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Xenofobia no Brasil

A Semana da Arte Moderna, em 1922, carateriza-se por ser uma das maiores manifestações artísticas do País, a qual englobou expressões musicais com a finalidade de renovar as visões da cultura brasileira e torná-las libertárias da arte européia. Nesse contexto, a busca pela valorização social no que tange ao nacionalismo e a cultura homogênea de um povo está presente desde os primórdios da formação territorial brasileiro. No entanto, essa conjuntura vem ocasionando diversos entraves, como a xenofobia, que necessita ser culturamente combatida. Logo, medidas sociais e governamentais devem ser aplicadas para amenizar esse quadro atual.


Em primeiro lugar, cabe abordar o papel social na gênese da desvalorização de uma sociedade patriota e seus efeitos para o País. Essa situação, por sua vez, pode ser ratificada ao se observar os diversos momentos da História do Brasil, em que a sociedade elitizada privilegia os costumes europeus em detrimento dos aspectos nacionais. Como exemplo, pode-se mencionar os costumes da elite da República Velha, no século XX, que eram vivenciadas e cristalizadas na sociedade francesa da época. Nos dias atuais, presencia-se atos contraditórios em relação a essas práticas, tendo em vista que há a valorização de costumes elitizados em consonância com a intolerância a indivíduos de outros países, principalmente aos que se enquadram na categoria dos economicamente desfavorecidos. Como consequência, há o fomento dos casos de desigualdade.


Em segundo lugar, faz-se mister abordar a inabilidade estatal em lidar com a xenofobia, assim como com o antipatriotismo nacional. Nesse ínterim, mediante a valorização do nacionalismo e do individualismo comuns no ideário romântico do século XIX, medidas extremistas começaram a surgir, como o Nazismo e o Facismo, as quais promoveram obstáculos para o desenvolvimento civilizatório. Analogamente a isso, o sociólogo Pierre Boudier, em sua abordagem acerca da Teoria do Habitus, já afirmava que a sociedade incorpora, naturaliza e reproduz todas as estruturas sociais impostas em sua realidade. Com efeito, a partir da intolerância enraizada pelo Nazismo, a sociedade incorporou e reproduziu esses atos na sociedade atual, expandindo, assim, essa situação para esferas religiosas, ideológicas e econômicas, as quais fomentam os casos de desrespeito e desmoralização.


Portanto, é necessário que haja um esforço contínuo federativo em busca do fim da xenofobia e o aumento da valorização da patriocidade nacional. Dessa forma, cabe a Mídia incentivar o maior engajamento social nas causas relativas à intolerância, por meio de campanhas televisivas que abordam os malefícios oriundos da xenofobia para a vida individual, a fim de dirimir esse quadro e promover o respeito às diferenças. Além disso, cabe ao Poder Público coibir os casos de xenofobia, por meio da criação de delegacias especializadas e ouvidorias anônimas que atuam no combate a esses casos, com o intuito de impedir novos casos e o aumento da desigualdade social. Assim, a vida em sociedade torna-se-á mais harmônica.

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