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TEMA DE REDAÇÃO – Agricultura familiar no Brasil

Agricultura familiar no Brasil

A Agricultura Familiar consiste em uma forma de organização social, cultural, econômica e ambiental, na qual são trabalhadas atividades agropecuárias e não agropecuárias de base familiar, desenvolvidas em estabelecimento rural ou em áreas comunitárias próximas, gerenciadas por uma família com predominância de mão de obra familiar e que apresenta papel relevante para o desenvolvimento do País.

Fonte: https://www.bancoamazonia.com.br/

Exemplo

No documentário brasileiro “Agricultura tamanho família”, é retratado que o modelo agroexportador não é o único existente no Brasil e, inclusive, o familiar que é notabilizado pela garantia da dignidade socioeconômica do pequeno agricultor e da soberania alimentar do país. No entanto, tal categoria reverenciada pelo longa-metragem nacional está longe de receber a importância que merece, o que possui alicerces na construção histórica brasileira e na desigualdade dos incentivos desempenhados pelo mercado. Dessa forma, torna-se essencial a discussão acerca dessa problemática.
A princípio, convém destacar como medidas legislativa exercidas anteriormente tem impedido a exploração de todas as potencialidades das práticas de cultivo familiar. Sob esse viés, de acordo com a Lei de Terras, promulgada em 1850, a única de forma de acesso aos bens fundiários seria com o estabelecimento da compra, o que contribuiu para restringir as propriedades rurais àqueles de maior poder aquisitivo. Com isso, vê-se que essa prerrogativa viabiliza, hodiernamente, que as pessoas cultivem culturas em prol da comercialização e usura, em detrimento do consumo próprio e, geralmente, do manejo com técnicas que não agridam o meio ambiente. Assim, é inadmissível que uma nação dita democrática não proporcione, de fato, a igualdade de oportunidades para todos.
Outrossim, entre outros fatores de desestímulo ao sistema alimentar doméstico, nota-se o descompasso dos privilégios cedidos aos grandes empresários em relação ao camponês pobre. Nessa vertente, a Revolução Verde de 1960 trouxe diversos avanços ao desempenho de práticas agrícolas, introduzindo fertilizantes mais nutritivos, transgênicos e inspeção técnico-científica da produção. Entretanto, uma irrisória parcela de indivíduos conseguem crédito no capital financeiro para usufruir desses benefícios, destacando-se os menos abastados que, mesmo quando conseguem subsídios, muitas vezes desconhecem essas práticas e se tornam incapacitados de exercer com sucesso o cultivo familiar.
Portanto, com vistas a contornar a triste realidade de insuficiência de incentivos à agricultura familiar, a Empresa Brasileira de Produção Agrícola, por meio de verbas da Secretaria do Tesouro Nacional, deve elaborar projetos de fomento ao desempenho da agricultura de subsistência. Seria interessante que essa ação contasse com cartilhas informativas sobre a melhor forma de tratamento da terra, instruindo a conciliação entre a produção de produtos orgânicos que abasteçam o mercado comunitário e a conservação ambiental.