
👋 Olá, RedAluno! Você sabia que citar a negligência governamental em sua redação pode ser uma estratégia poderosa para desenvolver argumentos críticos e bem fundamentados? Utilizar esse tipo de argumento não apenas mostra que você está bem informado, mas também que sabe relacionar diversas áreas do conhecimento para construir um texto coerente e persuasivo. Vamos explorar como fazer isso de maneira eficaz, utilizando sinônimos, repertórios e argumentos.
🔍 Confira esse vídeo da professora Chay, onde ela mostra tudo sobre como citar a negligência governamental na redação:
A negligência governamental ocorre quando o Estado — seja no âmbito municipal, estadual ou federal — falha em cumprir seus deveres constitucionais, como garantir saúde, educação, segurança, infraestrutura, entre outros direitos básicos da população. Essa omissão pode ser intencional, por má gestão, ou estrutural, por falta de planejamento e investimentos.
📝 Sim, é possível e altamente relevante criticar o governo na redação, pois ele é responsável pela administração de todo o território nacional. Quando o governo falha em suas obrigações, isso impacta negativamente diversas áreas. Vamos ver como criticar o governo em diferentes eixos temáticos:
A falta de políticas inclusivas para pessoas com deficiência: A negligência governamental perpetua a exclusão social ao não implementar políticas que garantam a inclusão de pessoas com deficiência nas escolas.
Infraestrutura escolar precária: A ausência de investimentos na manutenção e melhoria das instalações escolares demonstra a ineficácia governamental em oferecer um ambiente adequado para a aprendizagem.
Evasão escolar: A falta de programas eficazes de combate à evasão escolar é um claro exemplo de como a negligência governamental afeta o futuro dos jovens e perpetua o ciclo de pobreza.
Sistema de saúde sobrecarregado: A negligência governamental em não aumentar o investimento e a estrutura do sistema de saúde pública resulta em hospitais superlotados e atendimento inadequado.
Falta de profissionais de saúde: A escassez de médicos e enfermeiros em regiões periféricas e rurais é um reflexo direto da falha do governo em garantir a distribuição equitativa de profissionais de saúde.
Ausência de campanhas de prevenção: A negligência do governo em não realizar campanhas educativas de prevenção de doenças como dengue e Zika coloca a população em risco constante.
Violência urbana: A omissão estatal no combate à violência urbana é um indicativo claro de sua falha em garantir a segurança pública.
Falta de policiamento nas áreas periféricas: A negligência governamental em não garantir policiamento adequado em áreas periféricas contribui para o aumento da criminalidade e sensação de insegurança.
Sistema prisional desumano: A falta de reforma no sistema prisional e a negligência em garantir condições dignas para os detentos refletem a ineficácia governamental.
Desmatamento desenfreado: A ausência de políticas ambientais efetivas para combater o desmatamento na Amazônia é um exemplo de negligência governamental que tem consequências globais.
Poluição das águas: A falta de fiscalização de indústrias poluentes demonstra a falha do governo em proteger os recursos hídricos.
Falta de incentivo à energia renovável: A inércia do governo em promover o uso de energias renováveis atrasa a transição para uma economia sustentável.
Para citar a negligência governamental na redação, é essencial mostrar que o governo está falhando em cumprir suas obrigações em diversas áreas. Use argumentos bem estruturados e repertórios socioculturais para comprovar seu ponto de vista.
Usar autores e conceitos da Sociologia na redação é uma excelente forma de enriquecer seu texto e mostrar domínio de repertório legitimado.
Bauman defende que as estruturas sociais atuais são frágeis e instáveis, inclusive o papel do Estado. A negligência governamental, nesse sentido, é consequência de uma modernidade em que os vínculos entre o poder público e a sociedade são frágeis e ineficazes.
“Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na modernidade líquida, as instituições perdem sua rigidez e previsibilidade. Isso se reflete na incapacidade do Estado de oferecer respostas sólidas e imediatas às demandas sociais, como visto em situações de negligência governamental.”
Durkheim defendia que a coesão social depende da atuação organizada de todas as instituições, especialmente do Estado. A negligência do poder público enfraquece essa coesão, gerando rupturas e aumento da desigualdade.
“Durkheim destaca a importância da solidariedade orgânica para o funcionamento da sociedade moderna. Quando o Estado falha em cumprir seu papel, como em casos de negligência, rompe-se o equilíbrio social necessário para o bem-estar coletivo.”
Bourdieu explica que as instituições tendem a reproduzir desigualdades. A omissão governamental, especialmente em áreas periféricas, reforça a exclusão social e o abandono de populações vulneráveis.
“A partir do pensamento de Pierre Bourdieu, compreende-se que a negligência estatal contribui para a reprodução de desigualdades históricas, ao negar acesso a políticas públicas essenciais, perpetuando a marginalização de certos grupos sociais.”
Se o tema da redação for “A negligência do Estado e seus impactos na sociedade”, você pode construir um parágrafo com a seguinte estrutura:
“Sob a ótica de Zygmunt Bauman, a fragilidade das instituições na modernidade líquida contribui para a incapacidade do Estado de agir com eficiência diante de demandas sociais. Esse fenômeno é evidente em situações de negligência governamental, como a falta de ações preventivas no caso das enchentes no RS, em 2024, que resultaram em prejuízos irreparáveis para milhares de brasileiros.”
Citar casos reais atualizados demonstra repertório sociocultural legitimado, um dos critérios da competência 2 da redação do Enem. Abaixo estão exemplos recentes e relevantes que você pode usar:
A demora do poder público em agir antes e durante as enchentes — mesmo com alertas da Defesa Civil — evidenciou a negligência estatal. Cidades como Porto Alegre, Canoas e Roca Sales ficaram dias sem água potável, energia e abrigos adequados.
Mesmo após o desabamento em 2016, a estrutura voltou a apresentar falhas em 2024. O governo foi alertado por relatórios técnicos, mas não tomou providências, configurando negligência na manutenção da infraestrutura urbana.
A omissão do Estado diante do avanço do garimpo ilegal e da fome entre os indígenas Yanomami — que causou centenas de mortes — é um caso emblemático. Além disso, houve negligência nos sistemas de saúde e fiscalização ambiental na região Norte.
Segundo o TCU, em 2024 havia mais de 14 mil obras paradas no país, incluindo escolas, hospitais e rodovias. Muitas delas foram iniciadas há anos e nunca concluídas, prejudicando milhares de brasileiros.
Mesmo após os piores momentos da pandemia, muitos estudantes da rede pública seguem sem acesso à internet ou equipamentos adequados, mostrando falta de políticas públicas consistentes para inclusão digital.
“Um exemplo recente de negligência governamental pode ser observado na tragédia climática do Rio Grande do Sul em 2024, na qual a ausência de medidas preventivas, mesmo após alertas prévios, agravou os impactos das enchentes sobre a população.”
A tragédia das enchentes no Rio Grande do Sul em 2024 é um exemplo recente e marcante de negligência governamental na gestão de riscos ambientais e no atendimento às vítimas. Foram centenas de mortos e milhares de desabrigados, principalmente em cidades como Porto Alegre, Canoas, São Leopoldo e Roca Sales.
Apesar de alertas prévios da Defesa Civil e de especialistas em climatologia, o poder público demorou a agir, falhou na prevenção e, após a catástrofe, mostrou lentidão em oferecer infraestrutura básica, como água potável, energia elétrica e acolhimento.
“A tragédia no Rio Grande do Sul, em 2024, escancarou os efeitos da negligência governamental diante de riscos ambientais previsíveis. Mesmo com alertas técnicos, faltaram ações preventivas eficazes, o que agravou o sofrimento das populações afetadas, evidenciando falhas estruturais na gestão de crises e na proteção dos direitos básicos dos cidadãos.”
Para criticar o governo você pode usar exemplos como:
Estes são os sinônimos para negligência governamental:
🏅 A seguir, mostraremos um exemplo de redação nota 1000 que utilizou a negligência governamental como argumento.
Alessandra Ribeiro – 21 anos (Teresina – PI)
Introdução
A Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948 prevê a todos os direitos à igualdade e à dignidade. Porém, na contemporaneidade brasileira, a concretização da garantia em voga é dificultada pelos desafios relacionados ao enfrentamento da invisibilidade do trabalho de cuidado realizado pela
mulher. Tal cenário ocorre, em especial, devido à morosidade estatal e à má formação sociocultural.
Desenvolvimento 1
De início, é imprescindível ressaltar a desassistência do Poder Público como fator agravante do diminuto reconhecimento social em questão. A partir da perspectiva citada, segundo o filósofo Friedrich Hegel, o Estado é o pilar inicial de uma nação, isto é, constitui o meio correferido à atenuação das
mazelas sociais. No entanto, o Governo permanece ineficaz, no tocante à efetivação do referido princípio, em virtude da escassez de investimentos voltados a combater a invisibilização do trabalho de cuidado feminino, visto que diversas mulheres, principalmente das classes mais baixas, sofrem com a baixa remuneração e cargos exaustivos de afazeres domésticos e de cuidados às pessoas que demandam serviços de assistência, como crianças e idosos, o que mostra a negligência das autoridades em oferecer iguais oportunidades de empregos remunerados a ambos os sexos. Como efeito, enquanto persistir a insuficiência governamental, a desigualdade de gênero continuará a crescer.
Desenvolvimento 2
Ademais, a precária formação sociocultural ratifica a preocupante situação mencionada. Sob essa óptica, de acordo com o educador Paulo Freire, “Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela,
tampouco, a sociedade muda”. Todavia, percebe-se que a escola não oferece uma instrução qualificada, no tangente à aprendizagem das consequências da desvalorização das atividades de cuidado realizadas pelas mulheres, já que grande parte das instituições educacionais foca em um ensino extremamente
conteudista, pouco voltado para debates cívicos acerca das questões de gênero. Além disso, notabiliza-se a letargia familiar, uma vez que é ínfima a transmissão de princípios e de valores referentes à importância da divisão de tarefas diárias de forma igualitária entre os sexos, porquanto a normalização da mentalidade patriarcal é reflexo da não prioridade dada ao assunto em análise. Logo, há um aumento considerável do preconceito contra a mulher no cotidiano brasileiro.
Conclusão
Diante dos fatos supracitados, o Estado, agente regulador da comunidade, deve mobilizar a iniciativa privada por meio de investimentos e de incentivos fiscais direcionados ao combate à invisibilidade do trabalho de auxílio feito pela mulher. Simultaneamente, é fundamental que a escola, aliada à família, oriente e eduque os alunos, desde a tenra idade, por intermédio de palestras, atividades lúdicas, diálogo e exemplos, que expliquem a importância da igualdade de gênero e do respeito a todos. Assim, os direitos à igualdade e à dignidade, previstos na Declaração Universal dos Direitos Humanos, poderão ser efetivados.

Agora que você já sabe como usar a negligência governamental na sua redação, utilizar repertórios que comprovem, sinônimos e exemplos, ao acessar nossa plataforma você conseguirá colocar tudo isso em prática e escrever uma redação nota 1000. Continue a praticar redação e boa sorte.
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Se existe uma parte da redação do ENEM que tira o sono dos candidatos, é o desenvolvimento argumentativo. É nele que você mostra se realmente sabe defender um ponto de vista com profundidade, coerência e repertório sociocultural. Não é exagero dizer que o desenvolvimento separa as redações medianas das redações nota 1000. Muitos alunos até conseguem fazer introduções criativas, mas travam na hora de argumentar. Isso porque, além de organizar ideias, é preciso estruturar causas, consequências e soluções de forma consistente. Como desenvolver uma boa argumentação? Uma boa argumentação não nasce do improviso: ela precisa seguir uma estrutura lógica. Pense no parágrafo como uma corrente de ideias: cada elo precisa estar bem conectado. 📌 Estrutura clássica do desenvolvimento: ⚠️ A falha mais comum dos estudantes é “jogar” repertórios sem explicá-los. No ENEM, o corretor espera explicação, análise e vínculo com a tese. Como fazer um desenvolvimento de argumentos? No desenvolvimento, cada parágrafo deve trabalhar um argumento distinto, sempre ligado à tese apresentada na introdução. 📌 Funções dos parágrafos: Esse equilíbrio mostra que o aluno sabe olhar para o tema de diferentes ângulos. 🔎 Exemplo prático:Tema → evasão escolar. O que falar no desenvolvimento 1? No Desenvolvimento 1, você deve: ✅ Exemplo:“Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete o acesso da população a políticas públicas de segurança, o que intensifica a violência urbana.” O que falar no desenvolvimento 2? O Desenvolvimento 2 deve acrescentar uma nova camada de análise. Pode ser: ✅ Exemplo:“Além disso, a desinformação midiática reforça preconceitos sociais e dificulta a formação de uma consciência crítica.” Quais são 5 estratégias argumentativas? Para variar sua redação e evitar repetições, use diferentes estratégias: Essas estratégias dão densidade e credibilidade ao texto. Que palavras devo usar para iniciar uma argumentação? O início de cada parágrafo deve ter coesão. Não comece de forma brusca. Use conectivos que guiem o corretor pela sua linha de raciocínio. Passo a passo para fazer a argumentação perfeita Aqui está o roteiro definitivo: ✅ Exemplo de parágrafo completo “Diante desse cenário, observa-se que a negligência governamental compromete a permanência escolar de milhares de adolescentes brasileiros. Segundo o IBGE, mais de 1,5 milhão de jovens entre 15 e 17 anos estavam fora da escola em 2022, dado que comprova a falta de políticas públicas eficazes de inclusão. Com efeito, a ausência de programas de permanência e apoio socioeconômico gera um quadro alarmante, em que estudantes de famílias vulneráveis abandonam os estudos para ingressar precocemente no mercado de trabalho. Exemplo disso é que, segundo o Unicef, o Brasil registrou aumento de 24% no trabalho infantil durante a pandemia, o que reforça a relação entre desigualdade social e evasão escolar. Essa falha resulta na exclusão social de milhares de jovens, perpetuando o ciclo da pobreza e limitando suas oportunidades de ascensão. Em suma, a ausência de políticas educacionais eficazes aprofunda a desigualdade e reforça a urgência de medidas estatais para garantir o direito à educação.” Conclusão O desenvolvimento é o coração da sua redação. É nele que você mostra: 📌 Resumindo: um parágrafo perfeito tem tópico frasal + repertório + aprofundamento + consequência + fechamento. 👉 No Redação Online, você encontra mais de 1.200 temas de redação para treinar, com correção detalhada em cada competência.Faltam apenas 2 meses para o ENEM. Não deixe a sua argumentação ser o motivo de perder pontos.
Talvez você já tenha ouvido alguém dizer em tom de brincadeira: “Vou parar no CAPS”.Mas o que muita gente não sabe é que o CAPS – Centro de Atenção Psicossocial – é uma política pública essencial para o Brasil. Esses centros representam um avanço no cuidado com a saúde mental e podem ser utilizados como repertório sociocultural poderoso em diferentes temas de redação. O que é o CAPS e qual a sua função? O CAPS (Centro de Atenção Psicossocial) é um serviço de saúde pública voltado para o tratamento de pessoas em sofrimento psíquico grave e persistente. Ele substitui em parte o modelo hospitalar psiquiátrico, priorizando o cuidado comunitário e a reintegração social. Sua principal função é oferecer atendimento humanizado a quem enfrenta transtornos mentais ou dependência de álcool e drogas, evitando o isolamento e promovendo inclusão social. Qual é a função do sistema CAPS? O sistema CAPS está organizado em modalidades (CAPS I, II, III, CAPS ad, CAPS i, etc.), que variam conforme o porte do município e a complexidade dos atendimentos. A função central é: Agora que entendemos a função, vamos responder outra dúvida comum. O que é o sistema CAPS? O sistema CAPS é parte da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), criada pelo SUS, e atua em conjunto com Unidades Básicas de Saúde, hospitais gerais e serviços de emergência. Ele busca romper com o antigo modelo de manicômios e garantir que a saúde mental seja tratada como um direito humano básico. O que é CAPS na gíria? Na linguagem popular, muitas vezes o termo “CAPS” é usado como piada ou gíria para falar de problemas de saúde mental. Mas essa banalização esconde a seriedade do tema. Na redação, esse uso não deve ser feito de forma irônica. Ao contrário, é uma oportunidade de mostrar conhecimento crítico sobre políticas públicas de saúde mental no Brasil. Como usar o CAPS na redação? Você pode utilizar o CAPS em temas que envolvam saúde mental, políticas públicas, dependência química e direitos humanos. Exemplo de frase argumentativa: “De acordo com os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), criados pelo SUS, o atendimento comunitário é fundamental para reduzir o estigma da saúde mental e promover inclusão social.” Exemplo de introdução (3 períodos, padrão ENEM): A negligência estatal em relação à saúde mental compromete diretamente a qualidade de vida da população. Nesse cenário, os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), instituídos pelo SUS para oferecer acolhimento e tratamento comunitário, representam uma política pública essencial. Entretanto, a limitação de recursos e o estigma social ainda dificultam o acesso, o que perpetua tanto o sofrimento psíquico quanto a exclusão social. Quais temáticas de redação permitem usar o CAPS? Conclusão O CAPS é mais do que uma sigla usada em memes: é uma política pública estratégica e um repertório sociocultural legítimo para redações do ENEM e vestibulares. Ao incluí-lo nos seus textos, você mostra conhecimento crítico, capacidade de argumentação e domínio sobre a realidade brasileira. 📌 Resumindo: use o CAPS para discutir saúde mental, políticas públicas e inclusão social.
Nos últimos anos, o critério de uso produtivo do repertório sociocultural tornou-se fundamental para a correção da redação do ENEM. Isso aconteceu porque muitos alunos passaram a citar repertórios de maneira superficial, sem estabelecer uma relação clara com o tema ou sem usá-los para aprofundar a argumentação. Se você já ouviu falar sobre repertório sociocultural, mas ainda tem dúvidas sobre como usá-lo corretamente para garantir uma nota alta, este post vai esclarecer tudo! O que é repertório sociocultural na redação do ENEM? O repertório sociocultural é o conhecimento externo que pode ser utilizado na redação para sustentar os argumentos. Ele pode ser baseado em diferentes fontes, como: Mas atenção! Não basta apenas inserir um repertório na redação – ele precisa ser: 1️⃣ Legitimado → deve vir de uma fonte confiável, como livros acadêmicos, documentos oficiais, pesquisas científicas ou eventos históricos bem documentados. 2️⃣ Pertinente → o repertório deve estar diretamente relacionado ao tema da redação. Por exemplo, se o tema for “A importância da educação financeira no Brasil”, não adianta citar um filósofo da Idade Média que nunca abordou economia. Dessa forma, é essencial selecionar referências que tenham conexão com a proposta para fortalecer a argumentação. 3️⃣ Produtivo → precisa contribuir para a progressão do argumento, aprofundando a reflexão e ajudando a construir um raciocínio sólido. Se um repertório não cumprir esses critérios, ele pode ser considerado superficial e levar à perda de pontos na Competência II. O que é um repertório com uso produtivo? Agora que já sabemos o que é um repertório sociocultural, vamos entender o que faz com que ele seja considerado produtivo. Um repertório produtivo é aquele que não apenas complementa a argumentação, mas também ajuda a construir um raciocínio forte e aprofundado. Como tornar um repertório produtivo dentro da argumentação? Agora que você entendeu o que é um repertório produtivo, vamos à pergunta mais importante: como garantir que ele realmente agregue valor à sua redação? Para isso, a chave para tornar um repertório produtivo é integrá-lo ao argumento de maneira lógica, de modo que ele ajude a aprofundar a reflexão sobre o tema. Quais os critérios de avaliação da Competência II? A Competência II avalia se o candidato compreende o tema e utiliza repertórios de forma estratégica. Veja a tabela abaixo com os critérios de avaliação: 📊 Tabela de avaliação da Competência II COMPETÊNCIA II Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa 1 Tangência ao tema OU ➔ Texto composto por aglomerado caótico de PALAVRAS OU ➔ Traços constantes de outros tipos textuais 2 Abordagem completa do tema E ➔ 3 partes do texto (2 delas embrionárias) OU ➔ Conclusão finalizada por frase incompleta Redações que apresentam muitos trechos de cópia não devem ultrapassar este nível 3 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (1 delas pode ser embrionária) Redações com corpo do texto composto por até 8 linhas em que não é possível reconhecer as 3 partes não devem ultrapassar este nível E ➔ Repertório baseado nos textos motivadores E/OU ➔ Repertório não legitimado E/OU ➔ Repertório legitimado, MAS não pertinente ao tema 4 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, SEM uso produtivo 5 Abordagem completa do tema E 3 partes do texto (nenhuma delas embrionária) E Repertório legitimado E pertinente ao tema, COM uso produtivo Como inserir repertórios na redação de forma natural? Uma das maiores dificuldades dos vestibulandos é saber como introduzir repertórios sem parecer forçado. Aqui estão algumas estratégias para incorporar referências de forma fluida na argumentação: 📚 Para livros e autores 📜 Para leis e documentos oficiais 📊 Para dados estatísticos e pesquisas ✔ Similarmente ao que é evidenciado nas estatísticas…✔ Embora as pesquisas indiquem [dado estatístico], na realidade… Usar essas frases ajuda a introduzir repertórios de maneira mais natural, evitando que eles pareçam soltos ou artificiais no texto. Como transformar um repertório comum em um repertório produtivo? Abaixo, trazemos exemplos reais de como um repertório pode ser mal utilizado e como transformá-lo em um repertório produtivo. 📌 Tema: “Os desafios da inclusão de pessoas com deficiência no Brasil” ❌ Exemplo de repertório NÃO produtivo: “A Constituição Federal garante que todos os cidadãos são iguais perante a lei. Portanto, a inclusão de pessoas com deficiência deve ser assegurada no Brasil.” ✅ Exemplo de repertório produtivo: “A Constituição Federal assegura que todos os cidadãos são iguais perante a lei, independentemente de qualquer condição. No entanto, apesar dessa garantia legal, a inclusão de pessoas com deficiência ainda enfrenta desafios estruturais no Brasil. Segundo o IBGE (2019), apenas 39% das escolas possuem infraestrutura acessível. Esse dado demonstra que, embora a legislação exista, a realidade ainda apresenta barreiras que dificultam a plena inclusão, evidenciando a necessidade de políticas públicas eficazes para garantir a acessibilidade e o direito à educação para todos.” 🔎 Por que o segundo exemplo é melhor? Conclusão Por fim, agora que entendemos o conceito de repertório produtivo, fica claro que não basta apenas citar referências socioculturais – o mais importante é integrá-las ao argumento e utilizá-las estrategicamente. O uso de um repertório legitimado, pertinente e produtivo é essencial para garantir uma argumentação sólida e alcançar a nota máxima na Competência II. Isso significa que você precisa contextualizar bem suas referências, conectá-las ao argumento central da redação e usá-las para aprofundar a discussão. Se você ainda tem dúvidas sobre como aplicar um repertório de forma produtiva, a melhor maneira de aprender é praticando. 👉 Quer testar sua redação e receber um feedback detalhado sobre o uso do repertório?
A redação do Enem é uma das partes mais temidas pelos estudantes, pois ela exige não apenas o domínio da escrita, mas também a habilidade de argumentar e defender um ponto de vista de maneira coesa e estruturada. Um erro comum é não entender os critérios que podem levar a uma nota zero, o que resulta na desclassificação automática da prova. Neste post, vamos explorar em detalhes os 12 motivos que podem levar nota zero na redação do Enem, e como você pode evitá-los. A seguir, você também encontrará respostas para as perguntas mais comuns sobre zerar a redação do Enem. 12 motivos para nota zero na redação do Enem 1. Fuga total ao tema Proposto Esse erro acontece quando o candidato escreve sobre um assunto completamente diferente do tema solicitado. No Enem, o tema da redação é claro e deve ser seguido rigorosamente. Se o tema é “Desafios da educação no Brasil”, por exemplo, falar sobre “Violência urbana” seria fugir totalmente do tema. 2. Texto com menos de 7 linhas Um texto com menos de sete linhas é considerado insuficiente para desenvolver uma argumentação sólida e, por isso, leva automaticamente a nota zero. Redações muito curtas não conseguem expor as ideias e argumentações de maneira completa. Por exemplo, um candidato que, devido ao nervosismo, escreve apenas seis linhas sem desenvolver nenhum argumento completo. 3. Desrespeito aos Direitos Humanos O Enem valoriza o respeito aos direitos humanos e qualquer discurso que incite violência, preconceito ou discriminação resultará em nota zero. Declarações que ofendem, discriminam ou incitam ódio contra qualquer grupo ou indivíduo. Por exemplo, propor soluções para o tema da redação que envolvam ações violentas ou que prejudiquem grupos específicos, como sugerir o uso de força policial desproporcional contra manifestantes. 4. Parte desconectada do Texto Inserir trechos que não se conectam com o restante do texto, como copiar trechos de outros textos ou introduzir assuntos irrelevantes, leva à desclassificação. 5. Texto Escrito em Língua Estrangeira A redação do Enem deve ser escrita em português. Qualquer parte do texto que seja escrita em outro idioma resultará em nota zero. 6. Folha em Branco leva à nota zero Entregar a folha de redação em branco, sem qualquer tentativa de escrita, leva automaticamente à nota zero. 7. Texto Considerado Proposta de Anulação Se o texto é interpretado como uma tentativa de anular a prova, ele receberá nota zero. 8. Impropérios, Desenhos e Outras Formas Propositalmente Desrespeitosas O uso de palavrões, impropérios, ou inserir desenhos e rabiscos na redação são atitudes que resultam em desclassificação. 9. Assinatura ou Identificação Fora do Local Adequado Identificar-se fora do local indicado para isso é considerado uma violação das regras do exame e leva à nota zero. 10. Letra Ilegível Se o corretor não consegue ler o que foi escrito, o texto não poderá ser avaliado e receberá nota zero. 11. Texto Fora do Gênero Dissertativo-Argumentativo O Enem exige um texto dissertativo-argumentativo. Qualquer outro gênero textual, como narrativas ou poesias, resultará em nota zero. 12. Cópia com trecho de mais de 7 linhas produzido pelo participante Os textos que, além da cópia, não apresentarem mais de 7 linhas de produção própria do participante devem ser anulados como “Cópia”, desde que a produção total ocupe mais de 7 linhas da folha de redação. Vale lembrar que consideramos linhas com cópia aquelas compostas, integral ou parcialmente, por trechos de cópia da Prova de Redação e/ou do Caderno de Questões. O que acontece se eu tirar nota zero na redação do Enem? Zerar a redação do Enem significa que você não poderá utilizar a sua nota para ingressar em universidades públicas ou privadas através do Sisu, Prouni ou Fies. Também pode comprometer sua chance de se classificar para programas de bolsas de estudo e intercâmbios. O que significa zerar a redação do Enem? Zerar a redação do Enem ocorre quando o candidato comete um dos 12 erros listados acima, como fuga ao tema ou desrespeito aos direitos humanos, resultando em uma pontuação de zero pontos na redação. Quantas pessoas zeraram a redação do Enem? O número de pessoas que zeram a redação do Enem varia a cada edição do exame. Em 2022, por exemplo, cerca de 1,19% dos candidatos zeraram a redação, o que corresponde a mais de 20 mil pessoas. Esse número reflete a importância de seguir as diretrizes e evitar os erros que podem levar à nota zero. Por fim, Zerar a redação do Enem é um risco real para qualquer candidato que não esteja atento aos critérios exigidos. Evitar os 12 motivos que levam à nota zero é crucial para garantir que seu esforço seja recompensado com uma boa pontuação. Além de seguir as orientações específicas para a redação do Enem, é importante praticar bastante e desenvolver uma escrita clara e objetiva. Mantenha o foco no tema, desenvolva seus argumentos de forma estruturada e não se esqueça de incluir uma proposta de intervenção sólida. Com essas estratégias, você estará no caminho certo para uma redação de sucesso no Enem.