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O abandono de idosos no Brasil

O livro "A velhice" foi escrito pela francesa Simone de Beauvoir e destaca a posição dos mais velhos no mundo contemporâneo que ao invés de serem entendidos como mais experientes e maduros, são considerados como um peso para a sociedade. Logo, essa obra se materializa no século XXI ao retratar assuntos do abandono de idosos no Brasil. Isso ocorre devido a negligência de incapazes em instituições de repouso por longos períodos. Outrossim, o irreconhecimento dos seus direitos torna a discussão mais profunda.


Primordialmente, asilos que deveriam ser utilizados como última opção são usufruídos de forma demasiada e sem o devido controle, prejudicando a vida do indivíduo submetido à essa situação. Paralelamente, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística de 2019, os casos de depressão entre idosos tem aumentado ao longo dos anos e essa probabilidade é superior quando o cidadão está institucionalizado em casa geriátricas. Portanto, a necessidade de adaptação à novas regras, somado com a baixíssima e geralmente quase nula convivência com os familiares inferem indescritivelmente na saúde mental da pessoa e infelizmente os sintomas que podem atender a um estado depressiativo são confundidos com hábitos da velhice. Nesse viés, nota-se, no Brasil atual, que a maneira como o individualismo juvenil se sobressai perante aos cuidados necessários da camada mais vivida é desumana, haja vista que o desrespeito prejudica cruelmente essas vítimas do egoísmo.


Equiparavelmente, é válido ressaltar que mesmo havendo a obtenção crescente dos direitos favorecedores de grupos minoritários, é perceptível uma falta de atenção à população com idade avançada. Nesse sentido, a sociedade brasileira vivencia um momento de modificação das pirâmides etárias, na qual a base tende a se estreitar, já o topo tem uma tendência contrária, o que demonstra o envelhecimento do país no decorrer dos próximos anos. Entretanto, a não garantia judiciária desses indivíduos explicita uma incógnita sobre o futuro dessa geração, pois acontece a desobediência do Estatuto do Idoso promulgado em 2003 que declara, somente na teoria, as atribuições voltadas à essa parcela do povo. Sob o mesmo ponto de vista, atualmente, a ineficácia da prática do documento é notória ao analisar a falta de punições severas à situações que o desrespeite, provocando uma quantidade significativa de brexas na legislação, que podem piorar posteriormente.


Em suma, faz-se necessário uma tomada de melhoramento quanto ao descaso perante aos idosos no país. De fato, o Ministério dos Direitos Humanos deve fiscalizar as instituições de repouso, por metodologias como a análise social e da infraestrutura do estabelecimento, verificando se a pessoa está sendo bem cuidada pelo local e pelos familiares simultaneamente, com o fito de estabelecer a consideração afetiva, financeira e estrutural dos frequentadores. Bem como, o Ministério da Justiça tem que garantir a aplicabilidade da defesa da terceira idade, a partir da promulgação de leis mais rigorosas com seus respectivos departamentos voltados à essa parte da população, a fim de melhorar a qualidade de suas respectivas vidas. Dessa forma, esses seres humanos deixarão de ser considerados como um peso e passarão a ter o seu devido respeito, contrariando o livro francês.

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