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Xenofobia no Brasil

De acordo com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, o número de denúncias de xenofobia obteve um acréscimo de 633% entre 2014 e 2015. Reflexo de um país que apesar de ser conhecido como hospitaleiro com imigrantes transforma-se em um gigante xenofóbico quando trata-se de refugiados. Ademais, o imobilismo do poder judiciário no viés punitivo colabora para que o preconceito perpetue.
De maneira prioritária, é válido exclamar que as principais motivações para agressões são a cor da pele e a preferência religiosa, sendo assim, haitianos, pessoas de origem árabe e muçulmanos apresentam-se como alvos frequentes. Inquestionavelmente, os ofensores assemelham-se com os prisioneiros do Mito da Caverna de Platão, pois estão acorrentados pela ignorância e preconceito, vendo apenas o reflexo do que acreditam ser verdadeiro.
Por conseguinte, vale ressaltar que há meio século os portugueses chegaram em terras tupiniquim, como dito na Carta do Achamento do Brasil, classificaram os que aqui já viviam como inferiores e seres primitivos por conta da sua falta de vestimentas e estilo de vida. Como resultado, impuseram suas regras, escravizando-os e forçando o ensino da catequese. Análogo aos fatos citados, observa-se que o ambiente xenofóbico no qual o país encontra-se também é consequência da falta de tolerância e conhecimento da população, portanto, há semelhanças entre os portugueses de 500 anos atrás e os ofensores brasileiros. Sendo assim, torna-se previsível a repetição de atos preconceituosos como discorre o filósofo George Santayana, "Aqueles que não conseguem lembrar do passado estão condenados a repeti-lo".
Em última análise, é notório a falta de punibilidade dos casos já registrados de xenofobismo, retrato de um Estado que mostra-se apático e que coopera para a experiência de descuido e impunidade nas comunidades imigrantes, que no viés da justiça são excluídas da proteção jurídica. Logo, configurando-os como seres "Vida Nua" segundo a concepção do filósofo Giorgio Agambeu.
Em suma, é inconcebível a importância de ações para solucionar as óbices apresentadas. Em primeiro plano, deve haver a promoção de palestras, cartilhas educacionais e peças teatrais em instituições de ensino, ficando sob responsabilidade do corpo educacional, como forma de proporcionar um aprendizado mais entranhável no viés histórico, possibilitando que ações preconceituosas parem de perseverar. Ademais, cabe ao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a elaboração de uma pesquisa para que se tome conhecimento amplo de quantos casos de xenofobia há no país. Além disso, é indispensável a produção de campanhas publicitárias que visem sensibilizar e informar a população em geral, sendo delegada função ao Governo Federal. Por fim, é necessária uma posição firme do judiciário ante aos casos já registrados, buscando a imediata solução e dessa forma a ascensão do bem-estar social.
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