Treinar diferentes temas e construir repertórios é uma estratégia fundamental para o desenvolvimento intelectual e a preparação para desafios variados na vida. A abordagem de uma ampla gama de temas enriquece o conhecimento e a compreensão de um indivíduo, capacitando-o a participar de discussões informadas e a enfrentar situações diversas. A importância de treinar diferentes temas está intrinsecamente ligada ao desenvolvimento de repertórios amplos. À medida que uma pessoa explora e estuda uma variedade de assuntos, ela acumula informações, experiências e perspectivas que enriquecem seu entendimento do mundo. Esses repertórios facilitam a participação em debates, tomada de decisões informadas e o desenvolvimento de soluções criativas para problemas. Além disso, treinar diferentes temas ajuda a ampliar a capacidade de aprendizado e adaptação. A exposição a tópicos variados promove a agilidade mental e a capacidade de fazer conexões entre conceitos aparentemente distintos. Isso é particularmente importante em um mundo em constante evolução, onde a resolução de problemas muitas vezes exige uma abordagem multidisciplinar. A diversidade de temas também promove a empatia e a compreensão de diferentes perspectivas culturais, sociais e políticas. Isso é essencial para uma sociedade globalizada e interconectada, onde a colaboração e a comunicação com pessoas de origens diversas são comuns. Em resumo, a importância de treinar diferentes temas e desenvolver amplos repertórios está na capacitação de indivíduos para a vida em um mundo complexo e em constante mudança. Isso não apenas enriquece a mente, mas também facilita a adaptação, a inovação e a compreensão do mundo e das pessoas que o habitam. Portanto, a exploração de diversos temas é uma prática valiosa que contribui para o crescimento intelectual e pessoal.
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O avanço das redes sociais transformou profundamente a forma como os indivíduos se informam, se relacionam e constroem percepções sobre o mundo. Nos últimos anos, porém, esse ambiente digital passou a ser marcado por um fenômeno preocupante: a “isca de raiva”, estratégia utilizada para provocar indignação e estimular engajamento rápido por meio de conteúdos provocativos, distorcidos ou emocionalmente carregados. O aumento expressivo desse tipo de publicação tem contribuído para a intensificação de conflitos online, a deterioração do diálogo público e o agravamento de problemas de saúde mental, especialmente entre jovens e adultos hiperconectados. Diante desse cenário, analisar os impactos socioemocionais e comportamentais da “isca de raiva” torna-se fundamental para compreender os desafios contemporâneos ligados à tecnologia, à desinformação e ao bem-estar psicológico. Por isso, o tema tem sido amplamente discutido por educadores, pesquisadores e avaliadores, configurando-se como uma possibilidade concreta para ENEM, vestibulares e concursos que exploram questões atuais da cultura digital. Textos motivadores sobre o tema “isca de raiva” Texto I – O que significa “isca de raiva” nas redes sociais? O termo “isca de raiva” (rage bait) foi eleito como expressão do ano pela Oxford University Press, após registrar uma alta expressiva no uso ao longo dos últimos meses. A expressão descreve táticas manipuladoras que buscam provocar irritação, indignação ou frustração no usuário para aumentar engajamento, tráfego e alcance de publicações. Segundo o dicionário, esse tipo de conteúdo é produzido deliberadamente para despertar emoções negativas, funcionando como uma evolução do clickbait. Enquanto o clickbait atrai pela curiosidade, a isca de raiva tem como objetivo direto provocar reações emocionais intensas, fazendo com que o público interaja mais. A escolha do termo reflete o clima emocional das discussões digitais de 2025 e se conecta ao aumento da exaustão mental, da polarização e do consumo acelerado de conteúdos provocativos nas redes sociais. Especialistas apontam que, mesmo sem perceber, a maioria dos usuários já foi alvo desse tipo de manipulação emocional enquanto rolava o feed. Fonte adaptada:g1 Texto 2 – Como o “rage bait” influencia emoções e polarização nas redes sociais? O dicionário de Oxford escolheu rage bait como palavra do ano de 2025. O termo descreve conteúdos digitais criados para provocar irritação e gerar alto engajamento nas redes sociais. Publicações provocativas despertam emoções fortes e são impulsionadas pelos algoritmos, que priorizam aquilo que captura mais atenção. Segundo a psicóloga Leihge Roselle, o cérebro humano tem tendência a prestar mais atenção a estímulos que provocam alerta ou ruptura de padrão. Essa inclinação favorece a difusão de conteúdos que despertam raiva, medo ou indignação, o que explica a velocidade com que esses materiais se espalham. O fenômeno se conecta também ao aumento das relações parasociais. O dicionário de Cambridge escolheu “parassocial” como palavra do ano. O termo descreve vínculos emocionais que indivíduos formam com figuras públicas mesmo sem contato real. A rotina de influenciadores nas redes desenvolve sensação de convivência e cria uma blindagem moral em torno dessas figuras, dificultando o pensamento crítico. Pesquisadores afirmam que o rage bait contribui para um ambiente digital mais tóxico. Segundo Marie Santini, professora da UFRJ, a indignação online é usada como estratégia de monetização e não promove avanços coletivos. Algoritmos reforçam esse ciclo ao recomendar conteúdos semelhantes sempre que percebem aumento do engajamento. Esse cenário amplia a polarização e reduz o espaço para debates racionais. A exposição constante ao rage bait intensifica emoções viscerais, produz ressentimento e dificulta o encontro de informações que contrariem as crenças dos usuários. Fonte: Adaptado de Poder360 Texto 3 – Como a ciberpsicologia explica os efeitos do rage bait na saúde mental dos usuários? A sensação de indignação ao navegar pelas redes é cada vez mais comum. Esse fenômeno é explicado pelo rage bait. O termo descreve conteúdos produzidos para provocar irritação e gerar engajamento emocional. Na ciberpsicologia, o rage bait revela como os algoritmos priorizam emoções intensas para manter o usuário conectado. O rage bait assume diversos formatos. Pode aparecer em opiniões extremas, manchetes sensacionalistas, ataques a grupos sociais ou vídeos editados para destacar trechos polêmicos. Mesmo quando a intenção é criticar o conteúdo, cada reação fortalece o seu alcance. O algoritmo interpreta comentários e curtidas como sinais de relevância. A exposição frequente a esse tipo de conteúdo afeta a saúde mental. A ativação constante do sistema de ameaça aumenta a ansiedade. O viés de negatividade faz com que estímulos provocativos capturem mais atenção. O cérebro reage como se estivesse diante de um risco real. Pesquisadores destacam que o consumo repetido desses gatilhos aumenta irritabilidade, reforça polarizações e alimenta a sensação de impotência. A pessoa passa mais tempo em alerta, desenvolve pensamentos automáticos distorcidos e interpreta situações de forma catastrófica. Essas respostas emocionais tendem a se intensificar com o uso contínuo. A psicologia observa que o rage bait pode estimular padrões como catastrofização, generalização e leitura mental. Esses processos cognitivos fortalecem a emoção de raiva. Técnicas de reestruturação cognitiva ajudam o indivíduo a questionar interpretações precipitadas e a reduzir o impacto emocional dessas interações. Estratégias práticas podem minimizar o efeito do rage bait. Entre elas estão a pausa consciente antes de reagir, o controle de exposição, a seleção de conteúdos mais saudáveis e a compreensão do funcionamento dos algoritmos. Essas medidas reduzem o ciclo de engajamento emocional. A ciberpsicologia aponta ainda que o problema é estrutural. O modelo de negócios das plataformas se baseia em atenção contínua. Enquanto isso permanecer, o rage bait terá vantagem. A discussão sobre educação digital, políticas públicas e regulação das plataformas é essencial para reduzir danos coletivos. Fonte: Adaptado de Psicoterapia e Afins. Disponível em:https://www.psicoterapiaeafins.com.br/2025/08/26/raiva-nas-redes-sociais-algoritmos-saude-mental/ Texto 4 – Por que o termo “rage bait” foi escolhido como palavra do ano pelo Oxford Dictionary? O Oxford University Press escolheu rage bait como a Palavra do Ano de 2025. O termo indica conteúdos criados deliberadamente para provocar irritação e aumentar o engajamento nas plataformas digitais. Essas publicações despertam emoções fortes e são impulsionadas por algoritmos que priorizam reações intensas. Fonte: Adaptado de O Globo. Quais repertórios socioculturais ajudam a explicar o fenômeno da isca de raiva?

A linguagem simples se tornou obrigatória em todo o país após a sanção da Lei 15.263/2025, que exige comunicação clara nos órgãos públicos. Essa mudança impacta diretamente o acesso à informação, a transparência do Estado e a participação social. Para quem se prepara para ENEM, vestibulares e concursos, compreender como a linguagem simples reduz barreiras burocráticas e torna os serviços públicos mais compreensíveis é essencial. Assim, antes de analisar os desafios dessa política, é preciso entender o que ela determina. Textos motivadores que ajudam a compreender a temática sobre a linguagem simples Texto I — Conceito e contexto A Lei 15.263, sancionada em novembro de 2025, torna obrigatória a Linguagem Simples em todas as comunicações de órgãos públicos federais, estaduais, distritais e municipais. Segundo a norma, Linguagem Simples é o conjunto de técnicas que garante que qualquer cidadão consiga encontrar, compreender e utilizar informações oficiais com facilidade. A política busca reduzir a dependência de intermediários, diminuir custos administrativos e agilizar o atendimento público. Além disso, pretende ampliar a transparência, fortalecer o acesso à informação e facilitar a participação social, especialmente de pessoas com deficiência. Para isso, a lei determina o uso de frases curtas, vocabulário acessível, listas, tabelas, linguagem inclusiva e formatos adequados para comunidades indígenas quando necessário. A legislação é resultado do PL 6.256/2019 e reforça o compromisso estatal com a democratização da comunicação pública. Fonte adaptada — Agência Senado Texto II — Comunicação pública e organização da informação (ANA) A Agência Nacional de Águas (ANA) afirma que a linguagem simples faz parte do compromisso institucional de comunicar de forma clara, acessível e transparente. A iniciativa busca traduzir a linguagem burocrática típica da administração pública, tornando informações técnicas compreensíveis para todos os cidadãos. Segundo a ANA, a linguagem simples é ao mesmo tempo uma técnica e uma causa social. Ela defende que o acesso aos serviços públicos e o entendimento dos direitos só ocorrem quando a comunicação é objetiva, direta e inclusiva. A agência também destaca que a prática fortalece a cidadania, facilita o acesso à informação e melhora a relação entre Estado e população. Fonte adaptada — Agência Nacional de Águas (ANA) Texto III — Transparência e acessibilidade na comunicação pública (IKHON) A linguagem simples é considerada essencial para a gestão pública porque torna informações oficiais mais claras, acessíveis e transparentes. Segundo especialistas, esse modelo de comunicação facilita o acesso do cidadão aos seus direitos e aos serviços públicos. A técnica envolve organizar ideias de forma objetiva, empática e adequada ao público-alvo. Ela também promove acessibilidade, permitindo que idosos, pessoas com deficiência e grupos com dificuldade de leitura compreendam informações essenciais. O texto em linguagem simples não é necessariamente informal. Ele pode ser formal, desde que utilize frases curtas, vocabulário comum e organização clara das informações. Técnicas como uso de listas, ordem direta e explicação de termos técnicos ampliam a compreensão. Especialistas afirmam que essa abordagem fortalece a participação popular, melhora a transparência governamental e contribui para a democratização da informação. Fonte adaptada — Ikhon Texto IV — Transparência regulatória e participação social (ANTT) A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) afirma que a Política Nacional de Linguagem Simples consolida práticas já adotadas pela instituição. A agência utiliza comunicação clara para aproximar o cidadão das decisões regulatórias. Segundo a ANTT, diretrizes como frases curtas, padronização visual, explicação de termos técnicos e organização lógica das informações tornam o processo regulatório mais acessível. A Resolução 6.020/2023 já incorporava esses princípios em audiências, consultas e reuniões participativas. A linguagem simples também orienta o ParticipANTT, plataforma digital de participação social da agência. O sistema foi criado para facilitar o acesso às informações de transporte e mobilidade. Para a ANTT, a clareza das informações amplia a participação popular e fortalece políticas públicas mais eficazes. A agência reforça que continuará aprimorando documentos e canais digitais para garantir transparência ativa e comunicação acessível a todos os usuários. Fonte adaptada — ANTT Texto V — Charge e crítica ao excesso de linguagem técnica A charge apresenta um cliente utilizando expressões jurídicas complexas para pedir um simples pão na padaria. Termos como data venia e fumus boni iuris criam uma situação absurda, destacando a distância entre a linguagem comum e o “juridiquês”. O padeiro, confuso, responde que tudo isso foi dito apenas para pedir pão de trigo. A imagem critica o uso excessivo de jargões profissionais, que dificultam a comunicação e afastam as pessoas da compreensão básica. A charge reforça a importância da linguagem simples como ferramenta para garantir clareza, acessibilidade e comunicação eficaz, especialmente quando se trata de serviços públicos ou interações cotidianas. Fonte: Charge de comunicação pública Repertórios socioculturais para usar sobre o tema “Como a Linguagem Simples pode ampliar o acesso à informação no Brasil?” A seguir, você encontra repertórios de livros, legislação, filmes, séries, pesquisas, atualidades e charges que podem fundamentar argumentos sobre linguagem simples, transparência pública e acesso à informação. 1. Livros e obras teóricas • Paulo Freire — “Extensão ou Comunicação?” (1971) Freire critica a comunicação autoritária e defende uma comunicação dialógica, baseada na clareza e na participação.Relação com o tema: A linguagem simples aproxima o cidadão do Estado, facilitando o diálogo e reduzindo desigualdades informacionais. • Pierre Bourdieu — “O Poder Simbólico” Bourdieu explica como a linguagem pode reforçar desigualdades de poder.Relação: O uso de jargões técnicos pelo Estado exclui pessoas com menos escolaridade, reforçando a concentração simbólica do poder. • Antônio Fausto Neto — Estudos sobre comunicação pública O autor analisa mediações entre Estado e sociedade.Relação: A linguagem simples atua como mecanismo de mediação que reduz ruídos comunicacionais. 2. Legislações e documentos públicos • Lei 15.263/2025 — Política Nacional de Linguagem Simples Torna obrigatória a comunicação clara em todos os órgãos públicos do Brasil.Aplicação: Repertório perfeito para fundamentar propostas e argumentos. • Lei de Acesso à Informação (LAI — Lei 12.527/2011) Garante transparência ativa e passiva.Relação: A linguagem simples é instrumento para concretizar a LAI. • Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei 13.146/2015) Prevê acessibilidade comunicacional.Relação: A linguagem simples fortalece a inclusão de grupos com barreiras de leitura.

A COP30, conferência global do clima que será sediada no Brasil em 2025, recoloca o país no centro das negociações ambientais internacionais. Por ocorrer em território brasileiro, o encontro amplia o debate público sobre preservação, redução de emissões e responsabilidade climática. Por isso, compreender o que é a COP, como ela funciona e por que influencia diretamente as políticas ambientais nacionais é essencial. Sem dúvida, esse tema pode aparecer no ENEM, em vestibulares e em concursos públicos, já que envolve abordagem interdisciplinar, atualidades e políticas públicas. Textos motivadores sobre a COP30 Para compreender por que a COP30 pode aparecer em provas como ENEM, vestibulares e concursos, é essencial analisar informações oficiais, dados atualizados e contextos que explicam seu impacto global. Texto 1 — O que é a COP30? A Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC) foi criada durante a Rio-92 e inaugurou o regime multilateral responsável por enfrentar o aquecimento global. Seguindo o princípio das “responsabilidades comuns, porém diferenciadas”, a Convenção determina que países desenvolvidos devem liderar a redução das emissões e financiar ações de mitigação e adaptação em países em desenvolvimento. Seus pilares incluem mitigação, adaptação, financiamento, tecnologia e capacitação, além de discussões recentes sobre perdas e danos, transição justa, povos indígenas, agricultura e oceanos. A partir da UNFCCC, foi criada a Conferência das Partes (COP), reunião anual que reúne os 198 países signatários para decidir como implementar os compromissos climáticos. A COP também funciona como Reunião das Partes do Protocolo de Quioto e do Acordo de Paris, integrando metas e responsabilidades internacionais. Ao longo das décadas, documentos como o Protocolo de Quioto (1997) e o Acordo de Paris (2015) estabeleceram metas de redução de emissões, mecanismos de transparência e planos nacionais obrigatórios, conhecidos como NDCs. O Painel Intergovernamental sobre Mudança do Clima (IPCC) apoia essas decisões por meio de relatórios científicos que orientam negociações, análises de impacto e estratégias de adaptação. Fonte adaptada – Ministério do Meio Ambiente Texto 2 — Notícia (SBPC / COP30) A COP30 inicia em Belém com o objetivo de atualizar os planos globais de enfrentamento da crise climática. Segundo a SBPC, o evento deve fortalecer políticas de adaptação baseadas em conhecimento científico e em saberes tradicionais. A presidente da SBPC, Francilene Garcia, defende que a conferência precisa garantir financiamento contínuo para pesquisa e reconhecer o papel de povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos e comunidades vulneráveis. Para ela, não há enfrentamento climático eficaz sem ciência e participação social. Documento elaborado pela SBPC e pela Academia Brasileira de Ciências aponta cinco diretrizes centrais: acelerar a transição energética; zerar o desmatamento; garantir proteção social; ampliar financiamento climático; e fortalecer a governança nacional da agenda ambiental. O relatório alerta que o Brasil pode enfrentar aquecimento de até 4,5°C, tornando o país altamente vulnerável. Por isso, ações rápidas e coordenadas são consideradas essenciais pelos pesquisadores. Especialistas também destacam que a crise climática exige cooperação internacional. Segundo Paulo Artaxo, pesquisador da USP, apenas acordos multilaterais sólidos podem enfrentar desafios de escala global. Fonte adaptada — SBPC Texto 3 — Linha do tempo e desafios climáticos (Acordo de Paris e NDCs) A COP30, que ocorrerá em 2025, marca os dez anos do Acordo de Paris, tratado internacional criado para limitar o aquecimento global e orientar políticas climáticas globais. O acordo determina que todos os países apresentem metas nacionais para reduzir emissões e aumentar a adaptação climática. Segundo a ONU, o principal objetivo é manter o aumento da temperatura abaixo de 2°C, com esforços para limitar esse avanço a 1,5°C. Atualmente, o tratado é adotado por 194 países, mas ainda enfrenta desafios de implementação e governança. Outro ponto central é o financiamento climático. Países desenvolvidos devem apoiar financeiramente nações em desenvolvimento para viabilizar ações ambientais. O compromisso é ampliar o financiamento global de US$300 bilhões para mais de US$1 trilhão até 2035. Na COP30, os países deverão revisar e ampliar suas NDCs, que são as contribuições nacionais para mitigação e adaptação. As novas metas devem considerar cortes de emissões entre 59% e 67% até 2035, segundo estimativas divulgadas por especialistas. Fonte adaptada – Correio Braziliense Texto 4 — Protagonismo indígena na COP30 A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, afirmou que a COP30 será marcada pela maior participação indígena já registrada em conferências do clima. A programação inclui o espaço Círculo dos Povos e a Aldeia COP, que reúnem atividades sobre vivências, territórios e soluções para a crise climática. Mais de 3 mil indígenas de diferentes países participarão do evento, reforçando a defesa de demarcações e ações de proteção territorial. A ministra destacou medidas recentes, como operações de desintrusão que ampliam a segurança em terras indígenas. Outro ponto central é a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), voltada à conservação e ao uso sustentável dos recursos naturais. A ministra também mencionou o Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que destina parte dos recursos diretamente às comunidades indígenas. Fonte adaptada — Agência Gov Texto 5 — Ailton Krenak e a crítica à separação entre humanidade e natureza O líder indígena Ailton Krenak, autor de “Ideias para adiar o fim do mundo”, critica a noção de que a humanidade está separada da natureza. Para ele, essa visão sustenta práticas de exploração ambiental e produz uma “humanidade zumbi”, desconectada de territórios e ancestralidades. Krenak destaca que povos indígenas mantêm vínculos profundos com a terra, entendendo rios, montanhas e florestas como parentes. Essa relação sustenta modos de vida baseados em cuidado, reciprocidade e preservação, contrastando com modelos de progresso que desconsideram limites ecológicos. Ele também relembra a resistência indígena desde a colonização, marcada por violência territorial e tentativas de homogeneização cultural. Para Krenak, a defesa dos territórios é essencial para a sobrevivência humana, já que práticas predatórias comprometem fontes de vida e geram crises ambientais crescentes. O autor afirma que práticas de exploração, como mineração e desmatamento, desrespeitam a sacralidade da natureza. Para ele, apenas a cooperação entre povos e a reconexão com a Terra podem adiar “o fim do mundo”. Fonte adaptada — Amazônia Real Quais são

Você já se perguntou por que o combate ao crime organizado é tão difícil no Brasil? Apesar de décadas de enfrentamento, essa estrutura criminosa continua crescendo e se adaptando, infiltrando-se em instituições públicas e moldando a vida nas grandes cidades. O tema voltou ao centro dos debates após a megaoperação no Rio de Janeiro, que resultou em mais de 120 mortes, entre elas, quatro policiais, e reacendeu o debate sobre segurança pública, letalidade policial e políticas de prevenção.Diante desse cenário, refletir sobre as barreiras para combater o crime organizado é essencial para compreender não apenas as falhas estruturais do Estado, mas também os impactos sociais, econômicos e políticos desse fenômeno. Proposta de Redação sobre crime organizado no Brasil A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “Barreiras para combater o crime organizado no Brasil ”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre crime organizado no Brasil 4.1 tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo consideradas “textos insuficiente”; 4.2 fugir do tema ou não atender ao tipo dissertativo-argumentativo; 4.3 apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto; 4.4 apresentar nome, assinatura, rubrica, ou outras formas de identificação no espaço destinado ao texto. TEXTO I — O ESTADO E O CRIME ORGANIZADO: UMA GUERRA INTERNA O crime organizado é um fenômeno que desafia o Brasil há décadas, atravessando as fronteiras da violência urbana e alcançando o campo político e econômico. Recentemente, o país assistiu a uma das maiores operações já registradas contra facções criminosas: uma megaoperação conduzida pelo governo do Rio de Janeiro, que teve como alvo o Comando Vermelho (CV).A ação, liderada pelo governador Cláudio Castro (PL-RJ), mobilizou forças policiais em áreas de mata nos complexos da Penha e do Alemão, onde confrontos armados resultaram em cerca de 120 mortes. Uma das estratégias utilizadas, conhecida como “Muro do Bope”, buscou encurralar os criminosos considerados narcoterroristas.As cenas de violência e o alto número de mortos provocaram reações em todo o país. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, solicitou explicações ao governo estadual, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu a necessidade de um trabalho coordenado e nacional no combate ao crime organizado.As imagens da operação, comparadas a uma verdadeira guerra civil, revelam um problema estrutural: a ausência de políticas públicas eficazes, a precarização das forças de segurança e a falta de integração entre União, estados e municípios. Ao mesmo tempo, o uso de tecnologias de ponta, como drones capazes de lançar bombas contra policiais, evidencia a sofisticação das facções, que desafiam o poder do Estado e a própria noção de soberania nacional. Fonte adaptada: Gazeta do Povo (2025) TEXTO II — DESIGUALDADE, IMPUNIDADE E A EXPANSÃO DO CRIME ORGANIZADO Enquanto houver desigualdade econômica no Brasil, será difícil conter o crime organizado. Essa é a síntese feita por especialistas em segurança pública e direito penal que alertam: enfrentar o crime organizado é também enfrentar as causas sociais que o alimentam, como pobreza, exclusão e ausência do Estado em comunidades vulneráveis. De acordo com o jurista Walter Maierovitch, desembargador aposentado e estudioso do tema, o país vive um cenário preocupante em que as facções criminosas se infiltram nas estruturas estatais, lavando dinheiro obtido com o tráfico e a corrupção em atividades formalmente legais, como empresas de transporte, coleta de lixo e até financiamento de campanhas políticas. Para ele, “as máfias são parasitárias: grudam no Estado, sugam e corrompem agentes públicos”. O professor Daniel Pacheco Pontes, da Faculdade de Direito da USP, explica que as diferenças regionais intensificam o problema. “Em algumas áreas, como no Rio de Janeiro, o Estado já perdeu o controle territorial. Em outras, como São Paulo, ainda há resistência, mas o avanço é constante”, afirma. Segundo ele, a desigualdade social é o principal combustível das facções, que recrutam jovens em busca de pertencimento e renda. Além disso, Pacheco critica a ineficiência na aplicação das leis. “Não basta endurecer o Código Penal. O problema é a falta de aplicação efetiva das normas e a sensação de impunidade que isso gera.” O pesquisador Eduardo Dyna, da UFSCar, complementa que o PCC e outras facções se tornaram transnacionais, com atuação direta em países como Paraguai e Bolívia. “Esses grupos não querem substituir o Estado, mas explorá-lo, aproveitando suas fragilidades para expandir seus negócios ilícitos”, explica. Já o cientista social Vinícius Figueiredo, do Observatório de Segurança Pública da Unesp, defende que a repressão pura e o encarceramento em massa apenas fortalecem o ciclo de violência. “O Brasil tem a terceira maior população carcerária do mundo. Cada prisão superlotada é um centro de recrutamento de novos criminosos. Sem políticas sociais integradas, estaremos apenas alimentando o sistema que queremos combater.” De forma geral, os especialistas concordam que combater o crime organizado vai além das ações policiais. É necessário fortalecer as instituições, investir em inteligência, garantir oportunidades sociais e criar políticas de longo prazo voltadas à educação e à equidade econômica. Caso contrário, o país continuará preso a um ciclo de violência e corrupção que fragiliza a democracia e perpetua a insegurança coletiva. Fonte adaptada: Jornal da USP (2025) TEXTO III — NOVA LEI REFORÇA O COMBATE AO CRIME ORGANIZADO NO BRASIL Na tentativa de responder ao avanço das facções criminosas e à recente escalada da violência no Rio de Janeiro, o governo federal sancionou uma nova legislação voltada ao endurecimento do combate ao crime organizado. A medida, aprovada pelo Congresso Nacional e de autoria do senador Sergio Moro (União-PR), ex-juiz da Operação Lava Jato, foi publicada no Diário Oficial da União no dia 30 de outubro de 2025. A nova lei, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, cria duas novas modalidades de crime relacionadas à obstrução de investigações e ações contra organizações criminosas: Ambos os

De acordo com pesquisa da Ipsos (2025), cerca de 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar sobre as canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — número acima da média global, de 36%. Embora esses medicamentos sejam originalmente indicados para o controle da glicose em pessoas com diabetes tipo 2 e para o tratamento da obesidade, seu uso vem se popularizando entre pessoas saudáveis em busca de emagrecimento rápido. Esse crescimento é impulsionado, sobretudo, pela influência das redes sociais, onde celebridades e influenciadores exibem resultados instantâneos, muitas vezes sem acompanhamento médico. Entretanto, o uso indevido dessas substâncias pode causar efeitos colaterais graves, como enjoo, perda de massa muscular, deficiência nutricional e dependência psicológica. Diante disso, a discussão sobre o uso das canetas emagrecedoras ultrapassa o campo individual e se transforma em um problema de saúde pública, que exige educação em saúde, regulação estatal e conscientização sobre os riscos da medicalização da estética. Proposta de Redação sobre Canetas emagrecedoras A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema “O papel da agricultura familiar na promoção da alimentação saudável nas escolas públicas brasileiras”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Desse modo, selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para a defesa de seu ponto de vista. Instruções para redação sobre Canetas emagrecedoras O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado. O texto definitivo deve ser escrito à tinta preta, na folha própria, em até 30 (trinta) linhas. A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas copiadas desconsiderado para a contagem de linhas. Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que: Textos motivadores para o tema: Canetas emagrecedoras — os riscos do uso indiscriminado de medicamentos para emagrecimento no Brasil TEXTO I — O alerta sobre o uso indevido de canetas emagrecedoras De acordo com pesquisa divulgada pela Ipsos (2025), 58% dos brasileiros afirmam já ter ouvido falar sobre as canetas emagrecedoras, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro — índice bem superior à média global, de 36%. Esses medicamentos, originalmente indicados para controle de glicose em pacientes com diabetes tipo 2 e redução de peso em pessoas com obesidade, passaram a ser amplamente utilizados para fins estéticos. A popularização do uso das canetas emagrecedoras está fortemente associada à influência das redes sociais, onde personalidades e influenciadores divulgam seus resultados, nem sempre acompanhados por profissionais de saúde. No entanto, especialistas alertam que o consumo sem orientação médica pode causar efeitos adversos graves, como enjoo, perda de massa muscular, deficiência nutricional e até problemas hormonais. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçou recentemente a necessidade de controle rigoroso, exigindo a retenção da receita médica para a compra dos medicamentos. Ainda assim, o uso indevido continua crescendo, impulsionado pelo desejo de alcançar padrões corporais impostos socialmente. Nesse contexto, a discussão sobre as canetas emagrecedoras levanta questionamentos sobre saúde pública, ética médica e responsabilidade social, temas cada vez mais urgentes em uma sociedade marcada pela busca incessante pelo corpo ideal. Fonte: Adaptado de G1 — Ipsos: 58% dos brasileiros ouviram falar sobre canetas emagrecedoras; média global é de 36% (2025). Disponível em: g1.globo.com. TEXTO II — Popularização das canetas emagrecedoras acende alerta sobre riscos à saúde O crescimento do uso das chamadas canetas emagrecedoras, como Mounjaro e Ozempic, tem despertado atenção de médicos e autoridades de saúde em todo o país. Embora sejam aprovadas pela Anvisa para o tratamento da obesidade, do sobrepeso com comorbidades e do diabetes tipo 2, o uso indevido dessas substâncias se expandiu, impulsionado pela influência de celebridades e influenciadores digitais. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM), a prescrição desses medicamentos mais que dobrou nos últimos dois anos, revelando um crescimento que nem sempre está associado à melhoria no cuidado médico, mas à busca por soluções rápidas diante de um problema multifatorial. De acordo com a endocrinologista Dra. Patrícia Zach, do Hospital Dia Campo Limpo (CEJAM/SMS-SP), a tirzepatida, princípio ativo do Mounjaro, atua em receptores hormonais que ajudam no controle da glicemia e no aumento da saciedade. Apesar dos benefícios clínicos, o uso sem orientação pode gerar efeitos adversos como náuseas, vômitos, constipação, dor de cabeça, reações alérgicas e risco de pancreatite, além do perigoso efeito sanfona, especialmente quando não há acompanhamento nutricional e psicológico. A médica ressalta ainda que não existe tratamento milagroso e que cada caso deve ser avaliado individualmente, com apoio multidisciplinar. “As alternativas para o emagrecimento que devem ser priorizadas são as mudanças no estilo de vida, com incentivo à prática de atividades físicas e alimentação equilibrada”, afirma. Além disso, a especialista defende a criação de políticas públicas de prevenção à obesidade, com foco na redução do preço de alimentos saudáveis e maior taxação de produtos ultraprocessados, como já ocorre em países como o México. Assim, a luta contra o avanço da obesidade precisa envolver educação alimentar, empatia e combate à desinformação, e não apenas a medicalização. Fonte: Adaptado de CEJAM – Popularização das canetas emagrecedoras acende alerta sobre riscos à saúde (2025).Disponível em: cejam.org.br TEXTO III — Especialistas alertam para riscos do uso indiscriminado de canetas para emagrecer O uso de medicamentos como Ozempic e similares, desenvolvidos originalmente para o tratamento de diabetes tipo 2 e obesidade, vem crescendo no Brasil de forma alarmante. O problema é que, cada vez mais, essas substâncias têm sido utilizadas de maneira indiscriminada e sem prescrição médica, motivadas pela busca estética e pelo culto ao corpo magro. De acordo com o presidente da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), Bruno Halpern, há uma perigosa confusão entre “tratamento da obesidade” e “desejo social de emagrecer”. O especialista ressalta que os medicamentos devem ser destinados a pacientes com doenças crônicas e não a pessoas saudáveis que desejam perder alguns quilos rapidamente. Durante um
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