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HIV na terceira idade

 A série de televisão norteamericana "Queer as Folk" relata a história de Michael, jovem homossexual, que a se apaixona por Ben, homem soropositivo com o dobro da sua idade. O que ocorre com Ben na série reflete o crescimento exponencial dos casos de idosos infectados com o vírus HIV que vivenciamos nas últimas décadas no Brasil. Tal panorama pode ser explicado pelo crescente uso das redes sociais por essa parcela da população para busca de parceiros sexuais , bem como pelo aperfeiçoamento dos métodos que prolongam a qualidade da vida sexual.


 Primeiramente, faz-se imprescindível lembrar que os idosos de hoje advém de uma época na qual o uso de preservativos não era disseminado ou até mal visto, criando um costume de não utilizá-los nas relações sexuais. Associado a isso, o uso das redes sociais pelos idosos solteiros para encontrar parceiros(as) eleva o número de relações sexuais praticadas por esse grupo. Outrossim, o contato com jovens que veem nos tratamentos profiláticos para pré e pós exposição (Prep e Pep) medidas para não realizar sexo seguro, aumenta ainda mais o risco do contágio do vírus HIV.


 É válido, também, ressaltar que os casais da terceira idade não estão livres de risco. O surgimento de inúmeros tratamentos para a impotência do homem associado ao pouco investimento em tratamentos que revertam os efeitos da menopausa na mulher, leva cada vez mais maridos a relações extraconjugais nas quais contraem o vírus HIV e transmitem para suas esposas. Essas mulheres, por sua vez, ao sentirem os primeiros sintomas não procuram ajuda médica por medo ou preconceito.


 Dado o exposto, fica claro que o aumento dos casos de idosos soropositivos no Brasil evidencia um problema que requer especial atenção. Portanto, fazem-se necessárias ações governamentais conjuntas entre o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde visando uma conscientização indireta dos senhores e senhoras promovendo palestras para adolescentes e jovens nas escolas e faculdades para que eles levem a informação aos pais, avôs e amigos longevos, além de campanhas nos veículos de mídia para modificar a visão aversa ou preconceituosa do uso do preservativo nas relações sexuais e estímulo do uso pelos brasileiros de todas as idades.

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