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Xenofobia no Brasil

Da miscigenação à segregação


Desde o processo de colonização em 1500, a identidade cultural do Brasil é pautada na miscigenação de diversos povos, os quais contribuíram com suas práticas e culturas para a formação das tradições e hábitos do brasileiro. Embora o país seja fruto de uma aglomeração de etnias, a xenofobia é uma grande problemática em âmbito nacional. Nesse sentido, convém analisar o ultranacionalismo e a falta de atenção do governo em relação aos imigrantes como principais fatores que desencadeiam a xenofobia, para que, assim, seja possível estipular soluções para combater essa adversidade.


De maneira inicial, é relevante ressaltar que a xenofobia se perpetua por intermédio do incentivo excessivo, e desnecessário, ao nacional. Tal situação ultranacionalista, faz com que os indivíduos estabeleçam uma aversão à etnias exteriores - cenário esse incoerente tendo em consideração a ampla miscigenação do país. Nesse contexto, cabe salientar os discursos do atual presidente do Brasil contra os médicos cubanos em 2018, quando esse tratou os profissionais da saúde de maneira injuriosa e, indubitavelmente, xenofóbica. Desse modo, faz-se mister a alteração dessa mentalidade conservadora e nacional para que não haja segregação com indivíduos de outros países.


Outrossim, além de enfatizar o discurso do Bolsonaro, é substancial declarar a insuficiência dos métodos de contenção da xenofobia preparados pelo governo federal. Por mais que medidas e campanhas tenham sido realizadas pelo estado em prol da solidariedade e respeito aos imigrantes,  os casos de xenofobia cresceram de forma expressiva. Nesse aspecto, a Secretaria Especial de Direitos humanos registraram em 2015 sete vezes mais denúncias de xenofobia em relação ao ano interior. Posto isso, é nítido a urgência de metodologias para tratar tal situação.


Assim, com base em tudo que foi abordado, é primordial enfatizar que uma sociedade estabelecida pela diversidade e miscigenação deveria, minimamente, não proporcionar segregações e humilhações a indivíduos de outras fronteiras baseando-se em ideais absurdamente nacionalistas. Sendo assim, para que a xenofobia deixe de ser um problema no contexto nacional urge que o Ministério da Educação, em parceria com entidades responsáveis pela integração de imigrantes, por meio de verbas governamentais, implemente e disponibilize aulas de filosofia e sociologia para toda comunidade, com aulas que exibam a dura e indigna realidade de um imigrante no Brasil, expondo suas carências e dificuldades. Espera-se que, desse modo, os brasileiros aprendam a respeitar pessoas de outro país e, finalmente, a xenofobia poderia acabar e os imigrantes viver uma vida digna. 

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