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Homossexualidade e preconceito no Brasil

Brasil: O país da cultura homofóbica


Em 2009 foi lançado o filme "Orações para Bobby", nele é retratado o cotidiano de um jovem homossexual (Bobby), o qual vivencia a sociedade preconceituosa dos anos 80, e que, devido ao fanatismo religioso de sua mãe, que o tenta "curar", comete suícidio. Ao sair do universo cinematográfico e adentrar a sociedade contemporânea nacional, é perceptível que tais intolerâncias, além de existirem, perduram de modo natural, trazendo consequências como as ocorridas no filme. Isso porque, a homofobia está enraizada na cultura brasileira e não existe uma estrutura especializada suficiente para tratar essa adversidade.


A priori, parafraseado e baseando-se em dois conceitos filosóficos: "Os preconceitos têm raízes mais profundas que os princípios" e, de que o comportamento humano é contagioso, argumentados, respectivamente, pelos filósofos Maquiavel e Francis Bacon, é imperioso destacar que, de mesmo modo, a homofobia está cristalizada na cultura nacional, de uma forma que, muitas vezes, nem parece intolerância e torna-se rotina do brasileiro. Essa intransigência ocorre, por exemplo, quando comentários de senso comum correspondentes as frases: "isso é coisa de bicha" ou até mesmo "homem foi feito para ficar com mulher" são realizados. A transmissão ideológica desse panorama é feita, uma vez que, se uma criança convive em um ambiente, o qual compartilha dessas práticas preconceituosas, a mesma vai adotá-las e não vai ter noção de que isso interfere negativamente na vida de um indivíduo, passando esses costumes hereditariamente e mantendo as raízes desse preconceito cada vez mais profundas.


Outrossim, até o momento, no Brasil, não existem leis que criminalizem a homofobia. Dessa forma, é importante ressaltar que a ausência de dogmas e de uma estrutura especializada para combater a intolerância à população LGBT funcionam como grandes impulsionadoras da perduração do preconceito. Tonificando essa ideia, Thomas Hobbes, filósofo inglês, afirmava que um ambiente o qual não tem regras estabelecidas, não há ordem e nem respeito. Ou seja, não tem como esperar que o preconceito acabe se não tem nem uma medida que o impeça.


Em suma, mostra-se necessário que o poder judiciário, por meio da aprovação do congresso, implemente dogmas que criminalizem quaisquer atividades intolerantes à orientação sexual. Espera-se que, dessa forma, as raízes desse preconceito sejam "cortadas", fazendo, de tal modo, a intolerância à população LGBT reduzir e, posteriormente, extinguir.

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