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Os desafios dos atletas paraolímpicos no Brasil

  A produção cinematográfica “Castelos de Gelo”, de 1978, retrata a história da patinadora Alexis que tem o rumo de sua vida completamente alterado depois de sofrer um acidente que a faz perder a visão. Dessa forma, o filme traz à tona os obstáculos que os atletas paraolímpicos vivenciam constantemente, sendo que, no Brasil, as dificuldades vão muito além das limitações físicas. Portanto, é necessário reconhecer a importância do estímulo ao esporte para pessoas deficientes e as consequências da discriminação nesse meio.


  Pelo Princípio da Isonomia, de Aristóteles, a igualdade de direitos consiste em desigualar os desiguais na medida de sua desigualdade. Com isso, a marginalização sofrida pelos atletas paraolímpicos requer uma atenção muito maior em relação a que é realmente oferecida, pois o esporte proporciona diversos benefícios para esses indivíduos em aspectos físicos e psicológicos que os ajudam a lidar com seus traumas — fator de fundamental importância para essa parcela da população. Nesse contexto, a falta de estímulo e de influência ao esporte anuncia a negligência estatal para com a saúde e o bem-estar de seus cidadãos, principalmente com os portadores de alguma necessidade especial.


  Outrossim, a desvalorização da prática de esportes por deficientes agrava a problemática em questão. Desse modo, o preconceito impregnado na sociedade brasileira é refletido no abismo de privilégios entre os atletas olímpicos e os paraolímpicos, que são consequentes, dentre outros fatores, da falta de propagação desse conteúdo pela mídia, bem como do baixo investimento do governo nesses esportes. Sendo assim, as dificuldades a serem enfrentadas por esses atletas se tornam muito maiores por lidarem ainda com o baixo reconhecimento, o que intensifica as identidades desprezadas em função da não legitimidade de seus direitos constitucionais.


  Logo, é imprescindível o Ministério da Cidadania promover melhores qualidades para os atletas paraolímpicos, por meio de maior investimento financeiro, que pode ser proporcionado pelas prefeituras municipais de cada cidade ao oferecer espaço para treinamentos e patrocínios, a fim de diminuir os problemas que impedem esses esportistas de alcançar seus direitos. Nesse sentido, a discriminação e o preconceito social sobre pessoas com deficiência cessarão na medida em que a representatividade crescerá.

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