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Whitewashing e o racismo no cinema e na TV

E se não existisse whitewashing na cultura midiática?, essa palavra pode ser traduzida como termo utilizado para designar a cultura do embraquecimento, onde pessoas de etnias diferentes como negros, asiáticos, latinos são substituídos por pessoas brancas em papeis tanto para o cinema, quanto para a tv. Seja devido ao viés histórico com o blackface em meados da década de 80, seja pela normalidade com que isso é visto causando pouco questionamento sobre o assunto, essa prática é recorrente a mais de 200 anos.


THE BLACK and WHITE MINSTREL SHOW era um programa que passava na BBC em 1958. Abordando a ridicularizarão do comportamento negro para diversão de pessoas brancas, ele foi ao ar por 20 anos, em horário nobre e todos os personagens tinham os rostos pintados de preto, prática conhecida como blackface. Logo, o racismo nesse contexto se encontra quando fazem a associação da imagem negra como forma de humor, tornando ainda mais forte com a presença de pessoas brancas nos papeis dos personagens. De acordo com o jornal BBC, o programa ganhou o prémio GOLDEN ROSE of MONTREUX, em 1961. A consequência de tal exposição é a normalização da prática e a maneira como isso é refletido no comportamento social, fazendo com que saia das telas e se transforme em um habito do individuo que consome o material. Isso acaba fortalecendo e aumentando a desigualdade e o preconceito, alastrando cada vez mais o abismo que separa negros de brancos.


Ademais, essa conduta ganhou as mídias na década de 90 e persiste atualmente. Hoje o racismo não restringe apenas aos negros, mas também as pessoas que apresentam qualquer diferença no estereótipo, sendo os olhos um pouco mais puxados, rosto maior ou qualquer traço a mais que fuja do padrão. Um exemplo disso é o caso do filme A Vigilante do Amanhã, que teve a base construída na historia em quadrinhos que se passa no Japão, com o mesmo nome da produção. Os personagens que compõem a historia tem feições características do local de origem, mas na versão que foi para os cinemas, não só a personagem principal foi substituída para uma com o semblante norte-americano, como boa parte do elenco. Um problema que antes era restringindo apenas a uma determinada classe, hoje é possível constatar o alastramento desse comportamento, levando para outras etnias. Dessa forma, acaba por comprovar que, um comportamento tido anos atrás, apenas sofreu reajustes mas nunca deixou de existir.


Logo, com tudo exposto até aqui, fica claro a importância da influencia histórica na repetição de padrões que podem se estender por longos períodos. Um comportamento errado aceito pela população tende a repetição. Fomentar discussões e levantar questionamentos sobre o assunto desenvolve o senso critico, causando a quebra de padrões. Dessa forma, é importante a inserção desse tipo de assunto começando nas escolas, fazendo o uso de palestras com profissionais especializados e disseminação na mídia com as propagandas educativas. O intuito é tirar a população da zona de conforto em que foram acostumados visualmente a um determinado padrão estético, levantando questionamentos persuasivos a mudanças pois, se não existisse essa convenção de aparência, diversas pessoas teriam oportunidades iguais de ingressar no mundo do cinema e da tv.

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