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Agricultura familiar no Brasil

A agricultura familiar no Brasil

A falta de alimentos não é um problema hodierno, pois persiste desde a consolidação do Estado brasileiro, do séc XVI ao XXI. Dessa forma, consoante ao poeta Renato Russo, " não temos tempo a perder", é ingênuo protelar o incentivo à agricultura familiar, como uma alternativa de produção sustentável capaz de suprir as demandas dos mais diversos tipos de alimentos, seja por políticas públicas, seja por educação.

A priori, a constituição é responsável por deliberar as ações das políticas públicas no Brasil. Essas, segunda Aristóteles, instituem a ordem na sociedade. Todavia, a precariedade de leis governamentais voltadas para a agricultura familiar corrobora para que regiões do país, ainda, sejam afetadas pela fome, como o Norte e o Nordeste brasileiro. Dessa maneira, a miséria se dá tanto pela falta de subsídios que estimulam a prática da agricultura de subsistência quanto como a não conclusão de projetos, como a transposição do Rio São Francisco, o qual permitiria o desenvolvimento agrícola em suas margens.

Outrossim, segundo Durkheim, a forma de pensar e de agir é uma construção social, ou seja, uma herança educacional da sociedade. Análoga a esse pensamento, a monocultura intensiva é o meio de cultivo dos agricultores brasileiros mais praticada, desde o Brasil colônia e o sistema de plantation, pelo qual a cana de açúcar já era plantada. Desse modo, não há uma diversidade de produtos alimentares e contribui para escassez de alimentos, como o arroz que é importado da Argentina. Destarte, a insuficiência de multiculturas e formas de plantio, como a agricultura familiar, faz que falte alimentos no país.

Nesse ínterim, portanto, o Estado e as escolas são responsáveis, conjuntamente, por incentivarem a agricultura familiar como forma de combate à falta de alimentos no país. O primeiro, por meio de leis, deve oferecer subsídios às populações de áreas rurais, afim de terem recursos para desenvolverem a agricultura familiar e, também, oferecerem cursos de agricultura de subsistência, para que essa se desenvolva. Compete, às escolas educarem sobre a importância das múltiplas alternativas de produção agrícola, como agricultura familiar e multiplantios, por intermédio de aulas com agrônomos e biólogos, afixadas no calendário escolar, para se instituir uma educação de subsistência. Dessarte, a oferta de alimentos será maior e os valores serão mais acessíveis, que por sua vez diminuirá a pobreza e a fome, com a agricultura familiar.
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