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TEMA DE REDAÇÃO – O desperdício de alimentos no Brasil

O desperdício de alimentos no Brasil

FAO quer reduzir desperdício de alimentos no Brasil

País é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo

A Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) estuda a criação de uma rede em torno da cadeia produtiva de alimentos no Brasil para conter o desperdício.

O país é considerado um dos dez que mais desperdiçam comida em todo o mundo, com cerca de 30% da produção praticamente jogados fora na fase pós-colheita. […] O objetivo da FAO na América Latina e Caribe é montar uma rede de entidades com organizações não governamentais (ONGs), universidades e institutos de pesquisa com o propósito de reduzir a perda na produção e na pós-colheita dos alimentos.

Ao governo, caberia providenciar a melhoria de fatores como infraestrutura para transporte dos alimentos, como existe nos Estados Unidos. “O que se tem que fazer no Brasil é uma rede de formadores que possa, junto com o governo, empresas privadas e ONGs, trabalhar nisso tudo”, afirmou o engenheiro agrônomo da Embrapa Indústria de Alimentos, Murilo Freire.

O governo brasileiro entraria com a legislação, com infraestrutura e armazenamento adequados, explicou Freire. Integrante do Comitê de Especialistas em Redução de Perdas e Desperdícios para a América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o pesquisador disse que o problema ocorre em toda a cadeia produtiva, que tem deficiência de infraestrutura e manuseio, plantio errado, doenças e enfrenta problemas referentes à embalagem, ao transporte e ao armazenamento.

Segundo Freire, os produtos são desperdiçados porque ou estão fora do prazo de validade ou não foram consumidos por serem identificados como malformados ou fora do padrão estabelecido pela legislação do Ministério da Agricultura. A meta do comitê é montar uma rede na região para diminuir as perdas na produção desses alimentos. “O desperdício ocorre quando o alimento produzido é jogado fora, ou seja, ele não chega a quem necessita”, disse Freire.

Um exemplo disso, segundo o engenheiro, é o caso dos frutos feios, que não são padronizados nem têm um apelo de venda comercial elevado, mas têm as proteínas, vitaminas e sais minerais de um produto normal. “Esse é o desperdício. São alimentos produzidos, mas não usados”.

Fonte: www.institutoakatu.com.br/ Acesso em 05/12/2019 

Exemplo

O livro distópico de Suzanne Collins, jogos vorazes, evidencia a exploração da Capital de Panem, cujo detém abundância de recursos e de alimentos que resultam em desperdício, sobre os distritos miseráveis e famintos. Fora da ficção, uma situação análoga é observada no Brasil, o desperdício de alimentos. Assim sendo, observa-se problemas decorrentes desse cenário, repercussões socioeconômicas como por exemplo a fome e gastos econômicos.

De acordo com o Murilo Freire, engenheiro agrônomo da Embrapa de Alimentos, o desperdício ocorre quando os alimentos são produzidos, mas não são consumidos em razão de alguma ocorrência. Vale salientar que é comumente visto nas lixeiras, dejetos exacerbados de frutas, legumes não padronizados, que apesar de não possuir uma aparência comercial, possui a quantidade esperada de proteínas, fibras e vitaminas. Isso ocorre pois, é popularmente inter-relacionado a estética do produto com a qualidade do mesmo.

Ademais, deve-se ater aos malefícios que o desperdício causa a economia nacional. Segundo a associação brasileira de mercados (ABRAS), em 2016 foi contabilizado a perda de um faturamento de cerca de 7,11 bilhões de reais só nos supermercados. Outrossim, estima-se que um terço de todo alimento produzido no Brasil acaba longe da mesa do consumidor. Dados contraditórios com a realidade de tal país, visto que de acordo com uma pesquisa da “rede Penssan”, cerca de 20 milhões de brasileiros estão em situação de fome.

Destarte cabe a utilização de políticas públicas para diminuir tais números, deve-se ter uma campanha publicitária do ministério da cidadania em mercados e ambientes escolares, em parceria com faculdades de nutrição com o objetivo de divulgar palestras ministradas por profissionais da área, buscando conscientizar a população, e simultaneamente aumento na fiscalização do ministério da agricultura, visando identificar formas de combater o desperdício com a utilização de multas.