerebral.  Foi criada por Ryan O’Connell, que também faz o papel do protagonista. Dessa forma, mostra a rotina do personagem, que resolve pegar as rédeas de sua própria vida profissional e amorosa. Certamente, a série não evita questões importantes sobre deficiências e minorias no contexto da comunidade LGBTQ+. https://youtu.be/b8S9Gxrp-uI 6. Entrevista: Capacitismo se aprofunda durante a pandemia do novo coronavírus O Sindicato Nacional dos docentes das Instituições de Ensino Superior (ANDES) entrevistou, em abril, a Marinalva coordenadora do Laboratório de Inclusão, Mediação simbólica, desenvolvimento e aprendizagem (LIMDA) da UFRJ. Além de comentar as formas de manifestação do capacitismo na sociedade, a docente afirma haver um aprodundamento dessa problemática na pandemia. Para ela, “por falta de políticas públicas que propiciem a autonomia, muitas pessoas com deficiência não são independentes e precisam de apoio de cuidadores, geralmente as mães. O autoisolamento e o distanciamento social podem ser impossíveis para aquelas que requerem apoio para comer, vestir-se ou banhar-se.” Leia a entrevista na íntegra! 7. Filme: Extraordinário (Wonder, 2017) Essa obra cinematográfica baseou-se no livro homônimo de R. J. Palacio, escritora norte-americana. Auggie Pullman, o protagonista, tem uma uma deformidade facial conhecida como síndrome de Treacher Collins. Assim, ao ingressar na escola, o garoto precisa aprender a conviver no novo ambiente, que não está preparado para lidar com o diferente. Auggie é vítima de bullying e tem sua autoestima abalada. No entanto, ele persiste na escola, apoiado por sua família e pelos novos amigos que conheceu. Sugerimos que os mais sensíveis já preparem o lencinho…https://youtu.be/GtdzuOle5kc 8. Curta-metragem: Eu não quero voltar sozinho (2010) Leonardo é um garoto com deficiência visual que vê sua vida mudar com a chegada do novo colega, Gabriel. O curta-metragem depois foi transformado em longa, em 2014, abordando uma narrativa diferente para a mesma história. O longa foi indicado pelo extinto Ministério da Cultura para representar o Brasil no Oscar de melhor filme estrangeiro. O grande diferencial dessa obra é que o foco não está na deficiência do personagem principal, mas na descoberta dele do amor pelo colega. Portanto, trata-se de uma narrativa sensível e anticapacitista, embora discuta (em especial no longa) a dificuldade que a mãe do personagem sente em lhe dar mais autonomia em função de sua deficiência.https://youtu.be/1Wav5KjBHbI 9. Vídeo: No dia do Surdo, Regina Casé e filha dão aula contra o capacitismo Em 26 de setembro celebra-se, no Brasil, o Dia Nacional do Surdo. Assim, a atriz Regina Casé e sua filha Benedita postaram um vídeo mostrando atitudes capacitistas com as quais as pessoas com deficiência auditiva precisam lidar.

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    13 de out. de 2020
    Tema de redação: Capacitismo no Brasil
    Claudia Bechler
    7 min

    Tema de redação: Capacitismo no Brasil

    Você sabe o que é capacitismo e como ele se apresenta na sociedade brasileira? Produza uma redação sobre esse tema bastante presente em nossos dias. Leia os textos motivadores. Com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Capacitismo no Brasil”. Use a em modalidade escrita formal da língua portuguesa e apresente proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista. Texto 1 O que é o capacitismo e como ele se apresenta na sociedade Cerca de 24% da população brasileira têm algum tipo de deficiência, segundo o último Censo do IBGE. São mais de 45 milhões de pessoas que possuem algum impedimento de médio ou longo prazo de natureza física, mental, intelectual ou sensorial e que estão sujeitas a diversos tipos de preconceito, refletindo em menores condições de igualdade e oportunidades na sociedade em geral. Tal forma de discriminação também pode ser enquadrada como capacitismo. Um conceito bastante amplo e que se apresenta de diversas formas. Em muitas situações, essa ideia está tão enraizada na sociedade que temos dificuldade de perceber o preconceito por trás de comentários ou atitudes. “É a ideia torta de que pessoas com deficiência são inferiores a pessoas sem deficiência”, define LauPatrón em sua apresentação “O futuro é anti-capacitista no TEDxSão Paulo.” As diversas formas de capacitismo A estudante Luísa Pitanga é (…) portadora de uma doença genética rara que lhe causa limitação de movimentos. Ela costuma definir o capacitismo de três formas. “A primeira é a partir da ideia do incapaz. Você subestima a capacidade intelectual e física da pessoa porque ela tem uma deficiência”, explica. Isto acontece em repetidas situações, como nas atividades diárias. “Você está na rua, encontra uma pessoa com deficiência executando uma tarefa normal e oferece ajuda”. (…) A segunda forma do capacitismo se apresenta ao tratar a deficiência como uma doença e, consequentemente, a pessoa com deficiência como alguém que procura cura. A terceira é tratar a pessoa com deficiência como um exemplo de superação. A estudante lembra que é muito comum circularem na internet vídeos de pessoas com deficiência fazendo alguma atividade e uma mensagem motivadora no título, algo como: “se ele consegue, você também consegue”. “Naturalizam o sofrimento para se motivarem. Ninguém deveria precisar da minha dor para se motivar. Eu não tenho esse papel na sociedade”, afirma. Segundo Luísa, a discussão sobre capacitismo ainda não tem muito espaço, mesmo com a ajuda da tecnologia para disseminar novos pensamentos e debates contra qualquer tipo de discriminação. “O capacitismo coloca na cabeça das pessoas que a gente não tem capacidade de opinar, de se impor, de falar. E por isso a luta é muito silenciada. Porque as pessoas crescem com esta ideia e por isso não dão voz pra gente”, comenta. “Agora a luta está começando a ganhar visibilidade principalmente por causa das redes sociais”. Fonte: https://fundacaotelefonicavivo.org.br/noticias/o-que-e-o-capacitismo-e-como-ele-se-apresenta-na-sociedade/ TEXTO 2 O que é capacitismo e como atitudes aparentemente inocentes podem ferir os outros O termo ‘capacitismo’ foi traduzido de uma forma inglesa, ableism. Ele é usado para descrever a discriminação, o preconceito e a opressão contra pessoas com deficiência, mas não apenas isso. Quando você oferece um pedaço de bolo a uma pessoa que está fazendo dieta e afirma que apenas uma mordida não mata ninguém, está cometendo uma ação parecida. Ou quando estaciona em uma vaga destinada a pessoas com deficiência e pensa que “serão apenas 5 minutinhos”. Ou ainda quando diz ao amigo que sofre de depressão para ele se animar, porque “está tudo na cabeça dele”. Todas essas ações ferem os sentimentos dos outros e ignoram completamente as suas necessidades. (…) O que é capacitismo e quem são os capacitistas O termo ‘capacitismo’ é usado desde 1981 e significa “discriminação e preconceito social contra pessoas com alguma deficiência”. Na prática, o capacitismo é um conjunto de crenças, palavras e ações que discriminam pessoas com deficiência física ou psiquiátrica; além disso, a deficiência é vista como algo a ser superado ou corrigido. O capacitismo se manifesta todos os dias de diferentes maneiras: quando você usa um banheiro para pessoas com necessidades especiais ou quando questiona a necessidade de que um banheiro especial seja instalado em uma empresa ou mesmo em um espaço público; quando diz ao colega (que você sabe ser portador de alguma deficiência) que ele parece bem; ou ainda quando admira as pessoas com deficiência que vivem a vida como se fossem “normais”. Independente da forma como essas ações de manifestam, todas elas ferem os outros. Fonte: https://incrivel.club/inspiration-psychology/what-ableism-is-and-how-the-innocent-things-we-do-can-hurt-other-people-1058210/ TEXTO 3 É capacitismo quando: não vemos pessoas com deficiência em novelas, filmes e seriados (…) 3 de dezembro, é Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, data que visa criar uma reflexão sobre a falta de oportunidades e de tratamento igualitário para essas pessoas. Para chamar a atenção para a questão, um movimento foi iniciado na internet com a hashtag #ÉCapacitismoQuando, que visa explicar como se dá a discriminação contra pessoas com deficiência, já que ela nem sempre acontece de maneira explícita (assim como tantas outras). (…) A mídia e o entretenimento podem fazer muito para discutir e dar visibilidade às questões das pessoas com deficiência, além de humanizar esses indivíduos a partir das histórias que são contadas. Contudo, infelizmente, assim como a sociedade em geral, elas falham na representação de pessoas com deficiência. Em tempos de pedidos por mais diversidade em novelas, filmes e seriados, essa demanda deveria incluir o grupo, que vale dizer, corresponde a 23,9% (45,6 milhões) da população brasileira, segundo uma pesquisa do IBGE. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de deficiência. E ainda assim, quando ligamos nossas televisões ou vamos aos cinema, nós ainda não vemos essas pessoas, o que faz com que pensemos a deficiência como uma coisa distante ou menos comum do que realmente é. Capacitismo na indústria de entretenimento De acordo com um estudo realizado sobre diversidade nos filmes, realizada pela Iniciativa de Mídia, Diversidade e Mudança Social, da Escola Annenberg de Jornalismo e Comunicação, da Universidade do Sul da Califórnia (USC), apenas 2,4% dos personagens das 100 maiores produções de 2015 eram pessoas com deficiência, um percentual muito baixo quando comparado à proporção de pessoas que vivem com alguma deficiência nos Estados Unidos: 18,7% da população americana. E ainda dentro desse recorte há outro problema: além da maioria

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    13 de out. de 2020
    Redação ENEM 2020: Apostas de temas para você se preparar
    Claudia Bechler
    7 min

    Redação ENEM 2020: Apostas de temas para você se preparar

    Conheça algumas de nossas apostas sobre o tema de redação ENEM 2020. Anote todas as nossas dicas e prepare-se para mandar muito bem no dia da prova! Se fosse possível tentar encontrar respostas por meio de uma bola de cristal, 10 entre 10 professores fariam a mesma pergunta: qual o tema da redação ENEM 2020? Embora seja difícil acertar, é possível nos prepararmos para tratar de diversos assuntos que podem ser cobrados na prova. Certamente, como um estudante que vai fazer ENEM, você precisa estar sempre atualizado sobre o que acontece no mundo. Quanto mais informado, maiores chances o participante tem de desenvolver um bom texto, com repertório sociocultural produtivo e pertinente ao tema. No nosso blog, há uma grande variedade de temas que podem ser escolhidos para treinar a escrita, e todos têm algum grau de probabilidade de caírem na redação ENEM 2020. No entanto, pensando em otimizar os seus estudos, resolvemos destacar alguns assuntos sobre os quais você pode aprofundar seus conhecimentos. O estudo prévio sobre temáticas diversificadas auxiliará a escrever de forma competente, independentemente do tema específico que for selecionado. Portanto, pegue o bloco de notas e comece a anotar! Tecnologias Muito presente no nosso dia a dia, a tecnologia já foi abordada recentemente (em 2018, o tema pedia que o candidato versasse sobre a manipulação do usuário por meio do controle de dados da internet). Porém, nada impede que nos preparemos para encarar outros temas que incluam algo ligado a isso novamente. Assim, podemos pensar em algumas possibilidades: Mesmo sem mencionar a pandemia, é possível que a realidade do ensino remoto seja abordada. Nesse viés, podemos pensar em alguns desdobramentos. Primeiramente, temos a questão da exclusão digital. Embora a quase totalidade das instituições de ensino tenham adotado alguma forma de manter as aulas acontecendo, é fato que nem todos os alunos foram atingidos. Dessa forma, é necessário pensar na democratização do acesso à educação, incluindo a digital. É preciso saber a diferença entre ensino remoto e Educação a distância, pois há muita confusão sobre isso. Enquanto o primeiro acabou deixando de lado alguns estudantes, a modalidade de ensino a distância incluiu muitas pessoas que não conseguiam estudar, seja por questões financeiras, de distância e de disponibilidade de horário. Além de mirar nos mais jovens, cabe pensarmos nas dificuldades que os idosos têm para acessar as tecnologias. Em um mundo que nos obrigou ao isolamento e distanciamento social, com uma população que a cada ano tem um aumento na sua expectativa de vida, como fazer com que os idosos façam parte do digital? Em 2009, houve um vazamento da prova cujo tema era “Valorização do idoso”, que foi substituído por outro. Talvez seja hora de olharmos atentamente para esse grupo social, né? Pensando em comunidades virtuais, a cultura do cancelamento pode ser um tema abordado. Assim, dentro desse espectro, podem ser explorados a superexposição nas redes sociais, o vício no uso das tecnologias e os seus efeitos, como os transtornos de imagem. Por isso, reflita: como as redes sociais têm mudado a forma como nos relacionamos? Quais os efeitos disso na nossa vida diária? Pense nos benefícios e nas possíveis dificuldades que o acesso às tecnologias podem ocasionar para diversas faixas da população. Saúde Temas relacionados à saúde ainda não foram cobrados na redação do ENEM, por isso sempre é uma aposta a qual devemos dar uma grande atenção. Talvez o fato de estarmos vivendo uma pandemia, que foi responsável, inclusive, pelo adiamento do exame nacional, seja o incentivo que faltava para falarmos de saúde na redação. No entanto, é pouco provável que se fale diretamente sobre coronavírus. De todo modo, há muitas abordagens sobre saúde para as quais devemos estar ligados: O Sistema Único de Saúde – SUS provou a sua importância nos últimos meses. Graças ao acesso universal à saúde, garantido pelo sistema, foi possível minimizar a tragédia provocada pela COVID-19. Embora números de mortos e infectados sejam elevados, seria ainda pior se as pessoas não pudessem recorrer ao SUS. Nos Estados Unidos, onde a saúde é privada, houve o dobro de mortes que no Brasil. Além de correrem risco de morte, lá as pessoas ainda lidam com endividamento para pagar tratamentos de qualquer doença. Como está sempre sob ameaça, vale a pena estudar o SUS e contar que algo relacionado a ele seja abordado na prova. O retorno de doenças erradicadas colocou a necessidade das campanhas nacionais de vacinação em xeque. Com um crescente movimento antivacina em diversos locais do planeta, e em ascensão no Brasil, novamente estamos lidando com surtos de sarampo, febre-amarela, entre outras doenças. Além disso, esse retrocesso tem destacado a falta de valorização da ciência, que também pode ser um tema de redação do ENEM 2020. A saúde mental está também em evidência. Principalmente em momento de aumento de problemas como ansiedade, depressão, Síndrome de Burnout (esgotamento profissional). Assim, também é bom pensar na medicalização da vida, por meio do aumento do uso de fármacos em adultos, jovens e, especialmente, em crianças com TDAH, por exemplo, e os seus efeitos. Meio ambiente Em 2008, o tema da redação do ENEM foi “Como preservar a floresta Amazônica”. Desde então, assuntos relacionados ao meio ambiente não foram mais abordados. Portanto, talvez seja a vez de falarmos de novo sobre isso. Você está preparado? Veja algumas abordagens possíveis dentro desse eixo de estudo: Os efeitos da intervenção humana na natureza podem formar uma boa proposta de redação. Quando fomos obrigados a nos recolhermos em casa, circularam notícias e imagens sobre queda da poluição do ar, dos rios e mares, entre outros benefícios ao planeta da “ausência” de ações dos seres humanos. O aquecimento global e suas consequências, como as crises provocadas pela seca (hídrica, alimentar e até mesmo econômica), além de desmatamentos e queimadas estão nas mídias. O tráfico de animais, que voltou aos noticiários neste ano, também pode ser um tema da redação ENEM 2020. Cultura e Educação No ano passado, os participantes do ENEM tiveram de discorrer sobre a democratização

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    08 de out. de 2020
    Repertório para o tema: Desafios na prevenção do câncer de mama no Brasil
    Claudia Bechler
    5 min

    Repertório para o tema: Desafios na prevenção do câncer de mama no Brasil

    A prevenção do câncer de mama está em evidência no mês de outubro. Assim, discutir esse tema ajuda a disseminar a importância do diagnóstico precoce. Outubro Rosa é um movimento popular mundialmente conhecido. A cor rosa do laço que estampa as campanhas midiáticas simboliza a a luta pela prevenção câncer de mama e, mais recentemente, também sobre do câncer de colo do útero. O câncer de mama raramente acomete homens, sendo encontrado 1 caso a cada 100 diagnósticos. Portanto, é uma doença que está entre as mais temidas entre as mulheres no mundo todo. No Brasil, representa a primeira causa de morte por câncer na população feminina, segundo informações do INCA (Instituto Nacional do Câncer). Confira o tema de redação da semana CLICANDO AQUI! Para ajudar você a argumentar bem em sua redação sobre os desafios da prevenção do câncer de mama no Brasil, selecionamos alguns materiais (vídeos, artigos, filmes) para ampliar o seu repertório sociocultural sobre essa questão. Boa leitura! 1 – Vídeo: Percepções sobre o câncer de mama | Lírio Cipriani Nesta entrevista, realizada pelo Dr. Dráuzio Varella, Lírio Cipriani, diretor executivo do Instituto Avon, relata os resultados de uma pesquisa que demonstrou as percepções sobre o câncer de mama pelas brasileiras. O entrevistado conta que grande parte das mulheres não faz mamografia por medo do diagnóstico. Além disso, ele também descreve os impactos emocionais e psicológicos da doença nas mulheres. Assim, comenta resultados que mostram que as mudanças físicas causadas pela doença interrompem, inclusive, relacionamentos. Vale assistir ao vídeo na íntegra! 2 – Artigo: Mulheres são mais abandonadas por parceiros quando adoecem A partir deste artigo publicado no canal Universa, do Uol, você pode complementar algumas ideias trazidas por Lirio Cipriani na entrevista anterior. Por meio de histórias reais, as autoras repercutem uma pesquisa realizada pelas universidades de Stanford e Utah e pelo Centro de Pesquisa Seatle Cancer Care Alliance, todos dos Estados Unidos, que indicou que mulheres têm seis vezes mais chances de serem abandonadas pelo marido após a descoberta de uma doença grave. Também é comentado na matéria que esse tipo de acontecimento pode interferir no tratamento. Isso porque, além das limitações físicas impostas pela quimioterapia e cirurgias, a mulher também fica debilitada emocionalmente. Ainda, na mesma página há links para outras matérias relativas ao assunto que você poderá pesquisar. 3 – Documentário: Amanhã Hoje é Ontem (2016) Daniela Zuppo, jornalista, mostra a sua própria jornada desde a descoberta do câncer de mama até a fase de tratamento. O documentário pode ser visto AQUI e está dividido em 8 episódios. Assim, o objetivo dessa produção é passar informações e conscientizar sobre a doença a partir de uma visão mais sensível e humanizada. A autora também escreveu um livro, de mesmo título, pela editora Ramalhete. Nele, ela descreve de forma poética sua relação com a doença e com o enfrentamento da perspectiva da morte. 4 – Filme: Unidas pela Vida (Decoding Annie Parker, 2013) Essa obra cinematográfica, dirigida por Steven Bernstein, tem como base a história real de Annie Parker e da geneticista Mary-Claire King, que descobriu o gene causador do câncer de mama. Annie já havia perdido a mãe e a irmã para a doença e, ao receber o mesmo diagnóstico, perde o controle de sua vida. Porém, é auxiliada pela médica, que estava determinada a provar que o câncer poderia ser genético. 5 – Site: Femama A Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (FEMAMA) é uma associação civil, criada em 2006, com a missão de ampliar o acesso ao diagnóstico e ao tratamento de câncer de mama a fim de reduzir os índices de óbitos pela doença. Está presente em 17 estados e no Distrito Federal, por meio de ONGs associadas. Desse modo, atua pela proposição de uma agenda nacional de políticas públicas de atenção à saúde da mulher por meio da prevenção do câncer de mama. No site da FEMAMA é possível encontrar informações sobre o câncer, sobre as Organizações não governamentais de apoio, bem como notícias sobre essa temática. Navegue pelas abas dessa página e leia alguns artigos para aprimorar seu conhecimento!! 6 – Vídeo: Animação sobre prevenção do câncer de mama https://youtu.be/L_jdN_a4N74Na animação, é dado destaque ao cuidado que cada mulher deve ter com a pessoa mais importante: ela mesma. De forma lúdica, são mostrados os principais sintomas da doença. Tem apenas 2 minutos, portanto não custa nada dar play! 7 – Artigo: Campanha incrível alerta sobre câncer de mama usando seios masculinos para evitar censura Em 2016, a agência David lançou uma campanha inusitada para mostrar como fazer o autoexame. Nas redes sociais, há censura com relação aos seios femininos (imagens com esse conteúdo são banidas). Assim, a proposta foi usar os seios de um homem para mostrar como se prevenir. Certamente, mais que abordar o câncer de mama, a propaganda também ironizou os padrões de nudez impostos sobre os gêneros. Portanto, sugerimos que você leia a matéria e também assista ao vídeo, que deu o que falar na época:https://youtu.be/fz4c9zrVZZkOutra reflexão: impedir seios de mulheres na TV e nas mídias sociais é mais importante que informar sobre prevenção? Em 1989, a atriz Cássia Kiss protagonizou uma campanha para explicar sobre o autoexame com os seios expostos. Mais de 30 anos depois, para fazer algo semelhante, o corpo feminino teve de ser tirado de cena. Será que estamos ficando cada vez mais “caretas”? Essas são algumas dicas para você se munir de conhecimentos sobre o tema da proposta de redação desta semana. Mas não se limite: busque ainda mais informações na internet, livros, revistas, jornais. Assim, explore ao máximo todas as possíveis abordagens e discorra a respeitos dos desafios da prevenção!

    Para vestibulandosMeio de funilrepertório sociocultural
    06 de out. de 2020
    Tema de Redação: Desafios na prevenção do câncer de mama no Brasil
    Otavio Pinheiro
    6 min

    Tema de Redação: Desafios na prevenção do câncer de mama no Brasil

    Outubro marca a campanha anual de prevenção do câncer de mama. Por isso, elaboramos uma proposta de redação para você desenvolver conhecimentos sobre esse tema. Leia os textos a seguir e, a partir das reflexões suscitadas, discorra sobre os desafios para a prevenção do câncer de mama no Brasil. Texto 1 O câncer de mama em números No Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama também é o tipo de câncer que mais acomete as mulheres no país (excluídos os tumores de pele não melanoma). Para 2019, foram estimados 59.700 casos novos, o que representa uma taxa de incidência de 51,29 casos por 100 mil mulheres. A única região do país em que o câncer de mama não é o mais comum entre as mulheres é a Norte, onde o de colo de útero ocupa a primeira posição. Com uma taxa de 13,68 óbitos/100 mil mulheres em 2015, a mortalidade por câncer de mama (ajustada pela população mundial) apresenta uma curva ascendente e representa a primeira causa de morte por câncer nas mulheres brasileiras. O Sul e o Sudeste são as regiões que apresentam as maiores taxas de mortalidade, com 15,26 e 14,56 óbitos/100 mil mulheres em 2015, respectivamente. A incidência da doença aumenta em mulheres a partir dos 40 anos. Abaixo dessa faixa etária, a ocorrência da doença é menor, bem como sua mortalidade, tendo ocorrido menos de 10 óbitos a cada 100 mil mulheres. Já a partir dos 60 anos o risco é 10 vezes maior. (…) Fonte: femama.org. Acesso em: 4 out. 2020. Texto 2 Isolamento social está atrasando o diagnóstico precoce do câncer de mama, mostra pesquisa Uma pesquisa com 1.400 brasileiras mostra que 62% das mulheres estão esperando a pandemia acabar para retomar consultas médicas e exames de rotina para detecção de câncer de mama. Para especialistas, esse atraso pode ter impacto na doença, que tem mais chance de cura quando detectada em estágio inicial. Segundo o levantamento do Ibope, em parceria com a farmacêutica Pfizer, o percentual é ainda mais alto a partir dos 60 anos, chegando a 73% das mulheres. O câncer de mama é responsável por 29,7% dos novos diagnósticos de tumores malignos no Brasil e é maior do que a soma das outras neoplasias mais comuns, como tumores colorretais, de colo do útero, pulmão e tireoide. Apesar de tratável, provocou a morte de 17 mil pessoas em 2018. Falta de indicação e orientação Um quarto das mulheres com mais de 50 anos não recebe indicação para fazer mamografia e ultrassom. O dado, obtido em pesquisa do Ibope com a Pfizer, é preocupante, porque é nessa fase, justamente, que o risco para o câncer de mama aumenta: cerca de quatro a cada cinco casos ocorrem após essa faixa etária. No total, 25% das mulheres não recebe orientação adequada para prevenção do câncer de mama. O problema é maior nas faixas mais jovens, onde incidem 5% do total de casos. Muitas mulheres ainda desconhecem os fatores que podem influenciar no desenvolvimento de um câncer de mama. Embora 75% acreditem que a doença esteja relacionada à herança genética, os tumores de caráter genético/hereditário correspondem a apenas 5% a 10% do total de casos. Fonte: Globo. Acesso em: 4 out. 2020. Texto 3 Mulheres mastectomizadas “mostram os seios” nas redes sociais para conscientizar sobre o câncer de mama Ação digital criada pela Propeg desafia a censura das redes sociais, faz um alerta e convida as pessoas a compartilharem a mensagem com a #mulheresdepeito. A Propeg criou para o Hospital Aristides Maltez e Liga Bahiana Contra o Câncer – LBCC uma ação digital sobre a importância das mulheres fazerem o autoexame das mamas. Intitulada “Mulheres de peito”, a iniciativa é ousada e desafia uma das regras mais rígidas das redes sociais, que é a proibição de qualquer imagem que mostre seios de mulheres, mesmo quando é usada em campanhas de saúde. A agência desenvolveu dois cards com fotos de mulheres corajosas que fizeram mastectomia. Com a mensagem “Eu posso mostrar os seios no Facebook”, elas revelam ter vencido a censura das redes da pior forma possível. A assinatura “Autoexame: proibido é não fazer” faz a coroação do conceito da ação. O objetivo é que os usuários se engajem na causa e compartilhem as imagens usando a #mulheresdepeito. De acordo com Emerson Braga, CCO da Propeg, mesmo com fotos sobre um assunto sério de saúde, como a conscientização e prevenção do câncer de mama, a ação é afetada pela censura das redes sociais que retiram essas imagens do ar. “A proibição da postagem de fotos de seios sempre gerou discussão. Nossa ideia é ampliar ainda mais esse debate, usando a proibição das redes para uma boa causa. Mais do que impactar os usuários com as fotos, a ação chama a atenção da sociedade, fazendo o alerta para a importância do autoexame das mamas e estimulando a furar esse bloqueio das redes e a viralizar a discussão e conscientização do câncer de mama”, explica. Para o doutor Humberto Luciano, superintendente da LBCC, a iniciativa é inédita para a instituição e espera-se que a procura das pessoas por informação ou atendimento sobre o câncer de mama aumente e ajude a promover o rastreamento e diagnóstico precoce da doença. “Estamos muito satisfeitos com essa ação porque, além de ser corajosa e pegar carona no hábito das pessoas discutirem sobre tudo nas redes sociais, ela está em linha com o tema da campanha do INCA para o Outubro Rosa deste ano, que é ‘Câncer de mama: vamos falar sobre isso?’. Se uma imagem como a nossa vale mais do que mil palavras, queremos muito que as pessoas falem sobre essa doença e incentivem a conscientização e a prática dos métodos preventivos, como o autoexame”, aponta. A ação “Mulheres de peito” acontece no Facebook e Instagram até o final do mês e conta com a parceria do jornal Correio* (BA), do Bonita Também (projeto colaborativo que usa as mídias sociais para divulgar depoimentos de mulheres sobre beleza e autoestima)

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    06 de out. de 2020
    Competência 1 da redação ENEM: Tudo que você precisa saber
    Claudia Bechler
    8 min

    Competência 1 da redação ENEM: Tudo que você precisa saber

    Na Competência 1 da Redação ENEM os participantes são avaliados quanto ao domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa. Saiba como se dar bem nesse critério! Recentemente, publicamos aqui os erros ortográficos e gramaticais mais comuns nas redações submetidas ao ENEM. Hoje, você vai saber um pouco mais sobre os critérios de correção da Competência 1. Na matriz de referência das correções, divulgada pelo Inep, consta o que será alvo do escrutínio dos avaliadores: Demonstrar domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa   Na competência 1 da redação ENEM, os corretores atribuem notas considerando se o estudante demonstra desconhecimento (nível 0) até o excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa e de escolha de registro (nível 5). Nos níveis intermediários (1, 2, 3 e 4), os textos podem apresentar domínio precário, insuficiente, mediano ou bom, respectivamente. Mas como é decidido em qual nível o texto do candidato se encaixa? Vamos ver na sequência! Avaliação objetiva Em 2019, quase 4 milhões de pessoas realizaram a prova de redação, e pouco mais de 5 mil professores foram selecionados para as correções. Assim, como uma avaliação de larga escala, que envolve atores (participantes e avaliadores) de todo o país, é fundamental haver alinhamento sobre como atribuir a nota, a fim de evitar as famosas “discrepâncias”. Portanto, ao se deparar com um texto, o avaliador terá dois aspectos a verificar na competência 1 da redação: estrutura sintática; quantidade de desvios. Quanto à estrutura sintática, é necessário que o participante demonstre que consegue escrever um texto fluido, sem truncamentos. Isso acontece quando são escritos parágrafos bem organizados, em que as ideias são claramente explicitadas e estão completas. Uma redação nível 5 na competência 1 da redação pode ter apenas uma única falha de estrutura sintática. Além disso, o autor deve ter produzido um texto com construção de períodos mais complexos. Essa complexidade é demonstrada pelo uso de orações subordinadas, intercaladas e inversões. Textos com estrutura sintática mais simples (apenas sujeito, predicado e objeto, na ordem canônica, por exemplo) não se enquadram no nível 5, que exige uso excelente da linguagem. No nível 0, o participante apresenta um texto em que inexiste estrutura sintática (é como um amontoado de palavras desconexas). Ou seja, não é possível identificar as ideias que ele pretendeu expressar. Mesmo que todas as palavras escritas não apresentem muitos desvios, a ausência de articulação de frases e períodos mantém a redação neste nível na primeira competência. Dica: Se você conhece bastante sobre sintaxe, mas não sente segurança em se arriscar, opte por escrever períodos mais curtos. Dessa forma, as chances de errar são menores e você conseguirá escrever um texto mais objetivo e claro. Releia sempre seu texto, prestando muita atenção à pontuação. Jamais separe sujeito e predicado com vírgula, por exemplo. Lembre-se de que cada parágrafo da sua redação é um “minitexto”, que precisa ter começo, meio e fim. Ele precisa fazer sentido e ter todas as informações necessárias para defender seu ponto de vista. Porém, não se esqueça de que, na “zona segura”, seu texto provavelmente será avaliado no nível regular (3) ou bom (4). E isso vai depender, ainda, da quantidade de desvios. Conforme ganhar mais confiança, tente produzir estruturas mais elaboradas. E não há outra forma: para tirar seu texto do regular para o excelente é preciso TREINAR! E como são avaliados os desvios? Os desvios referem-se a problemas de ordem gramatical, de convenções da escrita, de escolha de registro ou de escolha vocabular que aparecem ao longo do texto. Dentro dessas quatro categorias, temos vários aspectos que precisam ser atendidos para que se receba nota máxima na competência 1 da redação. Para ser avaliado no nível 5, o participante pode cometer, no máximo, 2 desvios. Quanto mais desvios, menor será a nota atribuída nessa competência. Veja, a seguir, conteúdos aos quais ficar atento(a) na hora de escrever: Desvios gramaticais de regência: podendo ser verbal ou nominal, diz respeito à relação de um termo regente (verbo ou nome) com os seus complementos. Assim, as regras de regência indicam se há necessidade ou não de uso de preposição entre o termo regente e aquele do qual ele depende para fazer sentido. O desvio ocorre quando o participante desconhece essa relação e usa equivocadamente – ou deixa de usar – a preposição em determinada oração. concordância: os verbos devem concordar em número (plural ou singular) e pessoa (1ª, 2ª ou 3ª) com o sujeito da oração. No caso da concordância nominal, não esquecer que os complementos de um substantivo (adjetivo, pronomes, artigos, numerais) precisam concordar em gênero e número com ele. Quando isso não é observado, o participante comete desvio de concordância. Portanto, não se esqueça “dos plural“! #brinks pontuação: o desvio ocorre quando vírgulas, pontos finais, dois pontos, ponto e vírgula, travessão etc. são usados de forma prejudicial à fluidez da leitura. Vale estudar esse tópico, especialmente considerando os três grifados acima, pois são os que mais geram desvios nos textos. paralelismo sintático: sua ausência dificulta a objetividade, a clareza e a precisão de um texto. emprego de pronomes: conheça os tipos de pronomes (oblíquos, retos, demonstrativos, possessivos, entre outros) para fazer o uso correto de cada um deles. Lembre-se de que não se usa pronome reto após verbos, e que os demonstrativos estabelecem relações de anáfora e catáfora dentro do texto, por exemplo. Se você não lembra o que é isso, é necessário se aprimorar! Crase: calcanhar de Aquiles de muita gente, a famosa “crase” merece uma atenção especial. Portanto, é necessário conhecer as regras de uso (ou não) de sinal indicativo de crase para evitar esse desvio. Estude! Desvios de convenção da escrita acentuação e ortografia: cada “politica” sem acento; cada “paralização” com z, é como uma facada no peito do avaliador. Além de conhecer as regras para acentuar as palavras, é preciso saber as suas grafias corretas. Uma dica é fazer listas de palavras que você tem dúvida quanto à forma de escrever. Pesquise o modo correto e  escreva-as várias vezes. Qualquer

    Para vestibulandosredação nota 1000Topo de funil
    05 de out. de 2020
    Músicas brasileiras para redação: 7 canções para aumentar seu repertório
    Claudia Bechler
    11 min

    Músicas brasileiras para redação: 7 canções para aumentar seu repertório

    Você já usou músicas brasileiras na redação como repertório sociocultural? Selecionamos 7 canções para você surpreender na hora da argumentação. Acompanhe! Quem não gosta de ouvir boas músicas brasileiras? Para muitas pessoas, elas fazem parte da rotina: são ouvidas a qualquer hora, em qualquer lugar, com qualquer humor. Às vezes estamos tristes e escolhemos algum “som” para nos animar; outras, escolhemos algo bem melancólico – para ficarmos ainda mais tristes. Independentemente do motivo de ouvi-las, o fato é que, para além de uma boa melodia, canções também servem para a reflexão. Aliás, por meio das letras, somos conduzidos a diversos sentimentos e pensamentos, servindo como pontes para a interpretação do mundo. Como forma de arte extremamente valorizada, nacional e internacionalmente, as músicas brasileiras podem e devem estar presentes nas redações. Sem dúvida, nelas encontramos material sociocultural que possibilita abordar diversas temáticas. Assim, não importa qual estilo musical, sempre encontraremos bons exemplos de canções discutindo desigualdades, racismo, corrupção, estereótipos, entre outras questões. Por isso, separamos 7 músicas brasileiras que você pode usar para se inspirar e acrescentar como repertório na sua redação. Ademais, esperamos que elas despertem sua memória para outras que você já conhece, mas que nunca pensou em explorar dessa forma. Boa leitura! 1 – Ser diferente é normal Todo mundo tem seu jeito singular De ser feliz, de viver e enxergar Se os olhos são maiores ou são orientais E daí, que diferença faz? Todo mundo tem que ser especial Em oportunidades, em direitos, coisa e tal Seja branco, preto, verde, azul ou lilás E daí, que diferença faz? https://youtu.be/qAj-yafayfsNesta canção, interpretada por Lenine, a mensagem é simples e clara: que diferença faz sermos diferentes? A referência à diversidade racial se manifesta na menção aos olhos (maiores ou orientais) e às cores. Além disso, podemos usá-la para tratar sobre ações afirmativas. “Todo mundo tem que ser especial/em oportunidades, em direitos”. Isso nos lembra do conceito de equidade, tão em evidência atualmente. Trata-se de fazer justiça e dar oportunidades iguais a indivíduos em suas diferenças. Assim, “todo mundo é especial” (em sua singularidade) e deve ter acesso aos mesmos direitos. Eventualmente, você pode encontrar outras formas de discutir essa letra, dependendo do assunto sobre o qual a sua dissertação tratar. Na sequência desses versos destacados, ainda temos menção à gordofobia, à liberdade religiosa e à liberdade de expressão. Por enquanto, ouça com atenção e se inspire. 2 – Triste, louca ou má https://youtu.be/lKmYTHgBNoEEm 2016, foi lançado o álbum de estreia da banda Francisco, el Hombre. A música Triste, louca ou má provavelmente é uma das mais conhecidas dele, pois fez parte da trilha da novela O outro lado do paraíso, da Rede Globo. De acordo com a percussionista da banda e uma das compositoras da canção, Juliana Strassacapa, faz parte da função social da música discutir machismo e violência doméstica no nosso dia a dia. Só para ilustrar, em uma das cenas da novela, a canção tocou após o estupro da protagonista, pelo marido, em sua noite de núpcias. Triste, louca ou má / será qualificada/ ela quem recusar/ seguir receita tal/ a receita cultural/ do marido, da família/ cuida, cuida da rotina/ só mesmo rejeita/ bem conhecida receita/ quem não sem dores/aceita que tudo deve mudar/ que um homem não te define/ sua casa não te define/ sua carne não te define/ você é seu próprio lar (…) A violência contra a mulher já foi tema da redação do ENEM em 2015, mas a persistência do problema segue até nossos dias. Com efeito, pesquisas alertam que a pandemia de coronavírus fez crescer essa mazela que coloca diversas mulheres em situação de perigo. Portanto, infelizmente podemos nos deparar com esse assunto – reformulado – em situações de prova semelhantes. Ao longo de toda a composição – que tem uma melodia e um clipe oficial tão sensíveis quanto a letra – são percebidos os traços da cultura patriarcal e da mulher que “desperta” para o fato de que não pode ser definida pelo seu sexo. Assim, é uma música brasileira que pode auxiliar bastante a tratar as questões de gênero na redação, e em como elas influenciam na vida em sociedade. Então, coloque o fone de ouvido para ouvir e ver essa obra no Youtube. Aproveite para conferir outras músicas brasileiras para redação compostas por bandas “alternativas” do nosso país. 3 – Fórmula mágica da paz https://youtu.be/qAj-yafayfsO álbum “Sobrevivendo no inferno”, dos Racionais Mc’s , virou notícia em 2018 ao ser incluído na lista de obras de leitura obrigatória para o vestibular da Unicamp. Publicado em livro pela editora Companhia das Letras, as poesias ajudam – e muito – a debatermos sobre política, racismo, história, exclusão social e lutas por direitos. Certamente muitas músicas desse grupo podem ser relevantes argumentos em qualquer texto, por isso vale a pena ler/ouvir o álbum na íntegra. Aqui, destacamos “Fórmula mágica da paz”, que narra – pela visão de um morador – a realidade dura da comunidade pobre, a luta para arrumar uma forma de não viver no/do crime. As imagens construídas são fortes e tocantes, e a narrativa nos dá a sensação de estarmos vendo um filme: 2 de Novembro era Finados, eu parei em frente ao São Luís do outro lado E durante uma meia hora olhei um por um e o que todas as senhoras tinham em comum A roupa humilde, a pele escura, o rosto abatido pela vida dura Colocando flores sobre a sepultura Podia ser a minha mãe, que loucura! Cada lugar uma lei, eu tô ligado No extremo sul da Zona Sul tá tudo errado Sim, aqui vale muito pouco a sua vida, nossa lei é falha, violenta e suicida Se diz, que me diz que, não se revela Parágrafo primeiro na lei da favela Legal, assustador é quando se descobre que tudo deu em nada e que só morre o pobre No trecho destacado, é possível perceber várias possibilidades de uso dessa música em uma redação. Aqui é mostrada uma situação que está na mídia frequentemente,

    Para vestibulandoscomo citar música na redaçãoMeio de funil
    01 de out. de 2020
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