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Xenofobia no Brasil
Percebe-se que, no Brasil, a xenofobia é um imbróglio que está cada vez mais presente. Nesse contexto, é imperioso analisar as consequências dessa questão. Desse modo, dois fatores fazem-se relevantes: falta de tolerância populacional e a inércia estratégica estatal.
Em primeiro lugar, segundo Durkheim, "o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar, dotada de exterioridade, generosidade e coercitividade". Diante desse nexo, observa-se que a xenofobia é o reflexo da ausência de compromisso da sociedade brasileira com o fato social, uma vez que discrimina pessoas estrangeiras, mediante violência verbal e preconceitos sobre a cultura e costumes desses imigrantes. Dessa forma, os gringos são prejudicados, pois quando alguns deles decidem morar no país, enfrentam dificuldades -como, por exemplo, em conseguir empregabilidade- devido à xenofobia.
Ademais, análoga à primeira lei de Newton, verifica-se que há uma inércia estratégica estatal no Brasil. Comprova-se isso pelo fato de que o Estado não promove políticas públicas e ações eficientes para garantir a cidadania e o conforto dos imigrantes, haja vista que permite que indivíduos se tornem vítimas de segregação social dentro da nação que administra e nada faz para reverter essa situação. É fato que: o regime governamental do país é incompetente perante essa conjuntura.
Em face do exposto, intentando a extinção da xenofobia, conforme Auguste Comte, "é preciso saber prever a fim de prover". Assim, o Ministério da Justiça e o Ministério da Cultura devem realizar campanhas e projetos que visem alertar a comunidade acerca dos malefícios que a intolerância aos gringos gera, por meio de políticas coletivas e dos veículos midiáticos, com intuito de sensibilizar a população de que cidadãos com ética, língua, raça ou moral distinta não são marginais. Destarte, o Estado deve abandonar a "comodidade" e operar ações efetivas para apoiar os estrangeiros, com fito de garantir o bem-estar da densidade demográfica como um todo.
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