
Se você ler os relatos de quem entrou na onda das apostas virtuais, famosos jogos de azar, talvez não queira ser mais um a fazer isso… Todavia, o que parece diversão esconde riscos que ninguém conta. Nem os influenciadores digitais (é claro).
No tema de redação Enem desta semana, você vai conhecer alguns desses casos alarmantes.
Use esse artigo anterior para ajudar a escrever uma dissertação argumentativa, pensando no Enem, sobre o tema “As consequências da promoção de jogos de azar por influenciadores digitais na vida de seus seguidores”.
Portanto, os textos motivadores abaixo e os repertórios no final deste artigo também trazem mais conteúdo bom. Isso porque com eles, faça uma argumentação convincente e dê proposta de intervenção respeitando os direitos humanos para esse problema.
6 fatores de risco do jogo online
traduzido livremente beforeyoubet
Jogos de azar online: ‘Roubei £ 70.000 para alimentar meu vício’
“Eu tinha uns 18 ou 19 anos quando fiquei viciada”, diz Danielle.
“Começou com uma aposta online de £ 20, onde ganhei £ 1.000 e depois piorou muito rapidamente.”
Antes que percebesse, Danielle estava usando seu empréstimo estudantil, cheque especial e até mesmo conta de telefone para jogar online.
“Eu estava em um lugar ruim e isso preenchia um vazio em minha vida. As pessoas acham que todo mundo faz isso para ganhar dinheiro ou pela emoção, mas isso me impedia de me sentir solitária e ansiosa.”
As estatísticas publicadas pela instituição de caridade GamCare* mostram que das 38.404 ligações recebidas em seu serviço de apoio entre 2019-2020, seis em cada dez eram de pessoas com 35 anos ou menos.
Essa faixa etária também representa mais da metade dos que recebem tratamento, de acordo com o serviço The National Gambling Treatment.
Danielle tem 24 anos agora e diz que a virada veio no ano passado.
“Comecei a roubar dinheiro do trabalho e o total era quase £ 70.000 quando eles me questionaram sobre isso.”
“Na verdade, senti como se tirasse um peso enorme dos meus ombros para admitir e aceitar que precisava de ajuda.”
* instituição de caridade do Reino Unido para aumentar a conscientização e ajudar as pessoas afetadas pelos danos do jogo de azar.
traduzido livremente de bbc
Propaganda enganosa e uso de influencers para angariar clientes com proposta de renda extra
Assim como muitos, fui iludida a realizar o cadastro nesse site [Esportes da sorte] para conseguir então a prometida renda extra. Através de Deolane Bezerra, Lucas e Babal Guimarães, entre membros de suas famílias e outros tantos.
Além disso, somos induzidos a acreditar em uma proposta de renda extra através de um jogo nesse site chamado Spaceman. Irmãos, colaboradores, amigos e filhos das famílias dos influenciadores aparecem constantemente jogando, com apostas altas e normalmente ganhando muito dinheiro em suas tentativas na maioria das vezes bem sucedidas. Porém na prática isso não é verdade.
As regras do jogo a princípio não são claras e assim como todo jogo se faz necessário praticar para ganhar, porém cada prática nos custa 1 real.
(…)
Além disso, o chat é uma bagunça, não há controle, muito spam, dicas enganosas, que a gente fica sem saber se é de propósito ou não. Os influencers por sua vez aparecem apostando 50, 100, 400, 500 reais, nos passando a nítida ideia de que sim podemos ganhar também e a tal renda extra está mais próxima do que imaginamos.
(…)
Assim como o dano imenso que pode trazer a vários adolescentes que se encantam com essa proposta milagrosa dos influencers e todas as outras pessoas, assim como eu, que os seguem e confiam no que eles oferecem, que são prejudicadas pela falta de informação e levados a investir em um joguinho termo esse que eles usam ao apresentar a plataforma , em que é falado bateu a sua meta diária, saia mas como bater a meta diária e se essa meta é realmente palpável , isso já não é dito.
Fonte: reclameaqui
Sintomas de vício em jogos
Os sintomas de vício em jogos podem variar com o contexto e com a intensidade do vício em cada pessoa, mas é possível identificar alguns padrões de comportamento naqueles que já desenvolveram uma certa dependência, como por exemplo:
fonte: psicoter
artigo – sem dúvida, você já deve ter se perguntado “por que jogo de azar é proibido no Brasil, mas sites de apostas não são”; veja a resposta aqui – portal bbc português.
filme – outrossim, “Uma garota de sorte”, de 2001, é sobre uma menina de classe média alta viciada em apostas, que vê toda sua família se destruir por conta disso.
reportagem – ótima matéria da TV Record mostrando como os influenciadores digitais ganham a cada jogo perdido em apostas online!
reportagem – além disso, sabia que já existem os JA – Jogadores Anônimos? nesta matéria você vê como aumentou o número de jovens que buscam esse serviço em BH.
filme – por outro lado, “O apostador”, de 2014, mostra como um professor de literatura é também um viciado em apostas, e como isso o deixa entre a vida e a morte.
notícia – além disso,, a influenciadora Bia Miranda divulga jogos de azar online – mas muita gente está revoltada com o resultado; veja tudo aqui na reportagem da bnl data.
artigo – afinal, por que jogos de azar são viciantes assim como drogas? descubra aqui no portal bbc português!
Por fim, caso sério esse das consequências da promoção de jogos de azar por influenciadores digitais na vida de seus seguidores… e você não tinha ideia do tamanho do problema, não é?
No entanto, agora pode vir esse tema no Enem, que você já está preparado. Mas preparado, preparado, mesmo você só vai estar quando um professor da nossa equipe corrigir sua redação.
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A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br