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Whitewashing e o racismo no cinema e na TV

               A atriz Viola Davis, uma das poucas atrizes negras a receberem o prêmio mais estimado deste ramo, o Oscar, disse em seu discurso que a única diferença entre brancos e pretos são as oportunidades. Sob esse viés, a prática de escalar brancos para representar cinematograficamente pretos corrabora a tese da atriz, bem como denuncia o racismo presente no cinema. Esse cenário é resultado tanto da influência dos pensamentos do século XVI, quanto da falta de políticas públicas que coíbam a persistência deles na sociedade contemporânea.


               Em primeiro lugar, é importante pontuar que o racismo presente no cinema é uma consequência direta de pensamentos predominantes na sociedade atual que, por sua vez, foi acometida com a ideia errônea de superioridade branca. De acordo com a história, durante  as Grandes Navegações, foi implementado a ideia de que pretos não possuem almas, apenas para legitimar atos de crueldade como a escravidão. Embora essa ideia, em conjunto com a escravidão, foi posteriormente abolida, o racismo se manteve na sociedade de diversas maneiras e uma delas é a suposta inviabilidade de pretos se representarem em filmes, por exemplo. Desse modo, é necessário que a ideia de superioridade branca seja efetivamente extinta da sociedade e em todos os âmbitos.


               Em segundo lugar, vale destacar que a permanência desses pensamentos arcaicos na sociedade contemporânea são resultados diretos da falta de atuação do governo em incitar atos antirracistas, como é o caso de diretores cinematográficos impedirem a representatividade negra nos telas. Em conformidade com os Direitos Humanos, estipulados pela Organização das Nações Unidas, é terminantemente proibida a discriminação racial. Entretanto, é notório que a discriminição racial ainda acontece, mesmo que de forma muito sútil, uma vez que a atriz Gal Gadort, mulher branca e interpréte de Mulher Maravilha, foi escolhida para interpretar a Cleopadra, representante preta do Egito. Como consequência, gerou revolta na comunidade negra e de etnia egípcia. Dessa forma, é de suma importância dar voz e visibilidade aos que foram historicamente reprimidos pela sociedade e, sobretudo, pelos brancos.


               Portanto, diante de tudo que foi exposto sobre o racismo no cinema, é preciso intervir. Logo, urge que o Ministério da Cidadania, por meio de um projeto de lei, distribua cartezes pelas cidades, denunciando o racismo presente no meio artístico, tendo como resultado não somente a conscientização da população, como também o boicote de filmes e afins que possuem alguma forma de discriminação. Assim, espera-se coibir o racismo presente no corpo social brasileiro, bem como estimular a igualdade de oportunidades entre brancos e pretos.

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