
O eixo temático saúde é um dos mais recorrentes nas propostas de redação do ENEM, vestibulares e concursos públicos. Isso porque questões sanitárias, acesso a serviços médicos, doenças contemporâneas e desafios estruturais da saúde pública brasileira são temas que envolvem tanto direitos fundamentais quanto políticas públicas.
Além disso, a saúde está diretamente ligada a outras áreas sociais, como educação, tecnologia, meio ambiente e desigualdade. Por isso, compreender esse eixo de forma ampla e atualizada é essencial para desenvolver argumentos sólidos e bem embasados.
Temas como crise no SUS, transtornos mentais entre jovens, impactos da pandemia na saúde pública, medicalização da vida, desigualdades no acesso a tratamentos e inteligência artificial na medicina já caíram ou têm alto potencial de cobrança nas provas dissertativas.
O eixo temático saúde reúne temas que abordam o bem-estar físico, mental e social da população. Trata-se de um campo multidisciplinar que articula direitos fundamentais, políticas públicas, acesso a serviços essenciais e desafios contemporâneos, como o avanço da tecnologia ou os impactos ambientais na saúde humana.
Na redação, esse eixo exige do candidato uma visão crítica sobre como a saúde é tratada no Brasil e no mundo, além de argumentação sólida sobre causas, consequências e possíveis soluções para problemas reais.
Esse eixo é muito explorado porque a saúde é um direito previsto na Constituição e um tema sempre atual nas políticas públicas. Saber articulá-lo na redação é uma forma de mostrar repertório, senso crítico e domínio da estrutura dissertativa.
De forma geral, os temas ligados ao eixo da saúde envolvem questões sociais, éticas, políticas e tecnológicas. Eles costumam aparecer nas propostas de redação por estarem diretamente relacionados aos direitos humanos e ao bem-estar coletivo. Veja, a seguir, os principais temas cobrados dentro dessa área:
Esse tema discute a dificuldade que parte da população tem em acessar serviços básicos de saúde, especialmente em regiões periféricas e rurais. Pode ser abordado por meio de tópicos como a precarização do SUS, a má distribuição de médicos e a sobrecarga nos hospitais públicos.
Aqui, o foco está na importância da imunização, na resistência à vacinação (movimentos antivacina), e em como políticas de prevenção podem reduzir o número de internações e mortes, principalmente durante surtos e pandemias.
Com o aumento de transtornos como depressão, ansiedade e burnout, esse tema chama atenção para a falta de políticas públicas para saúde mental, a desinformação e o preconceito que ainda cercam o cuidado emocional.
Esse é um tema transversal, pois relaciona desigualdade social, raça, gênero e território ao acesso a tratamentos de qualidade. Um bom exemplo é a diferença no atendimento entre hospitais públicos e privados.
A integração de tecnologias como inteligência artificial, telemedicina e big data no setor da saúde traz benefícios e desafios. A proposta pode discutir os riscos da dependência tecnológica, a exclusão digital ou os dilemas éticos do uso de dados sensíveis.
Assuntos como a dengue, a tuberculose e a hanseníase, que ainda atingem populações vulneráveis, costumam ser cobrados para debater a negligência histórica e a ausência de políticas consistentes.
Obesidade, diabetes, hipertensão e sedentarismo são problemas de saúde pública muitas vezes associados a hábitos modernos prejudiciais, como má alimentação, estresse e inatividade física. Um tema atual seria: “Os impactos do sedentarismo na saúde dos jovens brasileiros”.
No Enem, os temas ligados à saúde costumam explorar dimensões sociais, econômicas e comportamentais que afetam o bem-estar da população. Eles se conectam diretamente com os direitos humanos, a cidadania e as políticas públicas, pilares da prova.
A seguir, listamos exemplos de temas já cobrados ou com grande potencial de aparecer nas próximas edições, todos com base em atualidades e debates relevantes:
➡️ Esses temas exploram a saúde emocional no mundo contemporâneo, marcada por hiperconectividade, pressões no trabalho e traumas recentes, como a pandemia.
➡️ Traz à tona estigmas e comportamentos prejudiciais à saúde, que impedem muitos homens de buscar ajuda médica ou emocional.
➡️ São temas que evidenciam as lacunas no acesso à saúde, principalmente para populações marginalizadas.
➡️ Relaciona-se à eficiência das políticas públicas de prevenção e à responsabilidade coletiva na contenção de surtos.
➡️ Envolve questões de publicidade infantil, acesso a alimentos saudáveis e desigualdade social.
➡️ Tópicos que abordam o cuidado com a infância como base para uma sociedade mais saudável.
Michel Foucault, Friedrich Nietzsche e Georges Canguilhem são os principais filósofos que abordam a saúde em suas obras — cada um com perspectivas únicas sobre corpo, normalidade e cuidado.
Foucault enxergava a saúde não apenas como uma questão biológica, mas como uma construção social e política. Em obras como “Vigiar e Punir” e “Nascimento da Clínica”, ele analisa como instituições médicas passaram a regular o corpo e o comportamento das pessoas.
➡️ Para ele, a medicina é uma forma de controle social, usada para normatizar condutas. A saúde, nesse contexto, é parte de um sistema de poder que define o que é “normal” ou “patológico”.
Nietzsche critica a ideia de saúde apenas como ausência de doença. Em vez disso, propõe uma visão vitalista: ser saudável é ter força interior, é afirmar a vida mesmo diante do sofrimento.
➡️ No livro “O Anticristo”, ele questiona os valores morais que negam o corpo e exalta uma saúde que envolve vontade, superação e autonomia.
Canguilhem é um pensador-chave para entender a medicina moderna. Em “O Normal e o Patológico”, ele afirma que não existe saúde universal, e que cada indivíduo define o que é normal para si com base na sua capacidade de se adaptar.
➡️ Ele defende que a doença não é uma falha, mas uma nova maneira de viver. Essa visão é muito usada em discussões sobre saúde pública e inclusão.
Você pode citar o tema saúde na redação como consequência social, desafio estrutural ou direito fundamental — sempre relacionando com dados, repertórios e a tese do texto.
A Constituição de 1988 garante, no artigo 196:
“A saúde é direito de todos e dever do Estado.”
📌 Você pode usar esse trecho para introduzir discussões sobre:
📍 Exemplo:
Segundo o artigo 196 da Constituição Federal, é dever do Estado garantir o acesso à saúde. No entanto, a precariedade do sistema público em regiões periféricas evidencia o descompasso entre norma e prática.
➡️ Exemplo de estratégia com conectivo:
Além disso, a saúde da população é diretamente afetada por fatores sociais como moradia precária, fome e violência urbana.
Esse tipo de citação encaixa bem em temas como:
Use dados simples e eficazes, como:
“O SUS atende cerca de 190 milhões de pessoas no Brasil”
“Segundo a OMS, uma em cada quatro pessoas terá algum transtorno mental ao longo da vida”
📍 Exemplo com conectivo e contextualização:
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, uma em cada quatro pessoas será afetada por transtornos mentais, o que reforça a urgência de políticas públicas voltadas à prevenção e ao acolhimento psicológico.
Você pode citar:
📍 Exemplo:
Assim como retrata a série Sob Pressão, muitos profissionais enfrentam a falta de recursos hospitalares para garantir um atendimento digno, evidenciando a desigualdade no acesso à saúde pública.
Quando o tema da redação envolve saúde física, mental ou coletiva, é fundamental contar com autores que tragam análises profundas sobre o assunto. A seguir, apresentamos pensadores brasileiros e internacionais que você pode citar com segurança em temas do ENEM, vestibulares e concursos.
Quem foi: Médico sanitarista e político.
Contribuição: Defensor da reforma sanitária e um dos idealizadores do SUS.
Citação possível: “A saúde não é mercadoria.”
Use em temas sobre: Saúde pública, SUS, desigualdade no acesso à saúde.
Quem é: Médico oncologista, escritor e divulgador científico.
Contribuição: Atua na popularização da saúde preventiva e na defesa do SUS.
Frase marcante: “Saúde é algo que se conquista no dia a dia.”
Use em temas sobre: Prevenção de doenças, hábitos saudáveis, desigualdades.
Quem foi: Psiquiatra humanista brasileira.
Contribuição: Revolucionou o tratamento de doenças mentais no Brasil, combatendo métodos agressivos como eletrochoques.
Use em temas sobre: Saúde mental, humanização do cuidado, psiquiatria no Brasil.
Quem foi: Filósofo francês.
Obras-chave:O Nascimento da Clínica e Vigiar e Punir.
Contribuição: Estudou como a medicina moderna se tornou uma forma de controle social.
Use em temas sobre: Biopoder, medicalização, instituições de saúde.
Quem foi: Filósofo e crítico social austríaco.
Obra-chave:A Expropriação da Saúde
Contribuição: Questionava o excesso de medicalização e o papel central do médico na sociedade.
Use em temas sobre: Autonomia do paciente, excesso de diagnósticos, crítica ao sistema.
Quem foi: Pai da psicanálise.
Contribuição: Destacou a importância do inconsciente e da saúde mental.
Use em temas sobre: Saúde mental, repressão emocional, autocuidado.
Agora que você conhece algumas soluções, é hora de pensar nos principais argumentos que podem ser desenvolvidos em temas de redação relacionados à saúde:
A falta de investimentos e a má gestão da saúde pública resultam em filas, superlotação e falta de medicamentos.
Grupos em situação de vulnerabilidade têm mais dificuldade de acesso a tratamento, prevenção e diagnóstico precoce.
Questões como saúde mental, sexualidade e doenças infectocontagiosas ainda são cercadas de preconceitos, dificultando a busca por ajuda.
A ausência de campanhas educativas ou sua baixa eficácia faz com que muitos não saibam como prevenir doenças ou cuidar da saúde.
O estilo de vida moderno, marcado pelo uso abusivo de telas e má alimentação, tem agravado casos de obesidade, estresse e distúrbios emocionais.
O eixo temático saúde é um dos mais cobrados em provas como o ENEM, vestibulares e concursos. Saber identificar argumentos coerentes, propor soluções possíveis e aplicar repertórios socioculturais é o caminho para tirar uma nota alta.
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