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Inclusão de autistas no Brasil

O desenho infantil do Ursinho Pooh traz como um de seus personagens o filhote Guru, que apresenta sintomas de um Transtorno do Espectro Autista (TEA), tais como distração e isolamento, e por isso, acaba em situações perigosas. Concomitantemente, observa-se que essa condição se enquadra na realidade de milhares de brasileiros portadores da doença, os quais não recebem cuidados e atenção necessários. Fato que discorre do forte preconceito sofrido por essas pessoas, além de carências no sistema educacional.


Sabe-se que o autismo corresponde a um distúrbio neurobiológico que afeta tanto ações comportamentais, quanto habilidades cognitivas do indivíduo, tendo seu grau variando em cada caso. Consoante ao pastor e ativista Martin Luther King “Aprendemos a voar como pássaros e a nadar como peixes, mas não aprendemos a conviver como irmãos”. Sob tal ótica, é notável que grande parte da população ainda se mostra ignorante quando se trata da doença, levando à formação de um conceito predeterminado que por sua vez gera aversão aos portadores e a marginalização social dos mesmos.


Simultaneamente atenta-se à ineficiência das instituições de ensino em proporcionar uma inclusão social adequada aos autistas, o que implicará em um desenvolvimento acadêmico e social inadequados, bem como em uma inserção no mercado de trabalho mais árdua. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), estima-se que cerca de 2 milhões de brasileiros apresentem TEA, representando aproximadamente 1% da população. Tendo isso em vista, infere-se que esse 1% se aproxima do número de indivíduos negligenciados diariamente pelo sistema educacional brasileiro, os quais enfrentarão situações injustas nos âmbitos social e profissional, já que não detêm a preparação exigida.


Mediante os fatos, conclui-se que ainda há um longo caminho para efetivar a inclusão escolar dos autistas na sociedade. Portanto, para tal o Ministério da Saúde, com ajuda da mídia, deve promover campanhas de conscientização com objetivo de findar essa visão preconceituosa atribuída aos portadores de TEA, através da divulgação de informações acerca do tema, ressaltando a importância da aceitação, como pregava Martin Luther King. Além disso, urge que o Ministério da Educação, com capital fornecido pelo Tribunal de Contas da União, direcione maiores investimentos às escolas, melhorando suas estruturas, além de contratar profissionais qualificados que atendam a necessidade desses indivíduos, visando uma melhor capacitação social e acadêmica, ensejando sua inclusão em sociedade.

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