
Leia os textos motivadores abaixo para redigir a proposta de redação apresentada na sequência sobre o lado negativo do carnaval.
Carnaval também é arte
O Carnaval se aproxima cheio de cores e ritmos. E também cheio de arte. Artistas promissores mostram como o Carnaval pode influenciar e ser influenciado pela arte.
Os blocos afinam suas baterias e os foliões preparam suas fantasias para o Carnaval, que esse ano começa na primeira semana de fevereiro. O Carnaval é a festa brasileira mais conhecida em todo mundo e, com certeza, a mais cheia de entusiasmo. É um momento de reinvenção, inclusive da arte. “A tradição cultural convive com uma renovação artística e estética muito forte”, afirma a antropóloga Nathalia Duarte.
Esse movimento move uma série de concepções e criações bastante refinadas. O artista mineiro Thiago Mendes, da galeria online Arte & Artefato, se inspira no Carnaval para compor as suas obras. “Não há, essencialmente, diferença entre arte e Carnaval, o Carnaval é basicamente a manifestação mais carregada de arte que o brasileiro costuma acessar”, afirma.
Suas pinturas supercoloridas e seus quadros cheios de ícones convidam as pessoas a repensar a nossa cultura. Para Thiago, as cores não têm hierarquia nem timidez e parecem comentar sobre o próprio ideário brasileiro. “Não tenho medo de excessos ou misturas de cores. O Brasil é um país multicolorido e não se acanha em utilizar essa particularidade pra se expressar”, afirma.
Ao usar uma concepção mais ampla, Nathalia Duarte explica que arte é uma forma de expressão dos sentimentos humanos e por isso o fazer artístico engloba formas tão diversas. O Carnaval é onde grande parte dessas artes se une: poesia, teatro, dança, pintura. É um momento de celebração da vida.
Apesar da essência festiva, Carnaval também é o momento de falar sobre questões sérias, tristes, e até mesmo de fazer críticas. Esse é um dos pontos essenciais das obras de Thiago, que busca fazer, ao mesmo tempo, uma homenagem e um contraponto ao ‘tipicamente brasileiro’. “Nas minhas obras, critico a visão excessivamente ingênua e sem densidade que o signo tropical ganhou e o Brasil abraçou por falta de referências mais problemáticas e produtivas”, explica. Nesse sentido, ele dá destaque ao abacaxi enquanto símbolo máximo e contraditório do que chama de Tropical Dark: uma ressignificação filosófica da experiência tropical.
A cultura é um elemento primordial para a construção das suas obras e o Carnaval, enquanto parte integrante dessa cultura, não podia estar de fora das suas criações. Atualmente, Thiago está produzindo uma série de pinturas sobre o Carnaval de rua, onde privilegia o povo em situações típicas da festa, porém sem qualquer traço lírico ou idealizado. Fora isso, está sempre procurando carnavalizar abacaxis, questões e ações.
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Fonte: www.bheventos.com.br Acesso em 22/02/2020.

Carnaval: folia produz toneladas de lixo nas ruas
Em 2018, foram 957,9 toneladas recolhidas em São Paulo e, no Rio de Janeiro, mais 486,5 toneladas.
A Autoridade Municipal de Limpeza Urbana (AMLURB) recolheu, no Carnaval de São Paulo em 2018, 957,9 toneladas de lixo geradas pela folia de rua e no Anhembi, espaço no qual acontecem os desfiles das escolas de samba. No Carnaval do Rio de Janeiro, também no ano passado, foram mais 486,5 toneladas de resíduos.
Na capital paulista, para o período, a prefeitura adicionou 270 cestos aramados e 60 papeleiras para o descarte de lixo na Avenida 23 de Maio, que estreou como espaço para os foliões em 2018. Na Avenida Faria Lima, local já tradicional da festa paulista, foram colocadas 40 papeleiras extras.
O que nós temos a ver com isso?
O poder público tem de fazer sua parte, proporcionando infraestrutura e aprimorando-a a cada ano. Mas atitudes individuais podem fazer toda a diferença no volume de lixo. Afinal, não custa buscar os lugares certos para o descarte de resíduos. E que tal procurar os catadores de latinhas de alumínio para entregar as suas em vez de jogá-las no chão? Esses profissionais costumam acompanhar o deslocamento dos blocos justamente para juntar mais desse material e vender.
Outra ideia é investir em reutilizáveis. Em vez de ficar comprando e descartando garrafas plásticas, por que não levar de casa seu copo retrátil ou squeeze? Existem versões desses dois itens que têm alças para você pendurá-los no pescoço e deixar as mãos livres para dançar. E consumir de forma consciente é uma atitude para adotar além do Carnaval, certo?
5 atitudes legais para adotar no Carnaval
– Nunca jogar lixo na rua.
– Entregar latas para catadores que as destinam para a reciclagem.
– Substituir embalagens de uso único (como copos de água individuais) por itens que podem ser compartilhados. Que tal apostar em uma garrafa de água grande e cada amigo toma no seu copo reutilizável?
– Glitter e purpurina apenas biodegradáveis!
– Não compre novas fantasias ou adereços. Dê cara nova a acessórios que você já tem em casa.
Fonte: www.natura.com.br / Acesso em 22/02/2020.
Foto do fim de um dos dias de desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro em 2018.
Fonte: www.organicsnewbrasil.com.br/ Acesso em 22/02/2020.
Com base nos textos acima, redija uma dissertação argumentativa, com 30 linhas de tamanho máximo, na modalidade padrão da Língua Portuguesa, sobre o tema: O lado negativo do carnaval.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br