Tema de redação: violência nos estádios

por | jan 23, 2017

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Com base nos textos motivadores abaixo, produza uma redação dissertativo-argumentativa sobre o tema: VIOLÊNCIA NOS ESTÁDIOS.

Texto 1

Brasil terá guia de segurança para combater a violência nos estádios

Documento será lançado nesta terça-feira, como uma espécie de manual com medidas preventivas. Jogos serão classificados em grupos conforme o risco.

O trabalho de combate à violência entre torcidas organizadas passará a ter, a partir de terça-feira, um documento que servirá de base para as ações de segurança, com o lançamento do guia de segurança em estádios. O “SporTV” teve acesso ao documento, com mais de 60 páginas, que reúne recomendações para a atuação das forças de segurança pública e privada em partidas de futebol.

O guia levou mais de dois anos para ser concluído. Elaborado pelos ministérios do Esporte e da Justiça, com a supervisão da Secretaria Nacional de Segurança Pública, contou com a colaboração de 18 especialistas, quase todos ligados às forças policiais.

Um dos trechos que chama atenção é que os jogos serão classificados em grupos de risco pelos órgãos de segurança, para permitir o planejamento antecipado de medidas de segurança e prevenção . Duelos com históricos de violência nos últimos cinco anos, por exemplo, serão considerados de risco “muito alto”. Em seguida, aparecem as opções alto, médio e baixo.

O guia, que segue também as determinações do Estatuto do Torcedor, ainda reforça a importância de ações conjuntas para combater a violência. Secretário geral de futebol, Ricardo Gomyde destaca a necessidade de envolver diferentes órgãos no combate à violência entre torcidas.

– Precisamos ter algumas soluções para os problemas corriqueiros de violência que a gente tem. No segundo momento, vale destacar a participação plural que houve na confecção do guia. Você não tem como tratar da questão de segurança sem tratar da questão da polícia. Todas as forças de segurança participaram, opinaram, também a sociedade, através de diversas instituições, como as próprias organizadas, então, ele tem um grande mérito, que traz a discussão e aponta soluções. Na prática que vamos testá-lo e se alguma imperfeição houver, há como corrigir – considerou.

O Ministro do Esporte, Ricardo Leyser, admite que o país ainda não encontrou uma forma de resolver o problema da violência e trabalha justamente para baixar os índices e mudar a realidade.

– É uma questão séria, o Brasil ainda não resolveu essa questão da violência. Considero que é uma das grandes travas ao desenvolvimento do esporte brasileiro e do futebol, em especial. Ter ambientes pacíficos, que as pessoas possam andar com a camisa dos seus clubes e frequentar o espetáculo sem medo da violência, e o guia vem nesse sentido, numa articulação com os órgãos de segurança no sentido de garantir essa segurança e os direitos do torcedor.

O guia será lançado nesta terça-feira, às 15h, no Ministério da Justiça, em Brasília.

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Texto 2

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Texto 3

Inglaterra virou exemplo ao acabar com a violência nos estádios

O trabalho de prevenção começa já no transporte público, onde a polícia consegue identificar os brigões. Nos estádios, torcedor tem lugar marcado e precisa ficar sentado.

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Pra acabar com a violência de arruaceiros nos estádios, a Inglaterra precisou enfrentar uma tragédia histórica. Mas virou exemplo pro mundo.

Em 1985, fãs do inglês Liverpool e do Juventus, da Itália, se enfrentaram na final da Copa dos Campeões da Europa, na Bélgica. 39 pessoas morreram. Os times ingleses foram impedidos de participar de competições da UEFA por cinco anos.

Mas esta medida não foi suficiente para impedir, quatro anos mais tarde, a maior tragédia do futebol inglês. Na partida entre o Liverpool e o Nottingham Forest, houve um empurra-empurra e centenas de torcedores foram esmagados contra as grades, na beira do gramado. O número de mortos chegou a 96.

Para o governo britânico, essa tragédia foi o limite. A então primeira-ministra, Margareth Thatcher, disse que precisava limpar essa mancha na reputação do país e abriu um inquérito judicial sobre a violência no futebol. O resultado foi um documento, publicado em 1990, com 76 recomendações de mudanças, conhecido como Relatório Taylor. Um divisor de águas na questão da segurança no esporte.

Agora, torcedor tem lugar marcado e precisa ficar sentado. Tudo é monitorado por câmeras. Um sistema computadorizado registra a entrada de cada torcedor e manda a informação para uma sala de controle.

O trabalho de prevenção começa já no transporte público, onde a polícia consegue identificar os brigões.

Segundo o policial, o importante é impedir a repetição do problema. Se alguém criar confusão em dia de jogo, poderá ser banido por um período de 3 a 10 anos. Isso significa que não vai poder ir a nenhuma partida de futebol e nem viajar nos dias em que o time entrar em campo.

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Texto 4

Projeto de lei busca impedir violência nos estádios de futebol

Deputado Federal defende proposta para impedir entrada de torcedores com histórico de brigas nos estádios. Medida visa dar segurança para as famílias apoiarem seus times. Os recentes episódios de violência envolvendo as torcidas organizadas de Corinthians e Palmeiras, que se enfrentaram neste último domingo pelo Campeonato Paulista, mais uma vez mostraram a necessidade de buscar ações que possam corrigir ou  tentar erradicar com as mortes relacionadas ao futebol.

Para se discutir a questão, o deputado federal Danrlei (PSD-RS), ex-goleiro,  propôs um projeto de lei que visa proibir a entrada de inpíduos com histórico de brigas e agressões. Para o parlamentar e ex-goleiro Grêmio, a iniciativa deve partir pelo princípio da conscientização de que ações violentas não representam os ‘torcedores de bem’, nem os seus clubes.
– A ideia é conscientizar as pessoas de que essas ações são ruins para o clube e, principalmente, para a sociedade. Nós queremos ver torcedores de bem nos estádios, famílias. Este último Campeonato Brasileiro mostrou que nos jogos disputados pela manhã, o número do público foi maior. Não era apenas o pai que estava no estádio , mas os filhos, a família inteira. As pessoas de bem têm que estar de volta nos estádios – afirmou o deputado, em entrevista ao LANCE!

O projeto de nº 3.083/2015 não procura a punição, mas permitir que os torcedores tenham segurança para assistir aos jogos de futebol nos estádios.
– Essa é uma questão que preocupa todos os cidadãos, mas a ideia não é punir ninguém. Se a pessoa tem um histórico de brigas, ela deve ser impedida de entrar nos estádios. A ideia não é tirar o torcedor do estádio, mas ter no estádio os torcedores de verdade que vão para apoiar o time. A ideia é para que ajude a impedir a violência, que é uma barbárie, um absurdo, uma selvageria que usa o futebol para brigar. Com certeza, não são os clubes que querem isso. São pessoas que estão usando o pseudo amor pelo clube para se camuflar – disse.

O projeto está ainda em sua fase inicial e depende de aprovações de outros deputados e da própria comissão parlamentar. A iniciativa, no entanto, tem tido apoio e se mostra como uma das alternativas para solucionar o problema da violência no futebol. Neste aspecto, o deputado acredita que seu projeto ainda deve considerar os modelos adotados por outros países que conseguiram diminuir o espaço da violência no futebol.

– O futebol inglês só se tornou forte e rico quando acabou com esses problemas. A Espanha tem desenvolvido leis mais severas, assim como a Itália. São exemplos de países que têm leis mais amplas e claras. Podemos tentar elaborar algumas ideias em cima disso, mas temos que saber adaptá-las à realidade do nosso mundo. Temos que mostrar ao torcedor que qualquer atitude violenta faz com que o clube e a sociedade acabam perdendo – concluiu.

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Torcedor do Atlético PR, espancando por vascaínos, é atendido pelo helicóptero da Polícia Militar, após briga entre torcidas do Atlético PR e Vasco durante a partida entre Atlético PR e Vasco RJ válida pela Série A do Campeonato Brasileiro 2013 no Estádio Arena Joinville em Joinville (SC), neste domingo (08). Joka Madruga/Futura Press

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