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Lixo eletrônico e impactos socioambientais

No jogo "Deponia", a sociedade é dividida em uma nobreza dominante e a plebe, na qual há uma evidente desigualdade social observado pelo lugar onde moram as massas, que é um lixão de eletrônicos e produtos secos, gerado pelas duas castas. Fora da ficção, pode-se observar características parecidas nas relações comerciais de descarte de lixo entre as nações, pois, em escala global, países desenvolvidos exploram a necessidade de paises subdesenvolvidos de absorver capital e, com isso, enviam seus detritos computacionais. Isso piora a qualidade de vida da comunidade, devido a alta capacidade de bioacumulação desses componentes que não metabolizam no organismo e permanecem no indivíduo. Portanto, representa um problema de saúde pública das comunidades que vivem perto dessas áreas de descarte.


Assim, problemas gerados por magnificação trófica podem promover complicações na vida das pessoas que convivem diariamente com esses lixos. Isso acontece porque, os eletrônicos contêm em sua composição materiais como chumbo, cádmio, alumínio, sendo todos eles bioacumuláveis no organismo isto é, se alojam em várias partes do corpo, provocando lesões nas células onde permanecem, sendo o chumbo o pior, já que, lesiona os neurônios do cérebro e com isso, pode levar à problemas como alzheimer. Dessa forma, com a carência um sistema de saúde acessível ao povo pra atender suas necessidades, agrava-se a situação de quem habita esses países.


De outro modo, balança deficitária de arrecadação de capital dos países subdesenvolvidos leva-os a aceitar acordos comerciais desse tipo. Como mostrado pelo o economista Mises, que o mercado é um organismo vivo e que mostra um querer econômico de toda sociedade e, por isso, eventualmente promove acordos absurdos como a venda de lixos em países pobres em troca de crédito. Desse jeito, essa falta de limites promove o descarte inadequado e, além disso, desmotiva o desenvolvimento de tecnologias para reutilização desses materiais, porque é mais barato comprar o próprio lixo ao invés de recicla-lo.


Isso posto, há medidas que organismos globais podem fazer para reverter essa situação. Primeiramente, A ONU em conjunto com a OMC, Organização Mundial de Comércio, devem proibir a permuta de detritos eletrônicos, pois, dessa forma, promove políticas internas das nações geradoras, de reaproveitamento dos metais relacionados. Ademais, para estancar o que já foi feito, a ONU deve obrigar os países centrais que participaram desses tratados, a pagarem quantias suficientes para cuidar das pessoas que foram diretamente ou indiretamente afetadas por esse depósito de detritos, caso não seja atendida, a OMC aplicará taxas fixas quando quiserem exportar e importar produtos com outros países membros. Dessarte, poderá regozijar de uma boa tecnologia de reciclagem e também, a melhora na saúde pública geral.

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