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Excesso de trabalho e saúde mental

Nó século XVIII, durante a primeira fase da revolução industrial, que afetou especialmente a Inglaterra, turnos de trabalho de 18 horas eram comuns, além de trabalho infantil e insalubridade, que colocavam em xeque a saúde física e mental do povo Inglês. No Brasil hodierno, apesar da grande evolução precedida com a constituição de 1988 e após, com a CLT instituída pelo então Presidente da República Getúlio Vargas, ainda é presente o problema de sobrecarga dos funcionários com horas extras, graças a uma legislação ineficiente e a falta de fiscalização.


Em primeira instância, a atual política Brasileira segue uma tendência internacional, o Neoliberalismo, que prega a menor intervenção estatal, e retração das leis trabalhistas, com objetivo de favorecer a classe detentora dos meios de produção, com isso vê-se um constante ataque aos direitos da população civil. A título de exemplificação, a própria legislação vigente abre brechas que permitem a construção de emendas para tal fim, criando uma conjuntura em que, muitas vezes, motivadas pelo desespero, pessoas aceitam empregos informais, com cargas horarias exorbitantes e salários abaixo do valor mínimo, ferindo assim a própria dignidade individual.


Ademais, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o Brasil é considerado o país mais ansioso do mundo, o que juntamente com a Síndrome de Burnout, que é uma consequência comum do excesso de trabalho, e leva a quadros de ansiedade, angustia e depressão, caracteriza-se como um grande problema de saúde pública Brasileira. Além disso, a fiscalização ineficiente, em um país onde as leis trabalhistas são desrespeitadas diariamente, corrobora diretamente com a perpetuação da situação, já que muitos exploram seus funcionários com cargas de trabalho acima do previsto em contrato por acreditarem que não haverá punição. Tendo, dessa forma, papel essencial na problemática.


Destarte, conclui-se que o excesso de trabalho na sociedade Brasileira é um grande problema, que muitas vezes leva a condições que agridem a saúde mental do trabalhador. Cabe, por tanto, ao Poder Legislativo criar propostas de leis complementares que garantam os direitos básicos do cidadão, instituindo punições mais severas aos contraventores, e juntamente com o Poder Executivo, dá-las vigência e garantir por meio de uma fiscalização eficiente seu cumprimento, criando também meios de conscientização da população, em especial veiculados em mídias digitais afim de alcançar maior público alvo, dando assim maior segurança e autonomia ao funcionário. Só assim o Brasil poderá alcançar um verdadeiro Estado de Bem Estar Social.

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