Conteúdos exclusivos sobre redação, preparação para provas e dicas para alcançar a nota máxima
Propostas atualizadas com análises, exemplos e repertórios para praticar a escrita dissertativo-argumentativa.
Domine as 5 competências avaliadas na redação do ENEM com dicas práticas e exemplos reais de redações nota 1000.
Citações, dados estatísticos, filmes, livros e referências culturais para enriquecer sua argumentação.
Análise dos temas cobrados em edições anteriores do ENEM e previsões para as próximas provas.
Artigos sobre políticas educacionais, vestibulares, ensino superior e temas relevantes para a educação brasileira.
Estratégias de preparação para concursos públicos com foco em redação discursiva e dissertativa.
O Blog do Redação Online é a maior fonte de conteúdo gratuito sobre redação para ENEM, vestibulares e concursos públicos no Brasil. Com mais de 1.400 artigos escritos por professores especializados, nosso blog cobre temas atuais, técnicas de escrita, repertório sociocultural e análises detalhadas das competências avaliadas nas provas.
Cada artigo é elaborado para ajudar estudantes a desenvolver habilidades de escrita dissertativo-argumentativa, com exemplos práticos, modelos de introdução e conclusão, e repertórios que podem ser utilizados em qualquer tema de redação. Nossos conteúdos são atualizados regularmente para acompanhar as tendências dos vestibulares e as mudanças na matriz de referência do ENEM.
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Ver Planos de CorreçãoNão dá para negar que uma interpretação de texto assertiva é essencial para que você obtenha sucesso nas provas que vão ditar o seu futuro, não é? Para escrever bem na redação do ENEM, por exemplo, é fundamental que seu conhecimento prévio do conteúdo seja tão amplo quanto o do português e suas regrinhas. É notável que algumas pessoas possuem a habilidade intrínseca de compreender e interpretar textos de apoio da redação, mas não há por que se preocupar com isso se não for o seu caso. As situações cotidianas da vida já exigem de você interpretações verbais e não-verbais o tempo todo, então sentir-se seguro para confiar na sua interpretação textual é apenas um passo a frente. A boa notícia, aqui, é que a interpretação textual é uma habilidade que pode ser aprendida. Não sem muito estudo, é claro, mas com isso você já está acostumado, não é? Preparamos algumas dicas para que sua interpretação de texto, daqui para frente, seja mais rápida e eficaz. Vamos lá? Sobre a interpretação Interpretar é determinar o significado preciso de algo. Sendo assim, essa conceituação pode se referir tanto ao processo mental de entender e reagir a algo, como também ao resultado obtido pela sua análise pormenorizada. Para começar, existem diferentes formas de interpretação — verbal ou não-verbal —, e dentro de cada uma dessas possibilidades de compreensão podem existir mais diversas maneiras de interpretar uma situação ou texto dependendo dá área ou da temática. Você sabe que quando o semáforo está na cor vermelha significa que não é seguro atravessar a rua, certo? Parabéns, você acabou de concretizar uma interpretação não verbal absolutamente correta e cumpriu com o objetivo dela: saber quando pode atravessar a rua. Bom, imaginemos agora que você tenha certa afinidade com a internet. Então, sabe quando você lê um “clique aqui” e entende que o ato de clicar naquele link vai te levar a algum conteúdo ou site? Na contramão do exemplo anterior, esse corresponde a uma interpretação textual perfeita. Duas palavras que falam muito mais do que está de fato escrito. Interpretar é isso: descobrir o significado real de algo. Na interpretação de texto, você, como leitor, precisa ser capaz de entender — tanto quanto no “clique aqui” — o que o interlocutor quis expressar. 8 dicas para uma melhor interpretação textual Estudar sobre quais assuntos mais caem na redação do ENEM é muito eficiente, afinal você precisa estar antenado sobre o que acontece mundo afora. Da mesma forma, é preciso estabelecer um alicerce forte que irá te ajudar na compreensão de qualquer texto. Dicas para expandir seu vocabulário Antes de interpretar textos específicos, é preciso investir no seu vocabulário, pois ele é essencial para uma interpretação de textos correta. Mas como? 1. Adote o hábito de leitura diária Correndo o risco de soar como seu professor de redação do colégio ou do cursinho, queremos destacar o óbvio: quanto mais você ler, melhor ficará sua interpretação de textos. Tudo bem que esse papo de que o cérebro é um músculo já foi superado por ser uma crença equivocada do senso comum, mas realmente esse órgão humano precisa ser exercitado já que ele é extremamente moldável conforme as experiências de cada um — essa característica é conhecida como plasticidade. Deste modo, quando algo é incorporado à rotina, com o tempo ele fica bem mais fácil e natural. Até os textos mais complexos serão vistos e lidos com outros olhos, afinal, você agora entende. Sabemos que você lê sim muito, mas não o faça só como obrigação: encontre uma recreação nisso! Todo texto está ali para ser compreendido, e existe uma infinidade de temáticas que você pode se interessar. 2. Escreva textos Que tal expor suas ideias? Colocar-se no lugar daquele que quer ser entendido é tão importante quanto ser quem entende. O fato de você ter que criar argumentos textuais para justificar o que está escrevendo te fará ter uma compreensão mais acertada de qualquer conteúdo que vier a ler. E onde escrever? Em redes sociais, blogs ou até mesmo em um bloco de notas — e nesse caso, treine também sua caligrafia para evitar o pesadelo da não-correção por ilegibilidade, ok? 3. Tenha o dicionário como seu melhor amigo Não é permitido levar seu dicionário a tiracolo para o ENEM ou vestibulares, mas isso realmente não será preciso se você já está ampliando seu vocabulário com as duas dicas acima. Veja bem, também não estamos falando de livros físicos, hoje em dia é possível encontrar conteúdo confiável na internet como o Michaelis e o dicionário criativo. Leu uma palavra desconhecida? Pesquise seu significado e seus sinônimos. Quer usar uma expressão diferente para evitar repetição e deixar sua produção mais fluída? Faça o mesmo. Essas pequenas ações ensinam muito! Estudando para a prova e durante sua resolução Tudo bem, os passos anteriores estão sendo seguidos por você, mas ainda não se sente completamente seguro para fazer a interpretação de textos? É preciso treinar! Encontre as provas antigas do vestibular ou concurso que fará — sem olhar o gabarito — e faça, refaça e faça novamente. Estude a prova para a prova. Sim, o conteúdo diferirá, mas a estrutura, por sua vez, é a mesma ou ao menos é bem parecida. 180 questões no geral, 45 para cada matéria? Aprender esse padrão também te deixará menos ansioso para sua interpretação textual. 4. Identifique os conceitos apresentados Chegada a prova oficial ou os treineiros, é preciso decompor o texto analisado em suas ideias principais. É interessante citar que quando falamos “textos”, tanto os enunciados quanto os apoios para a redação estão sendo englobados. Dito isso, tenha algumas perguntas na ponta da língua: Desta maneira você já terá maior controle sobre o que busca entender. 5. Identifique os objetivos do autor e do texto Por mais que você não conheça anteriormente o autor do texto que interpretará, é possível desvendar um pouco de seus desejos e personalidade na leitura de sua produção. As informações ali dispostas têm essa funcionalidade de “ler a mente” do interlocutor. Para que seja possível entender os objetivos do texto, faça

A educação financeira é crucial no Brasil, indo além da economia, buscando qualidade de vida e segurança. No entanto, o país enfrenta desafios históricos e culturais, com baixos índices de poupança co

Você já escreveu uma redação sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira o tema da semana! A educação financeira no Brasil se tornou um assunto frequente nas mídias e, também, uma das principais apostas do tema de redação do ENEM 2021. Falar sobre dinheiro ainda é um tabu na sociedade brasileira e, por isso, muitas ações têm sido realizadas a fim de conscientizar a população para a importância da educação financeira. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”. TEXTO 1 A importância da educação financeira no cenário brasileiro A educação financeira vai muito além de aprender a economizar, cortar gastos desnecessários, poupar e acumular quantias em dinheiro. Ser educado financeiramente faz com que qualquer pessoa passe a buscar uma qualidade de vida melhor, além de proporcionar a segurança material necessária para aproveitar os prazeres da vida e obter uma garantia para eventuais imprevistos. Infelizmente, no Brasil, a educação financeira ainda está longe de alcançar um patamar necessário, especialmente quando comparamos o cenário local com o de países desenvolvidos. Segundo o Banco Mundial, apenas 3,64% da população economiza pensando no futuro. Os índices mais baixos do mundo são formados pela média na América Latina, de 10,6%; enquanto outros países emergentes, como México (20,85%), África do Sul (15,93%) e Rússia (14,56%), apresentam números melhores. Educação financeira no Brasil É injusto culpar o patamar da educação financeira no Brasil a apenas o contexto histórico atual e é preciso entender alguns aspectos primordiais da conjuntura econômica do país, como por exemplo, a constante troca de moedas. Nas últimas duas décadas, por exemplo, o Brasil teve uma moeda relativamente estável e inflação controlada, até abaixo dos dois dígitos. Contudo, quando olhamos para anos mais distantes, em torno da década de 1980, essa não era a situação do país, com a mudança de moeda e um período de inflação descontrolado. E essa incerteza sobre os preços assombra os brasileiros até hoje. A inflação e suas economias Nos momentos em que o governo não obtém êxito para controlar a inflação, o valor futuro da moeda entra em cheque, o que faz com que seja mais vantajoso gastar o dinheiro comprando bens do que poupar o valor, já que não se sabe quanto esse dinheiro irá valer no dia seguinte. De fato, pensar desta forma fazia muito sentido antes do Plano Real, mas, infelizmente, esse é o pensamento que parece nortear os hábitos de consumo dos brasileiros até hoje. Para se ter uma ideia, dados de pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capital (ANBIMA) em 2017, cerca de 75% da população nacional não fez nenhum tipo de aplicação financeira. Em outras palavras, todo esse percentual da população passa toda a vida sem desenvolver um patrimônio sólido ou uma alternativa à aposentadoria, ficando refém da previdência social. Como a falta de educação financeira impacta a vida das famílias brasileiras Dentre tantas outras desvantagens, a falta de educação financeira contribui para que o cenário do endividamento no Brasil cresça. De acordo com levantamento do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), o ano de 2020 começou com 61 milhões de negativados. Esses números refletem, também, a falta de hábito de poupar dos brasileiros: ainda de acordo com a entidade, apenas 28% dos brasileiros declaram ter poupado algum dinheiro nos últimos 12 meses, o 14.º pior índice do mundo. Pandemia causada pela COVID-19 agrava ainda mais o cenário do endividamento É evidente que as medidas necessárias tomadas para tentar conter a propagação do novo coronavírus impactaram a economia nacional (e mundial também). Dados de levantamento realizado pelo Instituto Paraná Pesquisas demonstram que aproximadamente 83% dos entrevistados afirmaram ter sido prejudicados financeiramente durante a pandemia. Para especialistas do setor, é evidente que esses dados mostram mais um lado dos problemas causados pela crise, mas também deixam ainda mais clara a dificuldade que a população brasileira tem de construir e seguir um planejamento financeiro que seja capaz de equilibrar as receitas e gastos pessoais. Dados auxiliares da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), que realizou pesquisa focada no comportamento dos endividados no Brasil durante a pandemia, aproximadamente 11 milhões de famílias possuem alguma dívida. O que mais assusta os especialistas é identificar que este movimento vem acontecendo de forma crescente: de 66,2% em março, o percentual passou para 67,4% em julho de 2020. Educação Financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular Todos esses índices fizeram as autoridades olharem para o tema de maneira diferente e, em 2020, a educação financeira passa a integrar a base Nacional Comum Curricular. Para Rodrigo Pinheiro, CEO do Banco Bari, este é um passo muito importante, afinal, quanto mais cedo a noção do dinheiro é introduzida na vida da criança, maior será a capacidade de administração financeira. “Não é coincidência observar que os países com menores índices de endividamento entre as famílias são os mais desenvolvidos, que oferecem uma base curricular educacional mais robusta. No Brasil, o caminho precisa ser o mesmo”, afirma Pinheiro. A decisão de ensinar Educação Financeira foi do Ministério da Educação (MEC) e, de acordo com a entidade, as redes de ensino públicas e privadas de todo o país devem se adequar à nova norma para ajustar o currículo educacional e abordar o tema desde a educação infantil até o ensino médio. A medida tem o objetivo de dar a base para que os alunos consigam desenvolver o hábito de poupar e até mesmo oferecer conhecimento para que, quando adultos, sejam capazes de tomar decisões mais conscientes em relação aos seus hábitos de consumo. Fonte: jornal contábil TEXTO 2 “Natália Dirani afirma ainda que envolver a criança no planejamento e orçamento familiar é o primeiro passo para a educação financeira. ‘Quebrar o tabu de falar com

Quer saber mais sobre “A importância da educação financeira em questão no Brasil”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Nos textos motivadores que selecionamos para o tema “A importância da educação financeira em questão no Brasil”, você viu que a educação financeira é importante para quebrar o tabu que existe em torno do tema, buscar qualidade de vida, saber se planejar financeiramente e evitar o endividamento. Porém, o tema envolve muitos desafios no país: enfrentar o analfabetismo e garantir uma educação financeira de qualidade para todas as pessoas. Confira os repertórios socioculturais que selecionamos para ajudar você a fundamentar a sua tese e garantir 900+ na redação. Boa leitura! TEDx | Finanças reais para pessoas reais Neste vídeo do TEDx, a administradora e orientadora financeira Nathalia Rodrigues – mais conhecida na internet como Nath Finanças – fala sobre a importância da educação financeira ser acessível e próxima do cotidiano da população brasileira que possui renda baixa. Ela ressalta que é necessário romper a ideia de que a educação financeira é apenas para “engravatados” e pessoas de classe alta. Segundo ela: “Educação financeira é mais do que anotar os gastos: é entender como a relação com o dinheiro afeta sua saúde mental e das pessoas com quem você convive. A educação financeira emancipa pessoas, liberta, transforma vidas e famílias.” Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/w5OGH0MrGH0 SÉRIE | Round 6 Você assistiu “Round 6”? A série sul-coreana lançada na Netflix fez sucesso no mundo todo e é um ótimo repertório para o nosso tema da semana. Em “Round 6”, 456 pessoas endividadas e desesperadas por dinheiro são convidadas para participarem de uma competição inspirada em brincadeiras infantis cujo prêmio final é uma quantia de 45,6 bilhões de Wons (moeda coreana equivalente a 40 milhões de dólares). Porém, o jogo tem consequências mortais e apenas uma pessoa leva o prêmio milionário. O personagem principal da série, Seong Gi-Hu, é um homem extremamente endividado que para tentar aliviar a sua situação financeira recorre a empréstimos com agiotas, o que acaba agravando a sua situação, pois ele não consegue quitar as suas dívidas. É aí que ele topa participar do jogo. A série aborda o superendividamento e alerta para a importância de poupar dinheiro e ter cuidado com empréstimos. Além disso, a série aborda outras questões como meritocracia e privilégios. A profa. Chay, do Redação Online, contou um pouco sobre a série em nosso canal do Youtube. Veja a seguir: MÚSICA | “Chopis Centis”, Mamonas Assassinas Os versos do refrão da música “Chopis Centis” (variação linguística de shopping center), dos Mamonas Assassinas, são muito pertinentes para falar sobre a cultura de parcelar compras, que teve início nos anos 50 com o surgimento dos crediários e está presente até hoje no dia a dia dos brasileiros – só que agora por meio do cartão de crédito. Os versos dizem o seguinte: “A minha felicidade É um crediário nas Casas Bahia” Comprar por meio dos crediários era uma forma de fazer aquela compra que não cabia no bolso por meio de pequenas parcelas. No entanto, essa forma de pagamento muitas vezes acaba provocando o consumismo, pois as pessoas passam a comprar mais do que podem pagar e acumulam cada vez mais dívidas. Escute a música no Youtube! FILME | Até que a sorte nos separe (2012) O filme nacional “Até que a sorte nos separe”, dirigido por Roberto Santucci, é uma trilogia de comédia romântica baseada no best seller “Casais inteligentes enriquecem juntos”. O primeiro filme da trilogia conta a história de um casal, Tino e Jane, que realizou o sonho de muitos brasileiros: ganhar na loteria. Só que após dez anos eles gastam todo o dinheiro em ostentação e ficam falidos. O filme mostra de forma bem humorada que mesmo tendo muito dinheiro é necessário ter um planejamento financeiro, saber economizar, poupar, gastar, investir e contar com ajuda profissional para administrar grandes quantias. Caso contrário, não adianta ganhar na loteria. O filme está disponível na Netflix, assista ao trailer a seguir: FILME | O homem que copiava (2003) “O homem que copiava” (2003), dirigido pelo cineasta Jorge Furtado, é outra produção brasileira que poderá enriquecer muito a sua redação. O protagonista André tem apenas 20 anos e é um operador de fotocopiadora em uma papelaria. Um dia ele tem uma ideia inusitada: imprimir o seu próprio dinheiro. O seu objetivo é ficar rico e impressionar Sílvia, a mulher dos seus sonhos. O filme retrata o cotidiano de muitos brasileiros que trabalham diariamente e vivem frustrados por serem mal remunerados, mas ainda assim sonham em melhorar a sua situação financeira para alcançar seus objetivos. Que tal assistir? Pega a pipoca e o caderno! O filme completo está disponível no Youtube: LIVRO | Vidas secas, de Graciliano Ramos O clássico da literatura brasileira “Vidas Secas”, do escritor Graciliano Ramos, é a nossa outra indicação. Em resumo, a narrativa retrata uma família miserável que vive no sertão e que de tempos em tempos se deslocam para fugir das regiões muito secas. O personagem principal é Fabiano, um homem analfabeto, que perde dinheiro no jogo, não sabe fazer conta e muito menos sabe o que é imposto. Fabiano é um retrato da realidade de uma boa parcela da população que é afetada pela desigualdade social e não possui um direito básico: a alfabetização. A partir dele podemos pensar que falar sobre educação financeira no Brasil não é uma tarefa fácil, pois o país ainda precisa lidar com problemas estruturais graves, como o analfabetismo. Segundo o IBGE, o Brasil possui 11 milhões de analfabetos – acesse esse dado aqui. E aí, o que você achou das nossas dicas de repertórios socioculturais sobre educação financeira? Como você usaria eles na sua redação? Conseguiu pensar em outros que não apontamos aqui? No ano passado nós indicamos outros repertórios sobre esse tema neste post, que tal dar uma olhadinha? Agora, é hora de
Saber o que são as figuras de linguagem e exemplos de cada uma delas é importante para conseguir aplicá-las na redação do ENEM da forma correta. Esses elementos gramaticais são tão importantes que todos os candidatos devem conhecer e dominar! Entretanto, como outros pontos que envolvem a linguagem, ainda há muitas dúvidas acerca do tema. Acredite: quem domina as principais figuras de linguagem consegue potencializar seu resultado no Exame Nacional do Ensino Médio e alcança, assim, a aprovação no curso dos sonhos. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo com as principais figuras de linguagem para você se inspirar. Nesta publicação, você tem acesso aos conceitos sobre as principais figuras de linguagem, com exemplos e aplicações para suas produções textuais. Continue lendo e tire suas dúvidas! Veja também nosso post sobre os principais gêneros textuais como utilizá-los de forma certa! Afinal, o que são figuras de linguagem? As figuras de linguagem são artifícios estilísticos com diversas finalidades, dando destaque às formas e artimanhas da comunicação. A maioria das figuras de linguagem trabalha com o sentido figurado das construções frasais, ou seja, um sentido conotativo, não literal. Elas são classificadas em: 10 principais figuras de linguagem com conceitos e exemplos Selecionamos as 10 principais figuras de linguagem que podem – e devem – ser utilizadas em suas produções textuais. Confira um pouco sobre o conceito de cada uma delas e exemplo para aplicação. 1. Eufemismo Eufemismo é a figura de linguagem utilizada para amenizar um acontecimento ou um assunto e torná-lo menos impactante. Trata-se de uma figura de linguagem utilizada em textos nos quais os temas são fortes e/ou polêmicos, tais como o aborto ou a descriminalização da maconha. Podemos dizer, ainda, que o eufemismo é uma figura de linguagem ligada à polidez e ao agrado. Trocar “morte” por “falecimento” ou “um lugar melhor” são formas comuns de eufemismo que aplicamos no nosso cotidiano. Ou, ainda, a troca de “estar menstruada” para “naqueles dias”. Em ambos os casos o eufemismo é facultativo. Em uma produção textual, por exemplo, o uso de “naqueles dias” já não é bem-vindo. Podemos limitar o termo para nossas conversas cotidianas. Exemplo: Márcia faltou com a verdade para com seu marido (eufemismo para “mentir”). 2. Hipérbole Também conhecida como “auxese”, a hipérbole é a figura de linguagem contrária ao eufemismo; ela busca exagerar um acontecimento, ideia ou assunto. A ideia é trazer ênfase para um acontecimento com base nos sentimentos do sujeito da frase. Se uma pessoa ficou algumas horas esperando uma resposta e, para ela, isso foi muito tempo, quando ela for contar o ocorrido para alguém, é possível que ela diga que ficou esperando “uma década” ou “um século”. O que, definitivamente, não aconteceu. Exemplo: Morrendo de sede, Joana comprou uma água gelada e bebeu como se fosse a última coca-cola do deserto. (hipérbole para “muita sede”). 3. Comparação Comparação é uma simples figura de linguagem que possui como finalidade equiparar dois ou mais objetos, sujeitos, tempos, acontecimentos e mais. A comparação é realizada como uma analogia explícita entre diferentes elementos, seguida de uma locução conjuntiva comparativa. Exemplo: Eu gosto de doce tanto quanto salgado. (comparação entre “doce” e “salgado”). 4. Metáfora Metáfora é uma figura de palavras ou semânticas com sentido próximo à figura comparativa. Mas, ao invés de falar “João está com uma fome igual de leão”, falamos “João está com fome de leão”. Podemos dizer que a metáfora é a figura de linguagem que transfere sentido de uma coisa para outra. Na prática, funciona mais ou menos assim: Exemplo: Isabela terminou com o rapaz, pois tem um coração de gelo. (“coração de gelo” é metáfora para sem sentimentos, pouca empatia ou frieza). 5. Ironia Ironia é a figura de linguagem que tem o intuito de gozação com o interlocutor. A ironia é utilizada para propor o inverso do que se afirma, ou seja, se uma pessoa te empurrou quando estava no ônibus e você diz “muita gentileza da sua parte!”, estamos lidando com uma frase irônica. Exemplo: É tão bom quando você trabalha muito e ganha pouco (com base no que foi exposto, o sentido correto seria a troca de “bom” para “ruim”). 6. Pleonasmo Pleonasmo é utilizado para intensificar uma frase por meio de repetições de termos com o mesmo sentido. Em geral, há dois tipos de pleonasmo: o literário e o vicioso. Enquanto o pleonasmo literário possui foco proposital de impactar o leitor sobre uma determinada situação, o vicioso refere-se ao nosso vício de linguagem: “sair para fora” e “entrar para dentro” são ótimos exemplos. Nas figuras de linguagem, consideramos somente o pleonasmo literário. Portanto, nada de “subir para cima” na sua redação do ENEM, certo?! Exemplo: A água salgada do mar limpava a alma de quem a entrava nela (as águas do mar são, por si só, salgadas, sem necessidade de acréscimo no adjetivo). 7. Analogia A analogia é a figura de linguagem com objetivo de semelhança e comparação. Em muitos casos, são necessários conectivos para que a frase funcione. A analogia é uma ótima alternativa para introduzir os assuntos à sua redação, ou seja, quando você for falar sobre a desigualdade social no Brasil, por exemplo, e conhecer alguma obra que aborde o tema, explore estes dois pontos na sua redação. Acredite, isso facilitará ainda mais sua produção textual. Exemplo: O que um pincel é para um pintor, o conhecimento é para o professor (analogia entre dois instrumentos profissionais). A analogia é uma ótima estratégia de redação para o ENEM! Falamos mais sobre o assunto nesta publicação: “O que você precisa saber antes de fazer uma redação do ENEM“. 8. Paradoxo O paradoxo é outra conhecida figura de linguagem que possui como objetivo a figura de pensamento, conhecida também como oximoro. Ela é utilizada para ideias, pensamentos e assuntos com sentidos contrastantes e contraditórios, podendo ser caracterizado como condicional, verídico ou falsídico. Exemplo: Mateus e João estão em uma guerra pacífica no trabalho (paradoxo está entre “guerra” e “pacífica”, de sentidos contrários). 9. Sinestesia Sinestesia é a figura de linguagem que utiliza das sensações percebidas pelo ser humano (audição, visão, olfato, tato e paladar). A conhecida música da dupla Sandy e Júnior é um ótimo exemplo de sinestesia,

Alguém já chamou a sua atenção por repetir muito uma palavra? Cuidado, isso pode ser um vício! Entre todos os erros gramaticais, os vícios de linguagem são os mais comuns em ambientes formais. Em geral, são palavras que não correspondem à norma-padrão da língua portuguesa e são muito usadas na fala e na escrita sem que a pessoa emissora perceba. Saber identificar esses desvios é fundamental para evitá-los em ambientes que exigem e avaliam a linguagem formal. Mas, afinal, o que são esses vícios de linguagem? Como se classificam? E como evitá-los? Continue a leitura do texto e descubra! O que são vícios de linguagem? Os vícios de linguagem são desvios da norma-padrão cometidos de maneira não intencional pela pessoa que emite a mensagem na fala ou na escrita, causando ruídos na comunicação e outros problemas relacionados à coesão e coerência. São considerados “vícios” por serem palavras e expressões usadas de maneira repetitiva, geralmente por falta de atenção ou falta de conhecimento da língua. Por serem contrários à norma-padrão, os vícios de linguagem devem ser evitados em contextos formais – como em uma reunião de trabalho, no ambiente acadêmico ou em redações de vestibulares, concursos e Enem –, pois eles podem afetar a sua imagem ou a sua nota nos exames que exigem o conhecimento da escrita formal da língua portuguesa. Quais são os tipos de vícios de linguagem? Existem vários tipos de vícios de linguagem que podem estar relacionados a problemas semânticos, morfológicos e sintáticos do texto. Veja a seguir os mais cometidos! Barbarismo O barbarismo é um vício de linguagem que se caracteriza por um erro na grafia ou pronúncia das palavras, por exemplo: “excessão” em vez de “exceção”; “cidadões” em vez de “cidadãos”. Arcaísmo Como o próprio termo já diz, o arcaísmo se refere às palavras que são consideradas arcaicas, ou seja, que deixaram de ser usadas pelos falantes da língua. Por exemplo: “vossa mercê” em vez de “você”; “quiçá” em vez de “talvez”; “outrossim” em vez de “também”. Ambiguidade A ambiguidade é considerada um vício quando as construções textuais, de maneira não intencional, geram um duplo sentido. Veja um exemplo: “Ana foi atrás do cachorro correndo”. Devido à posição do verbo “correndo”, a frase cria uma dúvida: quem estava correndo? Ana ou o cachorro? Para resolver a ambiguidade, poderíamos reestruturar a frase da seguinte forma: “Ana, correndo, foi atrás do cachorro” ou “Ana foi correndo atrás do cachorro” (no caso de Ana estar correndo); “Ana foi atrás do cachorro que estava correndo” (no caso do cachorro estar correndo). Pleonasmo vicioso O pleonasmo ocorre quando há expressões redundantes ou repetitivas, por exemplo: “encarar de frente”; “ver com os olhos”; “conclusão final”. Solecismo Já o solecismo se refere a erros de concordância, regência e colocação pronominal. Veja a seguir um exemplo de cada caso: concordância: “Nós vai fazer dois anos de namoro” (o correto seria: “Nós vamos fazer dois anos de namoro”); regência: “Os estudantes devem assistir o filme” (o correto seria: “os estudantes devem assistir ao filme”); colocação pronominal: “Eu não surpreendi-me com o resultado” (o correto seria: “Eu não me surpreendi com o resultado”). Cacofonia A cacofonia, ou cacófato, ocorre quando duas palavras próximas produzem um som desagradável, causando um fenômeno conhecido como dissonância. Em geral, essas expressões são formadas pelo final de uma palavra e o início de outra. Por exemplo: “Eu vi ela na rua” (viela) e “Colocaram a culpa nela” (panela). Há também outros vícios de linguagem relacionados à cacofonia, que também provocam sons dissonantes: a colisão, hiato e eco. Veja abaixo como se classificam: Colisão: ocorre quando há repetição de consoantes em uma mesma frase. Lembra daquele antigo trava-língua “o rato roeu a roupa do rei de Roma”? Sabemos que, neste caso, é proposital. No entanto, uma frase como essa em uma redação poderia ser considerada um vício de linguagem por causa da repetição da consoante “r”. Hiato: ocorre quando há repetição de vogais, por exemplo: “ou eu ou ela”. Eco: quando há repetição de palavras com terminações iguais ou semelhantes, gerando uma rima de forma não intencional. Por exemplo: “Na realidade, a sociedade precisa exigir mais responsabilidade com as medidas de sustentabilidade” (observe que a repetição da terminação “dade” gera um estranhamento no enunciado). Gerundismo O gerundismo é o uso inadequado e excessivo do gerúndio em situações que possuem conjugações adequadas para a utilização. Um exemplo é: “Vou estar enviando um e-mail para você” em vez de “Eu enviarei um e-mail para você”. Estrangeirismo O estrangeirismo é o uso exagerado de palavras estrangeiras – geralmente da língua inglesa – enquanto já possuem vocábulos equivalentes em português. Alguns exemplos são: start (“começar”), stress (“estresse”) e hot dog (“cachorro-quente”). Preciosismo Sabe aquela palavra difícil e pouco usada no dia a dia? Cuidado com o seu uso, pois ela pode ser considerada um preciosismo. Esse vício de linguagem se trata do uso excessivo de palavras rebuscadas, como “destarte” e “colóquio”. O uso de mesóclise também pode ser considerado vicioso, por exemplo, “falar-lhe-ei”. Prefira sempre as expressões mais simples, anotado? Plebeísmo Ao contrário do preciosismo, o plebeísmo é o uso de palavras coloquiais e gírias que são muito usadas em conversas informais, por exemplo: “rolê”, “tá ligado” e “correr atrás”. Neste último caso, prefira “persistir” ou “perseverar”. Como evitar os vícios de linguagem na redação? Alguns desses vícios de linguagem que acabamos de ver são muito encontrados nas redações do Enem e vestibulares pelos corretores – como o solecismo e o preciosismo. Esse descuido prejudica a nota de muitas pessoas sem que elas saibam, por isso é essencial identificar os vícios de linguagem e, então, corrigi-los. Mas, afinal, como evitar os vícios de linguagem? Confira as dicas que preparamos! Pratique a redação A primeira dica de todas é: pratique a sua redação! Quanto mais você escreve, mais você desenvolve a sua habilidade de comunicação. Pesquise sinônimos

Prepare-se para o ENEM! Explore o tema "Consumismo e publicidade excessiva na internet" com textos motivadores e insights para sua redação. Analise como a internet intensificou o consumismo e os impac

Você já escreveu uma redação sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira o tema da semana! Não é de hoje que o consumismo levanta uma série de problemáticas em nossa sociedade. Com a criação da internet, esse problema se intensificou devido à publicidade excessiva nas redes sociais e sites que acessamos. Afinal, a tentação agora é muito maior: com apenas um clique é possível comprar um produto que parece perfeito para nós. Leia os textos motivadores a seguir e, com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo sobre o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”. TEXTO 1 CONSUMIDOR E REDES SOCIAIS: A NOVA DIMENSÃO DO CONSUMISMO NO ESPAÇO VIRTUAL “Ao mesmo tempo em que as redes sociais instigam e aumentam o consumismo, influenciando mercados de consumo de maneira negativa, aparece, também, como um novo local de fala ao consumidor, como um novo ambiente onde ele possa ser ouvido e onde acaba por produzir um discurso de poder. O consumo é próprio do ser humano, necessário e intrínseco. Nada mais é do que a aquisição daquilo que lhe é essencial, para a manutenção de uma vida digna e confortável. Feito dia após dia, é parte indissociável do ser humano. Ocorre que o termo consumismo pode ser conceituado de diversas formas, dentre elas, como o ato de adquirir bens ou serviços desnecessários, supérfluos, não essenciais, ou por mero prazer ou vontade e satisfação pessoal. O desenvolvimento da Internet e, posteriormente, das redes sociais, alterou de maneira drástica a forma de consumir. O alto fluxo informacional que se apresenta nos dias atuais, por meio de aparelhos eletrônicos, possibilitou uma maior facilidade e rapidez no momento da escolha e da compra, fez com que o mercado de consumo global se transformasse.” Fonte: mpsp TEXTO 2 Uso acrítico das redes sociais pode levar a manipulação de consumo e massificação de gostos Não é uma novidade que as redes sociais afetam o comportamento de quem as consomem. Inclusive, diversos estudos já comprovam que o uso exagerado e alienado à realidade pode trazer inúmeros prejuízos não apenas emocionais como físicos. Um exemplo é a pesquisa realizada pela Royal Society for Public Health, no Reino Unido em parceria com o Movimento de Saúde Jovem que constatou que o Instagram é uma das redes sociais mais nocivas do mundo, afetando o sono, a autoimagem e a percepção de acontecimentos. Facebook e Snapchat vieram logo em seguida. O filósofo, escritor e estudioso do tema, Fabiano de Abreu aponta que a vida nas redes se assemelha a uma encenação, onde a ostentação e a venda de uma vida perfeita levam à manipulação dos usuários. “As redes sociais engoliram de vez a mídia televisiva, e a tendência é que engula as pessoas também, em especial pela característica de controle e influência onde modas temporárias de vestimenta, consumo e comportamento se tornam referência mundial rapidamente”, analisa. Um exemplo de consequência que migra das redes para a vida real é o consumismo exagerado, que tem como principal aliado a base de dados que dita o comportamento dos usuários. “Sofremos devido ao bombardeamento de propagandas de empresas que nos conhecem extremamente bem. Eles possuem todos os nossos dados e com os nossos desejos em mão, nos oferecem constantemente, mais e mais opções para que possamos comprar, comprar e comprar”, aponta Fabiano de Abreu. Além de provocar a impulsividade, esse consumismo pode levar ao endividamento, já que a vida financeira está baseada não no que se precisa, mas na ansiedade de consumir o que as redes dizem que você precisa. “Tem muita gente passando por uma crise horrível, mas não perde a oportunidade de ostentar vida boa nas redes sociais. Esses são exemplos de indivíduos que já estão imensamente embaraçados na trama toda e que se tornaram peças facilmente manipuláveis das redes”, aponta. Consumir por gosto ou por influência? A era das redes sociais também levanta a pauta dos gostos pessoais, já que estes podem ser apenas um reflexo do que se consome nos aplicativos e não um resultado da personalidade. “O que você veste condiz com quem você é? O fast-fashion é o melhor exemplo sobre padronização de gostos. A moda chega mais rápido ao consumidor final e nas redes sociais elas funcionam como uma espécie de cartel que monopoliza o que será tendência para os próximos meses e todo mundo usa a mesma coisa”, reflete o filósofo. E não é apenas o consumismo de bens que as redes podem influenciar. De acordo com Fabiano de Abreu músicas também podem seguir a mesma lógica. “Hoje em dia existem os hits comerciais que viram sucesso em questão de minutos, basta encaminhar em massa para aplicativos de mensagens ou redes sociais. Passamos a viver como se todos tivessem que cantar e escutar os mesmos estilos musicais para pertencer a um grupo”, aponta. Porém, mais que a massificação de gostos, a preocupação do escritor é quanto a apatia do indivíduo que não dá um tempo para refletir sobre seus consumos e preferências. “O mais preocupante é que desde que o mundo é mundo seguimos aceitando ser manipulados como uma máquina e de uns tempos para cá, essa manipulação ficou mais evidente. Mesmo que inconscientemente entramos em um sistema de influência, no qual os gestores das plataformas digitais e da mídia em geral são responsáveis por selecionar e filtrar o que será consumido pela grande massa. São eles quem determinam o padrão a ser seguido”, preocupa-se Fabiano. Segundo Fabiano, isso é um sinal de que a estratégia da indústria está sendo efetiva. A publicidade é construída para manipular o indivíduo a pensar que é ele quem escolhe o que está consumindo, sejam informações ou bens. “Já se deu conta que quando você pega o seu celular só aparecem as coisas que, ou você acabou de pesquisar no Google ou que se tornou viral e todos estão vendo? Ou seja, as informações são selecionadas e apresentadas a partir das pesquisas que fazemos

Quer saber mais sobre “Consumismo e publicidade excessiva na internet”? Confira alguns repertórios que listamos para o tema! Você já foi bombardeado nas redes sociais por anúncios de um produto do seu interesse? Ou mesmo pensou em comprar algo na internet sem antes botar na balança se essa compra é realmente necessária? Certamente já, não é? Saiba que isso é mais comum do que se imagina! Ao mesmo tempo que a internet tem o seu lado positivo por facilitar a comunicação e agilizar processos de compras, por outro lado também intensificou outros problemas: o consumismo e publicidade excessiva. No ambiente digital, as pessoas estão mais vulneráveis por conta de tantos estímulos emocionais e o excesso de publicidade agrava um problema que já existe há anos – o consumo exagerado –, prejudicando a saúde emocional e financeira. Para ajudar você a escrever o tema “Consumismo e publicidade excessiva na internet”, selecionamos alguns repertórios socioculturais para você usar na redação. Confira neste post! Reportagem | Compulsão por compras afeta cerca de 600 milhões de pessoas no mundo Essa reportagem do Domingo Espetacular mostra como a internet impulsionou o consumismo e alerta sobre as consequências da compulsão pelo consumo: prejuízo na vida social, emocional e financeira. Além disso, a reportagem ressalta que o consumo compulsivo é considerado um transtorno de origem emocional – a oneomania –, que se caracteriza por três estágios: euforia (pela compra), culpa e negação. Segundo a OMS, 8% da população mundial sofre com essa doença, o que equivale a mais de 600 milhões de pessoas. Assista ao vídeo a seguir: https://youtu.be/zV7jJJzxcoo Livro | Vida para consumo, de Zygmunt Bauman O livro Vida para consumo: a transformação das pessoas em mercadorias (Editora Zahar, 2008), do sociólogo Zygmunt Bauman, também pode ser usado como repertório. Nesse livro, Bauman aponta que a estrutura da sociedade atual é baseada no consumo. Sua tese é de que o consumo contemporâneo transforma as pessoas – os consumidores – também em mercadorias, forma as suas identidades e as relações entre elas. Para Bauman, é por meio do consumo que as pessoas são aceitas na sociedade e conseguem conquistar “prêmios sociais”. A citação abaixo ilustra bem essa ideia: “Na sociedade de consumidores, ninguém pode se tornar sujeito sem primeiro virar mercadoria […]” (BAUMAN, 2008, p. 20). Nesse sentido, o autor analisa que as pessoas não apenas consomem, mas também estão expostas como “mercadorias” na sociedade. Por exemplo, um candidato para uma vaga de trabalho é visto como uma “mercadoria” para a empresa. Pareceu complicado? Para entender mais a análise de Bauman sobre a sociedade de consumo, indicamos o vídeo do canal Educa Periferia. Assista a seguir! Curta-metragem | Happiness, de Steve Cutts No curta Happiness (“Felicidade” em português), de 2017, o ilustrador e animador inglês Steve Cutts faz uma crítica à busca incessante pela felicidade por meio do consumismo. Essa ideia de “felicidade”, retratada no curta, depende da posse e do acúmulo de bens materiais para alcançar o “sucesso” – uma lógica constantemente estimulada pela publicidade. Cutts é muito conhecido pelas suas produções que fazem críticas duras à sociedade consumista e capitalista, como o curta-metragem Wake Up Call (2014). Neste curta, ele aborda a obsolescência programada, que é quando produtos são criados para se tornarem ultrapassados em pouco tempo – por exemplo, os smartphones. Para assistir esse curta, acesse aqui! Artigo | Consumir procurando uma felicidade que nunca chega Este artigo do jornal El País aborda a relação entre consumismo e publicidade, os impactos do consumo excessivo para o meio ambiente e outras problemáticas sobre o tema. Também aponta que a preferência por compras na internet está entre as principais mudanças de consumo ocorridas nos últimos anos. Leia o artigo completo aqui. Manchete | Por que as propagandas nos ‘perseguem’ na web? Esta manchete da Uol explica como os anúncios são direcionados às pessoas na internet, de acordo com o seus interesses, por meio dos cookies – arquivos de textos que os sites depositam nas máquinas dos usuários a fim de coletar seus dados e sites acessados anteriormente. Leia a manchete completa aqui e entenda! Documentário | O dilema das redes (2020) Já que o tema envolve o ambiente digital, você já assistiu o documentário O dilema das redes? Em resumo, é uma produção da Netflix (2020) que fala sobre os efeitos nocivos do uso excessivo das redes sociais e o controle do comportamento por meio dos algoritmos. Trata-se de um repertório interessante para falar sobre como as redes sociais afetam o psicológico dos usuários. Podemos pensar, por exemplo, que diante de tantos estímulos emocionais – provocados pela publicidade e influenciadores que promovem estilos de vida – as pessoas ficam mais vulneráveis no espaço virtual. Assim, a publicidade excessiva se torna um grande problema. O dilema das redes está disponível na Netflix. Documentário | Criança, a Alma do Negócio O documentário Criança, a alma do negócio, da cineasta Estela Renner, é de 2008, mas ainda assim continua recente. Isso porque o documentário analisa como as mídias de massa e a publicidade influenciam as crianças e, em consequência, a escolha dos produtos em casa. O documentário aborda os efeitos negativos da publicidade infantil e alerta para a importância de proteger esse público do excesso de anúncios, pois o estímulo do consumismo na infância pode afetar drasticamente a formação enquanto indivíduos. Esse é um dado importante, afinal, as crianças também são usuárias da internet. O documentário está disponível no Youtube. Assista! Filme | Amor por contrato O filme apresenta a família Jones, que demonstra ser perfeita. Steve e sua esposa Kate, além dos filhos, são populares e esbanjam produtos de última geração, que despertam o desejo de consumo da vizinhança. Contudo, eles não são uma família de verdade: são funcionários de um empresa de marketing que decidiu inserir famílias em mercados de luxo para aguçar o interesse das pessoas e aumentar a lucratividade. Mesmo sendo de 2009,

Você sabe quais são as diferenças entre “onde” e “aonde”? Sabe quando cada um deles deve ser utilizado? Aprenda tudo isso aqui!

Você tem dificuldade de elaborar os meios na proposta de intervenção? Confira algumas dicas e exemplos que preparamos para você! A proposta de intervenção é uma das competências da redação do ENEM que mais gera dúvidas. Afinal, a banca exige alguns elementos específicos para que a proposta seja considerada completa, por exemplo, o meio/modo pelo qual a ação sugerida deverá ser realizada. Esse elemento, quando não é muito bem compreendido pelo(a) participante, gera muita confusão ou mesmo passa despercebido na hora de escrever a redação. Foi pensando nisso que preparamos este post para ajudar você a entender melhor o que são os meios na proposta de intervenção e alguns exemplos que podem ser utilizados. Boa leitura! O que é uma proposta de intervenção? Primeiro, precisamos entender o que é uma proposta de intervenção. Você já deve saber que o tema de redação do Enem sempre trata de uma problemática social, certo? Por isso, a banca avaliadora espera que você apresente medidas para solucionar o problema. Essa é uma exigência do Enem que, conforme a competência 5, deve estar na conclusão da redação. Nesse sentido, você deverá propor uma intervenção, ou seja, sugerir uma iniciativa para solucionar – ou, pelo menos, minimizar – o problema apresentado no tema. Segundo a Cartilha do Inep, a proposta deve estar muito bem articulada aos argumentos que você apresentou no desenvolvimento do texto e apresentar os seguintes elementos: Ação: O QUE deve ser feito para solucionar o problema? Agente: QUEM deve executar a ação? (lembre-se dos GOMIFES) Meio/modo: COMO deve ser feita a ação? Por meio do quê? Efeito/finalidade: PARA QUE essa ação deve ser feita? Detalhamento: que outra informação pode ser acrescentada para detalhar a proposta? (aqui você deve detalhar pelo menos um dos elementos anteriores para que a proposta seja considerada completa) É importante destacar que a banca do Enem exige que você apresente pelo menos uma proposta de intervenção, desde que seja muito bem detalhada e com todos os elementos citados acima. Ao cumprir isso, você garantirá os 200 pontos da competência 5! O que são os meios na proposta de intervenção? O meio/modo na proposta de intervenção se refere à forma que a ação deve ser executada ou ao recurso utilizado para que a ação se concretize. Sendo assim, não basta dizer o que deve ser feito, você precisa especificar o meio pelo qual será realizada a ação. Imagine que você está escrevendo uma redação cujo tema é sobre educação inclusiva no Brasil. Se você sugerir que “a escola (agente) deve promover a inclusão (ação)”, é necessário que você apresente COMO ela deve promover, ou seja, por meio de palestras e atividades culturais, avaliações adaptadas, espaços adequados, entre outras formas. Como elaborar os meios na proposta de intervenção? Um dos maiores erros na hora de elaborar a proposta de intervenção é não apontar, de forma objetiva, o meio/modo de realizar a ação, o que acaba deixando a proposta muito vaga. Para evitar esse deslize, siga as seguintes dicas: Planeje a sua redação: o planejamento prévio da redação conta muito na competência 3 e ajuda você a elaborar uma proposta articulada com os argumentos apresentados ao longo do texto. Pense como o agente escolhido pode se mobilizar: o meio apontado por você deve ser viável para o agente escolhido. Por exemplo, se o seu agente for uma ONG, ela poderá realizar campanhas de conscientização, porém não poderá criar leis. Entendido? Use a expressão “por meio de”: o uso dos elementos coesivos “por meio de” ou “por intermédio” é uma forma de enfatizar o meio na proposta de intervenção e ajudar o próprio corretor a identificá-lo. Então, ao pensar na medida para o problema, pergunte-se sempre: “por meio do quê?” Agora que você já sabe como elaborar o meio/modo na proposta de intervenção, vamos ver alguns exemplos a seguir? Siga a leitura! Exemplos de meios para utilizar na proposta de intervenção Existem várias maneiras de realizar uma ação na sociedade. Na redação do Enem, ela irá depender do agente envolvido e, claro, dos argumentos apresentados no desenvolvimento. Contudo, é possível pensarmos em alguns exemplos de meios/modos que podem ser utilizados em uma proposta. Por exemplo, várias medidas podem ser concretizadas por meio da: criação de uma lei; divulgação em veículos de comunicação; supervisão da legislação vigente; contratação de profissionais capacitados; elaboração de projetos pedagógicos acerca do tema em questão. Viu como é fácil? Para facilitar o entendimento, veja a seguir alguns exemplos de propostas de intervenção extraídas de redações que tiraram nota máxima nas edições anteriores do Enem. Tema: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet” A proposta de intervenção abaixo é de uma redação nota mil sobre o tema do Enem 2018: “Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet”. Observe o elemento “por meio de” em destaque: Portanto, fica evidente a necessidade de combater o uso de informações pessoais por empresas de tecnologia. Para tanto, é dever do Poder Legislativo (agente) aplicar medidas de caráter punitivo às companhias que utilizarem dados privados para a filtragem de conteúdos em suas redes (ação). Isso seria efetivado por meio da criação de uma legislação específica e da formação de uma comissão parlamentar (meio), que avaliará as situações do uso indevido de informações pessoais. Essa proposta tem por finalidade evitar a manipulação comportamental de usuários e, caso aprovada, certamente contribuirá para otimizar a experiência dos brasileiros na internet (finalidade). (Luisa Sousa Lima Leite) Veja que os meios propostos foram “a criação de uma legislação específica” e a “formação de uma comissão parlamentar”. Esses meios estão devidamente relacionados com o agente escolhido para solucionar o problema – o Poder Legislativo. Vamos ver mais um exemplo? Tema: “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” A proposta de intervenção abaixo foi retirada de uma redação nota mil sobre o tema “Democratização do acesso ao cinema no Brasil” do Enem 2019. Observe: Portanto, cabe ao Governo (agente) investir em

Há uma diversidade de gêneros textuais, e cada um deles possui características e estruturas diferentes entre si. Conhecer todos eles e a maneira correta de fazê-los pode não ser uma tarefa muito fácil, especialmente quando temos que estudar outras matérias para prestar aquele vestibular ou concurso dos sonhos. Entender os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares é imprescindível para conseguir uma boa nota e ingressar no curso que deseja. Foi pensando nisso que elaboramos um conteúdo completo com os gêneros textuais que mais caem nos vestibulares de todo o país. Nesta publicação, você vai conferir os conceitos, as características, os elementos e a estrutura de cada um deles para você fazer da maneira certa. Vamos lá! O que são gêneros textuais? Os gêneros textuais são categorias de textos pré-estabelecidas sob determinados estilos. Cada tipo de gênero textual é utilizado para diversos fins: quando um exame solicita que você realize uma dissertação, sua redação precisa contemplar alguns pontos para que esteja de acordo com os requisitos e conseguir, assim, uma nota suficiente. Os gêneros textuais são importantes para que as instituições entendam a capacidade dos candidatos de interpretar, de entender o que foi solicitado e de conseguir colocar seus conhecimentos em prática. Para além da estrutura, o estudante precisa ter conteúdo suficiente para contemplar o tema solicitado. Saber interpretar os temas e os gêneros solicitados é essencial para conseguir construir uma boa redação. Confira nossa publicação com dicas para interpretar os temas de redação. É certo dizer, ainda, que cada tipo textual possui uma finalidade e um cargo social. Isso quer dizer que eles carregam intenções e propósitos para diferentes situações sociais. Gênero textual: os mais solicitados por vestibulares Agora que você sabe o que são gêneros textuais e sua função, é o momento de conhecer os mais solicitados pelo país afora. Dissertação argumentativa Em poucas palavras, a dissertação argumentativa se refere à capacidade do candidato em interpretar o tema e conseguir argumentar sobre uma posição específica. Por exemplo, se o assunto em questão é “desigualdade social no Brasil”, seu texto deverá ser conduzido sobre uma determinada posição acerca dessa temática. Mas que posição é essa, afinal? A posição é decidida pelo próprio candidato. O texto de dissertação argumentativa compete à habilidade do concorrente de defender seu ponto de vista sobre aquele assunto e convencer o leitor. De maneira geral, os temas referentes a esse gênero textual possuem cunho social e com relevância contemporânea. Dessa forma, a melhor maneira para conseguir uma boa nota em redações de dissertação argumentativa é estar atento aos assuntos de relevância na atualidade. Dissertação expositiva A dissertação expositiva, por sua vez, não necessita de argumentos para defender um ponto de vista, mas sim de uma exposição sobre os pontos existentes sobre aquele assunto. Nessa medida, se o tema for “desigualdade social no Brasil”, o concorrente deverá expor os aspectos relacionados à temática, tais quais: motivos, desafios, consequências, dados reais e assim por diante. Artigo de opinião O artigo de opinião, assim como a dissertação argumentativa, também é um tipo textual de caráter argumentativo. A estrutura necessária para este gênero textual é: introdução com tese e apresentação do tema; desenvolvimento com argumentos; e conclusão, com síntese do desenvolvimento e reiteração sobre a tese inicialmente apresentada. Carta argumentativa Assim como o próprio nome sugere, o gênero textual de carta argumentativa compete à habilidade do candidato de defender seu ponto de vista em uma estrutura de carta: data: logo na primeira linha do texto; destinatário: a pessoa, organização ou comunidade a qual a carta será encaminhada; corpo do texto: deve conter as argumentações necessárias para convencer seu destinatário; saudação: despedida com respeito devido à figura destinatária; assinatura do remetente: deve estar presente na última linha da redação. Atenção: alguns vestibulares proíbem a assinatura do remetente, portanto, você deve estar atento aos requisitos da instituição em que você está realizando o exame. Por isso, sempre leia o edital e as instruções da prova com muita atenção. Carta do leitor A carta do leitor é outro gênero textual com estrutura semelhante à exposta no tópico acima, com a diferença de que não é necessário nenhum tipo de argumentação para convencimento do leitor. Neste caso, o candidato deve apresentar sua opinião, seja ela qual for, sobre o tema exposto. Carta aberta Já na carta aberta, é necessário que o leitor exponha alguma informação, pedido ou inquérito para uma autoridade ou organização. De maneira geral, os assuntos contemplados nesse tipo de redação possuem cunho social em prol do bem comum. Este gênero textual possui caráter público, isso significa que sua carta deve levar em consideração que será exposta à sociedade. Veja mais sobre as características do gênero carta neste post “O que você precisa saber sobre o gênero textual carta“. Narração A narração não é um gênero textual, mas sim um tipo textual. Ainda assim, é importante entendê-lo e dominá-lo. Nele, o candidato deve ter as competências de narrar um acontecimento. A narração pode ser dividida em algumas subcategorias, tais quais: relato; conto – micro e nano conto; romance; novela; fábula; narrativa. Neste caso, o estudante deverá abranger os seguintes pontos: enredo, personagens/sujeitos, narrador, espaço e tema. Quer saber mais sobre a narração? Aqui em nosso blog também abordamos o assunto! Resposta argumentativa Seguindo o mesmo propósito de outros gêneros argumentativos, a resposta argumentativa deve ter o poder de convencimento do leitor, em formato de resposta. A princípio, o concorrente deve responder a pergunta do enunciado, desenvolver sua resposta de forma argumentativa, defendendo sua tese, e concluindo com retomada à tese. Crônica O gênero crônica tem como características principais a narração curta sobre os fatos e linguagem acessível. Podemos dizer que as crônicas seguem um padrão narrativo e, ainda, são divididas em três tipos: crônica jornalística; crônica humorística; crônica histórica. Veja mais sobre crônica na nossa publicação “Características e particularidades sobre o gênero textual crônica” Conheça todas as possibilidades de gêneros textuais Para além dos expostos acima, há outros gêneros textuais menos comuns, como: notícia: objetivo de informar ao leitor algum
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