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“Segundo dados do último censo do IBGE, de 2010, já são mais de 60 mil os casais gays que moram juntos. Porém, as relações homo-afetivas são apenas mais um exemplo dos novos arranjos familiares no Brasil. O modelo de casal heterossexual com seus próprios filhos deixou de ser dominante no país. Pela primeira vez, o levantamento demográfico identificou 19 tipos de laços de parentesco, indicando que os outros tipos de arranjos familiares estão em 50,1% dos lares, entre eles: casais sem filhos, pessoas morando sozinhas, três gerações sob o mesmo teto, casais gays, mães ou pais sozinhos com filhos, amigos morando juntos, netos com avós, irmãos e irmãs, e ainda a nova e famosa família “mosaico”, compostas por pais divorciados que voltam a se casar e vivem com os filhos do antigo casamento na mesma casa. Dados como esse mostram como o conceito de família hoje é muito abrangente. Ficar discutindo com base em conceitos antigos não é apenas improdutivo, é um retrocesso.”
Fonte: como lidar comos novos modelos familiares (revistaescola.abril.com.br)
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O Conceito de família ainda revela-se discriminante. Devido à sociedade patriarcal em que o homem era provedor e a mulher submissa, a ideologia de família tradicional era única e incontestável. Contudo, a partir da Revolução Francesa, começou-se a questionar tal forma de organização. De todo modo, o patriarcalismo ainda está embutido no subconsciente do brasileiro e ainda se manifesta no ideário humano ao longo dos séculos. Por isso, é preciso revelar as formas e ocasiões em que aparece o efeito do patriarcado para fazer valer a família contemporânea e sua representação social.
O principal reflexo deste preconceito machista se faz presente, majoritariamente, por meio da mídia e da propaganda. Padrões de vida são disseminados, fazendo o cidadão, muitas vezes privado de consciência crítica, absorvê-lo e incorporá-los como ideais próprios. A perfumaria “O Boticário? gerou polêmica com um comercial de Dia dos Namorados em que apareciam diferentes tipos de casais (heterossexuais e homossexuais) trocando presentes. Essa campanha se tornou alvo de protestos homofóbicos apenas porque exibe a diversidade do amor além das convenções. Desse modo, é lamentável dizer que os modelos ditados pela tradição social insistem em privar o indivíduo de usar seu próprio livre-arbítrio.
Outro aspecto a ser mensurado diz respeito ao fato de a estrutura familiar contemporânea trazer consigo o desafio de saber conviver com a diferença. Atualmente, é possível ver que existem novas noções de família, como a homoafetiva, anaparental, mosaico ou pluriparental, paralela e eudomonista. Uma vez que a Constituição trouxe uma percepção mais abrangente e não restritiva, entende-se então que a Família, de fato, mostra-se composta pelas relações de afeto e não apenas da antiga conceituação de união e descendência biológica advinda do casamento. Como já dizia Voltaire, não é preciso concordar com determinado posicionamento, mas é preciso defender o direito de o outro de se expor.
Portanto, para que a concepção de família brasileira abranja suas novas configurações -a diversidade sexual-, será necessário total comprometimento efetivo da sociedade. O MEC deve estimular as escolas a realizarem projetos educativos sobre atuais mudanças sociais com o objetivo de assegurar igualdade e respeito. Ademais, o Estado precisa promover campanhas publicitárias que evidenciem as distinções entre orientação sexual, mostrando que, por exemplo, um beijo entre um homem e uma mulher é tão natural quanto um beijo gay. Assim, atitudes como essas irão garantir o desenvolvimento da nação.
São novas configurações de família: famílias monoparentais, união homoafetivas com filhos, paternidade e maternidades socioafetivas e recasamentos são alguns dos exemplos das novas configurações de família. Atualmente, a família “comercial de margarina” já não é mais o único modelo de família reconhecido na sociedade.
Existem diversas maneiras de fazer uma redação cujo tema seja “A família brasileira e suas novas configurações”, mas, de acordo com a solicitação do enunciado, é necessário abordar o fato de que existem novas configurações familiares. Nesse caso, não há um problema a ser resolvido, logo, a dica pode estar em falar sobre novas leis e quais os direitos essas novas configurações precisam ter garantidos.
O início da redação é a introdução. Dessa maneira, é interessante pensar que, deve-se iniciar dando um breve resumo do tema. Caso o tema da redação for “A família brasileira e suas novas configurações” você pode começar trazendo dados acerca das configurações familiares.
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