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TEMA DE REDAÇÃO – A inclusão de transgêneros no meio acadêmico

Leia os textos abaixo e crie um texto dissertativo-argumentativo sobre Tema – A inclusão de transgêneros no meio acadêmico.

Texto 1

[…] A história de Angela se repete entre de muitas outras pessoas trans que sofrem com a falta de reconhecimento. Ela percebeu que vivendo na rua estava diretamente exposta a riscos que hora ou outra a levariam à morte. Diante disso, foi em busca de um trabalho que a proporcionasse condições mais estáveis e arrumou uma posição como office-boy em um cartório em São Carlos, interior de São Paulo. À época, ela ainda não tinha todas as características femininas, o que acredita ter facilitado sua admissão. Ficou lá por 15 anos e aproveitou o período para fazer faculdade e especialização, enquanto construía sua identidade dentro do trabalho, “com muitos enfrentamentos”, como ela mesma destaca. “Saí de lá já como Angela, com nome e identidade afirmados e consolidados”. Foi a partir dessa vivência que percebeu a importância do trabalho para sua autoafirmação e para a afirmação social também. Devido ao preconceito e a baixa escolaridade, grande parte dessas pessoas não consegue uma oportunidade no mercado de trabalho. E, mesmo as graduadas e aptas a exercerem uma profissão de alto desempenho, por vezes são recusadas por sua identidade de gênero, o que não deixa outra opção: muitas acabam na prostituição. “Você tem mais de 90%, isso é um dado da ANTRA [Associação Nacional de Travestis e Transexuais], mais de 90% de travestis e transexuais vivendo unicamente da prostituição. Isso é um aprisionamento social. A sociedade designou que esses seres humanos não possuem potencialidades para exercer outra função que não seja o trabalho sexual, aí elas são colocadas como objeto”, critica Angela.[…]

Fonte: http://economia.estadao.com.br/blogs/ecoando/transgenero-transexual-travesti-os-desafios-para-ainclusao-do-grupo-no-mercado-de-trabalho/

Exemplo Tema – A inclusão de transgêneros no meio acadêmico.

Os transgêneros não são uma invenção da modernidade. Desde a origem da civilização, quando o homem passou a viver em comunidade e fazer perguntas sobre si mesmo; ele desvendou que talvez fosse diferente do que nascera para ser. Apesar de ser uma problemática antiga, os transexuais continuam a sofrer perseguições, o que dificulta sua entrada no mercado de trabalho, quiçá, em uma universidade.
Transgênero nada mais é que o nome dado àqueles que sentem possuir um gênero diferente daquele do seu nascimento. Assim, essas pessoas que já possuem problemas de aceitação consigo mesmas, ainda têm que passar toda sua vida provando para os outros que podem sim expressar sua própria individualidade. Exemplo disso, são as escolas, ambiente que deveria ser comunitário, mas se torna uma verdadeira prova de fogo, por ser composta por alunos carregados de preconceitos.
Além disso, é na própria instituição que se constrói parte do caráter e da personalidade de cada um e se na escola é difícil, a estádia na faculdade é quase insustentável, tanto pela dificuldade de permanência quanto a de se manter. Assim, por falta de emprego, mais de 90% dos transgêneros se voltam para a prostituição, segundo dados da Associação Nacional de Travestis e Transexuais, e isso mostra que por mais que um transexual consiga ingressar em um curso superior, as dificuldades diárias, muitas vezes, o tira de lá.
Fica claro, portanto, a necessidade de mudar a sociedade como um todo e para que isso ocorra, o tratamento para a doença do preconceito deve ser dado cedo, em idade escolar. Dessa forma, cabe ao Ministério da Educação incluir, nas disciplinas de filosofia e sociologia, debates sobre o respeito e a igualdade, bem como promover nas reuniões de pais e mestres, palestras, iniciando um diálogo cíclico com a comunidade. Assim, ao longo prazo, os transgêneros (e mesmo outras minorias) conseguirão lugar no mercado de trabalho, na escola, na faculdade e enfim, na sociedade.

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