TEMA DE REDAÇÃO – Crise Hídrica no Brasil

Tema de redação – Crise Hídrica no Brasil

TEXTO 1 Com poucas chuvas e proximidade do inverno, Brasil enfrenta risco de nova crise hídrica No Rio Grande do Sul, 386 dos 497 municípios já decretaram situação de emergência por conta da seca. Em Santa Catarina, a situação é similar em pelo menos 65 cidades. No Paraná, depois de 10 meses de estiagem, a emergência hídrica foi decretada pelo governo estadual — a medida autoriza, por exemplo, rodízio no fornecimento de água. Ex-presidente da Agência Nacional de Águas (ANA), Vicente Andreu comenta à DW Brasil que o cenário de estiagem na região sul do país afeta principalmente dois setores que dependem da água nesses estados: a agricultura e as usinas hidrelétricas — sobretudo no Paraná. “São regiões que têm seca com alguma frequência. E com [o atual contexto de] mudanças climáticas, esses fen&

Exemplo

O Brasil é um país de extensa territorialidade e, por isso, possui uma ampla diversidade climática. Assim, apresenta desde grande umidade em sua região norte — especialmente na Amazônia —, até regiões caracteristicamente secas — como o sertão nordestino. Entretanto, essa dinâmica vem sofrendo alterações ao longo dos anos, causando crises hídricas em localidades atípicas — a exemplo dos estados do sul e sudeste. Essas anomalias são consequências decorrentes de hábitos alimentares à base do consumo de carne e do alto índice de desmatamento.

Em primeira análise, deve-se destacar a vasta ingestão de proteína animal apresentada pela população brasileira. Sob esse prisma, o país exige uma intensa produção desse alimento — principalmente da carne bovina —, fazendo crescer cada vez mais a criação de gado em suas terras. Desse modo, aumenta-se o consumo de água — tanto para ser utilizada pelos animais, quanto para o processamento do produto na indústria alimentícia. Dessa maneira, é gerado um gasto exarcebado da água disponível à população, corroborando crises na distribuição desse elemento.

Em segunda análise, é necessário apresentar a relação entre as taxas de desmatamento e a diminuição do volume de chuvas. Nesse viés, registros mostram que áreas de extrema importância para manutenção da pluviosidade — tendo a Floresta Amazônica como destaque — vêm sendo desmatadas em função da pecuária extensiva desenvolvida em território nacional. Por conseguinte, fontes de água advindas da grande umidade amazônica, responsáveis por precipitações em outros estados, estão sendo paulatinamente atenuadas, prolongando os períodos de clima seco nesses locais. Dessa forma, a escassez hídrica é intensificada em território brasileiro.
Logo, tendo em vista os principais fatores geradores de crises relacionadas à água no Brasil, urge que medidas sejam tomadas para mitigá-los. Sendo assim, cabe ao Estado, por meio das instituições escolares. E promover palestras sobre os impactos do consumo demasiado de carne ao meio ambiente, assim os costumes alimentares serão revistos dando relevância às relações ecológicas. Ademais, é papel das empresas pecuaristas investir em modelos de produção mais sustentáveis, visando que menos áreas sejam desmatadas. Somente assim, será posta em prática a conservação do equilíbrio ecológico — proposta pela Constituição de 1988 — e os recursos hídricos serão bem distribuídos.

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