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Pobreza no Brasil

Machado de Assis, renomado escritor realista, em sua obra "Quincas Borba", fez uma crítica sobre o humanitismo, o qual tem ligação direta com o Darwinismo Social e define que o mais forte e adaptado é quem sobrevive, e deixa isso claro na frase mais marcante do livro: "Aos vencedores, as batatas!". Não é diferente no Brasil, onde poucos têm qualidade de vida, enquanto muitos lutam para sobreviver. Fato que pode ser explicado pela ausência de equidade e visibilidade dos brasileiros.
A pobreza no Brasil está diretamente relacionada com o preconceito intrínseco, pois muitas pessoas ainda excluem as outras pela sua cor, raça, gênero e lugar de origem -principalmente Norte e Nordeste, por terem culturas e modo de vida diferente dos demais Estados. E também, pela substituição de trabalhadores por máquinas desenvolvidas pelo avanço da tecnologia, que faz com que empresários demitam seus funcionários, deixando-os sem emprego e, consequentemente, sofrendo com a fome, falta de moradia e lazer por longos períodos de tempo até encontrar um novo local de trabalho, casos que contradizem com o que a Constituição prega.
E mais, essa triste situação agrava problemas sociais já presentes no território nacional. O autor modernista Jorge Amado, em seu livro "Capitães de areia", retrata a vida de um grupo de crianças -incluindo seu líder Pedro Bala-, as quais vivem sem seus respectivos pais, sem casa e sem comida. A miséria dos meninos os obrigava a agir com violência. Envolviam-se em brigas e roubavam a população para conseguir sustento. De maneira análoga, é possível observar que as crianças do livro existem na vida real, e o pior: em maior número. Infelizmente, não há oportunidades de estudo e emprego para todos senão àqueles que possuem condições financeiras favoráveis para se tornarem cidadãos que não sofrerão com a dor da escassez.
Urge, portanto, a necessidade de reverter a situação de pobreza predominante na nação. Para tal, empresas e Governo devem implementar programas de inclusão e novas formas de trabalho manual (arrumar as máquinas, ajudar na limpeza e em projetos) para buscar diminuir o nível de desempregados, e, ao garantir a renda desses indivíduos, cumprir com os direitos do cidadão. E também, investir em educação, com a criação de escolas para jovens e adultos (como o EJA), cursos profissionalizantes e técnicos em mais cidades, principalmente, onde há mais incidência de pessoas pobres. Assim, o Brasil seguirá um caminho promissor no combate à pobreza e os protagonistas escritos por Jorge Amado só existirão no papel.
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