
Cultura do cancelamento, um termo que há pouquíssimo tempo nem ouvíamos falar sobre e que hoje já está tão presente em nosso dia a dia digital que nos parece natural.
Inicialmente, é muito importante que você compreenda como um comportamento se transforma em cultura, afinal, existem princípios para isso e entendê-los é parte fundamental para a compreensão deste tema.
Neste roteiro, procuramos criar para você um percurso lógico, que faça todo o sentido e que te permita traçar uma linha comparativa entre pontos positivos e negativos a partir de uma mesma temática.
Além disso, não se esqueça de que, apesar de bastante comentada atualmente, ainda é uma novidade e sua redação, nesse caso, pode conter uma pequena definição ou contextualização do que é (ou deixa de ser) esse fenômeno.
Vamos conferir o que separamos para você?

1- Artigo de revista sobre a transformação provocada pela internet.
Disponível em: https://exame.com/negocios/dino_old/a-internet-transformou-a-vida-das-pessoas-shtml/
Acesso em: 03/08/2020.
Pode parecer óbvio, mas muitas vezes nos esquecemos de começar as coisas pelo início e gostaríamos que você desse uma olhadinha mais atenta na forma como a internet revolucionou o modo de viver das pessoas, principalmente aquelas com idade igual ou superior a 30 anos.
O artigo da Revista Exame traz um pequeno levantamento com índices sobre hábitos digitais das pessoas desde o início da internet no Brasil (em 1988) até 2015.
2- Artigo universitário sobre os benefícios e malefícios da internet para a cidadania, cultura e cidade.
Disponível em: um pensar sobre os beneficios e os maleficios da internet para a cidadania cultura e cidade (observatorioculturaecidade.ufscar.br)
Acesso em: 03/08/2020.
Falar sobre os malefícios e benefícios da internet, é, como diriam muitas de nossas avós, “chover no molhado”, pois o assunto já está até meio batido.
Mas a universidade UFSCAR (Universidade Federal de São Carlos) propôs uma discussão mais apurada e aprofundada a respeito do tema e que, por seus diferenciais, merece a leitura.
3- Série Control Z.
Disponível na Netflix.
Ano da primeira temporada: 2020.
Intrigas, mistérios, segredos e muitos babados são alguns dos elementos que você encontrará nesta série que estreou há pouco tempo na Netflix.
De modo resumido (mas sem spoilers), a série contará a história de um grupo de adolescentes que estuda na mesma escola e que terá seus segredos mais íntimos revelados on-line.
Inclusive, aqui no blog, temos um texto que te conta como a série Control Z pode ser usada em suas redações. CLIQUE AQUI PARA CONFERIR!

4- Artigo on-line com as definições
Disponível em: o que e cultura do cancelamento 164153 (canaltech.com.br)
Acesso em: 03/08/2020.
Está se sentindo perdido (a) e quer saber um pouco mais sobre o que é, na verdade, a tal cultura do cancelamento? O artigo do Canal Tech te ajuda a esclarecer suas dúvidas.
E o melhor: o artigo é de maio de 2020 e, por isso, está com informações hiperatualizadas.
5- Artigo on-line sobre o termo do ano de 2019.
Disponível em: a cultura de cancelamento foi eleita como termo do ano em 2019 156809 (canaltech.com.br)
Acesso em: 03/08/2020.
Gente, este assunto não está fraco não, tanto que ele ganhou o prêmio de termo do ano em 2019 por tanto ser utilizado.
Também do Canal Tech, o artigo te conta um pouco sobre a cultura do cancelamento e o processo até que ela ganhasse o prêmio em 2019.
6- Artigos com opiniões diversas sobre a cultura do cancelamento.
Disponíveis em:
cultura do cancelamento precisamos mesmo cancelar as pessoas 0320 (agazeta.com.br)
cancelamento nao e boa forma de apontar erros como afeta a saude mental (uol.com.br)
o tribunal da internet e os efeitos da cultura do cancelamento (migalhas.com.br)
a cultura do cancelamento um dos perigos das redes sociais para as marcas (economia.uol.com.br)
Acesso em: 03/08/2020.
Como te dissemos no início, é muito importante que você seja capaz de formular um paralelo entre visões positivas e negativas a respeito do tema da cultura do cancelamento e, para isso, nada melhor do que ler variadas opiniões. Com esse objetivo, selecionamos quatro artigos para sua análise.

7- Vídeo no YouTube sobre a cultura do cancelamento.
Disponível em: youtube.com
Acesso em: 03/08/2020.
O vídeo selecionado é mais um bate-papo entre o filósofo Luis Felipe Pondé e o jornalista e escritor Leandro Narloch. A produção está repleta de muitas ideias boas e considerações relevantes que, com certeza, vão te fazer refletir mais aprofundadamente sobre a cultura do cancelamento.
8- Reportagem sobre os efeitos danosos da cultura do cancelamento.
Disponível em: internacional 53554306 (bbc.com)
Acesso em: 03/08/2020.
Um simples gesto de ok interpretado erroneamente nas redes sociais custou o emprego do americado Emmanuel Cafferty e nesta reportagem ficamos sabendo um pouco mais sobre o ocorrido.
O texto também é essencial para que possamos perceber que a cultura do cancelamento carece de critérios e não pode ser aplicada de qualquer forma, já que existem sérios prejuízos caso isso ocorra.
9- Vídeo com relato pessoal sobre a cultura do cancelamento.
Disponível em: youtube.com
Acesso em: 03/08/2020.
Que tal conhecer mais um relato de alguém que viveu os efeitos da cultura do cancelamento na própria pele? Luan Poffo, palestrante, vai te contar a experiência dele neste TED.
https://youtu.be/0n6bdyNF7hQ10- Vídeo no YouTube com conteúdo filosófico sobre o tema da semana.
Disponível em: youtube.com
Acesso em: 03/08/2020.
E é claro que não poderia deixar de constar um pouco de aparato e suporte teórico neste roteiro, mas, para que a referência fique mais dinâmica, selecionamos um vídeo que aborda a relação entre a cultura do cancelamento e a filosofia de Michel Foucault.
Para quem precisa de referências para colocar no desenvolvimento da redação, essa é a indicação perfeita.https://youtu.be/F0HRzVtrcMQ
11- Notícia sobre a carta aberta contra a cultura do cancelamento.
Disponível em: carta aberta acirra debate sobre cultura do cancelamento nos eua (noticias.uol.com.br)
Acesso em: 03/08/2020.
Se você leu a proposta de redação, viu que há uma carta sendo assinada por pessoas bastante influentes a respeito da cultura do cancelamento e que tem causado muita polêmica nos Estados Unidos, por isso, com certeza vale a pena ler a notícia que explica um pouco mais sobre a tal carta e os desdobramentos dela.
Existem muitos outros exemplos de pessoas que foram seriamente prejudicadas pelos efeitos da cultura do cancelamento e você pode, e deve, lê-los e incluí-los, na medida em que forem coerentes, em seu texto.
Conte para nós se você já teve alguma experiência pessoal com a cultura do cancelamento e, principalmente, qual é sua opinião a respeito do movimento. Ficaremos muito felizes em termos mais e mais informações por aqui.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br