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Obsolescência programada

A partir do modelo preestabelecido durante a Revolução Industrial para superar a crise econômica da época, surge um panorama estratégico que consiste em atender a demanda do mercado consumidor e promover a valorização da marca; aumentar as flutuações dos negócios com a diminuição da longevidade dos produtos. Com isso, o consumismo transfigurado pela obsolescência programada torna-se um dos problemas a serem destacados no aumento da produção de resíduos tóxicos e impactos ambientais observados atualmente.
Em decorrência da lógica comercial em diminuir o ciclo de vida das mercadorias para fomentar o lucro capital das empresas, ocorre o que ficou denominado como "sociedade do consumo" a qual o incentivo para aquisição de itens mais modernos estimula uma necessidade de substituir produtos em pleno estado de uso e leve ao aumento da produção de lixo eletrônico. Para o sociólogo Bauman, isso é resultado dos "tempos líquidos" em vivemos, onde o hedonismo e o imediatismo regem as relações humanas e se tornaram símbolo da performance bem-sucedida das economias capitalistas.
Além disso, a durabilidade dos produtos não é avaliada nos testes qualitativos feitos pelos órgãos responsáveis pela supervisão e segurança quanto a necessidade do usuário, e evidentemente, corrobora violação do direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado assegurado pela Constituição Federal de 1988. Como consequência, o ecossistema não possui capacidade para transformar resíduos sólidos em novos recursos diante da crise ambiental acerca da obsolescência programada.
Portanto, faz-se necessário desenvolver um esforço na criação de linhas de ações e diretrizes para mitigar o problema. O MMA (Ministério do Meio Ambiente) deve por meio da educação ambiental, promover o desenvolvimento e o consumo sustentável enfocado na mudança comportamental, buscando informar a população sobre a importância da destinação adequada dos objetos em desuso ou obsoletos, como alternativa para a redução da degradação do ecossistema. Ademais, a jurisprudência brasileira deve amplificar as normas de logística reversas e leis de fiscalização para evitar práticas abusivas para com vulnerabilidade anteposta ao consumidor. Dessa forma, será possível criar uma percepção socioambiental e de proteção da natureza frente à lógica implantada.

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