O Vestibular UNEB 2026, aplicado no dia 11 de janeiro, trouxe um tema de redação de forte impacto social e altíssimo potencial argumentativo:
“Feminicídio no Brasil: a educação como caminho de combate à violência”.
Mais de 21 mil candidatos participaram do primeiro dia de provas em 25 cidades baianas, enfrentando uma proposta que exigia leitura crítica da realidade brasileira, domínio conceitual e capacidade de articulação entre problema social e solução estruturante.
Mas afinal, o que exatamente esse tema cobrou do candidato?
E por que ele não foi surpresa para quem se preparou com a Redação Online?
O que o tema da redação da UNEB 2026 quis discutir, de fato?
Antes de qualquer estratégia de escrita, o candidato precisava compreender profundamente o recorte do tema. A UNEB não cobra achismo, cobra leitura social.
O que significa “feminicídio no Brasil”?
O feminicídio é a forma mais extrema de violência contra a mulher, caracterizada pelo assassinato motivado por gênero. No Brasil, ele está diretamente relacionado a fatores estruturais como:
– machismo histórico
– desigualdade de gênero
– naturalização da violência doméstica
– falhas na prevenção e proteção das vítimas
A própria tipificação do crime está prevista na Lei nº 13.104/2015, conhecida como Lei do Feminicídio, que alterou o Código Penal e incluiu o feminicídio como circunstância qualificadora do homicídio.
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Qual o papel da educação no combate ao feminicídio?
A palavra “educação” não aparece no tema por acaso. Ela define o eixo central da argumentação.
A banca esperava que o candidato compreendesse a educação como:
– ferramenta de prevenção da violência
– meio de desconstrução de estereótipos de gênero
– base para formação ética e cidadã
– instrumento de transformação social a longo prazo
Nesse ponto, era extremamente produtivo mobilizar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei nº 9.394/1996), especialmente no que diz respeito à formação para o exercício da cidadania e ao desenvolvimento pleno do educando.
Além disso, cabia mencionar a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que prevê o trabalho com direitos humanos, respeito à diversidade e cultura de paz ao longo da educação básica.
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O que significa “caminho de combate à violência”?
Ao utilizar a expressão “caminho”, a UNEB deixou claro que não buscava soluções imediatistas ou exclusivamente punitivas.
O candidato precisava compreender que o combate ao feminicídio exige:
– políticas públicas preventivas
– educação de base sobre igualdade de gênero
– formação crítica desde a infância
– atuação integrada entre escola, família e Estado
Nesse ponto, era extremamente pertinente citar a Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), destacando que, embora seja fundamental para a punição e proteção, ela não atua sozinha, sendo necessária a educação para evitar a reincidência da violência.
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Quais argumentos a banca da UNEB esperava?
O tema permitia múltiplos caminhos argumentativos, desde que bem articulados. Entre os principais:
– a educação como ferramenta de prevenção da violência de gênero
– a escola como espaço de formação para o respeito e a igualdade
– a reprodução do machismo na cultura brasileira
– a omissão social diante da violência doméstica
– a insuficiência de políticas exclusivamente punitivas
Esses argumentos dialogam diretamente com documentos como:
– Plano Nacional de Educação em Direitos Humanos (PNEDH)
– Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 5 (ODS 5 – Igualdade de Gênero)
– diretrizes internacionais de combate à violência contra a mulher
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Quais repertórios socioculturais poderiam ser usados?
Diferente de vestibulares que aceitam repertórios genéricos, a UNEB valoriza pertinência e conexão direta com o tema.
Entre os repertórios mais produtivos estavam:
– Lei nº 13.104/2015 (Lei do Feminicídio)
– Lei nº 11.340/2006 (Lei Maria da Penha)
– LDB (Lei nº 9.394/1996)
– BNCC e educação em direitos humanos
– dados sobre violência contra a mulher no Brasil
– debates sobre cultura do machismo estrutural
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Por que esse tema não surpreendeu alunos da Redação Online?
Porque ele já fazia parte da nossa preparação estratégica.
Antes da prova, trabalhamos temas como:
– Desafios para diminuir o feminicídio no Brasil
– “Em briga de marido e mulher, ninguém mete a colher?”
Além disso, os alunos tiveram acesso a:
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Mesmo após a prova, esse tema continua sendo central para quem vai prestar a UNEB 2027.
Ele revela:
– o tipo de recorte cobrado
– o nível de profundidade exigido
– os eixos temáticos prioritários
– o padrão de argumentação esperado
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