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Crise hídrica no Brasil

  A Constituição Federal de 1988 garante a todos os indivíduos uma condição isonômica, a qual os contempla com direitos essenciais para a construção de uma vida digna. No entanto, com a problemática da crise hídrica no Brasil, diversos cidadãos acabam sendo beneficiados por tais direitos apenas de maneira teórica, seja pela negligência estatal, seja pelo capitalismo. Logo, é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de fazer com que a cidadania seja promovida integralmente para todas parcelas sociais.


  Em primeira análise, é pertinente ressaltar que a negligência estatal colabora diretamente para que haja uma crise hídrica em território nacional. De acordo com o filósofo contratualista Thomas Hobbes, é dever do Estado garantir uma harmonia social, porém, isso não ocorre no Brasil, visto que a ausência de medidas que visem suprir a necessidade de água de diversas regiões faz com que essa harmonia seja rompida. Consequentemente, diversos cidadãos acabam sofrendo com épocas de estiagem e seca, refletindo diretamente no seu bem-estar social e econômico, visto que a água é um elemento essencial tanto para práticas financeiras quanto para o funcionamento eficaz do organismo humano.


  Outrossim, é lícito postular que o capitalismo possui uma parcela de responsabilidade quanto à crise hídrica no Brasil. Segundo dados fornecidos pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia), as áreas que mais são prejudicadas pela falta de água são aquelas que possuem um menor aporte econômico em relação às demais regiões nacionais, como o Nordeste. Logo, é possível inferir, por dedução lógica, que locais carentes financeiramente acabam sofrendo mais com a crise hídrica, configurando um cenário em que as quantidades de água estão concentradas em locais mais desenvolvidos economicamente. Com isso, temos que a distribuição desse recurso gera uma desigualdade social, que é característica do modelo de produção capitalista, de acordo com os postulados do geógrafo brasileiro Milton Santos.


  Tendo em vista essa situação, é necessário, por parte do Governo Federal, em aliança com o Ministério da Cidadania, a promoção de análises sociais e científicas, a partir de reuniões e parcerias com universidades federais, que visem analisar as áreas que mais precisam de aporte hídrico. Além disso, é necessário, por parte do Governo Estadual, em parceria com empresas privadas do ramo das construções civis, a ação de construir locais para o abastecimento hídrico de regiões que sofrem com a problemática em questão, tomando como objeto de orientação as análises realizadas pelos órgãos federais, a fim de promover uma distribuição mais justa da água em todo o território brasileiro. Dessarte, o problema será resolvido, a médio e longo prazo, fazendo com que haja uma harmonia social, conforme proposto por Thomas Hobbes. 


 

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