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Crise penitenciária no Brasil

O Brasil sofre com uma grave crise no sistema prisional, tendo como principal problema a superlotação, que é consequência da lentidão no processo de condenação e da falta de programas de ressocialização.

Em 2017 houve uma rebelião em um dos principais presídios do Amazonas, onde 62% dos detentos mortos não tinham sido julgados. Isso se deu pela falta de defensores públicos, questão que ocorre no país inteiro, fruto de uma cultura na qual a sociedade não da assistência a ''bandidos'', resultando em celas abarrotadas.

Embora seja comprovado que a manutenção de presos dos quais cumpri pena fora dos presídios, que trabalham e estudam é mais barato para o Estado do que aqueles em que são mantidos encarcerados, há uma grande rede de corrupção no sistema prisional brasileiro, impedindo programas como a APAC (Associação para a Proteção e Assistência aos Condenados) sejam instalados com saída para o problema. Segundo a Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados, um preso custa em média 2 mil reais por mês e pelo sistema de ressocialização este custaria quase que a metade.

Sendo assim, um maior reconhecimento de programas como a APAC seria uma saída para o problema da superlotação. Cabe, portanto, ao Estado a responsabilidade de restaurar o sistema prisional e incentivar palestras conscientizando profissionais da área para que se tenha uma redução da cultura na qual muitos pensam que ''bandido bom é bandido morto''.
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