
Só em 2023, mais de 80 mil pessoas desapareceram no Brasil, um dado que escancara a urgência de discutirmos esse tema, especialmente para quem está se preparando para vestibulares, ENEM, e concursos. Sabendo da relevância desse assunto, preparamos um tema de redação que vai te ajudar a desenvolver argumentos fortes e bem estruturados sobre o desaparecimento de crianças e adolescentes que afeta milhares de famílias no país. Vamos te guiar na construção de uma redação nota máxima, com dicas práticas e repertórios essenciais para você arrasar!
A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para combater o desaparecimento de crianças e adolescentes no Brasil”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista.
Brasil registrou mais de 80 mil pessoas desaparecidas em 2023; número é 3,2% maior que o ano anterior
O Brasil registrou 80.317 casos de desaparecimentos em 2023, um aumento de 3,2% em relação ao ano anterior, de acordo com o Anuário da Segurança Pública. Este número evidencia os desafios que o país ainda enfrenta em relação a esses casos.
David Marques, coordenador de projetos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, alerta que o aumento das estatísticas deve ser analisado com cautela. Ele destaca que o aumento pode estar relacionado ao maior acesso das pessoas à polícia para registrar boletins de ocorrência, indicando uma maior confiança na atuação policial.
Um dos maiores desafios é a não-linearidade na solução dos casos de desaparecimento. Em 2023, 52.970 desaparecidos foram encontrados, mas nem todos desapareceram no mesmo ano. Casos como o de Fabiana, desaparecida desde 1995 em São Paulo, permanecem sem solução, destacando a falta de políticas públicas eficazes para lidar com essas situações.
O Sistema Único de Segurança Pública (Susp), criado em 2018, é uma aposta para aprimorar as investigações, mas enfrenta dificuldades em sua implementação. Uma das ferramentas bem-sucedidas, no entanto, é o Alerta Amber, que ajudou a encontrar crianças desaparecidas por meio da tecnologia.
Fonte adaptada: CNN Brasil
MJSP lança campanha para conscientizar sobre o desaparecimento de crianças
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) lançou a campanha “Não Espere 24h”, voltada à conscientização sobre o desaparecimento de crianças. A iniciativa visa desmistificar a crença de que é necessário aguardar 24 horas para registrar a ocorrência de desaparecimento. Quanto mais rápido o caso for comunicado, mais eficaz será a busca.
A campanha também expõe a realidade alarmante de que cerca de 20 mil crianças e adolescentes desaparecem por ano no Brasil, com aproximadamente 12 mil sendo encontradas. Além disso, a subnotificação é um problema que dificulta a real dimensão do fenômeno, e o MJSP está trabalhando para mitigar essa questão.
A campanha é estruturada em redes sociais e conta com a cooperação da Meta para divulgar alertas de desaparecimento via Alerta Amber, que já mostrou eficácia na localização de crianças desaparecidas.
Fonte adaptada: Governo do Brasil
De problema familiar a tráfico humano: conheça as principais causas de desaparecimentos no Brasil
Raquel Gallinati, delegada e diretora da Adepol (Associação dos Delegados de Polícia) do Brasil, considera esses sumiços sem resposta uma “complexa teia de circunstâncias que contribui para o cenário preocupante”, uma vez que os motivos variam de pessoa para pessoa. Mas entendê-los, ela ressalta, é crucial para obter soluções.
O desaparecimento voluntário ocorre em torno de 70% dos casos, diz o produtor audiovisual Anderson Jesus, responsável pelo canal Desaparecidos, no YouTube — que já divulgou centenas de casos em todo o Brasil e tem ajudado familiares.
As motivações, por sua vez, variam de conflitos com pai e mãe a juramento de morte, seja por dívida, seja briga entre facções. Apesar de o desaparecimento voluntário estar entre as principais causas, Anderson Jesus ressalta que são esses os casos que têm a maior taxa de resolução.
Outro fator representativo de sumiços de pessoas no Brasil é a saúde. Indivíduos diagnosticados com distúrbios mentais, como esquizofrenia, Alzheimer e autismo, tendem a desenvolver mania de perseguição e fogem.
Já o tráfico de pessoas ocorre majoritariamente com crianças e “visa à exploração sexual, ao trabalho escravo e ao tráfico de órgãos”, informa a diretora da Adepol Brasil.
Fonte adaptada: R7 Notícias
ONU alerta para aumento no desaparecimento de crianças e adolescentes
Segundo a ONU, milhões de crianças e adolescentes desaparecem todos os anos, muitas vezes vítimas de tráfico humano e outras formas de exploração. No Brasil, a Lei nº 13.812/2019 institui a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas e estabelece procedimentos prioritários para a busca de crianças e adolescentes desaparecidos.
A legislação define que uma pessoa desaparecida é aquela cujo paradeiro é desconhecido, não importando a causa.
Fonte adaptada: Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro
1. Stranger Things
A popular série da Netflix gira em torno do desaparecimento misterioso de um garoto e a busca incansável de sua família e amigos para encontrá-lo, trazendo à tona temas como amizade, lealdade e o impacto emocional do desaparecimento de um ente querido.
2. The Missing
Uma série britânica que acompanha a angustiante investigação de um pai em busca de seu filho desaparecido, explorando os desafios e as frustrações enfrentadas por famílias que vivem essa realidade.
1. Os Goonies
Um clássico dos anos 80 que, embora seja uma aventura, aborda o desaparecimento de crianças de uma forma leve, misturando humor e mistério na busca por um tesouro perdido.
2. Gone Baby Gone
Um thriller que explora o desaparecimento de uma criança e os dilemas morais enfrentados pelos investigadores, incluindo temas como ética, justiça e as consequências das ações humanas.
1. O Desaparecimento de Katharina Linden, de Helen Grant
Um livro que mistura mistério e investigação, onde uma jovem menina desaparece misteriosamente, e a história aborda as investigações para resolver o caso, explorando o impacto social e emocional do desaparecimento.
2. Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll
Embora seja uma história fantástica, “Alice no País das Maravilhas” pode ser relacionado ao tema por abordar o desaparecimento de Alice em um mundo desconhecido e a busca para retornar ao seu lar, oferecendo uma metáfora sobre a perda e o desejo de reencontro.
3. Desaparecida, de Catherine McKenzie
Um livro que trata do desaparecimento de uma mulher e os mistérios que envolvem sua vida, oferecendo uma perspectiva sobre as complexidades dos casos de desaparecimento e suas implicações.
1. Caso Madeleine McCann (2007)
O desaparecimento da jovem Madeleine McCann em Portugal é um dos casos mais conhecidos mundialmente, levantando questões sobre a segurança infantil, as falhas nas investigações internacionais e a importância das redes de alerta globais.
2. Alerta Amber
O Alerta Amber é um sistema de alerta criado nos Estados Unidos para divulgar amplamente informações sobre desaparecimentos de crianças em situações de risco iminente.
Implementado em vários países, incluindo o Brasil, ele é uma ferramenta essencial na rápida localização de crianças desaparecidas.
Soul Asylum – “Runaway Train”
Essa música aborda diretamente o tema de desaparecimento, com seu videoclipe mostrando imagens de crianças desaparecidas na vida real, fazendo um apelo ao público para ajudar a encontrá-las. Tornou-se um símbolo de sensibilização sobre o desaparecimento de crianças.
1. Lei nº 13.812/2019 – Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas
Esta lei institui o Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, estabelecendo diretrizes para a busca e localização de pessoas desaparecidas no Brasil, com foco especial em crianças e adolescentes.
2. Constituição Federal de 1988 – Artigo 227
Este artigo da Constituição Brasileira estabelece que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde e à segurança, o que inclui a proteção contra o desaparecimento.
3. Agenda 2030 da ONU
Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) incluem metas para reduzir a violência e proteger crianças e adolescentes, destacando a importância de combater o desaparecimento infantil como parte da segurança global.
4. Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA): Lei nº 8.069, de 13 de julho de 1990, que garante os direitos das crianças e adolescentes, incluindo a proteção contra o desaparecimento.
Causa:
A ausência de políticas públicas eficazes e integradas para a prevenção e rápida resposta aos casos de desaparecimento de crianças e adolescentes. Muitas vezes, o processo burocrático atrasa o início das investigações, e a falta de recursos impede que ações coordenadas sejam implementadas com a urgência necessária.
Consequência:
A demora na resposta e a falta de uma abordagem proativa podem resultar na perda de tempo crucial, diminuindo as chances de encontrar as crianças e adolescentes desaparecidos. Além disso, as famílias ficam desamparadas e sem suporte adequado, agravando o sofrimento psicológico e a sensação de impotência.
Possível solução:
Implementar políticas públicas integradas que priorizem a criação de um sistema unificado e ágil de resposta aos casos de desaparecimento, com menos burocracia e mais eficiência. O fortalecimento da cooperação entre diferentes esferas do governo, bem como o investimento em tecnologia e treinamento especializado, pode acelerar a resolução desses casos.
Repertório Filosófico:
Jean-Jacques Rousseau – “O Contrato Social”:
Rousseau discute a responsabilidade do Estado em garantir a segurança e o bem-estar dos seus cidadãos. A falta de políticas públicas adequadas para proteger crianças e adolescentes pode ser vista como uma falha do Estado em cumprir seu contrato social, deixando os mais vulneráveis expostos a riscos desnecessários.
.
Causa:
O desaparecimento de crianças e adolescentes é um tema pouco discutido na sociedade, muitas vezes tratado como um tabu.
Consequência:
A falta de debate e conscientização contribui para a perpetuação do problema, pois sem a pressão pública e a sensibilização da sociedade, as medidas necessárias para prevenir e combater o desaparecimento de crianças não são implementadas com a devida urgência.
Possível solução:
Promover campanhas de conscientização e abrir espaços para o debate público sobre o desaparecimento de crianças, desmistificando o tema e incentivando a participação ativa da sociedade e dos órgãos governamentais na busca por soluções.
Repertório Filosófico:
Michel Foucault – “Vigiar e Punir”:
Foucault explora como certas questões sociais são mantidas fora do discurso público e controladas pelo poder.
A falta de debate sobre o desaparecimento de crianças pode ser vista como um exemplo de como o poder oculta e silencia questões críticas para manter a ordem social, evitando que sejam amplamente discutidas e confrontadas.
Agora que você está por dentro do tema, é hora de colocar a mão na massa e treinar. Lembre-se, discutir o desaparecimento de crianças e adolescentes vai muito além de uma redação, é sobre sensibilizar e trazer à tona um problema que não pode ser ignorado. Então, RedAluno, se você quer garantir aquela nota máxima, não deixe de acessar nossa plataforma e conferir os mais de 400 temas disponíveis para treino. Bora praticar e se destacar!
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.
Ver Planos de CorreçãoO casamento infantil viola direitos de milhares de crianças no Brasil. Com o debate em alta, entenda por que o tema é urgente e um forte candidato para a redação do ENEM e vestibulares.
A saúde é um direito, mas a pesquisa para doenças degenerativas no Brasil enfrenta obstáculos. Entenda os desafios da ciência e prepare-se para o ENEM com os melhores argumentos sobre o tema.
O Carnaval é um dos maiores patrimônios culturais do Brasil. Mas como garantir a valorização e o reconhecimento dos fazedores de cultura que o constroem o ano inteiro?
A doação de livros é uma ferramenta de justiça social contra a exclusão cultural. Em um Brasil com cada vez mais não leitores, ela democratiza o acesso ao conhecimento e reduz desigualdades.
Vestibular UNEB 2026 debateu o feminicídio e a educação como combate à violência. Analisamos este tema crucial que desafiou milhares e te preparamos para futuras pautas sociais.
A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br