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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

  Hodiernamente, com o avanço das tecnologias, há um crescimento exacerbado de lixo eletrônico acumulado em grande parte do território brasileiro. Assim, segundo dados da ONU, o país ocupa a sétima posição no ranking de maiores produtores de ‘’e-lixo’’ no globo, visto que gera mais de 1 milhão de toneladas por ano. Esse impasse é constantemente inflamado pela própria população que, sem o devido conhecimento dos impactos socioambientais, negligencia o devido tratamento e separação desse material. Tendo isso em mente, é vital entender como a cultura da nação posterga a superação desse problema.


   Em primeira análise, cabe salientar que um dos motivos do acúmulo de lixo eletrônico é a escassez de informações sobre o assunto direcionadas à população. A respeito disso, grande parte dos cidadãos desconhecem os danos tóxicos gerados pelos metais presentes nos resíduos, descartando aparelhos que posteriormente causarão danos cerebrais e corporais ao próprio sujeito. Isso se deve pela falta de investimento do Estado em campanhas conscientizadoras que alertem a sociedade à essa problemática, pois raras propagandas televisivas e nas redes sociais – mídia predominante na atualidade – abordam o tema.


   Ademais, outro fator de destaque é o problema cultural da generalização do lixo. Em correlação, Karl Marx discorre a máxima de que ‘’a consciência não determina o ser, o ser social determina a consciência’’. Paralelamente, a consciência determinante apontada pelo filósofo se encontra obsoleta na massa populacional, sendo que as vias de separação de lixo não são respeitadas, o que culmina na mistura de lixo orgânico com eletrônico, dificultando tristemente o tratamento do ‘’e-lixo’’, o que causa tribulações socioambientais. Em síntese, é preciso reeducar os indivíduos para suprir essas necessidades.


   Portanto, a fim de amortecer os impactos, tanto ambientais quanto sociais, do descarte incorreto e acúmulo desses detritos, urge que o governo federal, em parceria com agências de publicidade e por meio de verbas governamentais, crie campanhas conscientizadoras que sejam transmitidas em redes sociais e sistemas televisivos que expliquem os prejuízos do lixo eletrônico à saúde pública, além de oferecer o ‘’passo a passo’’ de como descarta-los da maneira correta. Dessa forma, será possível fazer com que o Brasil desocupe a posição de um dos maiores poluentes territoriais do planeta.

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