Os desafios no ensino em 2022

por | mar 4, 2022

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Ainda estamos no primeiro trimestre do ano, mas já é possível perceber que os próximos meses serão de grandes desafios no ensino brasileiro. Isso fica claro quando lembramos de alguns fatores que vêm atravessando a rotina dos estudantes há, pelo menos, dois anos.

São eles: a desigualdade ampliada pela pandemia, a transição do ensino remoto para o presencial, a adoção do ensino híbrido e a entrada de novas tecnologias na abordagem educativa, além da implementação do Novo Ensino Médio.

Para você entender o que vem pela frente e se preparar para o que fará parte da vida dos estudantes neste ano, preparamos um artigo com muita informação.

Acompanhe!

Desafios no ensino: herança da Covid-19

Se a desigualdade social já tinha grande influência na qualidade da educação, a pandemia da Covid-19 agravou ainda mais as vulnerabilidades de muitos estudantes. Com o isolamento social, os desafios no ensino foram muitos, incluindo a adoção de estratégias rápidas e eficientes para ministrar as aulas de maneira remota.

Após dois anos do início da pandemia, famílias continuam perdendo renda, e crianças que não tinham acesso à internet se mantêm longe das salas de aula, mesmo agora, quando muitas cidades brasileiras voltaram ao esquema presencial ou híbrido.

Também não podemos deixar de lembrar da crescente insegurança alimentar.  Embora a função social da escola não seja de assistência social, os desafios no ensino incluem garantir o bem-estar dos estudantes como um todo.

Em 2022, as escolas devem fortalecer e acionar a rede de proteção, aumentando o número de refeições, assim como a quantidade e a qualidade dos alimentos.

Cuidados sanitários não devem ser ignorados

Com o avanço da vacinação contra a Covid-19, em grande parte das escolas do Brasil, o ensino remoto já ficou no passado. Com a volta dos estudantes ao ensino presencial, um dos desafios no ensino é garantir que os protocolos de segurança sanitária continuem sendo seguidos, com estratégias pensadas junto das Secretarias da Saúde de estados e municípios.

Outra prioridade para este ano tem relação com a socialização dos estudantes. É importante resgatar o pertencimento dos alunos ao mundo escolar, ouvir as experiências vivenciadas no período de isolamento e evidenciar que os últimos dois anos não foram perdidos.

Novas formas de aprendizagem

Não há como ignorar as transformações causadas pelo ensino remoto e, nesse sentido, é possível citar alguns aprendizados para repensar a forma de ensino nas instituições. Se há dois anos as aulas remotas eram um dos maiores desafios no ensino, hoje elas surgem como alternativa para facilitar e inovar a relação entre aluno e professor.

No começo da pandemia, por exemplo, o modelo de aula presencial era simplesmente replicado no ambiente online. Agora, com professores mais familiarizados com as ferramentas, a tendência é que os conteúdos e as práticas sejam pensadas exclusivamente para atender o aluno que está do outro lado da tela.

No caso do ensino híbrido, com parte da turma assistindo de forma remota e parte presencial, os desafios no ensino também são bem específicos. Além de mudanças na forma de ensinar, o modo de avaliação também deve sofrer alterações significativas. Na prática, o processo avaliativo deve ser contínuo e acumulativo, mantendo a motivação dos estudantes que estão em casa ou na sala de aula e permitindo um maior acompanhamento do processo de aprendizagem.

Tecnologia como aliada de alunos e professores

É comum a associação dos recursos tecnológicos aos modelos remoto e híbrido. Mas, na verdade, as instituições de ensino têm muito a ganhar com a utilização da tecnologia também no ensino presencial. Plataformas como a Google for Education oferecem diversas ferramentas que podem ser usadas em todos os modelos de ensino.

Fato é que crianças e adolescentes já dominam as ferramentas digitais, portanto, é extremamente necessário que o sistema de ensino incorpore essa nova linguagem em seu cotidiano. Neste ano, as escolas devem se adaptar aos alunos. Caso contrário, a continuidade das aulas em salas de aulas analógicas, com uma dinâmica de ensino ultrapassada, pode desmotivar os estudantes e prejudicar a qualidade do aprendizado.

Chegada do Novo Ensino Médio

O maior dos desafios no ensino para este ano é o tão falado “Novo Ensino Médio”. Aprovado no ano de 2017, o novo ensino médio passa a valer a partir deste ano e vai mudar gradativamente o ensino nas escolas públicas e privadas de todo o país.

O novo formato prevê o aumento de horas letivas anuais – o tempo de aula passará para 5 horas por dia, com um acréscimo de 200 horas anuais em relação ao modelo anterior; e mudanças na grade curricular – as disciplinas passarão a ser áreas do conhecimento: linguagens e suas tecnologias, matemática e suas tecnologias, ciências da natureza e suas tecnologias e ciências humanas e sociais aplicadas.

Além disso, outra novidade é o chamado “projeto de vida”, que será implementado para ajudar o aluno a compreender o que ele quer para seu futuro, ao mesmo tempo que entende como a escola pode ajudá-lo a alcançar esse objetivo.

Já deu para perceber que 2022 promete ser um ano de grandes mudanças para a educação, não é mesmo? Chegou a hora de enfrentá-los para transformar o ensino brasileiro!

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