7. Simulados

As provas de vestibular não testam só o conhecimento do candidato, mas também como esse estudante consegue lidar com a adversidade, com a pressão e com o tempo.

Por isso, fazer simulados e provas dos anos anteriores faz toda a diferença na preparação para qualquer exame. A sugestão é cronometrar três minutos para cada questão e, depois, olhar os erros e checar se foram cometidos por ansiedade, falta de controle de tempo, distração ou falta de conhecimento. 

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8. Imprevistos e flexibilidade

Imprevistos acontecem. E seu plano de estudos precisa englobar isso. Seja por algum problema pessoal, uma consulta médica, o trânsito no deslocamento ou até uma tarefa atrasada porque você estava muito cansado: sua rotina precisa prever que algumas matérias ou exercícios podem ficar pendentes por conta do imprevisível.

Por isso, é importante separar um tempinho semanalmente para recuperar o que ficou faltando. 

Além de estar preparado para imprevistos, também é importante ser flexível em algumas situações. Quando se monta um plano de estudos, por exemplo, é preciso inserir as matérias e seus horários, mas os especialistas alertam que não se deve colocar um tempo fixo por matéria. “Se você teve mais dificuldade em certo tema dentro da matéria em uma semana, não quer dizer que terá a mesma dificuldade na próxima. Portanto, a flexibilidade não pode ficar de fora do bom planejamento, cada semana terá uma distribuição de tempo para cada matéria. O plano precisa ser orgânico, de acordo com cenário de estudo daquele momento”, explica Márcio Guedes. 

9. Tempo para dúvidas

Aquele candidato que chega no vestibular com seus conhecimentos plenos, embasados e concretizados, com seu ‘calcanhar de Aquiles’ revisado, aumenta muito a chance de sucesso nas provas. Por isso, deixar um tempo na sua semana para resolver as dúvidas é fundamental.

10. Alimentação e sono

Como já mencionado, suas refeições precisam fazer parte do plano de estudos. A alimentação também deve ser equilibrada, evitando excessos e restrições severas. Para o bom funcionamento do cérebro, é necessário consumir nutrientes presentes em todos os grupos alimentares. 

O planejamento também contribui para você não precisar virar noites estudando – afinal, noites mal dormidas levarão ao esgotamento físico e mental. Além disso, o processo de memorização e consolidação da aprendizagem ocorre durante o sono profundo.

11. Revisite o plano ao longo das semanas

Outra indicação é revisitar o plano ao longo da execução – “Como estou? Estou rendendo bem? Como está o sono? O que está me deixando mais cansado? Estou irritado? Estou com uma alimentação boa?”

É importante olhar para trás e ver o que foi feito, o que produziu e como estudou. E também olhar para a frente, para o futuro daquele plano, e ver o que falta. Nesse momento, o estudante desenvolve o autoconhecimento e entende seu ritmo de produção. 

Ter um olhar crítico sobre o cronograma facilita a correção de estratégias que não estão funcionando para você. Quando detectar um problema, tente fazer pequenos ajustes para melhorar o rendimento. Além disso, seguir a mesma rotina com muita rigidez durante um ano inteiro é cansativo. Adaptações bem pensadas ao longo do caminho ajudam a manter o ritmo e o ânimo.

Mas nada de ficar mudando o plano o tempo todo. “Se o estudante mudar o plano com frequência, ele pode se desviar muito e, às vezes, até por questões emocionais, usar isso como se fosse uma espécie de fuga. Sem perceber, o jovem acaba criando uma armadilha física e mental”, explica o coordenador do Poliedro.

12. Plano de estudos do ano passado

E se for seu segundo ano vestibular e você já tiver um plano de estudos? Será que vale mais a pena repeti-lo ou começar do zero? Segundo os especialistas, nenhuma das opções. 

O primeiro passo é analisar seu antigo plano de estudos de forma crítica e realista, considerando seu comportamento e seus resultados. Você conseguiu cumpri-lo? Quais foram as maiores dificuldades? Nas provas, seus erros foram por não saber o conteúdo de quais disciplinas? Essas matérias receberam a devida atenção no último ano?

Com esse tipo de questionamento, fica mais fácil ver o que pode ser melhorado e fazer os ajustes necessários. Sem contar que uma mudança na rotina pode ser o que estava faltando para aumentar sua motivação. “Pequenas mudanças são fundamentais para que o segundo ano de preparação não seja muito maçante”, afirma Terra Neto. 

13. Preparação mental

Com todas essas dicas, em termos técnicos, você está mais do que preparado para elaborar um plano de estudos perfeito. Mas seu trabalho não acaba por aqui. Existe mais um fator que é fundamental para o cronograma sair do papel: a questão comportamental. 

“O estudante precisa moldar sua cabeça e preparar-se emocionalmente e racionalmente para um ano de pré-vestibular, esteja ele matriculado em um cursinho ou não. Antes de tudo, é necessário entender que esse é um projeto que vale a pena investir”, diz Márcio Guedes. 

Ou seja, vai ser preciso abrir mão de algumas coisas e levar o plano a sério com foco e comprometimento. A dica do coordenador é se esforçar bastante nas primeiras seis semanas. Depois desse tempo, o estudante já se habitua e consegue manter a disciplina, ditando o ritmo do ano e se aproximando cada vez mais da aprovação. 

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