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Inclusão de autistas no Brasil

INCLUSÃO DE AUTISTAS NO BRASIL

 

Durante a Idade Média, também conhecida como “Idade das Trevas”, portadores de deficiência foram mortos, ridicularizados e negligenciados, haja vista a inexistência de informações verídicas sobre sua condição. Paralelamente, o contexto brasileiro revela-se excludente ao marginalizar pessoas com Transtorno do Espectro do Autismo (TEA). Nesse sentido, seja devido à falta de conhecimento da população – que implica, ainda, preconceito –, seja devido à exclusão no ambiente escolar, faz-se primordial a união entre legislador e civis para pôr fim ao cenário retrógado atual.

Primeiramente, vale destacar que a escassez de informações geradas pela letárgica ação do poder público e agentes midiáticos, no âmbito do TEA, influencia o descomedimento social quanto aos autistas. Na Idade Média, pessoas deficientes sofriam com a exclusão social por ter sua capacidade intelectual desacreditada e sua condição física atrelada ao castigo divino. Em consonância, a sociedade contemporânea repete, cruelmente, o mesmo erro devido seu despreparo no tato a tais indivíduos. É paradoxal que o Brasil almeje o status de “Nação Desenvolvida” e conserve condutas medievais.

Em agravo a essa realidade, a ineficácia da inclusão no ambiente escolar impede a quebra do paradigma. Segundo o Portal de Notícia G1, o número de alunos com autismo em escolas comuns cresceu 37% entre 2017 e 2018. Tal estatística corrobora para uma falsa sensação de progresso, uma vez que leva em consideração apenas a presença desses alunos em sala de aula, e, inclusão envolve, outrossim, adaptar conteúdos, formar professores e desenvolver atividades e avaliações  considerando as características de cada estudante – conceito aparentemente presente em uma sociedade desenvolvida.

Urge, portanto a solidificação de políticas inclusivas para portadores de TEA. À vista disso, o Ministério da Educação (MEC), deve criar e implementar um plano individual e flexível de aprendizagem nas escolas – respaldado pela supervisão e colaboração de Psicólogos, Assistentes Sociais, pais e corpo docente –, a fim de conhecer as especificidades de cada aluno e aperfeiçoar o processo de aprendizado, gerando assim maior inserção e potencialização de resultados a longo prazo. Ademais, o Governo Federal em parceria com a mídia deve realizar campanhas através de comerciais, jornais e propagandas, tendo em vista a formação cidadã respaldada pelo saber e com o desenvolvimento da empatia, para possibilitar a compreensão, respeito e aceitação de tal condição.

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