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Obsolescência programada

Durante a Grande Depressão, também conhecida como a Crise de 1929, reduzir o tempo de vida de certas mercadorias colaborou para a retomada do crescimento econômico dos países desenvolvidos. Todavia, quando se observa a obsolescência programada, hodiernamente, nota-se que tal estratégia de mercado tornou-se um empecilho para o bem-estar social, uma vez que intensifica o ato de consumir e provoca diversos impactos ambientais. Nesse sentido, convém analisar as causas e consequências dessa problemática.


Em primeira análise, cabe pontuar que, consoante o pensamento do filósofo francês Serge Latouche, o aumento desenfreado do consumo e das atividades produtivas transformaram-se em uma ameaça à manutenção da vida no planeta. Sendo assim, é possível afirmar que o processo da obsolescência programada prejudica o futuro da humanidade, visto que o processo unidirecional da produção, consumo e descarte, muitas vezes, não considera a finitude dos recursos naturais e que o fato de programar um produto para que possua curta durabilidade intensifica o desperdício desses materiais. Uma prova disso é apresentada no documentário "A história das coisas", o qual mostra que durante as três ultimas décadas, foram consumidos cerca de 30% dos recursos naturais da Terra. Desse modo, observa-se que medidas são necessárias para atenuar esse impasse.


Ademais, convém frisar que, segundo o filósofo e sociólogo polonês Zygmunt Bauman, a principal maneira que o consumidor encontra para suprimir sua insatisfação com determinado produto é descartando-o. Com isso, é possível depreender que o aumento do descarte possui relação direta com a velocidade com que as mercadorias tornam-se obsoletas atualmente, seja por motivos técnicos ou por razões idealizadas socialmente, posto que, a fim de superar sua insatisfação, o consumidor está constantemente adquirindo novos produtos que serão descartados rapidamente. Conquanto, tal produção de resíduos causa diversos impactos às comunidades no meio ambiente, haja vista que, quando não tratados adequadamente, tais objetos em desuso contaminam as águas, o solo e os seres vivos por meio da dispersão de metais pesados, já que se inserem e se espalham na cadeia alimentar pelo processo de bioacumulação. Dessa forma, percebe-se que há a indispensabilidade de se criar meio efetivos para a supressão dessa problemática.


Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para mitigar os danos causados pela obsolescência programada, no Brasil. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Educação, em parceria com ONGs, crie projetos educacionais para combater esse problema, com o intuito de direcioná-los às escolas de todo o pais, com o objetivo de alertar a população sobre as causa e consequências dessa estratégia de mercado, por intermédio de palestras ministradas por ambientalistas, debates entre alunos e trabalhos relacionados ao tema, com a participação de pais e familiares, com o propósito de que o tecido social, enfim, possa se livrar do individualismo provocado pelo sistema econômico vigente e, então, agir em prol do bem-estar da coletividade.

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