
Já sentiu aquela pressão de postar a selfie perfeita com seu parceiro? É, a gente sabe que é difícil resistir ao poder das redes sociais, mas precisamos falar sobre os perigos da superexposição de relacionamentos.
Esse será o tema da redação Enem desta semana – e vamos entender por que a superexposição pode ser uma armadilha.
Acerte seu cronômetro e escreva uma dissertação argumentativa sobre “A superexposição de relacionamentos nas redes sociais brasileiras e os reflexos na privacidade e saúde mental dos envolvidos.”
Use os textos motivadores abaixo para enriquecer sua redação e pense nas propostas de intervenção para o problema.
Qual a fronteira entre a exposição e a superexposição?
Superexposição se caracteriza justamente pelo “super”, isto é, o exagero e o volume de detalhes que as pessoas publicam em contextos que nem sempre são apropriados. Assim como fora da rede, precisamos avaliar o que merece ser compartilhado dependendo do contexto, das pessoas que terão acesso e do tema da conversa. Se avaliar os limites do que é superexposição de si mesmo é bem difícil, avaliar os limites da superexposição dos outros pode ser mais fácil. Muitas pessoas que amam compartilhar infinitos detalhes de sua intimidade às vezes se sentem no direito de também expor os detalhes da vida dos amigos, parentes, colegas de trabalho e filhos.
Nesses casos, os problemas são gerados de forma indireta e pessoas que nem usam tanto os sites de redes sociais acabam sendo superexpostas por outras, às vezes sem nem saber o que se passa nos ambientes digitais. Sabemos que a web nos proporciona um mundo de possibilidades. Novas amizades são feitas, milhares de fotos e vídeos são compartilhados e, cada vez mais, as pessoas sabem dos nossos gostos, crenças, opiniões e até sobre nossa intimidade em apenas um clique. Pessoas conhecidas, ou não. E é nesse ponto que a superexposição representa um perigo que extrapola as fronteiras da rede e pode nos colocar em situações de riscos reais, fora das telas dos computadores.
fonte: new safernet org – qual fronteira entre exposição e superexposição
Compartilhamento excessivo de relacionamento nas redes sociais
Pessoas que postam constantemente sobre como estão apaixonadas por seu parceiro incrivelmente incrível estão compensando a falta de profundidade emocional e conexão em seu relacionamento.
Mas se outras pessoas acham que as coisas estão ótimas, então elas têm que ser, certo?! Ou as coisas estão uma m* no relacionamento deles e eles estão compartilhando demais desde o início, então eles precisam manter as aparências agora.
Não há razão para que todo o seu relacionamento precise ser detalhado por meio de postagens nas redes sociais, exceto que você é realmente inseguro e precisa desesperadamente de validação externa. O Facebook tem toda essa coisa de mensagens privadas, ou existe uma nova tecnologia maluca chamada mensagens de texto que todas as crianças estão usando.
traduzido livremente de psiloveyou – relationship oversharing on social media
Casais que não expõem a relação na internet são mais felizes, diz estudo
É muito comum ver casais compartilhando momentos especiais da vida a dois nas redes sociais. No entanto, um estudo publicado pela revista científica Personality and Social Psychology Bulletin mostrou que esse hábito pode ser prejudicial à felicidade do casal.
Conforme o estudo, casais que publicam de forma exagerada detalhes e fotos da relação são ansiosos e inseguros. Essas características, de acordo com os pesquisadores, geram problemas no relacionamento. Por outro lado, casais que evitam expor sua vida na internet são mais felizes, pois preferem viver os momentos reais ao lado da pessoa amada.
Para o especialista em relacionamentos Caio Bittencourt, as redes sociais são responsáveis por colocar muita pressão nas relações amorosas. “Além da pressão de manter a imagem do relacionamento feliz, se criam expectativas irreais fazendo com que se espere a perfeição no seu parceiro ou parceira, o que é algo absurdo e impossível”, afirma.
fonte: terra – casais que não expoem a relação na internet são mais felizes diz estudo
Compartilhamento excessivo e seu impacto na saúde mental
Compartilhamento excessivo e TDAH
A maioria das pessoas divulga erroneamente fatos que provavelmente não deveriam ter divulgado em algum momento de suas vidas. Podem ser informações confidenciais sobre outra pessoa ou uma pequena conversa estranha. No entanto, o “compartilhamento excessivo” pode ser um problema mais comum para muitas pessoas com TDAH.
Dizer algo privado ou impróprio na situação errada ou para a pessoa errada é compartilhar demais. Pessoas com TDAH muitas vezes não fazem isso de propósito. Às vezes, eles podem não estar cientes de que estão falando incorretamente ou fornecendo informações excessivas. Alternativamente, eles podem não conseguir fazer uma pausa e pensar antes de falar.
O compartilhamento excessivo causa problemas por vários motivos. Com habilidades de funções executivas, como controle de impulsos, algumas pessoas podem ter dificuldades. Ou podem lutar contra baixa autoestima e habilidades sociais. As crianças podem se comunicar demais apenas para serem notadas ou para serem legais.
traduzido livremente de psychologs – oversharing and its impact on mental health
opinião – o apresentador Tiago Leifert se manifestou contrário à superexposição de relacionamentos íntimos e aqui ele explica por quê.
artigo – este é um repertório que ajuda na proposta de intervenção também.
vídeo –uma psicóloga explica por que certos casais famosos expõem detalhes da vida privada em redes sociais – é bem interessante!
reportagem – veja a reação do público à superexposição em rede social deste casal de celebridades e cite-o!
legislação – a superexposição pode acabar em crime, e você precisa saber quando isso acontece – leia agora!
reportagem – ao ler esta matéria você entenderá as consequências da superexposição de Luisa Sonza e Chico Moedas nas redes sociais.
notícia – às vezes a superexposição de casos íntimos vira caso de polícia, como este ocorrido em SP.
opinião – vai ser útil na sua redação incluir o parecer de alguém da área jurídica, e aqui vai um conteúdo com ótimos argumentos sobre a superexposição de relacionamentos em rede social.
reportagem –conheça o caso de Geisy Arruda e de que forma ela expôs seu relacionamento nas redes sociais.
Gostou deste tema para o Enem? Já tinha pensado nele? Envie sua redação sobre a superexposição de relacionamentos nas redes sociais e os reflexos na privacidade e saúde mental dos envolvidos para nossa equipe. Ela vai descobrir falhas que você não consegue perceber sozinho.
Envie suas redações e receba correção profissional em até 24h. Nossos especialistas aprovados nas melhores universidades vão te ajudar a alcançar a nota máxima.
Ver Planos de CorreçãoNa era digital, vale a pena fazer faculdade? Analisamos como a desvalorização do ensino superior impacta a formação crítica dos jovens e o futuro do Brasil.
Vestibular UNEB 2026 debateu o feminicídio e a educação como combate à violência. Analisamos este tema crucial que desafiou milhares e te preparamos para futuras pautas sociais.
Braille: ferramenta essencial para inclusão e cidadania de pessoas com deficiência visual. Tema relevante em vestibulares e no ENEM.
A doação de livros é uma ferramenta de justiça social contra a exclusão cultural. Em um Brasil com cada vez mais não leitores, ela democratiza o acesso ao conhecimento e reduz desigualdades.
Vestibular UNEB 2026 debateu o feminicídio e a educação como combate à violência. Analisamos este tema crucial que desafiou milhares e te preparamos para futuras pautas sociais.
A prova de redação da Unicamp 2026, aplicada neste último domingo (30), rapidamente se tornou um dos assuntos mais comentados entre estudantes e especialistas. Isso aconteceu porque, logo na abertura do enunciado, os candidatos se depararam com duas propostas extremamente atuais, socialmente relevantes e que exigiam, sem dúvida, um nível elevado de leitura crítica e domínio dos gêneros textuais. Ambos os temas tratavam de fenômenos que atravessam o cotidiano brasileiro: de um lado, a expansão da chamada “machosfera”, universo digital marcado por discursos de ódio e radicalização masculina; de outro, a importância histórica da CLT e dos direitos trabalhistas, que estruturam a cidadania social no país. Além de surpreender, as propostas reforçaram uma tendência que a Unicamp vem consolidando ao longo dos últimos anos: a de cobrar temas ancorados em debates contemporâneos, que permitem ao estudante demonstrar conhecimento de mundo, repertório sociocultural e capacidade de argumentar de maneira crítica. Por essa razão, compreender o que foi solicitado torna-se essencial para quem deseja não apenas revisar seus acertos, mas também se preparar com estratégia para a edição de 2027. O que caiu na redação da Unicamp 2026? Os candidatos encontraram duas propostas distintas e deveriam escolher apenas uma. Ambas tinham em comum a profundidade temática e a necessidade de observar rigorosamente o gênero textual solicitado. Tema 1 — A expansão da machosfera e o discurso de ódio contra mulheres A primeira proposta exigia um depoimento pessoal narrativo-argumentativo. O estudante precisava narrar um episódio testemunhado em ambientes digitais ligados à machosfera — incluindo grupos incel e redpill — e, a partir disso, refletir criticamente sobre os riscos e consequências dos discursos de ódio contra mulheres. Isso significa que o candidato não podia apenas narrar, mas articular uma experiência verossímil com uma análise consistente do fenômeno, demonstrando consciência social e conhecimento dos mecanismos de violência simbólica e digital. Tema 2 — A importância histórica da CLT A segunda proposta solicitava que o estudante escrevesse uma nota de esclarecimento destinada ao público interno de uma empresa. A tarefa consistia em explicar o significado de “ser CLT” e argumentar sobre a relevância histórica da legislação trabalhista no Brasil. Esse gênero, mais técnico e formal, exige objetividade, clareza terminológica e domínio da função social do texto, já que uma nota interna deve informar, orientar e esclarecer. Ambas as propostas, portanto, exigiram habilidades diferentes, mas igualmente sofisticadas: no primeiro tema, a combinação de narrativa e argumentação; no segundo, a precisão formal e a articulação histórica. O que diziam os textos motivadores da prova? Para além da escolha dos temas, a Unicamp reforçou sua tradição de oferecer coletâneas densas e multirreferenciadas, que ajudassem o candidato a compreender plenamente o contexto de cada proposta. Textos motivadores do tema da machosfera A coletânea incluía: – Trechos da série Adolescência, da Netflix, que aborda a vulnerabilidade de jovens expostos a discursos radicais em fóruns como incels;– Casos reais de ataques motivados por ideologias misóginas, como Elliot Rodger (EUA), Alek Minassian (Canadá) e Jake Davison (Reino Unido);– Leis brasileiras relacionadas ao enfrentamento da violência digital, como a Lei Maria da Penha em sua dimensão online, a Lei Lola Aronovich, a Lei do Sinal Vermelho e a Lei dos Deepfakes;– Reflexão do psicanalista Christian Dunker sobre a vergonha, a solidão e o sofrimento emocional que alimentam comportamentos violentos. Esses textos convidavam o estudante a analisar não apenas episódios isolados, mas um fenômeno complexo em que vulnerabilidade emocional, misoginia e algoritmos digitais se entrelaçam. Textos motivadores do tema da CLT A coletânea trazia: – Explicações sobre a função e o histórico da CLT;– O processo de consolidação de direitos como jornada de 8 horas, férias e FGTS;– O argumento econômico de que direitos trabalhistas não prejudicam o desenvolvimento, mas o fortalecem;– O impacto do 13º salário na economia brasileira e outros dados organizados pelo Dieese. Esses textos davam ao candidato um panorama histórico e estrutural sobre a evolução dos direitos trabalhistas no Brasil, mostrando como a CLT é fundamental para a cidadania social. Como o Redação Online antecipou exatamente esses dois temas Um dos pontos que chamou a atenção após a prova foi que o Redação Online já havia trabalhado exatamente os dois eixos temáticos cobrados pela Unicamp meses antes. Essa antecipação não foi coincidência: ela é resultado de um acompanhamento contínuo das tendências sociais, legislativas e culturais que influenciam os vestibulares. A discussão sobre a cultura incel, por exemplo, foi profundamente abordada no artigo: 🔗 Caminhos para o enfrentamento da cultura incel na sociedade contemporânea Nesse conteúdo, analisamos as origens da machosfera, explicamos como fóruns digitais amplificam a misoginia e discutimos políticas públicas e repertórios fundamentais — como Bauman, Bourdieu e ONU Mulheres — que dialogam diretamente com a proposta da Unicamp. Do mesmo modo, o eixo do trabalho e da proteção trabalhista já havia sido explorado em: 🔗 O fim da escala 6×1: medida válida para a saúde mental dos trabalhadores ou uma intervenção desnecessária? Esse tema discutiu a precarização do trabalho, a saúde mental dos empregados, a função social da legislação trabalhista e o papel da CLT como proteção histórica. Em ambos os casos, os conteúdos ofereceram aos estudantes exatamente o repertório necessário para compreender profundamente as propostas da Unicamp. Além disso, a série Adolescência, utilizada no motivador da prova, também foi analisada de forma detalhada no post: 🔗 Adolescência, da Netflix: como usar a série em redações e o que ela revela sobre a juventude brasileira Essa análise permitiu que os estudantes já tivessem contato prévio com conceitos fundamentais presentes no enunciado. Por que esses dois temas fazem sentido para a Unicamp? Ambos os temas escolhidos refletem movimentos sociais amplos. No caso da machosfera, observa-se um aumento global de discursos antifeministas, reforçados por algoritmos de recomendação e pela lógica de comunidade que valida frustrações e ódios. Por conseguinte, compreender esse fenômeno exige atenção às dinâmicas emocionais, tecnológicas e sociológicas. No tema da CLT, a universidade parece reafirmar a importância de revisitar a história do trabalho no Brasil para entender os avanços sociais e os desafios contemporâneos. Ademais, ao pedir
No dia 30 de novembro de 2025, a UERJ aplicou a redação do Vestibular Estadual 2026 trazendo um tema profundamente atual, embora ancorado em um dos maiores clássicos da literatura mundial. A banca apresentou um excerto de Hamlet, no qual Polônio aconselha Laertes a manter prudência, sensatez e, sobretudo, fidelidade a si mesmo. A partir desse texto, o candidato deveria responder: É possível, nos dias atuais, ser fiel a si mesmo, como aconselha Polônio?A proposta exigia um texto dissertativo-argumentativo, entre 20 e 30 linhas, com título obrigatório, desenvolvimento crítico e interpretação literária articulada ao mundo contemporâneo, marca registrada da UERJ. A leitura da coletânea: por que Hamlet foi o texto motivador? A escolha do trecho de Hamlet não foi aleatória. Polônio apresenta um conjunto de orientações sobre prudência, postura social, autocontrole e ética. Mas, ao final, dá o conselho fundamental: “Sê fiel a ti mesmo.” A UERJ transforma esse verso clássico em uma pergunta urgente da vida moderna: • Como manter autenticidade em uma sociedade hiperconectada?• É possível agir com coerência interna quando redes sociais moldam comportamentos?• Como conciliar identidade própria com expectativas externas (família, trabalho, cultura)?• O “ser fiel a si mesmo” ainda é um ideal possível, ou se tornou um mito social? A banca espera que o candidato mobilize interpretação literária + reflexão social, atualizando Hamlet para o contexto de:✔ pressões digitais✔ performatividade social✔ construção de identidade✔ sensação de vigilância constante✔ conflitos entre pertencimento e autenticidade Por que o tema não surpreendeu quem estudou com o Redação Online Ao longo de 2025, o Redação Online trabalhou sistematicamente: • Identidade, autenticidade e coerência interna • Pressões sociais na contemporaneidade • Performatividade digital e perda de autonomia • O eu dividido entre desejo pessoal e olhar do outro E, de forma direta, publicamos o tema: ➡️ “A fidelidade a si mesmo na sociedade contemporânea.” Esse eixo é idêntico ao solicitado pela UERJ 2026. Além disso, oferecemos aos alunos: ✔ Análises completas de obras obrigatórias no Clube do Livro Incluindo reflexões literárias sobre identidade, ética, escolhas e conflitos internos — elementos essenciais para interpretar Hamlet com profundidade. Confira o post completo das obras: ➡️ https://redacaonline.com.br/blog/obras-obrigatorias-uerj-2026-tudo-o-que-voce-precisa-saber-para-arrasar-no-vestibular/ Quem estudou com o Clube do Livro já dominava: • o contexto de Shakespeare• técnicas de leitura literária para argumentação• como atualizar textos clássicos para temas sociais contemporâneos Ou seja: esse tema não foi surpresa para os nossos alunos. Entendendo o gênero: como escrever a redação no modelo UERJ A UERJ cobra a forma mais “pura” da dissertação argumentativa: A banca valoriza: Diferente do ENEM, não há proposta de intervenção. Argumentos possíveis para esse tema 1. A dificuldade de ser autêntico em meio à pressão social O candidato poderia defender que: • a sociedade define padrões rígidos de comportamento• a era digital cria expectativas irreais• o medo do julgamento inibe escolhas pessoais• algoritmos reforçam estereótipos e moldam comportamentos Repertório recomendado:Bauman e as identidades líquidas; Stuart Hall e a fragmentação identitária. 2. A autenticidade como resistência ética e filosófica O aluno pode argumentar que: • ser fiel a si mesmo é possível, mas exige coragem• autonomia moral é um exercício contínuo• autenticidade é uma forma de resistência ao controle social Repertório recomendado:Sartre (existencialismo e responsabilidade individual), Oscar Wilde, Hannah Arendt. Relação direta com o tema já trabalhado pelo Redação Online Nosso tema interno abordava: Tudo isso conversa diretamente com: “Sê fiel a ti mesmo.” Quem treinou com o Redação Online chegou à prova já preparado para: Como se preparar para a UERJ 2027 com o Redação Online Se o objetivo é conquistar alta pontuação, você precisa: O Redação Online oferece: Conclusão A prova de redação da UERJ 2026 reafirma o estilo da banca: um convite à reflexão filosófica, literária e social. Partindo dos conselhos de Polônio em Hamlet, a proposta desafia o candidato a discutir a autenticidade em um contexto marcado por pressões sociais e digitais. Quem estudou com o Redação Online encontrou familiaridade imediata com o eixo temático, pois trabalhamos exaustivamente conceitos de identidade, coerência interna, pertencimento e liberdade individual, além das obras literárias exigidas pela UERJ no nosso Clube do Livro exclusivo. Autenticidade não é apenas um tema literário: é um desafio contemporâneo. E, para escrever bem sobre ele, é preciso prática, repertório e direcionamento técnico. É isso que oferecemos todos os dias. Envie sua redação hoje mesmo e receba uma correção completa em até 24 horas:https://redacaonline.com.br