Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais | Repertórios para o tema |

por | nov 30, 2021

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Quer saber mais sobre “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema!

A superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais têm preocupado cada vez mais profissionais da saúde e do direito. O tema, nos últimos anos, ganhou mais atenção por causa de uma prática conhecida como sharenting, que é quando os próprios pais compartilham conteúdos dos seus filhos na internet.

Por serem consideradas mais vulneráveis no ambiente digital, as crianças e adolescentes correm muitos riscos, como: cyberbullying, pedofilia, roubo de identidade, entre outros. Assim, como você viu nos textos motivadores, o tema alerta para a importância da proteção de dados pessoais desse grupo e o direito de imagem.

Confira a seguir os repertórios sobre o tema “Superexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” que selecionamos para você refletir e usar em sua redação!

Reportagem | Exposição das crianças nas redes sociais pode gerar conflitos entre pais e filhos

Esta reportagem do Domingo Espetacular aponta uma pesquisa feita pelo órgão público britânico Children’s Comissioner que revelou um dado interessante: os pais publicam em média 1.300 fotos de seus filhos na internet desde o parto até a adolescência.

Além disso, a reportagem mostra casos de pessoas famosas que criaram perfis de seus bebês nas redes sociais e, também, casos que aconteceram fora do país de filhos que processaram seus próprios pais por causa da superexposição nas redes sociais. Interessante, não é?

Assista à reportagem a seguir:

Conceito | “Sociedade do espetáculo”, de Guy Debord

O livro “Sociedade do Espetáculo”, publicado nos anos 60 pelo filósofo francês Guy Debord, apresenta um conceito que até hoje é pertinente em nossa sociedade. Nele, o autor afirma que as imagens midiáticas exercem um papel central nas relações sociais e que a vida em sociedade é cada vez mais “espetacularizada”. Nas palavras de Debord,

O espetáculo não é um conjunto de imagens, mas uma relação social entre pessoas, mediatizada por imagens.

No contexto atual, podemos associar esse conceito à necessidade das pessoas de tornar público – por meio das redes sociais – os momentos mais íntimos da vida, sem mesmo se questionar sobre os efeitos negativos dessa exposição. Pense, por exemplo, nos casos de bebês que já possuíam perfis nas redes sociais antes mesmo de nascerem.

Legislação | Estatuto da criança e adolescente

Outro repertório que pode ser utilizado é o Estatuto da Criança e Adolescente, estabelecido na Lei nº 8.069. Você pode dizer que o ECA assegura que as crianças e adolescentes têm o direito de imagem e devem consentir com todo o conteúdo publicado.

Nesse sentido, mesmo que os pais sejam responsáveis por autorizar o uso de imagens de seus filhos, eles não podem se considerar “proprietários” das suas imagens. O caminho, como vimos nos textos motivadores, é sempre manter o diálogo com a criança e adolescente. Veja o que o artigo 100 diz:

V – privacidade: a promoção dos direitos e proteção da criança e do adolescente deve ser efetuada no respeito pela intimidade, direito à imagem e reserva da sua vida privada.”

Pesquisa | Acesso à internet aumenta entre crianças e adolescentes

Uma pesquisa realizada pela TIC Kids Online Brasil 2019 aponta que o acesso à internet aumentou entre crianças e adolescentes e também alerta para os riscos da exposição na internet.

De acordo com a pesquisa, “15 % das crianças e adolescentes de 9 a 17 anos viram na Internet imagens ou vídeos de conteúdo sexual; 18% de 11 a 17 anos receberam mensagens de conteúdo sexual; e, 11% dessa faixa etária dizem que já pediram para eles, na internet, uma foto ou vídeo em que apareciam pelados.”

Luisa Adib, coordenadora da pesquisa, ressalta que a restrição não é a melhor opção para evitar os riscos na internet. O ideal é que os pais e responsáveis conversem com as crianças e adolescentes para saber quais são as atividades que eles realizam no ambiente virtual e indiquem caminhos para um uso seguro.

Leia a pesquisa completa aqui.

Série | Black Mirror – “Arkangel”

Como vimos, a privação do uso da internet não é o melhor caminho a ser seguido. O episódio “Arkangel” (“Arcanjo” em português), da série Black Mirror, é um exemplo de como a superproteção dos pais causa malefícios na vida dos filhos.

Na história, Marie é uma mãe superprotetora que aplica um implante tecnológico chamado “Arkangel” em sua filha Sara. Esse implante monitora a vida da filha e ainda embaça imagens de violência que causam aflição na menina.

A atitude da mãe, que a princípio pode parecer bem intencionada, provocou danos à filha que se viu controlada e sem privacidade. Esse episódio, ainda que de forma distópica, abre uma reflexão sobre o maior desafio do nosso tema: a importância de proteger os dados das crianças e adolescentes e ao mesmo tempo dar autonomia para que elas utilizem a tecnologia e desenvolvam as habilidades necessárias.

“Arkangel” é o segundo episódio da quarta temporada de Black Mirror e pode ser assistido na Netflix. Prepara a pipoca!

Animação | Que corpo é esse? (Sharenting)

“Que corpo é esse?” é uma série de animação transmitida no canal Futura – criada em parceria com a Unicef Brasil e Childhood Brasil com coprodução da Split Studio –, que tem o objetivo de alertar as famílias e educadores sobre a importância do conhecimento do próprio corpo e a proteção e segurança de crianças e adolescentes.

Neste ano, a animação ganhou um episódio sobre sharenting. A narrativa mostra um pai tentando fazer um vídeo de seu filho para postar nas redes sociais, mas o bebê não está à vontade com a ideia. Ao observar a situação, a irmã mais velha explica para o pai a importância de respeitar a privacidade do filho e protegê-lo das consequências da exposição. Assista ao vídeo a seguir:

Agora é com você! Qual é o seu ponto de vista sobre o tema? Escreva a sua redação sobre o temaSuperexposição de crianças e adolescentes nas redes sociais” e envie em nossa plataforma que a corrigimos em até 3 dias úteis!

Marina Dias

Bacharela em Letras Língua Portuguesa e Literaturas pela UFSC, revisora de textos e redatora.

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